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sábado, 8 de dezembro de 2012

Gênesis 23

Existe algo no Deus bendito que jamais podemos medir... Jesus é a Medida.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/23

Gn 23:2 A primeira vez que o choro é mencionado nas escrituras. Jesus chorou na morte de uma pessoa. A morte e o choro são companheiros, Ap 21:4.

Gn 23:3-20 Este longo relato detalhado certamente nos mostra a alta estima em que Abraão era tido por seus vizinhos. Como é bom termos nossos vizinhos pensando bem de nós! NÃO que devamos tentar ser populares para com eles, pois um crente fiel no Senhor Jesus jamais será popular para com o mundo (Jo 15:18,19 e 1 Jo 3:13). Você verá o quão próximos eram Abraão e Sara, se abrir em Hb 11:11-13 e 1 Pd 3:5,6. Abra em Hb 11:3-14 para ver que dentro do coração de Abraão ele possuía algo que estava além das lágrimas e da sepultura. A morte é para o crente uma combinação de lágrimas e esperança. Veja 1 Ts 4:13-18.

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/03/genesis-23.html ou http://www.stories.org.br/chaday/

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A Fé na Ressurreição

A morte é o limite do poder de Satanás; porém onde Satanás termina, Deus começa a atuar. Abraão compreendeu isto quando se levantou e comprou a cova de Macpela como lugar de repouso para Sara. Isto foi a expressão do pensamento de Abraão quanto ao futuro. Ele sabia que nos séculos vindouros a promessa de Deus quanto à terra de Canaã será cumprida, e pôde depositar o corpo de Sara na sepultura "na esperança gloriosa da ressurreição".

"Todos estes morreram na (ou segundo) a fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe e crendo nelas e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra" (Hb 11:13). Isto é na verdade uma feição excelente da vida divina. Essas "testemunhas", das quais o apóstolo fala em Hebreus 11, viveram não apenas pela fé, mas, mesmo quando chegaram ao fim da sua carreira, conheceram que as promessas de Deus eram tão reais e satisfatórias para as suas almas como quando no princípio da sua carreira. Ora, eu creio que esta compra de um lugar para sepultura na terra era uma prova do poder da fé, não somente para a vida mas para a morte. Por que estava Abraão tão interessado nesta compra? Por que mostrou tanto interesse em legalizar os seus direitos ao campo e à cova de Efrom sob os princípios do direito? Por que essa determinação em pesar o preço como "correntes entre mercadores"? FÉ, é a resposta. Ele fez tudo por fé. Ele sabia que a terra era sua por promessa, e que em glória a sua descendência havia ainda de possuí-la, e até então ele não seria devedor àqueles que ainda haviam de ser desapossados.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Abraão Demonstra Sua Fé Mediante Suas Obras

(Comentário Gênesis 22)


"Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito."
Hebreus 11:17


"Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? "

Tiago 2:21

"Porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único" (Gênesis 22.12). Notemos a frase, "agora sei". A prova nunca havia sido feita antes. Existia, sem dúvida, e Deus sabia isto. Porém, o ponto importante aqui é que Deus acha o Seu conhecimento do fato sobre a evidência tirada do altar do Monte Moriá. A fé é sempre comprovada pela ação, e o temor de Deus por meio dos frutos que resultam dela. Quem poderia pensar pôr em dúvida a sua fé? Tirai a fé, e Abraão aparecerá no Monte Moriá como um assassino e um doido. Tomai a fé em conta, e ele aparece ali como um adorador consagrado — um homem temente a Deus e justificado. Porém a fé tem que ser provada. "Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras?" (Tg 2:14)

E aqui quero referir a harmonia perfeita que existe entre Tiago e Paulo sobre o assunto da justificação. Na realidade, existe, como podia esperar-se, a maior e mais perfeita harmonia entre estes dois apóstolos sobre o assunto da justificação; com efeito, um é a contra-parte ou o expoente do outro. Paulo dá-nos o princípio íntimo, e Tiago a revelação desse princípio; aquele apresenta a vida oculta, este a vida manifestada; o primeiro vê o homem na sua relação com Deus, o último encara-o na sua relação com o seu semelhante. Bom, nós precisamos de ambos: o íntimo não serviria sem o exterior; e o exterior seria inútil e impotente sem o íntimo. "Abraão foi justificado" quando "creu em Deus"; e "Abraão foi justificado" quando "ofereceu Isaque, seu filho". No primeiro caso temos o segredo de Abraão, e no último o seu reconhecimento público pelo céu e pela terra. E conveniente notarmos esta distinção. Não se ouviu nenhuma voz do céu quando "Abraão creu em Deus", embora no parecer de Deus ele fosse ali, então, "considerado justo"; mas quando ele ofereceu o seu filho sobre o altar, Deus pôde dizer, "agora sei"; e todo o mundo teve uma prova poderosa e incontestável do fato de que Abraão era um homem justificado.

Assim será sempre. Onde quer que existir o princípio íntimo haverá a atuação exterior; porém todo o valor desta resulta da sua ligação com aquele. Desligai, por um momento, a atuação de Abraão, conforme é estabelecida por Tiago, da fé de Abraão, como é estabelecida por Paulo, e que virtude justificadora terá ela?  Nenhuma absolutamente. Todo o seu valor, a sua eficácia, a sua virtude emanam do fato que era uma manifestação exterior daquela fé, por virtude da qual ele havia sido contado justo perante Deus. Mas temos dito o bastante quanto à harmonia admirável entre Paulo e Tiago, ou antes, quanto à unidade da voz do Espírito Santo, quer essa voz seja proferida por Paulo ou por Tiago.

Voltemos agora para o nosso capítulo. É interessante vermos aqui como a alma de Abraão é levada a uma nova descoberta do caráter de Deus por meio da prova da sua fé. Quando podemos suportar a provação da própria mão de Deus, é certo levar-nos a alguma nova experiência com respeito ao Seu caráter, a qual nos faz conhecer quão valiosa é a provação. Se Abraão não tivesse estendido a sua mão para imolar o seu filho, ele nunca teria conhecido as ricas e excelentes profundidades desse título que ele aqui dá a Deus, a saber: "O Senhor proverá". É só quando somos realmente postos à prova que descobrimos o que Deus é. Sem provação podemos ser apenas teóricos, e Deus não nos quer assim: Ele quer que entremos nas profundidades vivas que há nEle Próprio — as realidades divinas de comunhão pessoal com Ele. Com que sentimentos e convicções diferentes deve Abraão ter retrocedido do Monte Moriá para Berseba! Do monte do Senhor ao poço do juramento! Quão diferentes eram agora os seus pensamentos acerca de 
Deus! Que pensamentos diferentes acerca de Isaque! Como eram diferentes os seus pensamentos quanto a tudo!

Na verdade, nós podemos dizer: "Bem-aventurado o varão que sofre a tentação" (Tg 1:12). É uma honra dada pelo próprio Senhor e a bem-aventurança da experiência a que ela conduz não pode ser facilmente calculada. É quando aos homens, para empregarmos a linguagem do Salmo 107:27, se "esvai toda a sabedoria" que eles podem descobrir o que Deus é. Oh! que Deus nos dê graça para podermos sofrer a provação, e a obra de Deus poder ser vista e o Seu nome glorificado em nós!

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Gênesis 22

Deus abençoa pela revelação de Seu amor.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/22

Gn 22:1-14 Abraão recebeu muitas promessas de Deus e houve muito encorajamento para ele. Agora vem a grande prova de sua vida. Estará ele desejoso de crer em Deus? Depois que tiver lido estes 14 versículos, vá até Hebreus 11:17-19. Tome um minuto do seu tempo para ler também os versículos 8-12. Deus foi satisfeito. Crer em Deus é a maior honra que podemos dar a Ele. Na perspectiva de Gênesis desta história, lemos o que Abraão fez; em Hebreus 11 lemos por que ele fez. 

Gn 22:2 A primeira menção do amor na Bíblia. Aqui é o amor do pai por seu filho - uma bela figura do amor de Deus por Seu Filho. Quase que as mesmas duas palavras são repetidas nos versículos 2, 3, 6, 7, 8 e 13. Repare na frase que é repetida nos versículos 6 e 8. Você consegue ver nessa história o quanto ela se assemelha a Deus Pai indo com Seu Filho até a cruz? O Senhor Jesus Se entregou como um sacrifício perfeito a Deus. Hb 9:26, 10:12. Esta história é uma fraca figura do sacrifício perfeito na cruz do Calvário. Nosso bendito Salvador foi até o fim. Nenhum substituto foi encontrado para Ele. A pergunta feita no versículo 7 não fica totalmente respondida até chegarmos ao Evangelho de João, capítulo 1, versículos 29 e 36. 

Gn 22:15-19 As grandes e gloriosas bênçãos prometidas a Abraão por causa de sua obediência. Algo maravilhoso aqui. Isaque não é visto do versículo 12 em diante. Ele desaparece. Sendo um tipo de Cristo na cruz, sabemos que o mundo nunca mais viu o Senhor Jesus após Ele ter sido tirado da cruz. Nenhum incrédulo O viu após a Sua ressurreição. A próxima vez em que O veremos será quando descer para nós, Sua noiva. Leia agora os versículos 20 ao 23. A primeira mulher a nascer e receber um nome que é mencionada na Bíblia. Quem é essa que está escondida nestes versículos? A futura noiva de Isaque! Não lemos a respeito dela por cerca de 20 anos até ela ir se encontrar com Isaque!

domingo, 11 de novembro de 2012

Duas Naturezas em Conflito (Parte 2)

(Comentário Gênesis 21, Romanos 7 e Gálatas 4)


Ao mesmo tempo que o nascimento de Isaque enchia Sara de riso, introduzia um elemento inteiramente novo na casa de Abraão. O filho da livre precipitou o desenrolar do caráter do filho da escrava. Na verdade, Isaque provou, em princípio, ser para a família de Abraão aquilo que a nova natureza é na alma dum pecador. Não se tratava de Ismael modificado, mas de Isaque nascido. O filho da escrava nunca podia ser nada mais senão isso. Pelo contrário, por muito fraco e desprezado que Isaque fosse, ele era o filho da livre. A sua posição e o seu caráter, a sua situação e perspectiva, eram do Senhor. "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3:6).

A regeneração não é mudança da velha natureza, mas a introdução de uma nova. Nem tão-pouco a introdução desta nova natureza altera, no mínimo, o caráter verdadeiro e essencial da velha natureza. Esta continua a ser o que era; e não é, de modo nenhum, melhorada; pelo contrário, dá-se a plena manifestação do seu caráter pecaminoso em oposição ao novo elemento;"... a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro" (G1 5:17).

O nascimento de Isaque não melhorou Ismael, mas apenas ocasionou a verdadeira oposição deste ao filho da promessa. Pôde ter uma conduta pacífica e irrepreensível até Isaque ter feito a sua aparição; mas então mostrou o que era perseguindo e ridicularizando o filho da ressurreição. Qual era logo o remédio? Melhorar Ismael? De modo nenhum; mas, "Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará como meu filho, com Isaque" (versículos 8-10). Aqui estava o único remédio. "Aquilo que é torto não se pode endireitar" (Ec 1:15); portanto, é preciso livrarmo-nos inteiramente do que é torto e ocuparmo-nos com aquilo que é divinamente reto. É tempo perdido procurar endireitar uma coisa torta. Por isso todos os esforços tendentes a melhorar a natureza são completamente fúteis.

Ora o erro em que caíram as igrejas da Galácia (*e muitas seitas "cristãs" dos dias atuais) foi a aceitação daquilo que apelava para a natureza."... Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos" (At 15:1). aqui vemos como a salvação se tornava dependente de alguma coisa que o homem podia ser, fazer, ou guardar. Isto importava em deitar por terra toda a obra gloriosa da redenção, a qual, como o crente sabe, assenta exclusivamente sobre o que Cristo é e o que Ele fez. Tornar a salvação dependente, de qualquer maneira, de alguma coisa inerente ao homem, ou a fazer pelo homem, é pô-la inteiramente de lado. Por outras palavras, Ismael tem que ser posto fora, e todas as esperanças de Abraão devem depender daquilo que Deus fez, e deu, na pessoa de Isaque. Escusado será dizer que isto não deixa nada em que o homem possa gloriar-se. Se a bem-aventurança presente ou futura dependesse até mesmo de uma alteração divina na natureza, a carne podia gloriar-se. Embora a minha natureza fosse melhorada, seria alguma coisa de mim, e deste modo Deus não teria toda a glória.

Em resumo, pois, a escrava representa o concerto da lei; e o seu filho representa todos os que são das "obras da lei", ou se fundamentam nesse princípio. Isto é muito claro. A escrava só gera para a escravidão, e nunca pode dar à luz um homem livre. Como poderia?- A lei nunca podia dar liberdade, visto que enquanto o homem vivesse ela dominava sobre ele (Rm 7:1). Eu nunca poderei ser livre enquanto estiver sob o domínio de alguém. Assim, enquanto vivo debaixo da lei esta tem domínio sobre mim; e nada
senão a morte pode libertar-me do seu domínio.

Esta é a doutrina bendita de Romanos 7. "Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei, pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus." (Rm 7:4) Isto é liberdade, porque, "Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8:36). "De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre" (G1 4:31).

Sem dúvida, haverá nisto tudo um esforço para deitar fora este elemento de escravatura, porque o legalismo é próprio dos nossos corações. "E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho." Contudo, por muito má que seja, é conforme com a mente divina que permaneçamos firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não tornemos a metermo-nos debaixo do jugo da servidão (G1 5:1).

Possamos nós, prezado leitor, compreender tão inteira e praticamente a bem-aventurança da provisão de Deus por nós em Cristo, que acabemos com todos os pensamentos acerca da carne, e tudo que ela pode ser, fazer ou produzir. Existe tal plenitude em Cristo que torna todo o apelo à natureza supérfluo e vão.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

* Nota do editor

Gênesis 21


Gn 21:4 Deus havia prometido um filho a Abraão cerca de 15 anos antes de Isaque nascer, quando Abraão e Sara tinham cerca de 100 anos de idade! Isaque era herdeiro de tudo o que Abraão tinha e havia sido prometido por Deus. Gálatas 4:1-9 nos diz que nós que recebemos o Senhor Jesus como nosso Salvador somos herdeiros. Repare que somos "herdeiros de Deus". 

Gn 21:9-11 Abraão não podia esperar que Deus desse a ele e Sara um filho, por isso casou-se com a serva egípcia de Sara cujo nome era Hagar. Ora, esse filho não poderia compartilhar com Isaque de todos os privilégios de ser herdeiro de Abraão. Sara age de modo mau e despede sua serva Hagar e seu filho Ismael. 

Gn 21:12 Deus estava permitindo isto, pois Ele tinha uma lição para nos ensinar. Antes de tentarmos aprender o que significa toda essa história, é maravilhoso vermos que Deus cuidou da mulher e de seu filho (vers. 15-21). Deus é misericordioso. Eis o significado da história. Leia Gálatas 4:22-31. A questão é, "está o crente sob a lei?". O filho da escrava (Hagar) é uma figura daqueles que estão sob a lei. O versículo 24 de Gálatas 4 traz a palavra "alegoria", isto significa uma história, uma parábola, um tipo. Aquilo que realmente aconteceu, e então aquilo de que é figura. Portanto Hagar e Ismael são uma figura da lei. Sara e Isaque são uma figura da graça (ou promessa). Nós crentes não somos salvos por guardarmos a lei, mas por graça (Ef 2:8, Gl 5:4 e Rm 5:14). 

Gn 21:22-23 Abimeleque, um gentio, vê que Deus está com Abraão, e o procura e quer fazer um acordo com ele. Ele busca Abraão em busca de proteção. Talvez você ache esta parte difícil de entender. Trata-se de um vislumbre do futuro - uma figura do milênio - Ap 22:2, última parte.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Gênesis 20

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/20

Gn 20:1-5 Abraão repete um velho pecado. Na certa foi uma atitude baixa da parte de Abraão tentar se proteger com o risco de perder a própria esposa. 

Gn 20:6-16 Deus graciosamente veio e salvou a situação. Com que frequência o Senhor nos salva de nós mesmos! Mas não tentemos o Senhor! (Veja Rom 6:1). 

Gn 20:14-15 Quão melhor foi a atitude de Abimeleque! Com frequência os incrédulos sabem melhor do que os crentes como um Cristão deveria agir. 

Gn 20:17 Abraão, restaurado em sua alma para com Deus, imediatamente ora, e Deus ouve sua oração! Que graça! Será que experimentamos isso? Experimentaremos se tão somente colocarmos em prática em nossa vida o que já conhecemos acerca do Senhor e de Sua Palavra.

sábado, 20 de outubro de 2012

Gênesis 19


Que capítulo desastroso e sombrio este! Foi degradante para Ló viver em um lugar tão pecaminoso. Mesmo assim o Senhor misericordiosamente o livra, embora ele perca sua esposa e parte de sua família. E então chega a destruição à ímpia cidade. Repare de onde vem o juízo. 

Gn 19:14 Ló pode ser uma figura de um crente que se compromete com o mal e tem uma reputação ruim. No capítulo 14 lemos que quando Ló foi levado prisioneiro de Sodoma, Abraão o resgatou, mas ele voltou a viver em Sodoma! Agora Ló está dizendo a seus genros para saírem da cidade. Que aviso para nós. Eles pensavam que ele estivesse brincando pois ele próprio já tinha vindo duas vezes para Sodoma. Qual é nossa reputação entre nossos parentes e amigos? Entendemos que o juízo está para cair sobre este mundo? Será que nossa vida é um aviso para eles? Será que eles nos ouvirão? 
Gn 19:16 Os anjos tiveram que pegar Ló, sua esposa e suas duas filhas pela mão e puxá-las para fora da cidade condenada. 

Gn 19:26 O coração da mulher de Ló ainda continuava na cidade. Apesar do fato de terem sido instruídos a não olharem para trás (vers. 17) ela desobedece, e morre. 

Gn 19:27 O Senhor fez chover enxofre e fogo e isso veio diretamente dEle. Quando o Senhor agir em juízo, será um dia horrível para este mundo. Leia Ap 19:11-15. Antes de terminarmos este capítulo, precisamos tirar uma mensagem dele. O pecado dessa cidade, homossexualismo, hoje é tratado como uma escolha de cada um... um estilo de vida. Mas segundo a Palavra de Deus é pecado, que trouxe morte a toda uma cidade. 

Gn 19:30-38 A bebedice e os atos degradantes andam juntos; as pessoas até riem quando vêem alguém sob a influência da bebida. Que história vergonhosa. Mas Deus não esconde coisa alguma. Abraão é sempre lembrado - Ló sai de cena.


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Este capítulo mostra bem a situação em que muitos, inclusive cristãos professos, estão hoje: presos às coisas do mundo e dos próprios pensamentos e desejos. Ló se deixou levar e se prender pelos verdes campos e pelos prazeres do mundo, representado por Sodoma, o que apenas resultou em dores. Abraão por outro lado, descansou nas promessas e na vontade do Senhor. Uma citação interessante:

"Não há dificuldade em deixar o mundo quando nós, pela fé, nos apegamos a Cristo [...]. Se a um varredor fosse deixado um legado de dez mil libras anuais, ele não continuaria a varrer as ruas. Do mesmo modo se nós compreendermos o valor da nossa porção entre as realidades imutáveis do céu teremos muito pouca dificuldade em abandonar as alegrias ilusórias da terra." C. H. Mackintosh

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Abraão, o Amigo de Deus

(Comentário Gênesis 18)

Este capítulo dá-nos um belo exemplo dos resultados de uma conduta obediente de separação. "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo" (Ap 3:20). Em João 14:23 lemos também, "Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada". Destas passagens, tomadas em ligação com o nosso capítulo, concluímos que a alma obediente goza de um caráter de comunhão inteiramente desconhecido daquele que vive numa atmosfera mundana. 

Isto, porém, não toca, nem de leve, na questão do perdão ou justificação. Os crentes são todos vestidos com o mesmo manto imaculado de justiça — todos estão na mesma justificação comum perante Deus. A mesma vida descendo da Cabeça no céu corre em todos os membros na terra. Isto é bem claro. A doutrina quanto a estes pontos importantes é estabelecida plenamente na Palavra de Deus. Contudo, devemos lembrar que justificação é uma coisa, e o seu fruto outra diferente. Ser filho é uma coisa, ser filho obediente é outra muito diferente. Ora, um pai ama um filho obediente, e fará com que um tal filho esteja no segredo dos seus pensamentos e planos. E não é isto verdadeiro quanto ao nosso Pai celestial? Sem dúvida. Em João 14:23 isto é incontestavelmente claro; e, além disso, é prova de que falar-se de amar a Cristo e não guardar a Sua palavra é hipocrisia. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra." 

Por isso se não guardarmos a palavra de Cristo, é prova clara que não estamos andando no amor do Seu nome. O amor por Cristo é provado em fazer as coisas que Ele manda, e não meramente dizendo, "Senhor, Senhor". De nada vale dizer, "eu vou, senhor" enquanto que o coração não tem a mínima ideia de ir.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Gênesis 18


Aqui vemos Abraão na sua melhor forma - amável, hospitaleiro, consciencioso, generoso, entendendo que estava conversando com o Senhor. 

Gn 18:2 Ele correu em direção aos homens com confiança, mas rapidamente se curvou diante do Senhor em reverência. 

Gn 18:9-15 Sara recebe as primeiras notícias do filho (Isaque) que ela deveria ter com quase 100 anos de idade! 

Gn 18:16-33 Deus não iria esconder de Abraão o que Ele estava para fazer a Sodoma. Deus Se agrada em mostrar-nos o que Ele tem intenção de fazer. Aí está o problema. Com frequência somos descuidados em nossa vida, e por conseguinte deixamos de lado a comunhão com Ele. E então perdemos a confiança que antes tínhamos no Senhor. E finalmente perdemos nosso discernimento. 

Gn 18:20-33 Abraão fala a Deus e roga pela cidade de Sodoma. Ele sabia que seu infiel sobrinho Ló morava lá. Que amor tinha Abraão! Que confiança no Senhor! Quando andamos com o Senhor podemos falar com Ele em completa confiança.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Gênesis 17

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/17 ou https://www.youversion.com/pt-BR/bible/212/gen.17.arc

Gn 17:1-4 Esta é a sexta vez que Deus aparece ou dá uma promessa a Abraão. Houve um espaço em branco na história de Abraão que durou muitos anos. Agora ele está com 99 anos. Quando nos afastamos do Senhor, também perdemos nossos anos. Esta promessa e revelação posteriores apresentam o assunto da circuncisão. É uma figura da morte para a carne, separação e pureza; um completo abandono, uma rendição a Deus. Para desfrutarmos de nossas bênçãos cristãs, devemos aprender o significado de nos rendermos ao Senhor. 

Gn 17:21 A aliança (acordo) de bênção iria ser por intermédio de Isaque, não Ismael. Abraão era impaciente. Ele não podia esperar que Deus lhe desse um filho por meio de Sara sua esposa. Assim ele quis resolver a questão sozinho, e tristeza foi o resultado disso. Mas Deus agora vai agir em graça.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Gênesis 16


Abraão falha outra vez. Israel hoje, com todos seus problemas, derramamentos de sangue e guerras com os Árabes, é o resultado de Abraão haver usado Hagar. Os Muçulmanos hoje consideram os Árabes como descendentes de Ismael (37:27). Hagar foi trazida do Egito! A amizade com o mundo nos levará a passar por muita tristeza. 

Gn 16:4-6 Miséria, orgulho, inveja, discórdia e injustiça entraram em sua família. 

Gn 16:7-16 Mesmo assim, como Deus foi misericordioso com aquela pobre mulher! 

Gn 16:14 Ela chega ao poço de "Beer-Laai-Rói", que significa "o poço dAquele que vive e me vê". Quando pecamos, só existe Um a Quem podemos ir e confessar... Deus. (1 Jo 1:9). Mas podemos ter que carregar os resultados de nossa insensatez até o dia de nossa partida deste mundo.

A Lei e a Graça

(Comentário Gênesis 16)

Podemos pensar em Agar o seu filho como figuras do concerto das obras e de todos os que são desse modo trazidos à escravidão (veja G1 4:22-25). "A carne" é, nesta passagem importante, posta em contraste com "a promessa"; e deste modo não temos apenas a ideia divina do que significa o termo "carne", mas também quanto aos esforços de Abraão para obter a semente por meio de Agar, em vez de descansar na "promessa" de Deus. Os dois concertos são simbolizados por Agar e Sara, e são diametralmente opostos um ao outro: um engendra a escravidão, tanto mais que levantou a questão quanto à competência do homem para "fazer" e "não fazer", e fez a vida inteiramente dependente dessa competência. "O homem que fizer estas coisas por elas viverá" (G1 3:12). Este era o concerto de Agar. Porém o concerto de Sara revela Deus como o Deus da promessa, a qual promessa é inteiramente independente do homem e baseada na boa vontade e aptidão de Deus para a cumprir. 

Quando Deus faz uma promessa não há "se" ligado com ela. Ele fá-la incondicionalmente, e está decidido a cumpri-la; e a fé descansa n'Ele, em perfeita liberdade de coração. Não é preciso esforço da natureza para conseguir o cumprimento de uma promessa divina. Foi aqui, precisamente, que Abraão e Sara falharam. Eles fizeram um esforço da natureza para conseguir um determinado fim, o qual estava absolutamente assegurado por uma promessa de Deus. Este é o grande erro da incredulidade. Por meio da sua atividade impaciente levanta uma neblina obscura em volta da alma, que impede os raios da glória divina de a alcançarem. "Não fez ali muitas maravilhas por causa da incredulidade deles" (Mt 13:58). Uma característica eficaz da fé é que sempre deixa o campo livre para Deus Se revelar; e, verdadeiramente, quando Ele Se revela, o homem deve tomar o lugar de um feliz adorador.

O erro pelo qual os Gálatas se deixaram arrastar foi o acréscimo de alguma coisa da natureza àquilo que Cristo já tinha realizado por eles na cruz. O evangelho que lhes havia sido pregado, e que eles tinham recebido, era a apresentação simples da graça de Deus, perfeita e incondicional. Jesus Cristo havia, evidentemente, sido representado perante eles como crucificado (G1 3:1). Isto não era apenas uma promessa divina, mas sim uma promessa divina e gloriosamente consumada. Cristo crucificado correspondia perfeitamente tanto às exigências de Deus como às necessidades do homem. Porém os falsos ensinadores transtornavam tudo isto, ou procuravam transtorná-lo, dizendo: "...Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos" (At 15:1). Isto, como Paulo lhes disse, era, na realidade, tornar Cristo de nenhum efeito.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A Fé de Abraão


(Comentário Gênesis 15)

"E creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça." A atribuição da justiça a Abraão é, aqui, fundada sobre a sua crença no Senhor como Aquele que vivifica os mortos. É neste caráter que Ele Se revela no mundo onde reina a morte; e quando a alma crê n'Ele, como tal, isso é-lhe contado por justiça à Sua vista. Isto necessariamente põe o homem de lado, no tocante à sua cooperação, pois que poderá ele fazer no meio de uma cena de morte? Acaso pode ele ressuscitar os mortos? Pode abrir as portas da sepultura? Pode libertar-se a si próprio do poder da morte e sair em vida e liberdade para além dos limites do seu império funesto? Indubitavelmente que não. Pois bem, se não pode fazer nada disto, não pode conseguir a justiça, nem tão-pouco dar-se a si próprio o lugar de filho. "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mt 22:32), e, portanto, visto que o homem se encontra debaixo do poder da morte e sob o domínio do pecado não pode conhecer a posição de filho — nem a condição de justiça. Assim, só Deus pode conceder a adoção de filhos, e somente Ele pode imputar a justiça, e tanto uma coisa como a outra estão ligadas com a fé n'Ele como Aquele que ressuscitou Cristo de entre os mortos.

E desta maneira que o apóstolo trata da questão da fé de Abraão, em Romanos 4:23-24, onde, diz ele: "Ora, não só por causa dele está escrito que lhe fosse tomado em conta, mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus, nosso Senhor". Aqui o Deus da ressurreição é-nos apresentado como o objeto da fé, e a nossa fé n'Ele é vista como o único fundamento da nossa justiça. Se Abraão tivesse olhado para o firmamento, ornado de inumeráveis estrelas, e então atentasse "para o seu próprio corpo já amortecido" (Rm 4:19), como poderia compreender a  ideia  de uma semente tão numerosa como essas estrelas? Impossível. Porém, ele não atentou para o seu próprio corpo, mas para o poder do Deus de ressurreição, e, visto que esse era o poder que havia de produzir a semente, podemos ver facilmente que as estrelas do céu e a areia na praia do mar são, na verdade, apenas figuras fracas; pois que objeto natural poderia, possivelmente, exemplificar o efeito desse poder que ressuscita os 
mortos?

Assim também, quando um pecador ouve as boas novas do evangelho, se olhasse para a luz imaculada da presença divina, e então atentasse para as profundezas desconhecidas da sua natureza pecaminosa, bem poderia exclamar, como poderei jamais chegar ali? Como poderei jamais ser digno de habitar nessa luz? Onde está a resposta? Nele mesmo? Não, graças a Deus, mas n'Aquele bendito Senhor que foi do seio do Pai até à cruz e à sepultura, e dali para o trono, enchendo assim, na Sua Pessoa e obra, o espaço compreendido entre esses dois extremos. Não pode haver nada mais elevado do que o seio de Deus — o lugar eterno de habitação do Filho; e nada mais baixo do que a cruz e a sepultura; mas — verdade espantosa! — encontramos Cristo em todos esses lugares. Eu encontro-O no Seio do Pai, e encontro-O na sepultura. Ele entrou na morte a fim de poder deixar atrás de Si, no pó dela, o peso completo dos pecados e das iniquidades do Seu povo. Cristo, na Sepultura, mostra o fim de tudo que é humano  —  o fim do pecado  —  o limite máximo do poder de Satanás. A Sepultura de Jesus  é o termo de tudo. Porém, a  ressurreição conduz-nos para além desse fim e constitui a base eterna na qual a glória de Deus e a bênção do homem repousam para sempre. No momento em que o olhar da fé repousa num Cristo ressuscitado, há uma resposta triunfal  a todas as interrogações quanto ao pecado, o juízo, a morte e a sepultura. Aquele que enfrentou, divinamente, tudo isto está vivo de entre os mortos; e tomou o Seu lugar nos céus à destra da Majestade; e, não somente isto, mas o Espírito desse Senhor ressuscitado e glorificado constitui o crente num filho. O crente é vivificado por meio da sepultura de Cristo; como lemos, "...quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas (Cl 2:13).

Gênesis 15


Gn 15:1 "Depois destas coisas". Depois de Abrão o haver vencido aqueles reis, ele deve ter temido um contra-ataque. Por isso Deus o confortou com esta maravilhosa promessa, "Eu sou o teu escudo". Abrão também não quis tomar qualquer recompensa do rei (14:23), e agora Deus Diz a ele "Sou... o teu grandíssimo galardão". Proteção e recompensa. Veja Quem era o seu galardão!

Gn 15:2-16 Abrão queria um filho e um herdeiro. Será que seria ir longe demais ele falar disso a Deus? O versículo 6 nos mostra o quão próximo ele estava do Senhor. Deus gosta de nos ouvir pedir a Ele coisas que sejam para a Sua glória e nosso bem.


domingo, 23 de setembro de 2012

Gênesis 14


A primeira guerra que é registrada na Bíblia. Abrão poderia ter dito - "bem isto serve de exemplo para Ló. Ele que cuide de si mesmo". Mas não. 

Gn 14:14 Embora Ló fosse sobrinho de Abrão, ele é chamado de "seu irmão". Quão humilhado deve ter ficado Ló quando pensou no amor de seu tio. Mas ele ainda tinha Sodoma em seu coração pois quando foi resgatado voltou direto para viver lá! Que alvo é o mundo para nós quando tiramos os olhos do Senhor! 

Gn 14:18-24 Melquisedeque é um belo tipo de Cristo como Sacerdote e Rei. Leia sobre ele em Hb 6:20 e 7:23-24. Cristo no milênio será igualmente Sacerdote e Rei.


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Separação e Comunhão

A separação genuína do mundo  só pode ser o resultado de comunhão com Deus. Eu posso excluir-me do mundo e constituir-me o centro do meu ser, à semelhança dum monge ou dum cínico; contudo, separação para Deus é uma coisa muito diferente. Uma esfria e contrai-se, a outra aquece e expande. Aquela lança-nos sobre nós próprios; esta faz-nos sair em atividade e amor pelos outros. A primeira faz da personalidade e dos seus interesses o nosso centro; a última faz de Deus e a Sua glória o nosso centro. Assim, no caso de Abraão, vemos que o próprio fato da sua separação habilitou-o a prestar um serviço eficaz àquele que se havia metido em dificuldades pelos seus caminhos mundanos. "Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã... e tornou a trazer toda a fazenda e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo". Ló era, afinal, irmão de Abraão; e o amor fraterno deve atuar. "Na angústia nasce o irmão" (Pv 17:17); e acontece muitas vezes que uma época de adversidade suaviza o coração, e torna-o susceptível de amabilidade, até mesmo para com aqueles de quem nos tenhamos separado; e é notável que, enquanto lemos no versículo 12 que "tomaram a Ló, filho do irmão de Abrão", no versículo 14 lemos, "ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso". As exigências da aflição de um irmão são atendidas pela afeição do coração dum irmão. Isto é divino. A fé verdadeira, ao mesmo tempo que nos torna sempre independentes, nunca nos torna indiferentes. Nunca se agasalha no seu manto, enquanto um irmão sente arrepios de frio. Existem três coisas que a fé faz: "purifica o coração", "age por amor" e "vence o mundo"; e todos estes resultados da fé são admiravelmente apresentados em Abraão, nesta ocasião. O seu coração estava purificado das abominações de Sodoma; ele mostrou amor verdadeiro por seu irmão Ló; e, finalmente, ficou completamente vitorioso sobre os reis. Tais são os frutos preciosos da fé, esse princípio celestial, honroso para Cristo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Semente


E porei inimizade entre ti (a serpente) e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Gênesis 3:15

E abençoarei os que te (Abraão) abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Gênesis 12:3

Que deveras te (Abraão) abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;
E em tua descendência (Cristo) serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.
Gênesis 22:17-18

Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.
Romanos 5:15-16


E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;
E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.
Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência (semente) de Abraão.
Hebreus 2:14-16

Gênesis 13

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/13 ou http://www.youversion.com/pt-BR/bible/gen.13.arc_1-pt

Gn 13:1-4 Em 12:10 Abraão "desceu" ao Egito. Aqui ele "subiu" ao seu altar. A completa restauração de Abraão (Salmo 23:3). Deus nos restaura, caso contrário simplesmente ficaríamos à deriva. Não havia altar (nem adoração a Deus) enquanto ele estava no Egito!

Gn 13:5-13 A grande riqueza que ele recebeu no Egito lhe traz mais problemas. Desta vez com seu sobrinho Ló. Todavia vemos um belo contraste, entre Abrão, o homem que andava por fé, e Ló que andava por vista. O que Abrão tinha de generoso Ló tinha de ganancioso. Ló era guiado por seus olhos, e que desastre isso lhe trouxe, pois foi morar em Sodoma. Os passos de Ló em sua descida são graduais, mas constantes. Versículo 10 "E levantou Ló os seus olhos, e viu". No versículo 11 ele escolheu toda a planície do Jordão. Versículo 12, habitou nas cidades da planície, e armou sua tenda indo em direção de Sodoma (14:12), habitou em Sodoma, (19:1) e sentou-se à porta (lugar de autoridade) de Sodoma. Leremos mais tarde do resultado dessa descida.

Gn 13:14-18 Quão diferentes foram os resultados para Abrão! Que herança gloriosa e duradoura era a sua! Colocando Deus em primeiro lugar, ele foi ricamente abençoado por Deus. Possamos colocar Deus em primeiro lugar, e desfrutar das bênçãos que temos! Notamos no versículo 10 que Ló usou seus olhos para fazer sua escolha. Mas no versículo 14, Deus estava para recompensar Abrão por haver esperado nEle, e Ele diz a Abrão para usar seus olhos para ver o que Deus iria lhe dar. Leia Is 64:4.

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/03/genesis-13.html

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O Contraste entre a Fé de Abraão e a Conformidade com o Mundo de Ló

Existe uma crise na história de cada homem em que será, indubitavelmente, revelado o fundamento em que ele descansa, quais os motivos por que é instigado, e quais os fins que o animam. Assim foi com Ló. Não morreu em Harã; mas caiu em Sodoma. A causa aparente da sua queda foi a contenda entre os seus pastores e os pastores de Abraão; porém o fato é que quando alguém não anda realmente com um motivo verdadeiro e afeições puras facilmente encontrará uma pedra para tropeçar. Se não a encontra numa ocasião, encontrá-la-á noutra. Se não a encontra aqui, achá-la-á acolá. Em certo sentido, pouco importa o que seja a causa aparente de se afastar; a verdadeira causa encontra-se oculta, longe da observação normal, nas câmaras íntimas dos afetos e desejos do coração, onde o mundo, de qualquer forma ou feitio, tem sido procurado.

A contenda entre os pastores podia facilmente ter sido resolvida sem prejuízo espiritual para Abraão ou Ló. Para aquele, na verdade, foi apenas uma ocasião para mostrar o poder formoso da fé e a elevação moral — o terreno celestial vantajoso, em que a fé sempre põe o seu possuidor. Mas para este foi uma ocasião de mostrar o mundanismo completo do seu coração. A contenda não produziu o mundanismo em Ló, do mesmo modo que não produziu a fé em Abraão: apenas mostrou, no caso de cada um, o que estava realmente nele. 

Assim é sempre: controvérsias e divisões levantam-se na Igreja de Deus, e muitos tropeçam com isso, e são arrastados outra vez para o mundo, de um ou de outro modo. Então atribuem a culpa às controvérsias e divisões, ao passo que, a verdade é que estas coisas eram apenas os meios de revelar o verdadeiro estado da alma e a inclinação do coração. [...] Sem dúvida, ele (Abraão) tinha um coração que podia ser atraído por "campinas bem regadas" tão forte como o de Ló; mas a verdade é que ele não permitiu que o seu coração escolhesse. Primeiramente deixou que Ló fizesse a sua escolha, e então deixou que Deus escolhesse por ele. Isto era sabedoria celestial. É o que a fé sempre faz: permite que Deus determine a sua herança, assim como consente que Ele a faça boa. Satisfaz-se sempre com aquilo que Deus lhe dá. Pode dizer, "As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança" (SI 16:6). Não importa onde "as linhas" caiam; porque, no parecer da fé, elas sempre caem "em lugares deliciosos", porque Deus deita-as para ali.

sábado, 15 de setembro de 2012

Gênesis 12


Gn 12:1-5 O chamado de Abraão por Deus foi um chamado bem claro para que se separasse de tudo aquilo que o homem poderia considerar valioso - seu país - seu povo e sua família. Abraão pode ser uma figura do crente cuja cidadania está no céu (Fp 3:20, a onde a palavra "cidade" pode ser traduzida também como "cidadania") embora vivendo nesta terra. Abraão foi chamado a andar por fé, e a viver como um estrangeiro e peregrino na terra. Grandes eram as promessas que lhe foram feitas - versículo 2. 

Gn 12:7 Há duas coisas para se notar. O Senhor apareceu a ele quando chegou à terra de Canaã. Você também irá saber quando se encontra no lugar certo para adorar o Senhor. Em segundo lugar, ele edificou um altar ali, onde adorou a Deus. Houve uma resposta em seu coração. 

Gn 12:10-20 Lembre-se sempre de que as pessoas na Bíblia que são tipos (figuras) do Senhor e de outras coisas importantes, eram apenas seres humanos que às vezes falhavam. Aqui lemos da segunda falha de Abraão. (A primeira foi quando ele parou em Harã, 11:31, ao invés de seguir todo o caminho até a terra de Canaã). Desta vez ele vai ainda mais longe, e o encontramos agora rumando para Egito (versículo 19), instruindo sua esposa a dizer uma mentira (nós crentes às vezes "empacamos" e às vezes vamos longe demais!). O Egito é uma figura do mundo com todos os seus atrativos e sua cultura. Como crentes, estamos constantemente sendo tentados a voltarmos ao mundo. Abrão perdeu tempo ali, e sofreu, em certas coisas, o resto de sua vida por sua falha. Deus foi misericordioso para com ele e permitiu que enriquecesse. Que isto possa servir de aviso para nós.


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Outro ponto essencial desse capítulo é a promessa da posteridade de Abraão (Cristo), da qual veio a salvação:
E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Gênesis 12:3

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Romanos 4


Hoje uma outra palavra começa a ser usada com grande destaque, "fé", que significa "crer, acreditar". Mas sempre (no Novo Testamento) relacionada a Deus, ou Cristo ou a coisas espirituais. Os pecadores só podem ser limpos de seus pecados pela fé. Nunca por obras. 

Rm 4:1 Abraão é apresentado como o maior exemplo de fé. Ele creu em Deus. 

Rm 4:2-8 A fé em Deus é algo totalmente diferente do fazer boas obras. Estas jamais podem salvar uma pessoa. 

Rm 4:9-22 Abraão recebeu, de Deus, promessas de bênção antes que houvesse uma nação Judaica (portanto estas promessas não dependem da lei, mas da fé - de crer em Deus). 

Rm 4:23-25 O mesmo se refere a nós. Somente a fé (crer) na obra de de Cristo salva nossa alma.


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"Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Rm 4.3) Esta é a resposta da Escritura e o princípio sobre o qual um homem pode ser justificado sem as obras da lei. Abraão creu em Deus, e isso (sua fé) lhe foi imputado como, e não para, justiça.

Uma grande parcela da compreensão depende do verdadeiro significado da palavra que é traduzida como "imputado" neste capítulo. No original, significa "reconhecido como tal", ou "estimado como tal". O significado não é simplesmente o de "imputado" ou "colocado em conta" de uma pessoa; a palavra que tem este significado é encontrada somente duas vezes no Novo Testamento, em Romanos 5.13: "Mas o pecado não é imputado, não havendo lei". Não é colocado em conta da pessoa como sendo uma transgressão da lei, quando nenhuma lei foi dada para que pudesse assim ser transgredida. Ela é traduzida melhor e mais corretamente em Filemon 18: "Se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta", ou seja, impute isso a mim.

Vamos dar uma ilustração das duas palavras. Uma coisa é quando dizemos que determinada pessoa depositou um certo valor na conta de outra; foi colocado na conta dela. Outra, quando um nobre se casa com uma mulher pobre. Será ela considerada pobre depois disso? Ela não tem um centavo de si mesma, mas é considerada, ou reconhecida como, tão rica quanto seu marido; ela é judicialmente reputada assim, ou reconhecida assim. Abraão creu em Deus, e isso foi reconhecido como justiça. Talvez isto possa ser visto confirmado em Abel. "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons", etc. (Hb 11.4) Em ambos os casos o princípio da fé é o mesmo. Abel creu em Deus, e trouxe o sacrifício. Abraão creu em Deus. Ambos foram considerados como justos. E isto não sobre o princípio das obras, não sobre o terreno do que Abraão ou Abel eram para Deus, mas Deus imputou-lhes a fé como justiça. "Mas aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe imputada como justiça." (Rm 4.5)

Outro dia encontrei um homem idoso, com cabelos brancos como a neve, e disse-lhe:

-- Você professou a Cristo, de um modo ou de outro, por muitos anos, e mesmo assim não sabe se tem vida eterna; você não tem certeza se está justificado e, se morrer, não tem a certeza de que vai partir para estar com Cristo.

Seu idoso semblante descaiu; ele respondeu-me:

-- Isto é totalmente verdade.

-- Permita-me, então, que lhe diga a razão disso. Você nunca chegou a ver o ponto de partida de Deus. Você tem se esforçado por todos esses anos, de um modo ou de outro, para ser piedoso, crendo que Deus justifica aquele que é piedoso. Você nunca chegou a crer que Deus justifica o ímpio, e é aí que está o ponto de partida. A piedade virá depois. "Mas aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." (Rm 4.5)

-- Eu nunca antes enxerguei a coisa assim -- disse-me o velho homem.

Você já tinha visto isso antes, e crido em Deus que justifica o ímpio? Talvez você tenha estado se esforçando há muito tempo para ocupar o lugar de um homem piedoso diante de Deus pelas ordenanças dos homens, e pelas assim chamadas boas obras, tentando por todos os meios falsificar esta passagem das Escrituras. Sim, com frequência leva-se toda uma vida de fracasso para fazer uma alma chegar a este verdadeiro ponto de partida de graça. Certamente deve ser baseado em algum princípio diferente da lei o fato de Deus poder justificar o ímpio. Não àquele que pratica, mas ao que crê.

Charles Stanley. Fonte: http://www.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

domingo, 9 de setembro de 2012

Gênesis 11

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/11 ou http://www.youversion.com/pt-BR/bible/gen.11.arc_1-pt

Gn 11:1-9 Ligue estes versículos ao parágrafo acima. A palavra "Babilônia" nas Escrituras é também uma figura da corrupção idólatra. Israel foi levado cativo para a Babilônia porque desobedeceu a Deus e se tornou idólatra. O crente que brinca com o mundo perderá seu poder e se tornará cativo de Satanás. No dia da tribulação haverá uma corrupção idólatra que se manifestará até ao máximo logo antes do Senhor vir em poder e destruir tudo. A torre de Babel levou à dispersão do povo. Uma maneira de lembrar o que Babilônia representa é esta - "Egito" é o mundo de onde a "igreja" foi chamada para fora, e "Babilônia" é uma figura do mundo para dentro do qual a "igreja professa" acabou entrando. 



Gn 11:10-26 Repare como caiu a idade das pessoas. Matusalém viveu 969 anos (5:27), depois Arfaxade após o dilúvio (filho de Sem) - vers. 12-13, viveu 438 anos. Éber (versículos 16-17) viveu 464 anos, a maior idade após o dilúvio. 

Gn 11:20 Após a dispersão de Babel, Reú viveu 239 anos. A vida foi mais uma vez encurtada nos dias de Abraão, pois ele viveu 175 anos (25:7). No Salmo 90:10 Deus determinou 70 anos, e isso não mudou muito desde então. Mas o Senhor Jesus era para ser cortado na metade de Seus dias (Sl 102:24) ou cerca de 33 anos de idade. 

Gn 11:27-32 Abrão (mais tarde seu nome foi trocado para Abraão 17:5) nos é apresentado.


Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/03/genesis-11.html ou http://www.stories.org.br/gn_p.html

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