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terça-feira, 15 de março de 2016

A Religião

(Continuação de As Quatro Objeções de Faraó - A Primeira Objeção)

Este esforço para induzir o povo de Israel a sacrificar a Deus no Egito revela um princípio muito mais importante do que poderíamos, à primeira vista, supor. O inimigo regozijar-se-ia se conseguisse obter, de qualquer modo, e de uma vez para sempre, em quaisquer circunstâncias, até mesmo a aparência de sanção divina para a religião do mundo. Ele não põe dificuldades a uma religião desta espécie. O seu intento é alcançado tão eficientemente por meio daquilo que é chamado "o mundo religioso" como de qualquer outro modo; e, por isso, quando consegue que um verdadeiro cristão acredite na religião do mundo, obtém um grande triunfo.

É um fato bem conhecido que nada há que provoque tanta indignação como este princípio divino de separação deste presente século mau. Podemos ter as mesmas  opiniões, pregar as mesmas doutrinas e fazer o mesmo trabalho: porém, se procurarmos, ainda que seja na mais pequena medida, agir segundo a ordem divina, que é: "Destes afasta-te" (2 Tm 3:5), "saí do meio deles" (2 Co 6:17), podemos estar certos de encontrar a mais violenta oposição. Como se explica isto? Principalmente devido ao fato que os cristãos, estando separados da vã religião, rendem um testemunho a Cristo que nunca poderiam dar enquanto estivessem ligados com ela.

Existe um grande diferença entre Cristo e a religião do mundo. Um pobre hindu, envolvido em trevas, pode falar da sua religião, mas nada sabe de Cristo. O apóstolo não diz: "se há algum conforto na religião" (Fp 2:1); embora os devotos de uma religião qualquer achem incontestavelmente nela aquilo que lhes parece ser consolação. Paulo, pelo contrário, achou a sua consolação em Cristo, depois de haver experimentado plenamente a inutilidade da religião, ainda que na sua forma mais bela e imponente (comparem-se Gl l:13-14; Fp 3:3-ll).

É verdade que o Espírito Santo fala-nos da "religião pura e imaculada" (Tg 1:27); porém o homem descrente não pode, de modo nenhum, participar dela; porque como poderá ter parte naquilo que é "puro e imaculado" ? Esta religião é do céu, a fonte de tudo que é puro e excelente; está exclusivamente diante de nosso "Deus e Pai"; serve para exercício das funções da nova natureza, com a qual são dotados todos aqueles que creem no nome do Filho de Deus (Jo l: 12 e 13; Tg 1:18; 1 Pe 1:23; l Jo 5:1). Finalmente, define-se pelos dois principais aspectos da benevolência e santidade pessoal "visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações" (Tg 1:27).

Se examinarmos a lista dos verdadeiros frutos do Cristianismo, veremos que estão todos classificados sob estes dois pontos principais; e é profundamente interessante notar que, quer nos voltemos para o capítulo 8 do Êxodo ou o primeiro de Tiago, a separação do mundo é apresentada como uma qualidade indispensável no verdadeiro serviço a Deus.

Nada que seja manchado com o contato "deste século mau" pode ser aceitável diante de Deus, nem receber da Sua mão o selo "puro e imaculado". "Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso" (2 Co 6:17-18).

Não havia no Egito nenhum lugar de reunião para o Senhor e o Seu povo redimido; sim, para eles, a redenção e a separação eram uma e a mesma coisa. Deus havia dito: "desci para livrá-los" (Êx 3:8) e nada senão isto podia satisfazê-Lo ou glorificá-Lo. Uma salvação que deixasse o povo no Egito não podia ser salvação de Deus. Além disso, devemos recordar que o desígnio do Senhor, com a salvação de Israel, assim como na destruição de Faraó, era para que o Seu nome fosse anunciado em toda a terra (capítulo 9:16); e que declaração poderia haver desse nome ou caráter, se o Seu povo tivesse de Lhe prestar culto no Egito? Ou não teria havido nenhum testemunho ou seria um testemunho falso. Portanto, era necessário, para que o caráter de Deus fosse plena e fielmente declarado, que o Seu povo fosse inteiramente libertado e completamente separado do Egito; e é, essencialmente, necessário, agora, para que um testemunho claro e sem equívoco seja dado ao Filho de Deus, que todos que são realmente Seus sejam separados deste presente século mau. Tal é a vontade de Deus; e para este fim Cristo entregou-Se a Si mesmo. "Graça e paz, da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai, ao qual seja dada glória para todo o sempre Amém!" (Gl 1:3-5).

Os Gálatas começavam a dar crédito a uma religião carnal e mundana — uma religião de ordenações —, uma religião de "dias e meses, de tempos e de anos"; e o apóstolo começa a sua epístola dizendo-lhes que o Senhor Jesus Cristo Se deu a Si mesmo com o propósito de libertar o Seu povo todo desse sistema. O povo de Deus deve ser separado, não com base na sua santidade mas porque é o Seu povo, e para que possa responder inteligentemente ao fim que Deus propusera pondo-o em relação Consigo e associando-o com o Seu nome. Um povo que continuasse a viver no meio das abominações e contaminações do Egito não podia ser um testemunho do Deus santo; nem tampouco, agora, todo aquele que se associa com as contaminações de uma religião mundana e corrompida não pode ser uma testemunha fiel e poderosa de um Cristo crucificado e ressuscitado.

C. H. Mackintosh

domingo, 13 de março de 2016

As Quatro Objeções de Faraó - A Primeira Objeção

As Quatro Objeções de Faraó


Resta-nos considerar ainda o terceiro ponto desta parte do livro, a saber, as quatro objeções ardilosas de Faraó à libertação completa e inteira separação do povo de Deus do Egito.

 

A Primeira Objeção


A primeira destas objeções encontra-se no capítulo 8:25. "Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra". E desnecessário acentuar aqui que, quer sejam os magos com a resistência que opõem ou Faraó com as suas objeções, é realmente Satanás que está atrás de toda esta cena: e o seu objetivo, nesta proposta de Faraó, consistia em impedir o testemunho do nome do Senhor—um testemunho ligado com a separação completa entre o Seu povo e o Egito. É evidente que um tal testemunho não podia ser dado se eles tivessem continuado no Egito, ainda mesmo que tivessem oferecido sacrifícios ao Senhor. Os israelitas ter-se-iam então colocado no mesmo terreno que os egípcios, e teriam posto o Senhor ao mesmo nível dos deuses do Egito. Então os egípcios poderiam ter dito aos israelitas: "Não vemos nenhuma diferença entre nós; vós tendes o vosso culto, e nós temos o nosso; é tudo a mesma coisa".

Os homens consideram perfeitamente natural que cada qual tenha uma religião, seja qual for. Contanto que sejamos sinceros e não haja interferência na crença do próximo, pouco importa a forma da nossa religião. Tais são os pensamentos dos homens a respeito daquilo que eles chamam religião; porém é bem claro que a glória do nome de Jesus não é tida em conta em tudo isto. O inimigo opor-se-á sempre à ideia de separação, e o coração do homem nunca poderá compreendê-la. O coração humano pode aspirar à piedade, porque a consciência testifica que não está tudo em regra; mas ao mesmo tempo anela seguir o mundo: gosta de sacrificar a Deus na terra; assim quando se aceita uma religião mundana e se recusa sair ou fazer separação dela (2 Co 6), o objetivo de Satanás é alcançado. O seu plano invariável, desde o princípio, consiste em impedir o testemunho dado ao nome de Deus na terra. Tal era o fim escuro da proposta, "Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra". Que fim o do testemunho, se esta proposta tivesse sido aceite! O povo de Deus no Egito e o Próprio Deus associado com os ídolos do Egito! Que terrível blasfêmia!

C. H. Mackintosh.

sábado, 5 de março de 2016

A Religião de Caim e a Dependência de Abel

Caim é o típico homem religioso que acha que suas próprias obras podem agradar a Deus. Ele oferece a Deus o fruto da terra (que Deus tinha amaldiçoado) e também do próprio esforço.

Abel, por outro lado, reconhece que é necessário que haja derramamento de sangue para poder se achegar a Deus. Ele se reconhece pecador e que um animal deveria morrer em seu lugar para que pudesse se apresentar limpo do pecado, redimido, diante de Deus. Perceba que Caim não reconhece isso: ele se acha bom demais para alguém ter que morrer em seu lugar...

Abel também se lembra do episódio em que seus pais, Adão e Eva, pecaram e tiveram que prestar contas a Deus. Eles tinham feito túnicas de folhas para cobrirem sua vergonha diante de Deus. Eles tiveram que fabricar essas túnicas: fruto da obra do homem, que não tem valor pra Deus. E o que Deus faz? Dá aos dois túnicas de pele de animal. Um animal que obviamente teve que ser sacrificado. Dessa forma eles podiam estar diante de Deus.

Perceba que nos dois casos há um contraste: a obra do homem e a obra de Deus. O homem tenta fazer algo para parecer aceitável a Deus, e fabrica túnicas de folha e oferece a Deus o fruto de seu próprio trabalho. Já Deus provê um substituto para morrer no lugar do pecador.

"Sem derramamento de sangue não há remissão." (Hebreus 9:22)

Perceba também que os motivos de Caim são egoístas, tanto que matou seu irmão Abel por inveja. Assim é a religião humana: egoísta, pois acha que merece algo, e não que Deus oferece de graça. Acha que não tem pecado, e que não precisa de alguém que o salve.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Nos Últimos Dias

 (Comentário Êxodo 7)

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências, que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles" (2 Tm 3:1-9).

Ora, a natureza desta resistência à verdade é particularmente solene. A oposição que Janes e Jambres fizeram a Moisés consistiu simplesmente em imitar, até onde lhes foi possível, tudo aquilo que ele fazia. Não vemos que eles atribuíssem a um poder enganador ou mau os sinais que ele fazia, mas antes que procuraram neutralizar os seus efeitos sobre a consciência fazendo eles as mesmas coisas. O que Moisés fazia, também eles o podiam fazer, de modo que, afinal não havia grande diferença. Um era tão bom como os outros. Um milagre. Se Moisés fazia milagres para tirar o povo do Egito, eles podiam fazer milagres para os obrigarem a ficar no país. Onde estava, pois, a diferença?

De tudo isto aprendemos a verdade solene que a resistência mais diabólica ao testemunho de Deus, no mundo, vem daqueles que, embora imitem os efeitos da verdade, têm apenas a "aparência de piedade" e "negam a eficácia dela" (2 Tm 3:5). As pessoas desta condição podem fazer as mesmas coisas, adotar os mesmos costumes e o mesmo ritual, empregar a mesma linguagem e professar as mesmas opiniões dos outros. Se o cristão verdadeiro, constrangido pelo amor de Cristo, dá de comer aos que têm fome, dá vestuário aos nus, visita os enfermos, espalha as Escrituras, distribui folhetos, contribui para a divulgação do evangelho, faz oração, canta hinos espirituais, prega o evangelho, o formalista pode fazer todas estas coisas; e isto, note-se, é o caráter especial da resistência oposta à verdade "nos últimos tempos" — é o espírito de Janes e Jambres.

Quão necessário é compreendermos esta verdade! Quão importante é recordar que, assim "como Janes e Jambres resistiram a Moisés", assim também esses "amantes de si mesmos", do mundo e dos prazeres "resistem à verdade"! Não querem viver sem "aparência de piedade", mas, enquanto adotam a "forma", porque é hábito, detestam "a eficácia" dela, porque essa significa a renúncia própria. "A eficácia da piedade" implica o reconhecimento dos direitos de Deus, o estabelecimento do Seu reino no coração, e, por consequência a Sua manifestação na vida e no caráter; porém o formalista nada sabe disto. "A eficácia" da piedade nunca poderá estar de acordo com nenhum destes caracteres horrendos descritos na passagem acima reproduzida; porém "a aparência", encobrindo-os, permite-lhes viverem sem terem de se submeter, e isto agrada ao formalista. Ele não gosta de dominar as suas tentações, de interromper os seus prazeres, de refrear as suas paixões, de pôr em regra os seus afetos, de que o seu coração seja purificado. Somente precisa de bastante religião para poder tirar o melhor partido da vida presente e do mundo futuro. Desconhece o que significa abandonar o mundo que passa, por ter achado "o mundo vindouro".

Considerando as diversas formas de oposição de Satanás à verdade de Deus, vemos que o seu método tem sido sempre, em primeiro lugar, pela violência; e, depois, se este método falha, corromper por meio de imitação. Por isso, procurou em primeiro lugar matar Moisés (capítulo 2:15), e tendo falhado em realizar o seu propósito, procurou imitar as suas obras.

O mesmo aconteceu com a verdade confiada à Igreja de Deus. Os primeiros esforços de Satanás manifestaram-se em ligação com a ira dos principais sacerdotes e anciãos do povo por meio do tribunal, o cárcere e a espada. Porém, na passagem que reproduzimos da 2ª epístola a Timóteo não se faz menção de tais processos. A violência aberta foi substituída por um meio mais astuto e perigoso de uma profissão vazia, ineficaz e a imitação. O inimigo, em vez de se apresentar coma espada da perseguição na mão, passeia com o manto da profissão sobre os ombros, professando e imitando aquilo que em outro tempo combateu e perseguiu; e, por este meio consegue vantagens assombrosas no tempo presente. As formas horríveis que o pecado moral tem revestido, e que de século para século têm manchado as páginas da história da humanidade, longe de se encontrarem apenas naqueles lugares onde naturalmente poderiam buscar-se, nos antros e cavernas das trevas humanas, acham-se cuidadosamente ocultas debaixo das pregas do manto de uma profissão fria, impotente e sem influência, e esta é uma das obras-primas de Satanás.

É natural que o homem, como ser caído e corrompido, seja egoísta, cobiçoso, vaidoso, altivo; mas que seja tudo isto sob a capa formosa da "aparência de piedade" denota a energia especial de Satanás na sua resistência à verdade "nos últimos dias".

É natural que o homem manifeste abertamente esses vícios repugnantes — a concupiscência e paixões—, que são o resultado forçoso do seu afastamento da origem de santidade infinita e pureza, porque o homem será sempre o que ele é até o fim da sua história. Por outra parte, quando se vê o nome santo do Senhor Jesus Cristo associado com a perversidade e a maldade implacável do homem; quando se veem os princípios santos ligados com práticas ímpias; quando se veem todos os característicos da corrupção dos gentios, mencionados no primeiro capítulo da epístola aos Romanos, ligados com a "aparência de piedade", então, de verdade, pode dizer-se, eis aqui o caráter horrível dos "últimos dias", a resistência de "janes e jambres".
 
C. H. Mackintosh.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Êxodo 1

Não contamos agora com o privilégio de ter um apóstolo para guiar nossos pensamentos como acontecia no princípio da igreja... mas nos resta um recurso... o Espírito Santo que habita em nós.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/1

Agora passamos para o segundo passo... a saída.

Em Êxodo os filhos de Israel foram tirados do Egito por Deus; no livro de Atos (o livro mais ou menos correspondente do Novo Testamento) os filhos de Deus (crentes) são tirados da religião daqueles dias, o Judaísmo. "Êxodo" significa "saída". Deus sempre leva para fora antes de levar para dentro. Um crente não pode cometer erro maior do que achar que pode entender os pensamentos de Deus com sua mente natural. Devemos colocar para fora de nossa vida, em primeiro lugar, as coisas que sabemos não agradar a Deus. Leia Is 1:16,17 três vezes. Portanto hoje começamos o Livro da "saída".


Êx 1:1-6 Uma lista de todas as famílias a serem tiradas. Para o crente hoje, Deus conhece todos os que serão salvos. (At 15:16-18), nossos nomes estão escritos em Seu livro da vida (Ap 20:15), e fomos escolhidos antes da criação da Terra (Ef 1:4).

Êx 1:7-14 O inimigo é o rei do Egito. O inimigo de nossas almas é Satanás - e aqueles que ele usa. As tribulações fizeram o povo entender que estavam em terreno inimigo. Assim fazem nossas tribulações. Este não é o lugar para nos estabelecermos.

Êx 1:16-22 O homicídio está no coração de Faraó (como Satanás - Jo 8:44). Assim também a situação de Israel enquanto estava no Egito é uma figura do crente - a sentença de morte estava sobre nós - mas fomos libertados por Deus. Foi Deus Quem conservou em vida os bebês, embora aquelas que Ele usou (parteiras) não se comportaram como deviam no que se refere à honestidade. - 2 Co 4:7. A pessoa que o Senhor pode usar nunca é perfeita. Apenas Cristo é perfeito.

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/ex_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Eleição Divina Por Meio de Uma Nação (Parte 2 - Final)

(Comentário Romanos 9)

"Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça." (Rm 9.30,31) Os judeus buscavam justiça pela guarda da lei, mas nunca a alcançaram. Não acontece o mesmo até hoje? Todos os que se colocam em terreno judaico, e buscam ser justos pela guarda da lei -- não importa qual lei -- nunca podem alcançar justiça. Nunca podem estar certos de que estão suficientemente justos para Deus justificá-los, e, portanto, nunca chegam a ter paz com Deus. Quanto mais religião um homem inconverso tiver, mais difícil será para o evangelho alcançá-lo. E por que não chegaram à justiça ou à justificação? "Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei: tropeçaram na pedra de tropeço." (Rm 9.32)

E como foi que os gentios chegaram à justiça, e alcançaram a paz com Deus? Por escutarem as boas novas de misericórdia para com eles, por meio do sangue do Redentor; creram em Deus; foram justificados; tiveram, crendo em Deus, paz com Deus. E não é assim que acontece até hoje? O evangelho é ouvido por uma pessoa que cresceu sob a lei, esperando algum dia poder guardá-la até tornar-se justa, e então espera que, em um outro mundo, depois do dia do juízo, tenha vida eterna e paz com Deus. Tomada, com frequência, por dúvidas sombrias -- e até presságios de uma condenação eterna -- ela tenta todos os expedientes humanos -- um sacerdócio no qual possa depositar, se for uma pessoa sincera, a escuridão de sua alma, o peso de seus pecados, e o pavor de seu futuro. Poderá uma pessoa assim alcançar uma justiça que a torne apta para a presença de Deus? Nunca. Poderia algum outro expediente religioso conceder a bendita paz com Deus? Nenhum.

Quão diferente é quando um pobre, culpado, ignorante e sobrecarregado pecador escuta o evangelho e crê nele, como os gentios da Antiguidade! Não possuíam a lei, e não buscavam justiça pelas obras da lei. Ouviram a doce história do amor de Deus para com pecadores como eles. Ouviram como Deus havia Se apiedado deles -- sim, havia dado Seu Filho amado para morrer por eles; que Ele havia morrido, o Justo pelo injusto; que Deus O ressuscitara de entre os mortos. Ouviram as boas novas do perdão de pecados por meio dEle; ouviram, creram, foram justificados de todas as coisas, tiveram paz com Deus.

Charles Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Experiência Vitoriosa (Parte 2)

(Comentário Romanos 8)


"E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado." (Rm 8.10) Se a doutrina da perfeição na carne fosse verdadeira, o corpo não poderia estar morto, e nem morrer, pois pelo pecado veio a morte. Vemos o efeito do pecado no corpo, e isto inclui a morte. "Mas o Espírito vive (ou "o Espírito é vida") por causa da justiça." Existe morte em razão do pecado; existe vida em razão da justiça -- não nossa, mas da justiça de Deus, cumprida pela morte de Seu Filho por nós.

Deve o corpo, portanto, permanecer morto por causa do pecado? Não. "E, se o Espírito dAquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, Aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo Seu Espírito que em vós habita." (Rm 8.11) Quão completa a vitória de Cristo! A redenção de nossos corpos fica assim assegurada. O Espírito de Deus habita em nós? Então a vivificação de nossos corpos mortais é certa.

Não estamos, portanto, na carne, embora ela esteja em nós; mas não somos devedores a ela, para vivermos após ela. O fim do pecado, ou da carne, é morte. Descobrimos, para nossa tristeza, que a morte está sempre pronta para agir no corpo. "Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis." (Rm 8.13) Se nossa velha natureza não tivesse sido deixada para agir em nós, não teríamos necessidade de mortificar as obras do corpo. Não se trata de mortificar o corpo, mas as obras do corpo. O importante é vermos que isto é pelo Espírito. Este é um assunto apresentado na sua totalidade em Gálatas 5.16-25.

"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus." (Rm 8.14) Jesus disse: "O servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre". (Jo 8.35) Não estamos na escravidão, mas na maravilhosa liberdade e privilégios do Filho. E também, "se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei". (Gl 5.18). Como temos visto até aqui, colocar um crente sob a lei, ou colocá-lo sob a direção da lei, é colocá-lo sob o ministério da morte e da maldição. O Espírito sempre nos levará a refletir a glória do Senhor, e a sermos transformados na mesma glória.

O Espírito concede liberdade, não escravidão. Qual é a sua porção -- a liberdade dos filhos de Deus, ou a escravidão do servo, do escravo? Os filhos não deixam de ser filhos para voltarem a ser escravos. "Porque não recebestes o Espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." (Rm 8.16,17) Poderia um filho deixar de ser filho? Poderia Cristo, o Filho, deixar de ser o Filho? Porventura não ouvimos de Seus lábios que Deus é nosso Pai, tanto quanto é Pai dEle também? Este parentesco não pode nunca mudar, não pode nunca deixar de existir. Oh, as riquezas da Sua graça! Que maravilha é que nós, que estamos cônscios de que tão somente merecíamos Sua eterna ira, tenhamos sido introduzidos em um parentesco tão imutável -- filhos de Deus. Um só espírito com o Filho. Agora, sem nenhuma escravidão a ser outra vez temida, mas possuindo o Espírito de adoção, será que por meio dEle clamaríamos, como pecadores distantes de Deus, "Tem misericórdia de nós"? Não! Clamamos, isto sim, Abba, Pai! E, note bem, é este o testemunho do próprio Espírito.

"O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com Ele padecemos para que também com Ele sejamos glorificados." (Rm 8.16,17) Sim, os dois grandes fatos pelos quais o Espírito dá testemunho, são os desta passagem: nossa permanente filiação e nossa posição de herdeiros. E, em Hebreus 10, Ele testemunha que somos aperfeiçoados para sempre, continuamente, pelo sacrifício único de Cristo, de maneira que Deus não Se lembrará mais de nossos pecados. Não há nada que seja negado, ou duvidado com maior frequência, do que estes dois benditos fatos.

Sim, um é o fato de nós, se crentes, sermos perfeitos para sempre. O outro é que somos co-herdeiros juntamente com Cristo. O Espírito dá testemunho disso. E, note bem, se somos co-herdeiros de toda a glória vindoura de Jesus -- o Filho do homem -- não deixe passar por alto estas poucas palavras: "se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados". (Rm 8.17) Para constatar que isso foi assim, basta ver toda a história do livro de Atos. O mundo, e especialmente a sua parte religiosa, odiava os discípulos de Cristo tanto quanto odiava o Senhor. E os discípulos sofriam com Ele. E por que não acontece o mesmo hoje? É porque o mundo religioso agora finge ser cristão; e, oh! nós também acabamos descendo a esse mesmo nível. Mas, à medida que formos guiados pelo Espírito, acabaremos certamente sofrendo o ódio do mundo.

Será que você, amado leitor, sabe o que é ser guiado pelo Espírito? Ou será que você está sendo guiado pelas organizações e pelos projetos do mundo religioso? Se assim for, não é de admirar que não saiba o que é desfrutar do parentesco de um filho de Deus, ou o que é sofrer com Cristo. Acaso você pode afirmar estar sendo guiado pelo Espírito de Deus em sua vida diária -- em suas compras, em seus negócios -- ou será que você é simplesmente guiado pelas máximas deste mundo? Se assim for, você está entristecendo o Espírito, e não pode desfrutar do bendito parentesco dos filhos de Deus -- co-herdeiros com Cristo. Trata-se de algo maravilhoso ter o Consolador, o Espírito Santo, sempre habitando conosco, bem capaz de cuidar de nós e de todos os nossos interesses aqui, como filhos que somos de Deus. Oh, que maravilha é ser guiado por Ele em todas as circunstâncias!

Basta recusar-se a ser guiado pelo Espírito, e você poderá receber as honras e o aplauso do mundo religioso. Se for guiado pelo Espírito, certamente você será rejeitado, assim como Cristo foi rejeitado, e passará a ser seu feliz privilégio sofrer com Ele. Mas, oh!, o que é isto em comparação com a glória a ser revelada em nós? Que contraste há entre ser guiado pelo Espírito, e ser guiado pelas modas deste mundo! Oh, quantos são os que sacrificarão a eternidade em troca das modas deste pobre e enganado mundo, enquanto, ao mesmo tempo, fingirão, sim, até mesmo pensarão, ser cristãos! Engano fatal! Se for este o estado de qualquer leitor destas linhas, que Deus possa usar estas palavras para despertá-lo de seu sono enganador. Certamente todos nós precisamos destas perscrutadoras palavras: "se é certo que com Ele padecemos".

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Ruína da Religião Cristã (Parte 1)

Em Mateus 13, vemos o Senhor Jesus contando várias parábolas sobre o reino dos céus. Tal reino é constituído pela esfera dominada por todos aqueles que professam a Cristo, tanto os falsos como os verdadeiros. Clique aqui para conhecer melhor os diferentes aspectos do reino que são mostrados na Bíblia. 

A alguns dias atrás, foi comemorado o Dia da Reforma Protestante, que sem dúvida alguma teve seu papel na história ao tornar as Escrituras disponíveis aos que a "Igreja" Romana chamava de leigos, em contraste com o clero. Apesar disso, muitos dos chamados pais da reforma também tinham seus espinhos, como é o caso de Martinho Lutero, que possuía aversão aos judeus (o que demonstra sua falta de conhecimento das verdades contidas nas Escrituras, veja Romanos 10 e 11).

Todo o sistema religioso, inclusive o protestantismo, está totalmente arruinado, pois muitas coisas ensinadas e praticadas nele não estão de acordo com a Palavra. Esse sistema é comparado, na Bíblia, com a grande árvore onde as aves se aninham, e também à grande meretriz Babilônia:

"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;
O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. "
Mateus 13:31-32

Mas que aves são essas? Vamos ver:

"E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.
Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu" 
Apocalipse 18:2-4

A reforma protestante teve seu papel na história, mas se tornou um ninho de aves imundas, afinal, foi criada pelos homens. Assim como Israel ficou cativa na Babilônia, assim também hoje muitos crentes verdadeiros estão presos na religião e em suas tradições e doutrinas inventadas por homens. E assim como muitos judeus, após a libertação do cativeiro, ainda quiseram permanecer na Babilônia com todo seu comodismo, assim também muitos cristão hoje permanecem acomodados dentro da religião, mesmo conhecendo todo o mal e desobediência à Palavra que está em volta. Como em qualquer situação na vida do crente, este deve fazer a mesma pergunta feita pelo apóstolo Paulo: Senhor, que queres que eu faça? (Atos 9:6). A vontade de Deus está em Sua Palavra, e ela é bem clara quanto ao que devemos fazer em relação à confusão (afinal, esse é o significado de Babilônia) que se tornou a profissão cristã:

"Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.
Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.
De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra."
2 Timóteo 2:19-21

"Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério." [Arraial é uma referência a Israel e sua religião judaica. Leia mais sobre isso aqui. ]
Hebreus 13:13

"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela [Babilônia], povo meu."
Apocalipse 18:2-4

"Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?" [Faça uma busca no http://www.bibliaonline.com.br e verá que o fermento sempre é uma figura de má doutrina ou má conduta]
1 Coríntios 5:6

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