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domingo, 4 de janeiro de 2015

O Fundamento da Justificação

Tal é a doutrina das Sagradas Escrituras quanto à questão importante da condição da natureza. Porém, como é que o crente é feito participante da natureza divina? - Essa mudança admirável depende inteiramente da grande verdade que "JESUS MORREU E RESSUSCITOU" (1 Ts 4:14). Este bendito Senhor deixou o seio do amor eterno, o trono da glória, as mansões de luz imarcescível, veio a este mundo de dores e pecado, tomou sobre Si a forma da carne do pecado, e, depois de haver manifestado e glorificado perfeitamente Deus em todos os atos da Sua vida bendita no mundo, morreu na cruz sob peso de todas as transgressões do Seu povo. E deste modo satisfez tudo que  era ou podia ser contra nós. Ele engrandeceu e honrou a lei (Is 42:21); e, fazendo-o, tornou-Se maldição sendo pendurado no madeiro. Todos os direitos divinos foram satisfeitos, todos os inimigos reduzidos ao silêncio e os obstáculos foram todos derrubados. "A misericórdia e a verdade se  encontraram, a justiça e a paz se beijaram" (Sl 85:10). A justiça divina foi satisfeita, e o amor infinito pode derramar-se, com todas as virtudes  mitigantes e refrigerantes, no coração quebrantado do pecador; enquanto que, ao mesmo tempo, o caudal purificador e expiador, que brotou do lado ferido do Cristo crucificado, satisfaz perfeitamente todos os desejos ardentes da consciência culpada e convencida de pecado.

O Senhor Jesus tomou o nosso lugar na cruz: foi o nosso substituto. Ele morreu, "o justo pelos injustos" (I Pe 3:18); foi feito "pecado por nós" (2 Co 5:21); morreu em lugar do pecador; foi sepultado e ressuscitou, havendo cumprido tudo. Por isso nada há absolutamente contra o crente: ele está unido a Cristo e encontra-se na mesma condição de justiça "porque, qual ele é, somos nós também neste mundo" (1 Jo 4:17).

Eis aqui o que dá paz inabalável à consciência. Se já não estamos numa condição de culpa, mas de justificação; se Deus nos vê em Cristo e como a Cristo, então a nossa parte é uma paz perfeita. "Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5:l).

O sangue do Cordeiro cancelou toda a culpa do crente, riscou o seu grande débito e deu-lhe uma folha perfeitamente em branco, na presença daquela santidade que não pode ver o mal (He 1:13).

Porém, o crente não só achou paz com Deus, como foi feito filho de Deus; e como tal pode gozar a doçura da comunhão com o Pai e o Filho, no poder do Espírito Santo.

O Crente é Filho de Deus 

 

A cruz deve ser encarada debaixo de dois modos diferentes: em primeiro lugar, satisfaz os direitos de Deus; e em segundo lugar é a expressão do amor de Deus. Se considerarmos os nossos pecados em ligação com os direitos de Deus como Juiz, acharemos na cruz a plena liquidação desses direitos. Deus, como Juiz, ficou satisfeito e glorificado na cruz. Porém há mais do que isto. Deus tem afetos bem como direitos; e na cruz do Senhor Jesus Cristo todos esses afetos são, de um modo tocante e agradável, anunciados aos ouvidos do pecador; enquanto que ao mesmo tempo, ele é feito participante de uma nova natureza, a qual é capaz de gozar esses afetos e de ter comunhão com o coração donde eles emanam. "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pe 3:18). Desta forma não somente somos introduzidos numa nova condição, como trazidos a uma Pessoa, o Próprio Deus, e somos dotados de uma natureza que pode achar as suas delícias n'Ele. "E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação" (Rm 5:11).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Gênesis 50

A única maneira do mundo poder ver Cristo é em Seu povo, enquanto andam em comunhão com Ele.


Gn 50:1 Que terno amor José demonstra para com seu pai.

Gn 50:2-13 Um dos grandes funerais das Escrituras. Jacó é sepultado ao lado de Abraão e Sara, Isaque e Rebeca e da primeira esposa de Jacó, Lia (49:31). Ali, hoje, em Hebrom, seus corpos aguardam pela ressurreição quando nós, juntamente com eles, iremos ouvir a bendita voz do Senhor Jesus - 1 Ts 4:16-17.

Gn 50:14-26 Quando Jacó morre, os irmãos de José ficam com medo que ele se vingue neles. Em outras palavras, pensavam em Jacó como sendo o protetor deles, mais do que José. Haviam desfrutado do amor, proteção e provisão de comida vinda de José por 17 anos e agora têm medo dele! Mas tudo isso é muito parecido conosco. O coração de cada crente logo fica com dúvidas acerca do imutável amor de Deus. Não há nada além de amor para nós. Toda a ira de Deus acerca de cada pecado que cometemos em toda a nossa vida foi descarregada sobre o Senhor Jesus. Simplesmente não sobrou nenhuma ira. Não sobrou nada além de amor! E cada ato dEle para conosco (mesmo as dificuldades) é um ato de amor - Hb 12:5-13.

Gn 50:22-26 Lindo final. A fé de José o leva muito além do caixão no Egito. Ela alcança um dia melhor. Um dia eterno. "Deus certamente vos visitará!" Assim ele dá ordens a respeito de seus ossos. Que estes também deveriam ser levados de volta à terra (e foram - veja Js 24:32, Ex 13:19, Hb 11:22).

Na última referência vemos o valor dado por Deus à fé de José. O Egito só podia dar um caixão. Este mundo é nosso Egito. Mas podemos agradecer a nosso bendito Senhor Jesus Cristo, pois por Ele podemos dizer, "Certamente vos visitará Deus"!

domingo, 7 de julho de 2013

Gênesis 43

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/43

A ressurreição de Cristo foi a segunda manhã na história da criação.

Gn 43:1 Deus estava permitindo que a fome ficasse pior. Mas Ele percebeu o quanto o povo a sentia. Há várias palavras comoventes ditas neste capítulo... As palavras de Jacó nos versículos 6,7,11-14. De José em 16,27,29. Do mordomo em 23. Os irmãos tomados pela culpa nem imaginavam que José conhecia suas consciências culpadas (veja 42:21-23). Eles pensavam dele como sendo um homem de dura cerviz (como eles próprios tinham sido muitos anos antes). Mas José não tinha nada para eles além de amor em seu coração. Quão pouco entendemos o amor do Senhor por nós, quando Ele permite que passemos por tristezas e dificuldades.

Gn 43:8-10 Volte e veja a parte que Judá teve quando se livraram de José. E veja o coração mudado. Ele está pronto a oferecer sua vida por seu irmão Benjamim.

Gn 43:11,15,25-26 Jacó ainda acha que os presentes irão ajudar. Pense no quão pouco isso iria significar para José. Ele estava interessado em seus corações. (Repare no contraste daquilo que José enviou como presente - 45:20-23).

Gn 43:30-31 Você consegue ler isto sem se comover? Que coração amoroso. Ele não guardava nenhum rancor por eles, e todavia ele não poderia deixar que vissem seu próprio coração. É só quando eles tivessem aprendido o quão mau era o coração deles que poderiam entender seu coração de amor.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Encontro de José com Seus Irmãos

(Comentário Gênesis 42)

Consideremos agora, por uns momentos, a entrevista de José com seus irmãos, na qual encontraremos alguns pontos de semelhança com a história de Israel nos últimos dias. Durante o tempo em que José esteve oculto da vista de seus irmãos eles tiveram que passar por profunda e aguda provação, por meio de exercícios penosos e intensos da consciência. Um destes exercícios é concebido nestes termos: "Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos rogava; nós, porém, não ouvimos; por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu, dizendo: Não pequeis contra o moço? Mas não ouvistes; e, vedes aqui, o seu sangue é requerido" (capítulo 42:21-22).

Entretanto no capítulo 44:16 lemos: "Então, disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos". Ninguém pode ensinar como Deus. Somente Ele pode produzir na consciência a verdadeira compreensão do pecado, e levar a alma aos profundos recessos da sua própria condição na Sua presença. Isto é tudo trabalho Seu. Os homens correm na sua carreira de culpa, descuidados de tudo, até que a flecha do Todo-Poderoso fere a sua consciência, e então são levados àquelas pesquisas do coração e intensos exercícios de alma, de que só podem achar alívio nos recursos do amor redentor. Os irmãos de José não tinham ideia de tudo que havia de resultar para eles devido aos seus atos para com ele: "... tomaram-no e lançaram-no na cova...; depois assentaram-se a comer pão" (capítulo 37:24-25). Ai dos "que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo, mas não vos afligis pela quebra de José!" (Amós 6:6).

Todavia, Deus promoveu dor de coração e exercícios de consciência dum modo maravilhoso. Passaram-se anos e estes irmãos poderiam ter pensado inutilmente que tudo estava bem; mas, "então, acabaram-se os sete anos de fartura que havia... e começaram a vir os sete anos de fome!" (capítulo 41:53-54). Quem os mandou e com que fim? Providência admirável! Sabedoria inescrutável! A fome chega a Canaã, e as necessidades da fome trazem agora os irmãos culpados aos pés do ofendido José! Como é notável a manifestação da mão de Deus em tudo isto! Ali estão eles, com a seta da convicção atravessada nas suas consciências, na presença do homem a quem haviam, com "mãos ímpias", lançado na cova. Certamente, o pecado tinha-os achado; mas era na presença de José. Bendito lugar!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

José - Bela Figura de Cristo

(Comentário Gênesis 37)

Não há nas Escrituras Sagradas um símbolo mais perfeito e belo de Cristo do que José. Quer encaremos Cristo como o objeto do amor do Pai ou da inveja dos "seus"— na Sua humilhação, sofrimentos, morte, exaltação e glória —, vemo-Lo maravilhosamente simbolizado em José.



José É Odiado por Seus Irmãos

No capítulo 37 temos os sonhos de José, cujo relato desperta a inimizade de seus irmãos. Ele era o objeto do amor de seu pai, e assunto de altos destinos, e, visto que os corações de seus irmãos não estavam em comunhão com estas coisas, eles odiaram-no. Não tinham parte no amor do pai, e não queriam aceder ao pensamento de exaltação de José. Em tudo isto, eles são uma figura dos Judeus nos dias de Cristo. "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1:11). Ele "não tinha parecer nem formosura" a seus olhos (Is 53:2). Não o reconheceram como o Filho de Deus nem como Rei de Israel. Os seus olhos não estavam abertos para verem "a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14). Não o queriam, e, pelo contrário, odiaram-No.

Cristo — Antítipo de José

Aconteceu assim com o grande Antítipo de José. Ele deu testemunho da verdade — fez boa confissão —, nada ocultou; só podia dizer a verdade porque Ele era a verdade, e o Seu testemunho da verdade teve a resposta, por parte do homem, por meio da cruz, o vinagre, e a espada do soldado que feriu o Seu lado. O testemunho de Cristo foi também acompanhado da graça mais profunda, plena e rica. Ele não veio apenas como a "verdade", mas também como a perfeita expressão de todo o amor do coração do Pai: "a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (Jo 1:17). Ele foi a plena manifestação aos homens do que Deus era. Por isso o homem foi deixado inteiramente sem desculpa. Ele veio e mostrou Deus aos homens, e os homens odiaram a Deus completamente. A manifestação do amor divino produziu ódio cruel. É isto que vemos na cruz; e temo-lo prefigurado duma maneira tocante na cova onde José foi lançado por seus irmãos.

"E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem. E disseram uns aos outros: Eis, lá vem o sonhador-mor! Vinde, pois, agora, e mantemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos."

Estas palavras fazem-nos lembrar a parábola de Mateus 21: "E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram" (versículos 37 a 39). Deus enviou o Seu Filho ao mundo com este pensamento: "Terão respeito a meu filho"; mas, ah! o coração do homem não tinha temor pelo "bem amado" do Pai! Lançaram-No fora. A terra e o céu estavam em discórdia a respeito de Cristo; e ainda o estão.O homem crucificou-O, mas Deus ressuscitou-O dos mortos. O homem pô-lo na cruz entre dois malfeitores; Deus colocou-O à Sua destra nas alturas. O homem deu-Lhe o lugar mais baixo na terra; Deus deu-Lhe o lugar mais elevado nos céus, em majestade sem igual.

José — um Ramo Frutífero

Tudo isto é prefigurado na história de José. Leia Gênesis 49:22-26. Estes versículos mostram-nos "os sofrimentos de Cristo e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Pe 1:11). "Os flecheiros" fizeram o seu trabalho; mas Deus era mais poderoso do que eles. O verdadeiro José foi flechado e gravemente ferido na casa de seus amigos; porém, "os braços de suas mãos foram fortalecidos" no poder da ressurreição, e a fé conhece-O agora como o fundamento de todos os propósitos de Deus de bênção e glória a respeito da Igreja, Israel e toda a criação. Quando pensamos em José na cova, e na prisão, e mais tarde como governador de toda a terra do Egito, vemos a diferença que existe entre os pensamentos de Deus e os pensamentos dos homens; e assim quando olhamos para a cruz e para o trono da Majestade nos céus, vemos a mesma coisa.

Nunca houve nada que revelasse o verdadeiro estado do coração do "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado" (Jo 15:22). Não é que eles não fossem pecadores. Não, mas "não teriam pecado". Do mesmo modo, Ele diz noutro lugar: "Se fôsseis cegos não teríeis pecado" (Jo 9:41). Deus aproximou-Se do homem na Pessoa de Seu Filho, e o homem pôde dizer: "este é o herdeiro", e todavia disse: "Vinde, matemo-Lo". Por isso, "mas agora não têm desculpa do seu pecado". Aqueles que dizem ver, não têm desculpa. A cegueira professa não é a dificuldade, mas sim a profissão de vista. É um princípio solene para uma época de crença professa, como esta. A continuidade do pecado está ligada com a profissão de ver. Um homem que é cego, e sabe que o é, pode esperar que os seus olhos sejam abertos, mas que poderá fazer-se por aquele que pensa ver, quando realmente não vê?
homem para com Deus como a vinda de Cristo.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 37

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/37


Se eu tiver um coração para Cristo, vou me humilhar... foi o que Cristo fez!

A história de José é uma das maiores e mais doces histórias já contadas. Contamos 75 maneiras em com esta história ilustra alguma parte da vida do Senhor Jesus Cristo. Numa visão geral, podemos dizer que a história pode ser uma bela figura de Cristo como um Homem na terra. Ele é rejeitado por Seu próprio povo, (os Judeus) e desaparece (na cruz e vai para o céu). Por Sua morte e ressurreição Ele traz vida a muitos. Ao invés de dar detalhes do que a história possa significar, vamos simplesmente dar um versículo que fala de algo similar acerca do Senhor. Se você estiver interessado, poderá lê-los. (Veja se pode acrescentar mais, há muitos).

Gn 37:1-4 O afortunado menino é amado por seu pai (Jo 3:35 e Mt 3:17). Ele tem uma capa de muitas cores (Hb 2:7).

Gn 37:5-11 Seus sonhos, logo no início de sua vida, falam de um dia de glória vindoura (Is 53:10-12 e Ap 4:9).

Gn 37:12-17 José andou cerca de 112 quilômetros para encontrar seus irmãos. Ele não parou até ter cumprido as ordens de seu pai (Jo 6:38).

Gn 37:18-22 Imediatamente eles planejam matá-lo (Mt 12:14 e Jo 5:18).

Gn 37:23-36 O ato é consumado. José se foi. Ao menos no que diz respeito a seus irmãos, se foi para sempre (Jo 15:24). Sua túnica é mergulhada no sangue de um animal morto e levada a seu pai. Este mundo pensa que quando Jesus morreu na cruz aquilo tenha sido o Seu fim. (Mt 27:62-66 e Jo 15:25).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Deveres e Discernimento


(Comentário Romanos 13)

CONTINUA a senda do homem celestial sobre a Terra. Qual deve ser a sua conduta em relação ao governo deste mundo? Ele deve sujeitar-se. Deve reconhecer os poderes governamentais que são, como tendo sido escolhidos por Deus. Ele deve ficar longe da ilegalidade e da insubordinação. "E os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação." (Rm 13.2) O cristão deve ser, dentre todos os homens, o mais leal, até mesmo por uma questão de consciência. "Portanto dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo: a quem imposto, imposto: a quem temor, temor: a quem honra, honra." (Rm 13.7)

Deve ser observado que aqui não há nenhum preceito de que devêssemos tomar parte ou lugar na política deste mundo, mas tão somente estarmos sujeitos. A igreja, ou o cristão, é sempre visto como não sendo do mundo, mas, enquanto nele, deve permanecer em sujeição. Não importa o tipo de governo, a senda do cristão é de sujeição; e, querido jovem crente, Deus é mais sábio do que nós.

"A ninguém devais coisa alguma." (Rm 13.8) Estas poucas palavras são bem fáceis de se compreender. Não somente os débitos, mas todas as contas devem ser pagas no seu devido tempo. Para poder agir assim, o cristão deveria sempre procurar viver um padrão de vida inferior à sua renda, e comprar dentro de suas possibilidades. Isto pode exigir muita diligência e renúncia própria, mas quanta miséria pode evitar. Estas palavras, portanto, são importantes quando aplicadas ao quanto se ganha e ao que se gasta. Além disso, qualquer que seja a medida de bondade que nos for demonstrada, procuremos devolvê-la com generosos juros. "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros." (Rm 13.8) Ah, esta é uma dívida que nunca conseguimos pagar totalmente, pois trata-se de amarmos uns aos outros como Ele nos amou.

O amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Romanos 5.5). Agora, neste exercício, este amor flui a outros -- o amor de Deus em nossos corações pelo Espírito -- e o resultado é que "quem ama aos outros cumpriu a lei". (Rm 13.8) Deste modo os mandamentos que dizem respeito ao nosso próximo estão todos cumpridos. "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." (Rm 13.9) Isto é feito pelo duplo poder do amor de Deus, já derramado em nossos corações, e pelo Espírito que nos foi dado. Não se trata de colocar o cristão sob a lei novamente, e dizer a ele que, se guardar a lei, Deus o amará e lhe dará o Espírito Santo. Tampouco isso é dizer a ele que ore pedindo pelo Espírito, para que possa guardar a lei. É o oposto de tudo isso. O amor de Deus e o Espírito, isso tudo o cristão já tem, e o amor não faz mal ao próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei. Quão bela é a ordem de Deus, e o efeito nunca é colocado antes da causa.

Mais uma vez, nos versículos 11 ao 13, deve existir inteligência, como "conhecendo o tempo" etc. Mas se os cristãos não conhecem o tempo, porém supõem exatamente o contrário, ou seja, que o mundo está para ser convertido, ou em vias de melhorar, ou que a noite não é passada, ou até mesmo que não haja noite nenhuma, mas que estejamos vivendo o grande dia do desenvolvimento e aperfeiçoamento humano -- se estiverem assim tão obscurecido e equivocados, como poderão conhecer a perfeita vontade de Deus quanto ao andar, ou à santa separação de um mundo amaldiçoado para juízo? Acaso, num estado como esse, não seria impossível conhecer a perfeita vontade de Deus?

Que palavra oportuna! "Conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado." (Rm 13.11,12) Que motivação para a santidade! Tenha cuidado com toda santidade fingida que não possua este discernimento e motivação. O quê? O Senhor está à porta, e nós, cristãos, dormimos? Pensemos no gozo que teremos, estando para sempre com o Senhor -- quão perto está agora a nossa salvação -- ou o dia da ira e juízo sobre este mundo que O rejeitou. "Rejeitemos pois as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz." (Rm 13.12) Se o mundo está precipitado na desonestidade desta noite escura, "andemos honestamente, como de dia". (Rm 13.13) Que mudança haveria na conduta, até dos cristãos, se estivéssemos prontos a despertar, para aguardarmos o Senhor, dia após dia.

Será que você gostaria de ser encontrado por Ele andando em "glutonarias" e "bebedeiras"; em "desonestidades" e "dissoluções"; ou em "contendas" e "inveja"? Com certeza que não. "Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências." (Rm 13.14) Oh, possamos nós despertar do sono e, aguardando pelo Senhor, nos revestirmos dEle. O mundo não irá escutar o evangelho -- eles não irão ler Cristo na Palavra. Possam eles, então, ver Cristo em nós, e em tudo o que fizermos -- epístolas vivas, lidas e conhecidas de todos os homens.

Eles nos olharão; eles nos observarão de perto. Eles não sabem o quanto Satanás quer nos fazer tropeçar. Não conhecem as tentações e as aflições do crente, e o quão propensos somos a falhar, se não houver uma constante dependência do poder de Deus. Mas que o mundo nunca nos encontre fazendo provisão para a carne a fim de satisfazer suas concupiscências. Que o Senhor abençoe estes preciosos preceitos, tanto para o escritor como para o leitor. A noite é passada, e o dia é chegado. Oh, quão cedo deveremos estar para sempre com o Senhor!

C. Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

Romanos 13


Não podemos receber a Deus em graça e salvação sem que haja uma resposta de gratidão e gozo em nosso espírito.

No capítulo 12 lemos de como o crente se comporta para com outros crentes... hoje, para com os incrédulos.

Rm 13:1-7 Sempre que existe uma eleição, é o homem certo que sempre ganha, por esta razão o crente não vota. Parece difícil entender que não faz diferença sob qual governo nos encontramos, ou que tipo de leis possam ser feitas. Quer gostemos ou não, devemos obedecê-las. (Evidentemente não será o caso se elas forem contrárias à Palavra de Deus). Satanás é o deus deste mundo (2 Co 4:4) ainda que Deus governe tudo. Estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Se você estiver desobedecendo o governo estará desobedecendo a Deus. Leia estes versículos outra vez... é Deus falando para você e para mim.

Rm 13:8-14 Há duas razões para a piedade. A primeira é o amor (8-10), a segunda é porque o Senhor logo virá (11-14). O dia do Senhor vem após o dia da tribulação. Está se aproximando.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Romanos 12

Seremos tão semelhantes ao segundo Homem como temos sido semelhantes ao primeiro.

Os últimos cinco capítulos carregam diferentes instruções para os crentes. Este capítulo diz ao crente como ele deve viver, trabalhar e amar. Para cada instrução na Bíblia em como viver, existe sempre uma doutrina clara quanto ao fundamento disto. O evangelho tem dois lados, o lado do crer e o lado do proceder. Todavia, ambos andam juntos, pois nosso proceder mostra o que cremos.

Rm 12:1 Uma vida devotada a Deus é a vida natural para cada crente.

Rm 12:2 Não devemos seguir o modo de falar, os hábitos ou os costumes do mundo, mas sermos transformados em um viver para Cristo, para então provarmos a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus. Não devemos viver para agradar a nós mesmos, mas ao Senhor.

Rm 12:3-8 Nós crentes precisamos estar juntos em uma comunhão pois somos um "corpo". Você está vivendo isto?

Rm 12:9-21 O amor é, para o crente, um amor genuíno. É um amor que aprende do amor de Deus em Cristo e dele obtém sua força. "O amor seja não fingido" o que significa sem engano ou dissimulação. Quão verdadeiro estão sendo estes versículos a nosso respeito? 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Gênesis 31 (Parte 2)


Jesus na cruz foi meu substituto... Jesus, ressuscitado e exaltado, é minha aceitação.

Gn 31:25-27 Jacó não precisava ter agido tão abruptamente e partido sem o conhecimento de seu tio. Ele não se apoiou em Deus, nem confiou em seu companheiro.

Gn 31:26-42 Um triste modo de agir. Raquel havia roubado alguns dos deuses de seu pai! Precisam inventar uma mentira para evitar que seu pai os encontrem. Geralmente são necessárias mentiras para esconder obras más.

Gn 31:43-55 Nenhum homem confiou no outro. A aliança que fizeram, e a coluna que ergueram é uma evidência de que um tinha medo de ser ferido pelo outro.

Gn 31:52 A preocupação deles. Não há muito amor fraternal (Que parte tem o crente com o incrédulo? 2 Co 6:14-18). Quando voltamos para os hábitos mundanos é importante que os confessemos e os abandonemos (Pv 28:14).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nosso Lugar Perante Deus (Parte 2 - Final)

Nenhuma Condenação

No capítulo seguinte ele ensina que "vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo" (Romanos 7:4), e isto, após discutir o efeito da aplicação da lei a alguém despertado pelo Espírito de Deus, abre o caminho para descortinar a presença constante do pecado na natureza e a total incompatibilidade entre a nova e a velha natureza (Romanos 7:13-25), o que nos leva a uma declaração completa da verdade com respeito ao crente. "Portanto", continua ele, "agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8.1), tão completa é a libertação, assim como o perdão, que temos em Cristo. 

"Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós" (Romanos 8.9). Ele nos mostra, deste modo, que a posição do crente não é na carne, não no primeiro homem - Adão - mas o crente permanece diante de Deus em um lugar que é caracterizado como estando no Espírito. Isto é, o Espírito, e não a carne, caracteriza a existência do crente diante de Deus, pois na morte de Cristo a natureza má do crente também foi julgada; pois "Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne" (Romanos 8.3). 

Se Deus é Por Nós, Quem Será Contra Nós?

Assim, após apontar mais essas benditas consequências de sermos habitados pelo Espírito, o apóstolo declara que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por Seu decreto. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho; a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Romanos 8.28,29). Então ele pergunta: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8.31), ao que responde lembrando que Deus, ao entregar o Seu Filho à morte por nós, provou-nos que também nos dará livremente todas as coisas. Isso leva o apóstolo à triunfante conclusão de que nada pode servir de acusação contra os eleitos de Deus; que se o próprio Deus os justificou, nada poderá condená-los; que se Cristo morreu e ressuscitou, estando bem à direita de Deus para interceder por nós, nada "nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (leia Romanos 8.31-39).

Portanto seria um grave erro você parar no capítulo 5 de Romanos, se quisesse conhecer a plenitude da graça de Deus e o tremendo caráter da salvação que Ele concede; pois a menos que leiamos até o capítulo 8 de Romanos, nunca saberemos o que é verdadeiro para nós e a nosso respeito diante de Deus - a completa e perfeita libertação que cada crente tem em Cristo, mesmo que ignore isso. É também da maior importância que você possa notar que essas bênçãos que foram assinaladas não estão associadas a nossos esforços para consegui-las. Tudo o que mostrei é a porção que possui todo aquele que clama "Aba, Pai"; a porção que pertence a cada recém-nascido em Cristo, quer ele saiba ou não.

Nos Lugares Celestiais em Cristo

Há ainda muita coisa além disso, e se você der uma olhada em Efésios eu lhe mostrarei, em poucas palavras - pois não tenho intenção de prolongar esta carta - o pleno caráter do lugar que o crente ocupa diante de Deus. Olhe, em primeiro lugar, para as maravilhosas expressões do primeiro capítulo: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, O qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em caridade [amor]; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor e glória da Sua graça, pela qual nos fez agradáveis a Si no Amado" (Efésios 1.3-6). Preste atenção em cada uma das sentenças que coloquei em realce e você verá como é perfeito o nosso lugar diante de Deus. Pois Ele nos abençoou com todas as bênçãos espirituais...; e Seu propósito era que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos fez agradáveis a Si no Amado.

No capítulo seguinte (Efésios 2) temos a maneira como fomos introduzidos nos lugares celestiais. "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Efésios 2.4-6). Aqui somos considerados como havendo estado mortos em pecados; Cristo é visto nesta epístola aos Efésios como tendo descido àquela condição - morto - como de fato ocorreu, no lugar do pecador. Deus, sendo rico em misericórdia e agindo segundo o Seu próprio coração de amor veio, em graça, e nos vivificou juntamente com Cristo. E então nos ressuscitou e nos fez assentar juntamente com Cristo nos lugares celestiais, o que significa que transportou-nos à Sua própria presença. Portanto, o nosso lugar atual - mesmo enquanto ainda estamos em nosso corpo - é agora nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Nada menos do que isso expressa a plenitude da Sua graça ou satisfaz o Seu coração.

Há mais uma passagem que gostaria de trazer a você antes de terminar: "Qual Ele é, somos nós também neste mundo" (1 João 4.17). Assim como Cristo é, ali à direita de Deus - a alegria e o gozo do coração de Deus - ali também em toda a perfeição da Sua Pessoa e em todo o doce aroma do Seu sacrifício, assim também somos nós neste mundo; pois estamos firmados não em nós mesmos, mas em Cristo, sendo, por esta razão, dotados de toda a aceitação e odor suave que Ele mesmo tem diante de Deus.


Que o Senhor nos conceda um maior reconhecimento do lugar no qual, por Sua inexprimível graça, fomos introduzidos em Cristo Jesus.

E. Dennett. Fonte: http://www.stories.org.br/doze2.html ou http://www.scribd.com/doc/105860553/Doze-Cartas-a-um-Novo-Convertido

O Temor de Jacó


(Comentário Gênesis 28)

Deus revela-se a Jacó em graça infinita; contudo tão depressa Jacó acorda do sono, vemo-lo mostrando o seu verdadeiro caráter, e dando provas de quão pouco conhecia, praticamente, d'Aquele bendito Senhor que acabava de Se revelar dum modo tão maravilhoso ao seu coração: "...temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus".


O seu coração não estava tranquilo na presença de Deus; nem tão-pouco o pode estar qualquer coração até ser inteiramente esvaziado e quebrantado. Deus agrada-Se, bendito seja o Seu nome, dum coração quebrantado e um coração quebrantado sente-se ditoso na Sua presença. Porém o coração de Jacó ainda não estava nestas condições; nem tão-pouco tinha ele ainda aprendido a descansar, como uma criança, no amor perfeito d'Aquele que podia dizer: "Amei a Jacó".

"O perfeito amor lança fora o temor" (1 João 4:18); porém onde esse amor não é conhecido e inteiramente posto em prática, haverá sempre uma medida de ansiedade e perturbação. A casa de Deus e a presença de Deus não são terríveis para a alma que conhece o amor de Deus manifestado no sacrifício de Cristo.

Uma tal alma é antes levada a dizer: "SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória" (Sl 26:8). E, também, "Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo" (Sl 27:4). "Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do SENHOR" (Sl 84:1-2). Quando o coração está firmado no conhecimento de Deus, amará certamente a Sua casa, qualquer que possa ser o caráter dessa casa, quer seja Betel, ou o templo de Jerusalém, ou a Igreja agora composta de todos os verdadeiros crentes, "edificados juntamente para morada de Deus em Espírito" (Ef 2:22). Todavia, o conhecimento de Jacó, tanto de Deus como da Sua casa, era muito superficial, neste ponto da sua história.

Teremos outra vez ocasião de tratar de alguns princípios ligados com Betel; e concluiremos agora a nossa meditação deste capítulo com uma breve observação do contrato de Jacó com Deus, tão próprio dele, e tão comprovativo da verdade da afirmação do seu pouco conhecimento do caráter divino. "E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus; e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo" (versículos 20 e 22). Observe-se "se Deus for comigo". Ora, o Senhor havia acabado de dizer, enfaticamente: "...estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra". E contudo o pobre coração de Jacó não pode ir além de um "se", nem tão-pouco nos seus pensamentos de Deus pode elevar-se acima de "pão para comer, e vestidos para vestir". Tais eram os pensamentos do homem que acabava de ter a visão magnificente da escada cujo topo tocava nos céus, com o Senhor em cima dela, e prometendo-lhe uma semente inumerável e uma possessão eterna. Jacó era evidentemente incapaz de entender a realidade e plenitude dos pensamentos de Deus. Julgou Deus por si próprio, e deste modo falhou completamente em compreendê-Lo. Numa palavra, Jacó não havia ainda chegado ao fim de si próprio; e por isso não havia começado realmente com Deus.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Qual é o Cumprimento da Lei?

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.

Há algumas pessoas que pensam que o Senhor Jesus veio trazer uma mensagem diferente da lei de Moisés e que, portanto, Ele invalidou a lei. Mas não! Na verdade a lei tinha uma mensagem essencial para se aprender. Romanos 3:19 nos esclarece: "Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda boca esteja fechada e todo mundo seja condenável diante de Deus". De fato, apenas Israel estava "debaixo da lei"; contudo a mensagem da lei era tão abrangente que expunha a culpa de toda a humanidade, tanto gentios quanto judeus. Isso era uma boa coisa e o Senhor não colocou isso de lado.

Mas Ele veio para "cumprir a lei". Isso não significa que Ele veio para guardar a lei (apesar de Ele ter sido o único capaz de guardá-la), mas para cumprir a essência da lei. A lei exigia a punição e a morte de todos os que a transgrediam. Portanto, se o Senhor Jesus iria cumprir a lei, Ele tinha de sofrer e morrer para realizar essa surpreendente obra de receber sobre Si mesmo a punição que a lei requeria.

E o sofrimento não foi o infligido pelo ódio de Seus inimigos. Não foram as chicotadas, a zombaria, a crucificação. Nas três horas de densas trevas na cruz, Ele sofreu a excruciante agonia de ser exposto ao julgamento de Deus. Ele sofreu para expiar os pecados de todos os que creem nEle como Senhor e Salvador.

Porém, há outro aspecto que temos de considerar. Quando o Senhor Jesus disse que veio para cumprir a lei, Ele falava de algo mais profundo. "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Romanos 13:10). Deus não enviou Seu Filho somente para que Sua ira fosse satisfeita. O Senhor Jesus não veio somente para suportar o castigo que nós merecíamos. Nós não conseguimos amar a Deus e uns aos outros. E não há lei que mude isso. O Senhor Jesus veio para que pudéssemos amá-Lo, amar a Deus e aos outros com o amor que procede de Seu próprio coração. Amor; é nisso que se resume a lei, os profetas, e a cruz!

Experiência Vitoriosa (Parte 3 - Final)

(Comentário Romanos 8)

"Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." (Rm 8.18,19) Quem podia, melhor do que Paulo, considerar este assunto? Prisões e cadeias o esperavam em cada cidade -- uma vida de constante de sofrimento com Aquele a Quem tanto amava servir; e ainda assim ele diz: "As aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada". Deveras, "a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus". Que solução para o espantoso paradoxo de toda a criação! Os gemidos dos campos de batalha cessarão; a miséria, a pobreza e a degradação das multidões; os sofrimentos da criação, tudo chegará ao fim.

"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do corpo." (Rm 8.22) Repare que não é para a salvação de nossas almas que esperamos, e ansiamos, mas pela redenção do corpo. Isto pode ser tanto para os que estão na sepultura, como para os que serão transformados em um momento. Isto acontecerá na vinda do Senhor. No que diz respeito ao corpo, nem mesmo nós estamos livres do sofrimento, e de gemermos, até a vinda de nosso Senhor. Ainda não vimos Sua vinda e, por conseguinte, só podemos aguardar e ter esperança. Trata-se de um erro fatal supor que isso tudo signifique que não sabemos que temos a salvação; pelo contrário, sabemos que temos vida eterna -- "Aquele que crê no Filho TEM a vida eterna". (Jo 3.36) Não há espera para tal. Mas podemos aguardar em paciência pela redenção do corpo.

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por Seu decreto". (Rm 8.28) Sabemos disso porque Deus é sempre por nós. É isto que é apresentado até o final do capítulo. "Daqueles que são chamados por Seu decreto." Deus não nos chamou por causa de qualquer bem que pudesse existir em nós, ou de qualquer desejo de nossa parte. Notemos atentamente qual foi o Seu propósito, pois Seu chamado é o resultado de Seu decreto ou propósito.

Não devemos alterar nem uma só palavra a fim de adaptar isto aos pensamentos ou raciocínios humanos. "E aos que predestinou a estes também chamou: e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou." (Rm 8.30) Aqui é tudo de Deus, que não pode falhar. Esta é a Sua ordem. Predestinados, chamados, justificados, glorificados. De eternidade a eternidade. Que sequência maravilhosa! Que consolo inestimável para os tão sofridos filhos de Deus! Porventura Ele não nos chamou? Então isto prova que nos predestinou; e Ele nos justificou; e não deixará de nos levar para a glória. A fé certamente confiará nEle. A incredulidade com prazer deixaria que Satanás introduzisse raciocínios que eliminassem toda esta verdade fundamental. "Que diremos pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.31) Sim, se Deus é assim por nós, quem ou o quê pode ser contra nós? Veja como aprouve a Deus nos persuadir disto.

"Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?" (Rm 8.32) Alguma dúvida? Fica assim manifesto que todas as coisas devem cooperar para o nosso bem, já que Deus não poupou nem Seu próprio Filho. Que amor eterno e infinito teve Ele ao entregá-Lo por todos nós! Podemos esperar seja o que for, tendo em vista a imensidão e o caráter deste amor.

Como já vimos nesta epístola, já que é Deus, em Sua justiça, Aquele que é o Justificador, o Deus que justifica, "quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?" (Rm 8.33) Quem os condenará? Se Deus é nosso Justificador, poderá alguma criatura nos condenar? Foi Deus Quem demonstrou a Sua aceitação pelo nosso resgate ao ressuscitar Jesus de entre os mortos para nossa justificação. Deus O entregou por todos nós; e Ele O ressuscitou de entre os mortos para a justificação de nós todos; e Ele é a imutável justiça de todos os eleitos de Deus. "Quem os condenará?" (Rm 8.34) Deus não pode nos condenar sem condenar a Ele que foi levantado de entre os mortos para ser nossa justiça. Nossa justificação não poderia ser mais perfeita, pois tudo vem de Deus. Nossa justificação, portanto, é de Deus, e é completa e estabelecida eternamente.

Resta apenas mais uma questão. Poderá qualquer circunstância alterar o amor de Cristo, ou alterar o amor de Deus em Cristo para conosco? Há tantos que duvidam que o amor de Cristo possa permanecer, caso não o mereçamos continuamente, que esta acaba sendo uma questão de grande importância. Será que não se trata de um grande erro supor que alguma vez tenhamos merecido, merecemos, ou iremos merecer esse amor? Será que são os nossos méritos, o que o Espírito de Deus coloca diante de nós?

Leia do versículo 34 ao 39. Veja quão belo e simples é: Ele coloca Cristo diante de nós. Vamos acompanhar a Palavra, uma sentença após a outra. "É Cristo Quem morreu." (Rm 8.34) Será que Ele morreu por nós porque merecíamos o Seu amor? Poderia existir um amor como este, e, ainda por cima, amor por nós quando mortos em delitos e pecados? "Ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos." (Rm 8.34) Contemple-O, o Ressuscitado de entre os mortos, como o princípio da nova criação. E isto com o propósito expresso de nossa justificação. E tudo isso, quando o que merecíamos era só a eterna ira.

Então vem o inimigo, que enganou Eva, e diz: "Tudo isso é verdade se você nunca pecar mais após a sua conversão, mas se algum cristão pecar, certamente o pecado o separará do amor de Cristo". Veja se seu escudo não está abaixado quando o diabo lança insinuações assim contra você. A resposta preciosa é esta: "Também intercede por nós". (Rm 8.34) Sim, "vivendo sempre para interceder por eles". (Hb 7.25) Imagine de quantos pecados esta intercessão nos preserva!

Mas será que se um crente, um filho de Deus, por causa de seu descuido, pecar, será que Ele irá, ainda assim, em seu infinito e imutável amor, interceder pela causa daquele que caiu? "Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E Ele é a propiciação pelos nossos pecados." (1 Jo 2.1,2) Sim, mesmo então, em imutável amor, Ele é o mesmo Jesus, que "também intercede por nós". Assim, tudo provém de Deus e não pode falhar. Leia agora toda a lista apresentada por estes versículos, e fiquemos persuadidos, como estava o apóstolo, de que NADA "nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor". (Rm 8.39) Não há condenação para aqueles que Deus justifica, aqueles que Ele tem por justos. E não há separação do infinito e eterno amor de Deus para conosco, em Cristo Jesus nosso Senhor.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Noivado

(Comentário Gênesis 24 - Parte 4 - Final)

"...e foi-lhe ela por mulher e amou-a" (Gênesis 24:67). Tal é o grande clímax para esta maravilhosa história de amor encontrada na Palavra de Deus. Costuma-se dizer que todos buscam a satisfação de suas afeições e, maravilha das maravilhas, Deus é amor e deseja encontrar a satisfação de Suas Divinas afeições na bênção do homem redimido. Cristo, o Filho bendito de Deus em Humanidade, terá uma esposa como o objeto do Seu amoroso coração por toda a Eternidade. A alma que aprendeu isto e experimentou do Seu amor, encontrou a verdadeira felicidade, ou seja, a verdadeira porção de satisfação, a qual terá seu grande clímax no "casamento do Cordeiro" que se dará no Céu.

Quando pensamos neste precioso amor de Cristo pela Sua Igreja, o qual nos é dado como padrão — o antítipo — do amor do marido pela sua esposa, vemos quão profunda consideração por este amor devem ter aqueles que estão no relacionamento conjugal. Uma leitura em oração do capítulo 5 de Efésios será de grande proveito.

Que história de amor encontramos aqui, cheia de instruções preciosas para nós, pois é um lindo quadro do trabalho do Espírito de Deus (sendo representado aqui pela pessoa do servo de Abraão) a buscar uma noiva para Cristo. Se você que está lendo estas linhas ainda não é salvo, nossa oração é que possa ser trazido a enxergar a sua necessidade de um Salvador. O Espírito de Deus está procurando dirigi-lo a Cristo, que não somente irá limpá-lo de todos os seus horríveis pecados no Seu precioso sangue, mas fará de você parte da Sua gloriosa noiva, que se manifestará juntamente com Ele, naquele dia. Por que continuar nos seus pecados, com julgamento certo diante de você, quando poderia ser tão abundantemente abençoado? Por que não dar ouvidos às Suas súplicas de amor agora mesmo dizendo, como fez Rebeca em nosso capítulo, "Eu irei"?

Vendo então que Deus na Sua bondade tem instituído este relacionamento que pode trazer tamanha felicidade (ou infelicidade, quando fora da Sua vontade) tanto para o marido como para a mulher, podemos estar seguros de que Ele não nos abandonou à nossa própria sabedoria ou na dependência de nossos pensamentos para sabermos que passos devemos dar. Por toda a Sua Palavra Ele nos mostra que devemos colocar de lado toda a sabedoria humana, se quisermos verdadeiramente conhecer Sua vontade para nosso caminhar. Deixemos de lado nossos próprios pensamentos e escutemos a Deus que disse: "Agora, pois, filhos ouvi-me, porque bem aventurados serão aqueles que guardarem os meus caminhos" (Provérbios 8:32).

Sabemos que entre a maioria dos jovens, e especialmente nos dias de hoje, existe um desejo de se ter um namorado ou namorada. Frequentemente, sem nos darmos conta disso, somos afetados pela forma de pensar de nossa geração, e estamos sujeitos a sermos arrastados sem o percebermos. Mas não vamos nos esquecer de que, como cristãos, temos um Guia para nossa juventude e Ele possui toda sabedoria. Sim, a Pessoa cujo nome é Sabedoria, tem seu prazer nos filhos dos homens (Provérbios 8:31) e nos pede que O escutemos e que esperemos por Suas instruções. O desejo de se ter um namorado ou namorada é perfeitamente natural, mas quão frequentemente nossos desejos naturais nos afastam do propósito de Deus para conosco!

Deus, que colocou o amor natural em nossos corações, nos ensina em Sua Palavra que, desde que o pecado entrou no mundo, nossos corações naturais não são dignos de confiança.

Deus usa uma linguagem bem clara sobre isto, quando diz: "O que confia em seu próprio coração é insensato" (Provérbios 28:26).

Não ousemos acreditar em nossos corações, pois se assim o fizermos Deus nos chamará de insensatos, e isto é algo muito solene. Nós que somos salvos e que temos por graça nossos corações purificados pela fé, devemos estar imensamente gratos por nossos corpos, dessa hora em diante, não estarem mais sujeitos ao controle de nossa velha natureza e de nosso degenerado coração! Pertencemos Àquele que nos redimiu por um preço infinito e devemos apresentar nossos corpos como sacrifício vivo a Ele. Então poderemos provar Sua "boa, agradável e perfeita vontade" em nossas vidas (Romanos 12:1,2).

Sendo assim, o fato de termos um tal desejo, ou porque é natural ter um namorado ou namorada, não é motivo suficiente para tomarmos alguma atitude. Nossos corpos não nos pertencem e não devemos nos esquecer disto. Precisamos da direção de Deus. Devemos ouvir a Sua voz e esperar n’Ele. Se você não ouvi-lo e nem esperar no Senhor, querido crente, então seu arquiinimigo Satanás, que conta com longa experiência em tratar com a natureza humana, irá dispor de planos cuidadosos e bem traçados para fazer com que você tropece a fim de arruinar sua juventude. E nossos corações se lamentam quando vemos quão frequentemente Satanás tem sido bem sucedido. Que você possa ouvir a voz de Deus nos dias de sua juventude, antes que o seu lamento se junte ao de outros e tenha que dizer: "Como aborreci a correção e desprezou meu coração a repreensão e não escutei a voz dos meus ensinadores, nem a meus mestres inclinei o ouvido!" (Provérbios 5:12-13).

Isaque não deveria ser como os outros jovens da sua terra, pois tinha um pai prudente e cuidadoso que o amava. Seus desejos naturais deveriam ser mantidos sob controle, pois um dos frutos do Espírito é temperança ou domínio próprio (Gálatas 5:22). Seu pai o tinha recebido como que da morte (Hebreus 11:19), e desejava que seu filho caminhasse no caminho da fé, com uma companheira adequada para tal caminho. Nenhuma outra pessoa serviria.

Abraão, portanto, chamou seu servo, ao qual tinha confiado todos os seus bens, e fez com que prometesse que não iria escolher uma esposa para seu filho dentre as jovens pagãs da terra onde habitavam. Como já havíamos notado, este servo é um tipo (figura) do Espírito Santo de Deus, que nos foi dado para nos guiar em toda a verdade (João 16:13). Se buscarmos a direção de Deus em tudo o que fizermos, quão maravilhosamente iremos experimentar e provar as bênçãos do Senhor! Assim como o servo de Abraão tinha sido colocado sobre tudo o que ele tinha, assim o Espírito de Deus tem prazer em trazer diante de nós todas as bênçãos em Cristo, que fluem do coração de Deus nosso Pai, a guiar-nos em caminhos certos onde podemos desfrutá-las. Em lugar de o próprio Isaque sair à procura de uma noiva, encontramos o servo fazendo isto. Não é isto uma lição para nós? Não siga o seu próprio desejo, porque para saber quem é a/o companheira(o) certa(o) para você, é preciso que peça ao Senhor para guiá-lo(a) pelo Seu Espírito. E devemos notar que o Espírito de Deus e a palavra de Deus não podem andar separados. O Espírito de Deus nunca nos dirigirá contrariamente a Sua Palavra; nunca! Quão importante é isto! Quão necessário é que você seja guiado pelo Espírito de Deus em cada passo ao encontro de um(a) companheira(o). Deus sabe tudo sobre você e pode guiá-lo e dirigi-lo como nenhum outro.

Não foi uma jornada fácil descer até a Mesopotâmia onde ele encontraria a família da fé. Era uma distância de várias centenas de quilômetros que, naquela época, tratava-se de um longo caminho a trilhar. Assim também, nos dias de hoje, existem muitos problemas para um jovem encontrar aquela que será a sua companheira, mas a fé espera no Senhor e receia dar um passo sem Ele. Talvez o servo de Abraão tenha perguntado se poderia levar Isaque a Mesopotâmia, no caso de não encontrar uma esposa para ele. "Não", disse Abraão, "cuide de não levar meu filho de volta para lá novamente". E ele fez seu servo prometer isso. Se alguém já conheceu o valor do lugar e o privilégio de se estar reunido ao nome do Senhor Jesus Cristo, não irá querer retornar para qualquer outra posição, a fim de encontrar uma esposa ou esposo, e muito menos para casar-se com algum incrédulo. Era melhor, muito melhor, cruzar o deserto sozinho em seu caminho de volta, do que tomar o caminho da desobediência para com seu Senhor.

"Mas é grande ganho a piedade com o contentamento" (1 Timóteo 6:6). "Os meus tempos estão nas tuas mãos" (Salmo 31:15). O desejo de escolhermos nossos próprios caminhos é a raiz de todos os pecados e tem ocasionado muita tristeza na vida de um grande número de jovens cristãos. Busquemos graça para aprendermos que a submissão à vontade de Deus é o primeiro princípio real de vida e testemunho cristão. Quando Paulo de Tarso viu o Senhor em glória, imediatamente disse: "Senhor, que queres que eu faça?" (Atos 9:6). Que seja esta a expressão de nossos corações diariamente!

Existe também outra lição relacionada com a pergunta do servo de Abraão, sobre o que deveria fazer caso a mulher não estivesse disposta a voltar com ele à terra de Canaã. Se assim fosse, ele não deveria levar Isaque até o lugar onde ela morava. Às vezes, quando um jovem vai se casar com uma jovem, descobre que ela não está disposta a deixar sua cidade a fim de ir até onde ele está. Eu acredito que temos aqui a sabedoria de Deus mostrando-nos que se ela agir dessa maneira é porque não ama o suficiente seu provável marido ao ponto de deixar o lar de seus pais e aqueles a quem ama, por sua causa. Em um caso como este nunca poderão esperar a bênção de Deus! É como se a jovem desejasse tomar o lugar da cabeça neste assunto, e isto nunca surte efeito prático, além de não estar de acordo com o pensamento de Deus (1 Coríntios 11:3). Além disso, tal atitude geralmente leva a um descontentamento ou inquietação e não à felicidade. A ordem de Deus que nos é dada aqui é, como sempre, a melhor, e podemos estar gratos por tal instrução para nosso caminho.

Com este assunto bem estabelecido em sua mente, o servo iniciou a longa jornada para a Mesopotâmia. Pode nos parecer estranho que toda a jornada transcorre em apenas um versículo. É ainda mencionado que o servo levou dez camelos e o número dez, nas Escrituras, representa responsabilidade do homem para com Deus. Além disso, aqui nos é trazido mais uma vez à memória que todos os bens de Abraão estavam nas mãos do servo. Você não ficará correndo de um lado para o outro a fim de ver todas as jovens que estão disponíveis e tampouco terá pressa ou pensará que o tempo de espera está sendo muito longo, se levar em conta duas coisas: Primeiramente, você é responsável para atuar corretamente diante de Deus; em segundo lugar, que o seu coração, bem como o de todos, encontra-se nas mãos d’Ele, e que Ele sozinho pode fazer com que você chegue à companheira certa. Dessa maneira, todo o tempo gasto para encontrar a companheira certa transcorre em apenas um versículo. Quantos desapontamentos você irá poupar se ponderar estas coisas em seu coração! Alguns de nós aprendemos isto de um modo duro, mas Deus é fiel e Ele diz: "Os que esperam em Mim não serão envergonhados" (Isaías 49:23).

Quando o servo aproximou-se com seus camelos do poço que estava perto da cidade de Naor, fez com que se ajoelhassem. Então orou ao Senhor pedindo que o guiasse na escolha. Ele já tinha tudo bem definido em sua mente e pediu ao Senhor que o dirigisse à jovem que havia de ser escolhida. Qualquer jovem cristão que lê sua Bíblia atenciosamente aprenderá a notar a cortesia (1 Pedro 3:7,8), amabilidade e diligência (Provérbios 31:10-31) de uma jovem piedosa. Se faltarem tais atributos, ele deveria questionar se aquela seria a companheira certa. O servo pediu ao Senhor que o dirigisse à jovem que tivesse tais características e é importante vermos onde ele procurou por ela. Não foi na rua movimentada de uma cidade, mas ao lado de um poço. Isto no faz pensar no lugar onde a Palavra de Deus é lida e comentada. O Senhor Jesus Cristo disse "Porque a água que Eu lhe der se fará nele, uma fonte d’água que salte para a Vida Eterna" (João 4:14). Você não poderá esperar encontrar a companheira certa no lugar errado. Você a encontrará no caminho da obediência à Palavra, tipificada aqui pela água do poço (veja Efésios 5.26).

Além disso, o servo pediu que pudesse não somente encontrar a pessoa certa, pela sua cortesia, amabilidade e diligência, mas pelo fato de que ela o refrescasse, e também desse de beber aos seus camelos, ajudando-o em sua jornada como convinha a uma verdadeira auxiliadora. Algumas jovens não ajudam espiritualmente os jovens que por elas se interessam, porém os prejudicam, impedindo seu crescimento nas coisas do Senhor. Querido jovem crente, se você encontrar a companheira certa, irá descobrir que ela refrescará sua alma no Senhor e, se ela não o fizer desde o princípio, então tenha cuidado. Enquanto o servo estava orando e pedindo a direção do Senhor, Rebeca chegou-se até o poço. Ele então cortesmente aproximou-se e pediu-lhe de beber do seu cântaro. Ela respeitosamente deu-lhe de beber e se ofereceu para tirar água para seus dez camelos. Que árdua tarefa foi esta, retirar água para dez camelos! Mas ela a executou rapidamente e de boa vontade. O servo pôde somente admirar em paz enquanto ela realizava esta tarefa. Sua oração havia sido mais do que respondida. Ele não havia pedido por boa aparência, porque a beleza é somente superficial, mas havia buscado a beleza que é interior, e que permanece; como nos dizem as Escrituras: "Vã é a graça e enganosa a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor essa será louvada" (Provérbios 31:30). Mas agora o servo havia encontrado a beleza que permanece em uma donzela que era "formosa à vista". Como o Senhor se regozija em exceder em Suas promessas, e nos dar mais do que aquilo que pedimos ou pensamos!

É notório aqui que todas as iniciativas foram tomadas pelo jovem e não pela jovem. Jovens piedosos não se sentirão atraídos pela audácia das jovens que tomam as iniciativas nestas coisas. É o espírito de nossa época, nós admitimos, mas não é de Deus, e aqueles que são apanhados nesta armadilha raramente encontram a felicidade conjugal. Na ordem de Deus, o amor começa no coração do homem (Efésios 5:25), como acontece no capítulo que estamos estudando. Feliz é a jovem que se casa com o homem que a ama, com verdadeira e profunda afeição. Num lar bem ordenado, o amor de Deus é conhecido e desfrutado, e o marido, como o cabeça de tal lar, ama sua esposa e satisfaz as afeições de seu amoroso coração. Somente o Senhor pode trazer o companheiro certo para suas vidas, queridas irmãs em Cristo, e, se for Sua vontade para você, Ele o trará a seu próprio tempo e maneira. Se não for a vontade de Deus, você estará bem melhor sozinha. Olhe para Ele, conte com Ele, e você "provará qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2).

O coração do servo foi tocado e convencido e ela reconheceu que tudo estava sendo dirigido pelo Senhor. Ele então perguntou a Rebeca: "De quem és filha?" Isto para mim é certificar-se de uma coisa importante. Ela pertencia à família da fé? Sua resposta foi clara e definida e, aquela pessoa que realmente é salva, estará contente em fazer uma clara confissão do Senhor Jesus. Quando ouvimos uma meia confissão de Cristo, somos levados a indagar a respeito da realidade da conversão dessa pessoa. Não é apenas um terrível engano e fonte de infelicidade, mas é uma desobediência direta à Palavra de Deus, casar-se com um incrédulo (II Coríntios 6:14).

O servo deu a Rebeca muitas jóias e ela as aceitou em sinal de tudo que havia se realizado entre eles, o que foi também reconhecido pela família (vers.30). Dar presentes caros deve ser considerado com seriedade e não superficialmente, principalmente quando se trata do anel de compromisso. Uma promessa desfeita significa um coração partido, e isto é uma coisa muito séria diante de Deus e dos homens. Os jovens do mundo brincam com suas afeições e muito do que vemos em nosso meio é uma imitação de uma forma mundana de proceder. Os rapazes e moças crentes precisam ser cuidadosos e não darem uma impressão errada, nem fazerem promessas apressadas, sem que antes haja muita oração diante do Senhor. Devemos buscar graça diante do Senhor e não falarmos nada até que sintamos o que devemos falar, falando então o que realmente sentimos.

O servo que havia esperado por completas instruções de seu senhor, orando antes de tomar qualquer iniciativa, agora reconheceu a bondade de Deus e deu graças a Ele. Vamos cultivar o hábito de oração e de ações de graças em nossas vidas. Somos tão propensos a nos esquecermos disto! Rebeca então correu e contou à sua mãe tudo o que havia acontecido. Isto é muito recomendável, pois não há nada que possa inspirar maior confiança no coração de seus pais do que dizer-lhes aonde você vai e o que faz. Se eles forem cristãos verdadeiros, estarão interessados e orando por você. É sempre um mal começo sair sem dizer aos pais onde você está indo.

Quando o jantar foi preparado, o servo disse que gostaria de comunicar sua mensagem antes de comer. Ele não queria dar nenhuma má impressão. Nos dias de hoje, quando jovens caminham juntos, deixam, muitas vezes e irrefletidamente, impressões erradas que resultam em corações partidos. Devemos tomar cuidado para não deixarmos tais impressões e sim expormos claramente o que está em nossos corações, como o servo fez aqui. É algo muito sério brincar com as afeições de alguém, especialmente de uma jovem. Por outro lado, é bom que se aprenda a ser cuidadoso para não levar a sério coisas que nunca foram claramente declaradas ou pretendidas. Muitas vezes um ato de bondade cristã é erroneamente interpretado como intenção para se iniciar um relacionamento. Quando tomamos o cuidado de não nos anteciparmos, praticando sempre com modéstia o controle próprio, iremos aprender a aceitar atos de bondade de outros, seja ele um jovem ou uma jovem, sem tecermos idéias enganosas. Queremos advertir aqui que "sair" com alguém apenas por prazer é um engano, e aqueles que tratam suas afeições desse modo, raramente reconhecem a companheira certa quando a encontram.

Antes de finalizar, quero lembrar-lhes daquele versículo: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes de vida" (Provérbios 4:23). Vamos tomar cuidado com as nossas afeições, e sempre mantê-las dentro dos canais da preciosa Palavra de Deus. Se existe alguém pretendendo casar-se com um incrédulo, quero alertá-lo novamente que isso é uma direta desobediência à Palavra de Deus, a qual diz: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos" (II Coríntios 6:14). É evidente que antes de se iniciar qualquer relacionamento afetivo que possa culminar no matrimônio, você deve estar certo de que a outra pessoa é realmente salva. É freqüente encontrarmos "conversões de noivado" que não passam na primeira prova. Infelizmente muitos descobrem tarde demais que seu companheiro ou companheira não é um verdadeiro filho de Deus, e somente aqueles que estão unidos assim para toda a vida sabem dizer o quanto é triste.

É surpreendente notar quão frequentemente o Novo Testamento faz referência ao casamento e às relações conjugais. Elas são apresentadas em 1 Coríntios onde temos a ordem da assembléia (igreja local). Novamente em Efésios, onde o casamento nos é dado tipificando Cristo e Sua Igreja — Sua noiva. Encontramos este assunto novamente em Colossenses, onde o crente é visto como morto e ressurreto com Cristo, e onde Ele é a nossa vida. Também em Timóteo e em Tito onde somos instruídos a respeito daqueles que têm cargo na assembléia local. Finalmente nos é mostrado na primeira epístola de Pedro, onde temos a graça e o governo de Deus.

Não podemos separar nossa vida do lar, de nossa vida na assembléia (igreja local), e nem podemos escapar do governo de Deus conectado com ela. Um casamento errado irá afetar toda a sua vida, e um feliz casamento irá ajudá-lo em cada ponto da sua vida. Mesmo assim Deus é o Deus de toda graça, maior do que todas as nossas falhas e defeitos, apesar dos quais, Ele tem prometido nunca deixar-nos ou desamparar-nos; não podemos escapar de Seu governo em nossa vida. Que o Senhor Se compraz em usar estas poucas notas para Sua glória de benção das queridas ovelhas do rebanho de Deus, nesta grande e solene decisão: "Com quem me casarei?". Aqueles que seguem a sabedoria da preciosa Palavra de Deus, em comunhão e dependência d’Ele, não procederão erradamente, mas aqueles que escolhem seguir sua própria sabedoria e seus próprios caminhos, podem somente esperar dores. É o desejo do Senhor abençoá-lo, e Ele deseja que você desfrute de verdadeira felicidade, porque "A benção do Senhor é que enriquece, e não acrescenta dores" (Provérbios 10:22).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Gênesis 24

Ressurreição... o glorioso intérprete dos caminhos e propósitos de Deus, e o pleno e eterno testemunho do Seu amor e poder.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/24

Não lemos muito do caráter de Isaque. Abraão era ativo e agressivo, Isaque parece quieto e retraído. Existe um lampejo de seu caráter nos versículos 62 e 63. Neste servo que busca por uma noiva para o filho de seu senhor, temos uma linda figura da obra do Espírito Santo no mundo hoje. Ele está buscando uma noiva para Cristo, o Isaque celestial. A família pergunta à moça Rebeca se ela tem o desejo de ir com o homem (vers. 58). Repare na resposta clara que ela dá. Você está desejoso de seguir o Espírito Santo? Ele só pode guiar você a um centro na terra enquanto você viaja para encontrar seu "Isaque". Este Centro é Cristo. O Espírito de Deus não pode separar os crentes, isto é a obra de Satanás. Estamos nós desejosos de sermos guiados pelo Espírito de Deus, ou será que achamos que temos o direito de escolher? Estar reunido somente para o nome do Senhor Jesus Cristo é a obra do Espírito de Deus hoje. Segui-Lo sem hesitar é ser levado a um lugar de paz e gozo só conhecido quando agimos fazendo assim. 

Gn 24:62-67 Quando estávamos lendo no final do capítulo 22, mencionamos o nascimento de Rebeca. Agora a vemos aqui quase a encontrar seu futuro marido. Ligue as duas partes. Nós somos a noiva. Estamos a ponto de encontrar nosso amado Senhor Jesus! Aqui lemos de "amor" pela segunda vez. Amor de Cristo por Sua noiva. Você se lembra da menção anterior? O homem que está acompanhando Rebeca é uma figura do Espírito Santo. Pare um minuto para ler como a Bíblia termina. Ap 22:17. Percebe a ligação?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Romanos 6 (Parte 2)

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/6

"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." (Rm 6.14) Tendo, assim, vida em Cristo, podemos agora encarar o pecado em nosso velho e pecaminoso "eu" como um inimigo, todavia um inimigo que não deveria ter domínio. Que libertação isto traz! Para aquele que conhece a total vileza da velha natureza, não há palavras que possam expressar completamente a grandeza da libertação do reino do pecado. Pode haver uma súbita tentação -- sim, falhas até -- mas o pecado não deverá ter domínio -- não deverá reinar. Mas por que o pecado não deve reinar? "Pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." (Rm 6.14). Na mesma proporção que o gratuito favor de Deus, por meio de Cristo Jesus, é conhecido e desfrutado, está a libertação da escravidão do pecado, e podermos viver uma vida santa. A lei não pode dar poder àqueles que se encontram sob ela, mas pode apenas amaldiçoá-los.

No momento em que você torna o favor de Deus condicional, seja com respeito à lei de Moisés, ou aos preceitos do evangelho, você começa pelo lado errado, e cedo acabará encontrando nada mais além de miséria e dúvidas. Você dirá: Não guardo os mandamentos de Deus como deveria; ou, Não amo a Cristo como deveria; será que sou realmente um cristão? Ora, será que isso é lei ou graça? Está claro que é lei. E a Palavra diz que o pecado não terá domínio sobre você, pois você não está debaixo desse princípio, mas debaixo da graça. Certamente não poderá haver santidade de vida, a menos que o coração esteja perfeitamente livre, descansando no desimpedido, gratuito e incondicional favor de Deus.

Porventura Ele não me levantou, um ímpio pecador que merecia o inferno? Não entregou, em puro e imerecido amor, Seu Filho para morrer por nossos pecados? Acaso não O ressuscitou de entre os mortos para nossa justificação? E não nos deu eterna redenção pelo Seu sangue? Será que não temos assim paz com Deus, em conformidade com tudo aquilo que Deus é? Não estamos identificados com Cristo em todos os méritos de Sua morte; e mais ainda, vivos nEle para Deus? E não foi isso tudo por graça, livre e absoluta graça, a graça dAquele que não muda? Sim, e agora estou vivo para Deus e posso me considerar, considerar meu velho homem, morto. E estou, assim, livre de mim mesmo, para viver para Deus. E, dispondo de toda a imutável graça para mim, não estou, portanto, no terreno da lei, ou das condições para vida, salvação ou libertação, mas estou absolutamente debaixo da livre e eterna graça. Oh, agora sou livre para servir o Senhor, em verdadeira separação do mal e em completa aversão ao mal.

Não há dúvida de que muitos dirão a você que uma doutrina assim irá levá-lo a pecar do jeito que gosta sua velha natureza. "Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum", ou, longe de nós tal pensamento. (Rm 6.15) Aqueles que falam assim nunca conheceram o que é a graça de Deus, ou o que é a verdadeira liberdade -- não liberdade para pecar, mas liberdade do pecado. Note bem que estas palavras não são para aqueles que estão procurando experimentar, na prática, que estão mortos para o pecado, ou mortos com Cristo e vivos para Deus. No batismo, eles professaram que estão mortos e sepultados com Cristo, identificados com Ele na morte. Consideram-se a si mesmos mortos para o pecado, e estão assim justificados do pecado e vivos para Deus.

Oh, que verdade maravilhosa, e quase esquecida! Morte para o pecado -- a única libertação do pecado. Mas que libertação poderia existir sem vida em Cristo para Deus? Como pode você andar em novidade de vida, se você não tem novidade de vida? Se sua velha natureza estivesse colocada debaixo da lei, então, com certeza, o pecado teria o domínio. Mas porque Deus deu a você uma nova vida -- que é um dom gratuito vindo dEle -- e colocou você em Sua própria graça, imutável e desimpedida graça, "pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça?" (Rm 6.15) Longe de nós tal pensamento.
Temos certeza de que todos aqueles que gostariam de colocar você debaixo da lei, nunca conheceram verdadeiramente o que é a graça de Deus. E não se esqueça de que tudo isso demonstra a ligação que há entre a graça e a santidade prática, ou a justiça no andar.

Charles Stanley. Fonte: http://www.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

Abraão, o Amigo de Deus

(Comentário Gênesis 18)

Este capítulo dá-nos um belo exemplo dos resultados de uma conduta obediente de separação. "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo" (Ap 3:20). Em João 14:23 lemos também, "Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada". Destas passagens, tomadas em ligação com o nosso capítulo, concluímos que a alma obediente goza de um caráter de comunhão inteiramente desconhecido daquele que vive numa atmosfera mundana. 

Isto, porém, não toca, nem de leve, na questão do perdão ou justificação. Os crentes são todos vestidos com o mesmo manto imaculado de justiça — todos estão na mesma justificação comum perante Deus. A mesma vida descendo da Cabeça no céu corre em todos os membros na terra. Isto é bem claro. A doutrina quanto a estes pontos importantes é estabelecida plenamente na Palavra de Deus. Contudo, devemos lembrar que justificação é uma coisa, e o seu fruto outra diferente. Ser filho é uma coisa, ser filho obediente é outra muito diferente. Ora, um pai ama um filho obediente, e fará com que um tal filho esteja no segredo dos seus pensamentos e planos. E não é isto verdadeiro quanto ao nosso Pai celestial? Sem dúvida. Em João 14:23 isto é incontestavelmente claro; e, além disso, é prova de que falar-se de amar a Cristo e não guardar a Sua palavra é hipocrisia. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra." 

Por isso se não guardarmos a palavra de Cristo, é prova clara que não estamos andando no amor do Seu nome. O amor por Cristo é provado em fazer as coisas que Ele manda, e não meramente dizendo, "Senhor, Senhor". De nada vale dizer, "eu vou, senhor" enquanto que o coração não tem a mínima ideia de ir.

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