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quinta-feira, 21 de março de 2013

Gênesis 31 (Parte 2)


Jesus na cruz foi meu substituto... Jesus, ressuscitado e exaltado, é minha aceitação.

Gn 31:25-27 Jacó não precisava ter agido tão abruptamente e partido sem o conhecimento de seu tio. Ele não se apoiou em Deus, nem confiou em seu companheiro.

Gn 31:26-42 Um triste modo de agir. Raquel havia roubado alguns dos deuses de seu pai! Precisam inventar uma mentira para evitar que seu pai os encontrem. Geralmente são necessárias mentiras para esconder obras más.

Gn 31:43-55 Nenhum homem confiou no outro. A aliança que fizeram, e a coluna que ergueram é uma evidência de que um tinha medo de ser ferido pelo outro.

Gn 31:52 A preocupação deles. Não há muito amor fraternal (Que parte tem o crente com o incrédulo? 2 Co 6:14-18). Quando voltamos para os hábitos mundanos é importante que os confessemos e os abandonemos (Pv 28:14).

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Manifestação do Coração do Homem

(Comentário Gênesis 30)

Toda a labuta e trabalho de Jacó, à semelhança do contrato infeliz que fez, é o resultado do seu desconhecimento da graça de Deus, e a sua incapacidade para ter confiança implícita nas Suas promessas. O homem que podia dizer, depois de uma promessa de Deus de lhe dar toda a terra de Canaã, "SE Deus me der pão para comer e vestes para vestir", podia apenas ter uma pálida compreensão de Quem Deus era, ou o que era a Sua promessa; e por esta razão vemo-lo fazer tudo que pode por si mesmo. Este é sempre o método adotado quando a graça não é compreendida: os princípios da graça podem ser professados, mas a verdadeira medida da nossa experiência do poder da graça é outra coisa muito diferente.

Poderia supor-se que a visão de Jacó lhe tivesse falado de graça; contudo a revelação de Deus em Betel, e o procedimento de Jacó em Harã são duas coisas muito diferentes; todavia, este mostra-nos o que fora a compreensão de Jacó daquela. O caráter e o comportamento são prova real da medida da experiência e convicção da alma, seja qual for a profissão. Porém Jacó não se conhecia ainda tal qual era perante Deus, e portanto desconhecia a graça, e mostrou a sua ignorância medindo-se com Labão e adotando as suas máximas e métodos.

Não pode deixar de notar-se o fato que visto Jacó ter falhado em entender e julgar o caráter natural da sua carne perante Deus, foi, na providência de Deus, levado para a própria esfera na qual esse caráter foi inteiramente revelado nos seus traços mais largos. Foi conduzido a Harã, o país de Labão e Rebeca, a própria escola donde esses princípios, de que ele era um adepto notável, tinham emanado, e onde eram ensinados, mostrados e mantidos. Se alguém quisesse aprender o que Deus era tinha de ir a Betel; se desejasse conhecer o que o homem era devia ir a Harã. Mas Jacó havia falhado em receber a revelação que Deus lhe dera de Si Próprio em Betel, e portanto foi para Harã, e ali mostrou o que era — e, oh! que contendas e que mesquinhez! Que subterfúgios e que astúcia! Não mostra confiança santa em Deus, nem fé e esperança n'EIe.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 30


Tristes acontecimentos. O fato de Jacó ter duas esposas trouxe muita luta para dentro do lar. O atrito e ciúme das esposas passou para os filhos. Veremos isso nos dias que se seguirão, à medida que formos lendo o livro.

Gn 30:25-26 Quando José nasce, Jacó tinha o desejo de voltar para o "meu lugar, e à minha terra". É bom ver que ele chama aquela terra de sua. Pois embora Deus a tivesse apenas prometido a ele, ele cria em Deus e já a considerava sua.

Gn 30:27 Seu primo Labão não está feliz com a ideia  Parentes e amigos que não sejam salvos não gosta que nos separemos deles.

Gn 30:28-43 Um estratagema após outro. Podemos não nos surpreender com a malandragem de Labão, pois ele era um idólatra. Mas de Jacó esperávamos coisas melhores que essas. Jacó foi um homem que se encontrou com Deus em Betel, que viu anjos, e que fez um acordo sério com Deus. Mas aqui vemos Jacó de volta aos truques e enganos mundanos. Quando um crente volta às maneiras mundanas, é muito, muito triste. Todavia quão paciente e longânimo é Deus! Deus espera pacientemente até que seu teimoso "filho" esgote todas suas possibilidades. Deus, em sua humilde graça, com freqüência chama a Si mesmo de "Deus de Jacó". É este o Deus que precisamos conhecer cada vez mais.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Dois Negociantes

(Comentário Gênesis 29)

É admirável ver como Jacó ingressa numa atmosfera tão adequada à sua condição moral. O pechincheiro Jacó encontra-se com o explorador Labão, e vê-los, de fato, ambos esticando os nervos para se excederem um ao outro em astúcia. Não devemos estranhar o caso em Labão, pois ele nunca havia estado em Betel: nunca vira o céu aberto e uma escada posta na terra cujo topo tocava nos céus; nem tinha ouvido  promessas grandiosas dos lábios do Senhor, garantindo-lhe toda a terra de Canaã, com uma posteridade inumerável. Não é de admirar, pois, que ele mostrasse um espírito avaro e abjeto; não tinha outro recurso. É escusado esperar do homem do mundo outra coisa que não seja um espírito mundano, e princípios e métodos mundanos; não tem nada superior; e não podemos tirar uma coisa limpa duma imunda. Porém, encontrar Jacó, depois de tudo que havia visto e ouvido em Betel, a lutar com um homem do mundo, e procurando, por tais meios, acumular riquezas, é notavelmente humilhante.

E todavia, enfim, não é um caso raro encontrar os filhos de Deus esquecendo assim os seus altos destinos, e a herança celestial, para descerem à arena com os filhos deste mundo, a fim de ali lutarem pelas riquezas e honras de uma terra ferida de pecado e perdida. Na verdade, isto é de tal forma verdadeiro que, em muitos casos, é difícil descortinar uma simples evidência daquele princípio que o apóstolo João nos diz "que vence o mundo" (1 Jo 5:4). Olhando para Jacó e Labão, e considerando-os segundo princípios naturais, será difícil notar neles qualquer diferença. É preciso ficar-se atrás das cenas e compreender os pensamentos de Deus quanto a ambos para ver como diferem um do outro. Todavia foi Deus Quem os fez diferir, e não Jacó; e assim é agora. Por muito difícil que possa ser descortinar alguma diferença entre os filhos da luz e os filhos das trevas, há, todavia, uma grande desigualdade — uma diferença baseada no fato solene que os primeiros são "vasos" de misericórdia, que "para glória já dantes preparou", enquanto que os últimos são "os vasos da ira (¹), preparados (não por Deus, mas pelo pecado) para a perdição" (Rm 9:22-23). Isto faz uma diferença muito séria. Os Jacós e os Labães são diferentes materialmente, e serão para sempre diferentes, embora os primeiros possam falhar tristemente na realização e manifestação prática do seu verdadeiro caráter e dignidade.

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(¹) É muito interessante notar como o Espírito de Deus, em Romanos 9, e, na verdade, através de toda a Escritura, nos precavê contra as conclusões horrendas que a mente humana tira da doutrina da eleição de Deus. O que Ele diz dos "vasos da ira" é que eles são simplesmente para "destruição". Não diz que Deus os "preparou". Ao passo que, por outro lado, quando se refere aos vasos de misericórdia, diz que Deus "para glória já dantes os preparou". Isto é notável.

Se o leitor consultar por um momento Mateus 25:34 a 41 há-de encontrar outro caso notável e belo da mesma coisa. Quando o rei se dirige aos que estão à Sua direita, diz-lhes; "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado, desde a fundação do mundo" (versículo 34). Porém quando fala aos que estão à Sua esquerda, diz: "Apartai-vos de mim, malditos." Não diz, "malditos de meu Pai". E, além disso, acrescenta, "para o fogo eterno" preparado, não para vós, mas "para o diabo e seus anjos" (versículo 41).

Em suma, é, portanto, claro que Deus "preparou" um reino de glória e "vasos de misericórdia" para herdarem esse reino; mas não preparou "o fogo eterno" para os humanos, mas sim para "o diabo e seus anjos"; nem tão-pouco preparou os "vasos para ira", mas eles mesmos se prepararam para isso.

A Palavra de Deus estabelece tão claramente a "eleição" como nos avisa contra "a condenação". Todos os que se encontrarem no céu terão de dar graças a Deus por isso, e todo aquele que se achar no inferno terá de agradecer a si próprio por isso.
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C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 29

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/29

Onde quer que o Espírito de Deus nos revele verdade, trata-se da revelação de Cristo para a alma.

Deus é um Professor fiel. Ele ensina Jacó, Ele deixa que Jacó colha a vergonha e a tristeza de um caminho de obstinação. Jacó havia enganado seu pai anos antes, e agora ele é enganado. Até nos mínimos detalhes mostrados neste capítulo, vemos a mão de Deus. Para Deus não existem coisas grandes ou pequenas. Todas são iguais. Ele Se interessa em cada detalhe de nossa vida. Dois mercadores - quem consegue passar a perna no outro? Estes não são os caminhos de Deus, mas do homem.

Gn 29:31-35 Sem o saber, estas esposas deram nomes que tinham um significado muito grande. Quando chegarmos ao capítulo 49 vamos aprender que toda a história de Israel está delineada em seus nomes. Que Senhor maravilhoso temos - Rm 11:36. Jacó ficou aqui cerca de 20 anos, e aprendeu muitas lições na escola de Deus. O crente hoje está na escola de Deus por toda a vida. Será que queremos aprender? Seremos abençoados se querermos - Leia Jo 7:17.

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