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domingo, 28 de junho de 2015

O Plano de Salvação - O Perdão (Parte 1)

Que felicidade ser perdoado! Um filho o experimenta desde muito jovem quando a sua consciência desperta. Do mesmo modo, a necessidade do perdão de Deus, como resultado do sentimento de culpabilidade perante Ele, é frequentemente o primeiro sinal de que o Espírito começou a operar na vida de alguém.

Esperamos que o leitor já possua a certeza deste perdão pela fé no Senhor Jesus Cristo. O que se segue foi escrito para dar-lhe segurança a esse respeito e depois fazê-lo alegrar-se plenamente no fato de poder contar com tal perdão, o qual é uma bênção do Evangelho.

Todos Culpáveis Perante Deus


Em primeiro lugar, escutemos o que a epístola aos Romanos diz a respeito do perdão dos pecados, pois nesta epístola estão expostos os princípios fundamentais do Evangelho.

Depois de haver declarado, desde a introdução, que o Evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16), o apóstolo Paulo começa a sua exposição doutrinária falando da "ira de Deus" e da culpabilidade do homem.

Infelizmente, são numerosos aqueles que não querem reconhecer esta culpabilidade pessoal. Procuram destruir os fundamentos sobre os quais repousa sua responsabilidade perante Deus. Por um lado, alegam que há no homem uma suposta bondade natural, a qual conduziria a humanidade a um contínuo progresso moral e, por outro, rejeitam todas as normas recebidas com respeito ao bem e ao mal.

Para esses contendedores, o bem e o mal seriam completamente relativos, já que têm sido determinados no passado pelas pessoas mais influentes e em nossos dias pelas pesquisas de opinião. Segundo eles, o pensamento humano seria o único árbitro nestas questões. Por isso, a única culpabilidade que reconhecer é a inobservância dos usos e das leis vigentes num país numa época determinada ou, dito de outra maneira, uma culpabilidade ante seus semelhantes e ante a sociedade em geral. Esta maneira de ver descuida de um ponto capital: o homem não é totalmente independente e deverá render contas a seu Criador. Por isso, a ira de Deus se manifesta contra toda a impiedade - o fato de se viver sem Deus - e contra toda injustiça - o fato de se fazer o que Deus desaprova (Rm 1:18). A sua Palavra afirma que todos somos culpáveis perante Ele, mesmo que esta culpabilidade varie de um para outro.

A epístola aos Romanos apresenta o tema dividindo a humanidade em três categorias: em primeiro lugar estão os povos idólatras, depois os homens cultos e por último os judeus.

(continua... )

Tradução e adaptação: http://boasemente.com.br

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Encontro de Jacó com Esaú

(Comentário Gênesis 33)

Podemos ver nestes dois capítulos (33 e 34) como os temores de Jacó eram infundados, e quão inúteis eram os seus planos. Não obstante a luta, o toque da juntura da sua coxa, e o coxear, vemos Jacó ainda ocupado com planos. "E levantou Jacó os seus olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Léia e Raquel, e as duas servas. E pôs as servas e seus filhos na frente e a Léia e a seus filhos, atrás; porém a Raquel e José, os derradeiros". Estes preparativos são prova da continuação dos seus temores. Previa ainda a vingança de Esaú, e expôs aqueles que menos lhe interessavam ao primeiro golpe dessa vingança.
 
Como as profundezas do coração humano são assombrosas! Como é tardo em confiar em Deus! Se Jacó tivesse confiado realmente em Deus nunca teria receado a destruição de sua família; mas, enfim, o coração sabe alguma coisa da dificuldade de descansar simplesmente em confiança calma num Deus infinitamente gracioso, Todo-Poderoso e Onipresente.
 
Mas, note-se, agora, como a ansiedade do coração era desnecessária. "Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram". O presente era inteiramente desnecessário; o plano inútil. Deus "aplacou" Esaú, como já havia acalmado Labão. É assim que Ele Se deleita em repreender os nossos pobres corações, covardes e incrédulos, e afugentar todos os nossos temores. Em vez da temida espada de Esaú, Jacó encontra o abraço e beijos de seu irmão; em vez de luta, eles misturam as suas lágrimas. Tais são os caminhos de Deus. 

Quem não confiará n'Ele? Quem não O honrará com a plena confiança do coração? Porque é que, não obstante toda a evidência agradável da Sua fidelidade para com aqueles que põem a sua confiança n'Ele, estamos tão prontos, em todas as ocasiões, a duvidar e hesitar. A resposta é simples: não estamos suficientemente unidos a Deus. "Une-te pois a Ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem" (Jó 22:21). Isto é verdadeiro, quer seja acerca do pecador inconvertido, ou de um filho de Deus. Conhecer verdadeiramente a Deus (verdadeira intimidade com Ele) é vida e paz. "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17:3). Quanto mais perfeito for o nosso conhecimento de Deus, tanto mais sólida será a nossa paz, e mais elevadas serão as nossas almas acima de toda a dependência da criatura. "Deus é uma rocha", e nós precisamos apenas de alijar todo o nosso peso sobre Ele, para sabermos quão poderoso é para nos suster.

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