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terça-feira, 5 de julho de 2016

O Tribunal de Cristo

O Senhor guiará os Seus santos à casa do Pai nas alturas. Jo 14.2,3; Hb 2.13.

Após haver levado o Seu povo para a casa do Pai nas alturas, o Senhor os assentará à Sua mesa e os servirá de alegria celestial. Lc 12.37.

O tribunal de Cristo será estabelecido no céu, onde o Senhor se assentará como juiz.*  Existem três razões principais para haver um julgamento. Primeiro, para magnificar a graça de Deus em atender às nossas necessidades como pecadores. Isso mostrará quão grande foi na realidade a nossa dívida em razão do pecado, quando os pecados e falhas de nossa vida forem manifestados. Iremos aprender quão imensa é Sua graça em passar por cima de tudo isso. A segunda razão é para que, em todas as coisas, seja revelada a perfeita sabedoria de Deus. Ele Se identificou com Seu povo. Naquela ocasião Ele responderá a todas as perguntas difíceis que tivemos acerca de nossa vida. Ele mostrará a razão porque as incômodas dificuldades foram necessárias para nossa formação. A terceira razão é para que sejam determinadas quais as recompensas (galardões) dos santos e o lugar que ocuparão no Reino. O resultado disso estimulará o eterno louvor dos santos de Deus. O caráter da sessão não será judicial. Não serão os pecados do crente que estarão em questão. Isto já foi resolvido de uma vez para sempre pela obra completa de Cristo na cruz. O conhecimento disto dá ao crente grande ousadia, uma vez que lhe assegura que não será surpreendido pelo dia do juízo (1 Jo 4.17). O crente pode descansar em perfeita confiança na Palavra de Deus, que é fiel e lhe diz que "não entrará em condenação" (Jo 5.24; Rm 8.1). Mas as ações do crente (2 Co 5.10), sua obra servil executada para o Senhor (1 Co 3.9-15), seus motivos (1 Co 4.4-5; Rm 2.15,16), suas palavras (Mt 12.36,37), e seu exercício pessoal (Rm 14.1-12), será tudo repassado diante do santo olho do Senhor Jesus Cristo. Tudo na vida do crente será manifestado naquele dia, tanto o que praticou antes, como depois de sua conversão**. Isso revelará o que foi o ilimitado amor e a paciente graça do Senhor durante a vida do crente. Os crentes bendirão a mão que os guiou e o coração que planejou tudo enquanto aprendiam que "Seu caminho é perfeito." Sl 18.30.

{*Nota: Existem dois tipos de juiz. Cristo executará juízo no caráter de ambos. Um tipo de juiz é aquele que está no caráter de alguém investido de autoridade para decretar a sentença em juízo sobre um réu culpado, por exemplo, um juiz que atua nas cortes judiciais de um país. O cristão nunca se encontrará perante Cristo neste caráter de Juiz (Jo 5.24; Rm 8.1). O outro tipo é o juiz que atua como um árbitro, tendo conhecimento suficiente para decidir o mérito de um determinado assunto, por exemplo, um juiz de algum concurso ou exposição de arte. Este tipo de juiz avalia a qualidade e beleza de uma determinada obra em exposição. É neste segundo caráter que Cristo é visto como Juiz para com os crentes.}

{**Nota: Alguns poderão discordar disto, mas as Escrituras (2 Co 5.10) declaram claramente que trata-se das ações efetuadas por meio do corpo, e não das ações praticadas após a conversão. Todos nós estávamos no corpo antes de sermos convertidos. Será necessário ter tudo manifestado na vida do crente, para mostrar que a inigualável graça do Senhor é tão grande que a tudo sobrepuja. Onde abundou o pecado a graça abundou ainda muito mais (Rm 5.20). Deve ser também lembrado que os santos estarão glorificados nessa ocasião e não serão manchados pelo conhecimento de tais coisas reveladas. Naquele dia aprenderemos de uma vez para sempre quão má é a carne, e isso tão somente magnificará a graça que nos buscou e nos encontrou. Ninguém estará apontando seu dedo a outrem. Todos terão sido levados para lá com base numa só coisa: graça, e tão somente graça. E então, ao descobrirmos, em meio a tudo isso, que Ele encontrará um motivo para nos galardoar, seremos vencidos por uma compreensão do Seu amor e graça de uma forma muito mais profunda do que jamais poderia ser alcançada se não fosse tudo revelado a nós. Isso irá gerar as mais altas e vibrantes notas de louvor "Àquele que nos ama e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados" (Ap 1.5). }

Quando eu estiver diante do trono presente,
Coberto de adornos que não conquistei;
Então ao Senhor conhecerei plenamente,
Então saberei o quanto tenho e não sei.
Todos receberão uma recompensa. Cada um receberá o louvor vindo de Deus (1 Co 4.5; Mt 25.21-23). Talvez existam sete coroas que serão dadas como recompensa. A coroa incorruptível (1 Co 9.25), a coroa de gozo (1 Ts 2.19), a coroa de justiça (2 Tm 4.8), a coroa da vida (Tg 1.12; Ap 2.10), a coroa da glória (1 Pd 5.4), a coroa de ouro (Ap 4.4) e a coroa dada aos que vencerem (Ap 3.11).

Todos os santos celestiais (representados nos 24 anciãos) tomarão os seus lugares em tronos ao redor do Senhor no céu e, enquanto olham para o Senhor em toda a Sua glória como Criador e Redentor, lançarão suas coroas e a si próprios aos Seus pés em adoração e louvor. Ap 4-5.

B. Anstey

sexta-feira, 27 de março de 2015

Perguntar não Ofende

(Leitura: Lucas 22:8-9)
Vídeo:
Olhe ao redor e você encontrará hoje uma triste caricatura do cristianismo: Homens corruptos atraindo multidões desesperadas por curas ou em busca de riqueza; shows de música, luz e pirotecnia apelidados de “louvor”; templos magníficos mantidos por clérigos que vivem no luxo e ostentação... Que semelhança tem isso com os cristãos do princípio, que congregavam em simplicidade e temor? Nenhuma. Em muitos casos, se você espremer será capaz de obter algumas gotas do evangelho da graça ainda incontaminado, mas na maioria das vezes até este virá poluído por regras, condições, rituais e outras coisas inventadas pelo homem.

Quando começou esse desvio? Logo após o tempo dos apóstolos, e Paulo previu que seria assim depois de sua partida: “Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos... Agora, eu os entrego a Deus e à Palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados. Não cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ninguém. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros.” (At 20:29-34).

Veja o antídoto que ele receitou contra os lobos, hereges e avarentos: “Deus e a Palavra da sua graça”. Hoje não existem mais apóstolos, mas eles nos legaram a “Palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados”. E nisto reside a importância da passagem que vamos ler em Lucas 22. Embora este episódio tenha ocorrido antes da criação da Igreja, ele estabelece um princípio que vale para todas as épocas, que é o de perguntar ao Senhor antes de agir. Este é nosso seguro contra ataques do inimigo e das heresias ou divisões: “Jesus enviou Pedro e João, dizendo: ‘Vão preparar a refeição da Páscoa’. ‘Onde queres que a preparemos?’, perguntaram eles.” (Lc 22:8-9).

Pedro e João não decidiram de si mesmos, não perguntaram aos outros discípulos e nem buscaram respostas na literatura dos sábios da época. Eles perguntaram ao Senhor. Hoje, você pode perguntar ao mesmo Senhor, em sua Palavra, onde e como você deve congregar, ou ainda verificar se o lugar e as práticas de onde você congrega estão corretas. Como fazer isso? Simples! Basta comparar com aquilo que Deus nos legou na sua Palavra dada por intermédio dos apóstolos. Quer alguns exemplos? Então nos próximos 3 minutos faremos algumas perguntas ao Senhor.

M. Persona. Fonte: http://www.3minutos.net/2015/03/612-perguntar-nao-ofende.html

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O Verdadeiro Lugar de Adoração (Parte 2)

(Leia Parte 1)

Nosso Sumo Sacerdote


Há, porém, uma terceira coisa que é indicada, da qual podemos fazer uma breve menção antes de chamar sua atenção para o resultado final destas benditas verdades, a saber, que temos "um grande sacerdote sobre a casa de Deus". (Hebreus 10.21) E onde está o nosso Sumo Sacerdote? "E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; mas Este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus, daqui em diante esperando até que os Seus inimigos sejam postos por escabelo de Seus pés. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados." (Hebreus 10.11-14) Aprendemos assim que nosso Sumo Sacerdote está sentado à direita de Deus e que essa posição é devida ao fato de Sua obra sacrificial ter sido consumada. Daí em diante a Sua presença no Céu é um testemunho e uma prova da perpétua eficácia de Sua obra, e consequentemente um estímulo permanente para encorajar o Seu povo a entrar ousadamente no santo dos santos - para além do véu já rasgado.

Convidados a Entrar


Tais são os três imensos fatos - o sangue de Jesus, o véu rasgado, e o Sumo Sacerdote sobre a casa de Deus - para os quais o Espírito Santo dirige a nossa atenção antes de nos exortar a nos achegarmos "com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa" (Hebreus 10.22). E o lugar ao qual somos convidados a nos achegar, ou no qual devemos entrar, é o mais santo - o santo dos santos. É o lugar que foi representado como um tipo pelo santo dos santos que existia no tabernáculo no deserto, o lugar no qual Cristo, nosso Representante e nosso Precursor, já entrou (Hebreus 4.14; 6.19,20). Portanto, nosso lugar de adoração está na imediata presença de Deus, no próprio lugar onde Cristo ministra a nosso favor como Sumo Sacerdote.

É verdade que ainda nos encontramos aqui neste mundo como estrangeiros e peregrinos, quando se trata da questão do sacerdócio. Mas este mundo nunca pode ser o lugar de nossa adoração, pois temos "ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus", e é somente ali que nossa adoração pode ser oferecida e aceita por Deus. Se eu quisesse render uma homenagem ao Rei, teria de fazê-lo diante do trono real para que fosse recebido. Quanto mais se desejo adorar a Deus! Devo fazê-lo no lugar onde Ele está assentado no Seu trono, e onde posso entrar com este propósito graças ao direito que Ele me deu para sempre poder fazê-lo, por Sua inefável graça, por meio do precioso sangue de Cristo. Portanto é lá nas alturas, para além do véu rasgado, na Sua própria presença, e em nenhum outro lugar, que o Seu povo deve adorar. E que maravilhoso privilégio é este; que graça inexprimível Ele nos concedeu, que desfrutássemos de constante liberdade de acesso diante dEle, para ali nos prostrarmos em adoração e louvor!

No sangue de Cristo, eis-nos lavados;
Além do véu, tão santo lugar!
Diante do trono caímos prostrados,
Para, Ó Deus! a Ti adorar!

Com esta verdade claramente diante de nós, tenho certeza de que você poderá perceber que se falarmos de um lugar de adoração aqui neste mundo, estaremos obscurecendo o ensino das Escrituras, além de estarmos privando a nós mesmos de nossos privilégios. 

domingo, 28 de julho de 2013

A Restauração do Povo Judaico

(Comentário Gênesis 45)

"Então, José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo o varão; e ninguém ficou com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos" (capítulo 45:1). Nenhum estranho foi autorizado a presenciar esta cena sagrada. Qual o estranho que poderia compreendê-la ou apreciá-la?- Somos convidados aqui a testemunhar, de fato, convicção por operação divina na presença de graça divina; e nós podemos dizer, que quando estas se encontram há um acordo fácil de todas as questões.

"E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face. ...para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviaste para cá, senão Deus" (capítulo 45:4-8). Isto é graça de verdade, e põe a consciência perfeitamente em paz. Os irmãos já se haviam condenado a si próprios inteiramente, e por isso José só teve que deitar o bálsamo bendito em seus corações. Tudo isto é agradavelmente figurativo dos desígnios de Deus com Israel, nos últimos dias, quando olharem para "Aquele a quem traspassaram, e O prantearão". Então experimentarão a realidade da graça divina e a eficácia purificadora daquela "fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, contra o pecado e contra a impureza" (Zc 12:10; 13:1).

No capítulo 3 de Atos vemos o Espírito de Deus procurando por meio de Pedro produzir esta convicção divina nas consciências dos Judeus. "O Deus de Abraão, e de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto. Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida. E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas" (At 3:13-15). Estas palavras eram destinadas a arrancar dos corações e lábios dos ouvintes a confissão feita pelos irmãos de José — "somos culpados." Então segue-se a graça: "E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes. Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério, pela presença do Senhor" (At 3:17-19). Vemos aqui que, embora os Judeus tenham realmente manifestado a inimizade de seus corações na morte de Cristo, assim como os irmãos de José fizeram no seu tratamento para com ele, a graça de Deus para com cada um é vista nisto, que tudo é apresentado como tendo sido previsto e decretado por Deus para sua bênção. Isto é graça perfeita, que excede todo o nosso entendimento; e tudo que é necessário a fim de poder gozar-se a sua alegria é uma consciência verdadeiramente convicta pela verdade de Deus. Aqueles que podiam dizer: "somos culpados", podiam compreender igualmente as palavras preciosas da graça: "não fostes vós, mas Deus". Assim tem que ser sempre. A alma que tiver pronunciado a sua própria condenação, está preparada para compreender e apreciar o perdão de Deus.

sábado, 13 de julho de 2013

Romanos 16

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/16

O Espírito Santo é o poder que nos desliga de tudo o que é contrário a Deus... e nos leva àquilo que é invisível... a Cristo.

Paulo amava a todos os irmãos e sabia o que muitos estavam fazendo. Ele era rico em amizades. E é por esta razão que recorda a tantos, mesmo que apenas por nome (em poucos casos), os homens e mulheres que igualmente muito o ajudaram. Sempre que coubesse algum louvor, Paulo nunca deixava de fazê-lo. Não seria também um belo modo de agirmos com outros crentes?

Rm 16:17-18 Paulo não estava querendo ganhar popularidade bajulando a todos. Ele tem algumas palavras duras para aqueles que estavam causando divisões - criando denominações. Hoje muitos crentes são tolerantes com aqueles que causam divisões e ofensas que são contrárias à doutrina que aprenderam. Repare no que deveria ser feito com pessoas assim.

Rm 16:25-27 Que belo final para esta poderosa Epístola. Possamos receber graça de Deus para vivermos em conformidade com estas palavras. Então andaremos no gozo da bênção desta expressão final de louvor a Deus.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Um em Cristo (Parte 1)

(Comentário Romanos 15)

O apóstolo diz: "Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos". (Rm 15.1) Por isso, quão ternos devemos ser neste tempo em que todos estão igualmente fracos e débeis. "Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação." (Rm 15.2) Não é algo verdadeiramente belo? Onde é que podemos encontrar isto perfeitamente exemplificado? Oh, há Um, sim, Um só que é perfeito. "Porque também Cristo não agradou a Si mesmo." Ele não procurou justificar-Se a Si mesmo; "mas, como está escrito: Sobre Mim caíram as injúrias dos que Te injuriavam". (Rm 15.3) Seu olhar estava sempre dirigido para o alto, dirigido para o Pai; Ele era a expressão, a revelação do Pai, Deus manifestado. E todas as injúrias que recebeu, sentia serem dirigidas contra Seu Pai. Ele não respondeu; não agradou-Se a Si mesmo, mas Seu inefável prazer estava em suportar tudo, e fazer a vontade dAquele que O enviou.

"Ora o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo." (Rm 15.5,6) Que oração esta! Quão necessária em todas as épocas, mas mais especialmente nestes últimos dias de tanta discórdia. Aqui está o modelo perfeito: "segundo Cristo Jesus". Ele nos recebeu na glória de Deus, sim, como objetos de misericórdia em conformidade com as riquezas da Sua graça. Quando recebermos uns aos outros, não nos esqueçamos de como Ele nos recebeu. As passagens são, então, apresentadas para demonstrar como a graça abundou para com os gentios. Isso mostrava aos judeus que não era para eles rejeitarem os gentios. Deve também ser observado que estas passagens terão seu pleno cumprimento no reino milenial. "Uma raiz em Jessé haverá, e naquele que se levantar para reger os gentios, os gentios esperarão." (Rm 15.12)

Segue-se, então, outra oração: "Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo". (Rm 15.13) Com que clareza a condição da alma é conectada com a vinda do Senhor, mesmo não sendo este o tema da epístola! Possamos nós conhecer nosso Pai como o Deus de paciência e o Deus de esperança.

Devemos notar, no versículo 14, que não há ali nenhum pensamento acerca de um primeiro bispo de Roma. "Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros." (Rm 15.14) Não é notável que, em toda esta carta inspirada que é endereçada aos santos em Roma, não exista uma única sentença que pudesse reconhecer ou fazer referência, ainda que levemente a um suposto bispo de Roma? Os irmãos estavam capacitados a admoestar uns aos outros; e cada um era responsável, em conformidade com a medida de graça conferida a cada um, como vimos no capítulo 12. O primeiro bispo de Roma e seus sucessores são pura invenção de uma época posterior à epístola.

Se Pedro, ou qualquer outro irmão, tivesse sido O BISPO de Roma, Paulo o teria reconhecido como tal. Ao contrário, Paulo declara seu próprio apostolado como ministro dos gentios (versículos 15-20). Para Paulo era tudo resultado do livre favor de Deus, "pela graça que por Deus me foi dada; que seja ministro de Jesus Cristo entre os gentios". (Rm 15.15,16) E o resultado de todo esse bendito favor, Paulo podia oferecer a Deus como oferta "santificada pelo Espírito Santo". (Rm 15.16) E então, sendo tudo resultado do livre favor de Deus, ele podia se gloriar. "De sorte que tenho glória em Jesus Cristo nas coisas que pertencem a Deus." (Rm 15.17) Todo jovem crente fará bem em ponderar nestes preciosos princípios divinos de serviço -- de como os gentios tornaram-se obedientes ao evangelho. Foi por meio de poderosos sinais e maravilhas; não por sabedoria ou eloquência humana, mas pelo poder do Espírito de Deus. E que missão aquela aos gentios!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Judá e Tamar - O Triunfo da Graça de Deus sobre o Pecado

(Comentário Gênesis 38)

Este capítulo apresenta-nos uma dessas circunstâncias notáveis em que a graça de Deus triunfa gloriosamente sobre o pecado do homem, "Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá" (Hb 7:14). Mas como? "Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá" (Mt 1:3). Isto é peculiarmente notável. Vemos como Deus, na Sua muita graça, Se eleva acima do pecado e da loucura do homem, com o fim de cumprir os Seus propósitos de amor e misericórdia. Assim um pouco mais adiante, no versículo 6, lemos, "e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias". É digno de Deus atuar desta maneira. O Espírito de Deus conduz-nos através da linha por meio da qual, segundo a carne, veio Cristo; e, fazendo-o, dá-nos, como elos na cadeia genealógica, Tamar e Bate-Seba! Como é evidente que nada há do homem em tudo isto! Como é claro, quando chegamos ao fim do primeiro capítulo de Mateus, que é "Deus manifestado em carne" que encontramos, e isto, também, da pena do Espírito Santo. O homem nunca poderia ter inventado uma tal genealogia. E inteiramente divina, e ninguém espiritual poderá lê-la sem ver nela uma bendita demonstração de graça divina, em primeiro lugar; e em segundo lugar da inspiração de todo o evangelho de Mateus. Creio que um confronto de 2 Samuel 11 e Gênesis 38 com Mateus 1 dará ao cristão concentrado assunto para meditação muito agradável e edificante.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 38



Quando Cristo é feito minha sabedoria, então posso viver sem a minha própria sabedoria.

Muitas pessoas tentam imaginar por que Deus teria incluído este capítulo na bela história de José. Bem, é bom vermos que na lista dos ancestrais de nosso bendito Senhor, em Mt 1:1-3, este mesmo incidente é mencionado! Nosso Senhor nasceu da tribo de Judá. Isto apenas magnificou a graça de Deus. Nos mostra que toda a raça humana é má. Não há bem em nenhum de nós. O Senhor Jesus foi o único Homem perfeito que já viveu - Hb 7:14. Mas leia do poder transformador (para nós) da morte e ressurreição de Cristo (Hb 10:14).

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Gênesis 35



As glórias de Cristo iluminam cada página dos Evangelhos, do mesmo modo como iluminaram cada caminho que Ele trilhou aqui.

Às vezes a diferença entre a vida de um crente meio comprometido e totalmente comprometido é tão grande quanto o contraste entre a vida de um incrédulo e um crente. Não nos esqueçamos disto. Isto porque muitos crentes pensam que não importa como você vive, contanto que esteja salvo.

Gn 35:1 Deus fala graciosamente uma vez mais. Jacó devia ter sido humilhado para ter que ser lembrado por Deus do dia em que fugiu de seu irmão Esaú.

Gn 35:2 O que Deus estava fazendo a Jacó começava a afetá-lo. Sua consciência está começando a funcionar. "Tirai", Ele diz. Nunca crescemos em nossas almas até que também "tiremos" as coisas com que talvez tenhamos vivido que não são agradáveis ao Senhor. Quando somos descuidados, nem mesmo percebemos que elas estão ali!

Gn 35:3 Boas palavras - "Subamos a Betel" (Lembre-se de que significa "casa de Deus").

Gn 35:5-15 Imediatamente há uma diferença na influência que Jacó tem em seus vizinhos. Mais uma vez ele precisa ser lembrado de seu nome que foi mudado.

Gn 35:16-29 Agora Jacó é capaz de seguir adiante, e enfrentar um terrível acontecimento - a morte de sua amada esposa, Raquel.

Gn 35:27-29 Outra morte. Jacó está aprendendo que a morte para o "eu" é a porta de entrada às bênçãos de Deus.

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cristianismo Prático

(Comentário Romanos 12)

CHEGAMOS agora à justiça prática, o estado e o andar daqueles que foram feitos recipientes da graça de Deus, daqueles que foram tomados em soberano e livre favor, e justificados de todas as coisas; sem nenhuma condenação em Cristo. É por esta mesma compaixão de Deus que estes preceitos lhes são endereçados. "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." (Rm 12.1) Certamente é preciso um pouco de exercício da razão, no que diz respeito ao nosso corpo, para sujeitá-lo a um culto racional ou inteligente. Estamos "esperando a adoção, a saber,a redenção do nosso corpo". (Rm 8.23) Ele está para ser conformado ao Seu corpo glorioso. Estamos para levar a imagem do que é celestial. Mesmo no que diz respeito ao nosso corpo, logo deveremos vê-Lo e ser como Ele é. (Veja Filipenses 3.20,21; 1 Coríntios 15.48; 1 João 3.2.)

Portanto, estando cientes de tudo isso, podemos sujeitar nosso corpo desde já, para que pertença a Ele, para ser usado em santa separação, por Ele e para Ele. Que privilégio! Mas isto não será possível se estivermos conformados com este mundo -- um mundo em inimizade contra Ele. E, assim como fomos renovados em espírito, "transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Rm 12.2)

Se Deus nos salvou, em pura misericórdia e compaixão, busquemos, então, de modo inteligente, procurar conhecer Sua vontade, experimentando qual é essa vontade. Isto irá exigir inteligência espiritual quanto ao tempo ou dispensação em que nos encontramos. A boa, agradável, e perfeita vontade de Deus quanto a isso só pode ser conhecida e experimentada em humildade de espírito e em completa dependência.

"Porque pela graça, que me é dada." (Rm 12.3) Que necessidade constante há de uma consciência do livre favor que nos foi individualmente demonstrado, e concedido a cada um de nós! É isto o que nos capacita a termos um conceito humilde acerca de nós mesmos, e a pensarmos com temperança, ou pensarmos com sabedoria, conforme a medida de fé que Deus repartiu a cada um.

Assim como houve, na dispensação passada, uma nação na carne, e uma aliança de mandamentos adequada àquela dispensação, "assim nós, que somos muitos, somos um só corpo EM CRISTO, mas individualmente somos membros uns dos outros". (Rm 12.4,5) Que contraste é isto com Israel; e devemos ter entendimento disto, ou não poderemos provar a agradável vontade de Deus para conosco neste momento. No passado, ninguém poderia estar em Cristo. Jesus devia morrer, e ressuscitar de entre os mortos, ou então permanecer só; mas somos agora um corpo em Cristo. E esta verdade deve reger toda a nossa obediência a Cristo. Devemos agir em união, como acontece com os vários membros do corpo humano, pois somos um só corpo em Cristo. Aqui não se trata tanto da doutrina do um só corpo, mas da prática de todos os membros desse corpo.

Devemos estar sempre lembrando que, "tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada". (Rm 12.6) Com certeza, qualquer que seja o serviço exercido no um só corpo em Cristo, é tudo pura graça, tudo livre favor. Tendo esta bendita consciência do livre favor de Deus, sejamos diligentes no serviço, qualquer que seja ele -- seja profecia, ministério, ensino, exortação ou o presidir. Que tudo seja feito com alegria. Estes preceitos são tão claros que não há necessidade de explicação, além de vermos que tudo deve ser feito em referência ao um só corpo em Cristo. Todavia, cada um destes preceitos é da maior importância, e só pode ser guardado andando-se no Espírito, pois, na verdade, estes são frutos do Espírito. Poderia a carne, que continua em nós, cumprir o "apegai-vos ao bem", ou o "preferindo-vos em honra uns aos outros", ou ainda o "abençoai aos que vos perseguem"? (Rm 12.10-14) De modo nenhum; ela irá sempre oprimir aquilo que é nascido do Espírito. "Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes." (Rm 12.16) Isto é exatamente o oposto das maneiras deste mundo.

Quão prontos somos a esquecer este bendito ensino dos versículos 17 ao 19. Quão pronta está a carne para pagar mal com mal. E quão triste é quando a indolência toma o lugar da busca pelas coisas honestas perante todos os homens. Sim, se não tiver cuidado, o cristão pode cair em quase todas as formas de desonestidade universalmente praticadas no mundo. E acaso uma transação enganosa e desonesta não tem o mesmo caráter de um assalto? Estas são palavras que deveriam estar penduradas na parede de cada escritório, oficina e estabelecimento: "PROCURAI AS COISAS HONESTAS PERANTE TODOS OS HOMENS". Oh, que tenhamos mais fé e uma obediência resoluta nas coisas comuns do dia-a-dia. Estamos convencidos de que a falta de cuidado nestas coisas, quando não se trata de algo pior ainda do que o descuido, é a causa de muita de nossa fraqueza. E quão pronta está a carne de cada um de nós para se vingar! Mas estas são as palavras do Espírito: "Não vos vingueis a vós mesmos, amados". (Rm 12.19)

Será que Ele, cujo nome tão precioso levamos, vingou-Se a Si próprio? O dia da vingança e do juízo que cairá sobre um mundo ímpio ainda virá, mas não é certo que somos seguidores dAquele que curou a orelha de Seu inimigo? Oh, que possamos ser mais semelhantes a Ele! Que ternas palavras são estas: "se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer: se tiver sede, dá-lhe de beber". (Rm 12.20) Onde, além das Sagradas Escrituras da verdade, poderíamos encontrar palavras assim? Deixe o homem entregue a si mesmo; irá ele agir assim? Não, não; estes são os preciosos frutos do Espírito. Possam eles abundar em nós cada vez mais.

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Fidelidade de Deus (Parte 2)

(Comentário Romanos 11)

Porventura você permanece no livre, pleno e eterno favor de Deus; ou está procurando alcançá-la por meio das obras? Era exatamente isto o que Israel estava fazendo, porém "o que Israel buscava não o alcançou". (Rm 11.7) Com toda a sua ira contra Deus, como foi revelada em Cristo, eles estavam, ao mesmo tempo, sendo zelosos da lei, e procurando justiça pelas obras. Rejeitando o livre favor de Deus, nunca poderiam obtê-la pelas obras. Por isso sua cidade foi destruída e eles foram dispersos ou mortos. "Mas os eleitos o alcançaram" (Rm 11.7), ou seja, o livre favor de Deus no qual permaneceram. 

Existem agora dois fatos. Os profetas previram que esses rejeitadores seriam entregues à cegueira judicial, e foi isto o que aconteceu ao longo de muitos séculos. Se alguém, que se considere um que rejeita da verdade da eleição da graça, estiver lendo isto, oh, você corre o risco de também ser abandonado por Deus à cegueira e endurecimento de coração. Há quanto tempo Deus estende Suas mãos, pronto para receber você? E será que você é ainda um daqueles que, como Israel em sua justiça própria, continua a rejeitar? Deus poderá, em Seu justo juízo, abandonar você à dureza de coração, e às trevas que rapidamente estão se espalhando.

Mas será que a atual rejeição da graça de Deus por parte de Israel, e sua consequente cegueira, levam Deus a alterar Seus propósitos e Sua promessa? Devemos agora olhar cuidadosamente para o lado dispensacional desta questão. Deus transformou a queda deles em grande bênção para os gentios. E, se assim foi, quão maior não será a bênção da sua plenitude? (Romanos 11.12.) O mundo gentio foi abandonado à crassa idolatria, como vimos no capítulo 1. Mas agora, se a rejeição de Israel como nação resultou na "reconciliação do mundo" (Rm 11.15), o que será quando Deus os receber, senão vida dentre os mortos? O apóstolo não está falando aqui da vocação, ou privilégios celestiais, da igreja, mas de privilégios terrenos [para Israel].

Quando Deus chamou Abraão, e o separou de entre as nações, este tornou-se a oliveira de bênção e promessa sobre a Terra. Sua descendência veio a ser aquela árvore de privilégios, da qual Abraão era a raiz. Portanto, não é uma questão de ramos em Cristo, mas de ramos da oliveira da promessa ou dos privilégios. Trata-se, também, da questão da santidade relativa, ou separação do mundo. Alguns dos ramos naturais foram quebrados, mas não todo o Israel; alguns apenas. E, levando adiante esta figura, os gentios foram enxertados nesta oliveira de privilégios.

Trata-se de algo totalmente contrário à natureza enxertar a oliveira brava na boa. Na natureza, é sempre a boa oliveira, a boa macieira, que é enxertada na brava. Mas Deus tomou o pobre gentio, a planta "brava", e o enxertou na boa árvore abraâmica do privilégio. E mais ainda, o apóstolo não os deixa ignorar esta verdade dispensacional, de que "o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito, de Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades". (Rm 11.25,26) Deste modo, o período do "não há diferença" (Rm 10.12) chegará ao fim; o propósito de Deus em tirar para Si um povo de entre os gentios deverá se cumprir; então todo o Israel será salvo, conforme está escrito. Aí, então, todas as promessas que cabem a eles se cumprirão. Toda a nação de Israel, outrora dispersa, será reunida em sua própria terra, e serão então nascidos de Deus, conforme está escrito. É este o propósito de Deus, embora sejam eles os inimigos mais acirrados no tempo presente; Deus escolheu fazer assim.

Uma palavra mais, um solene aviso antes de terminarmos este capítulo. Se a cristandade gentia não permanecer em Sua benignidade, também ela será quebrada. Será que houve antes uma época em que a benignidade de Deus, o Seu livre favor, tenha sido mais evidentemente rejeitada do que no presente momento? Nunca antes, desde os dias dos apóstolos, a livre graça de Deus foi pregada tanto, e nunca também foi tão rejeitada. Há pouco tempo visitamos uma grande cidade onde foi construído um bom e amplo salão para a pregação do puro evangelho da graça de Deus. Estava fechado. Um outro grande edifício estava ocupado por aqueles que, como Israel na Antiguidade, procuram alcançar a justiça pelas obras, pelos rituais, e, disfarçadamente, pela missa. O local estava lotado, com pessoas, sentadas e em pé. Será que Deus irá suportar isso para sempre? Certamente o fim está próximo. Os ramos gentios devem ser quebrados. Foi assim que o Espírito explicou acerca deste período de "não há diferença" nestes três capítulos, Romanos 9, 10 e 11. Depois de seu fim haverá a dispensação do reino de Cristo, como foi anunciado pelos profetas. E nesse tempo todo o Israel será salvo, como objeto de Sua misericórdia. "Glória pois a Ele eternamente. Amém." (Rm 11.36)

Com isto termina a parte doutrinária desta maravilhosa revelação da justiça de Deus, em Seu proceder para com o homem. A leitura desta epístola de nada valerá se não for validada pelo Espírito Santo em nossos corações. Será que Ele, como vimos nas maravilhosas páginas desta epístola, tem usado assim a Sua Palavra? Será que reconhecemos verdadeiramente que somos pecadores ímpios e tão arruinados? Será que aprendemos que nunca houve, e nem pode haver, qualquer coisa boa na carne? Será que cremos em Deus que ressuscitou Jesus nosso Senhor de entre os mortos, O qual foi entregue por nossas ofensas? Será que nós, individualmente, já nos conscientizamos dessas ofensas e as reconhecemos como tendo sido transferidas para nosso santo Substituto? Será que posso dizer que Ele ressuscitou de entre os mortos para a MINHA justificação? Se assim for, certamente estamos justificados pela fé, e temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. E agora, permanecendo neste livre e abundante favor de Deus, como devemos andar? Sim, depois de completamente libertos, e possuindo o Espírito de vida, qual deveria ser o fruto disso? Os capítulos que restam dão a resposta a estas questões.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Corpo de Cristo (Parte 1)

Existe outra questão, que agora exige sua atenção, relacionada ao corpo de Cristo. No dia de Pentecostes ocorreu algo completamente novo no desenrolar dos desígnios de Deus - a vinda do Espírito Santo. Até aquele período o Espírito Santo agia neste mundo, pois em todas as dispensações passadas houve almas vivificadas e "homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1.21). Mas até o Senhor Jesus ter sido glorificado à direita de Deus, o Espírito Santo, como uma Pessoa divina, não estava neste mundo. Isto não se trata de uma nova teoria, mas é um assunto claramente estabelecido nas Escrituras.

Assim, quando no grande dia da Festa dos Tabernáculos, "Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a Mim, e beba. Quem crê em Mim, como diz a Escritura, rios d'água viva correrão do seu ventre", é explicado que falava "do Espírito que haviam de receber os que nEle cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado" (João 7.37-39). O próprio Senhor acrescentou no mesmo sentido: "Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que Eu vá; porque, se Eu não for, o Consolador não virá a vós" (João 16.7; compare com João 14.16,17, 26 e 15.26). 

A Descida do Espírito Santo

Passando mais adiante, em Atos 2, encontramos o registro histórico da descida do Espírito de Deus: "E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (Atos 2.1-4). Assim se cumpriram as palavras que o Senhor falou aos Seus discípulos após a Sua ressurreição: "vós sereis batizados com o Espírito Santo; não muito depois destes dias... Mas recebereis a virtude [ou poder] do Espírito Santo, que há de vir sobre vós" (Atos 1.5,8).

Foi pela descida do Espírito Santo que a Igreja foi formada - a Igreja de Deus conforme é encontrada no Novo Testamento - e desde então ela existe em dois aspectos: como a casa de Deus (1 Timóteo 3.15) e como o corpo de Cristo (Efésios 1.22,23). É o segundo aspecto da Igreja que desejo trazer diante de você nesta carta, e há dois versículos que nos capacitarão a compreender isto. Em Colossenses 1.18 lemos que "Ele é a cabeça do corpo da Igreja"; e em 1 Coríntios 12.13, "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres". Isto parece indicar que no dia de Pentecostes, pela vinda do Espírito Santo, os crentes foram batizados em um corpo, e que assim foi formado o corpo de Cristo. 

Quem Faz Parte do Corpo?

Mas, permita-me perguntar, de que, ou de quem, é composto o corpo de Cristo? "Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também" (1 Coríntios 12.12). O termo "Cristo", conforme é usado aqui, inclui o próprio Cristo e todos os membros do corpo, vistos como um todo. Portanto o corpo de Cristo inclui a Ele próprio, como a Cabeça, e a todos os crentes sobre a face da Terra, nos quais o Espírito Santo veio habitar. Como consequência, cada filho de Deus que pode clamar "Aba, Pai" é um membro do corpo de Cristo e, por esta razão, o apóstolo diz que "somos membros do Seu corpo" (Efésios 5.30).

Este é um ponto para o qual desejo chamar sua atenção, pois um grande número dos amados filhos de Deus ignoram que ocupam esta maravilhosa e privilegiada posição. Por ocasião de uma visita que fiz há algum tempo a um crente prestes a morrer, perguntei-lhe: "Sabe que você é um membro do corpo de Cristo?". Sua resposta foi: "Não, jamais ouvi coisa semelhante". Tão cedo não vou me esquecer do gozo que expressavam as feições daquele moribundo à medida que eu ia expondo as Escrituras que falam deste assunto. 

Permita-me, então, pedir-lhe que considere o que significa ser um membro do corpo de Cristo. Primeiro, e o mais importante, nos ensina que estamos unidos a Cristo - a Cristo como Homem glorificado à direita de Deus. E uma vez que Ele é a cabeça do corpo, cada membro está de uma forma vital, e podemos até mesmo dizer organicamente, ligado a Ele. "O que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito" (1 Coríntios 6.17). Veja, portanto, até onde vai a graça de nosso Deus! Se não bastasse o fato de nossos pecados terem sido perdoados; de estarmos justificados pela fé; de termos sido introduzidos no claro e perfeito favor de Deus; de estarmos ressuscitados com Cristo; de estarmos assentados nEle nos lugares celestiais; mesmo possuindo tanto, a despeito de estarmos cercados de fraqueza e enfermidade neste mundo, nos é dado saber que estamos unidos a Cristo na glória! Podemos elevar nossos olhos a Ele na glória, onde Ele está, e dizer com toda a segurança: "Somos membros do Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos!" (Efésios 5:3 - Versão Almeida Corrigida Fiel).

Se os crentes conhecessem esta verdade em poder, como poderia haver discussões quanto à certeza da nossa salvação aqui e agora? E, quando tivéssemos que enfrentar novas provas ou perigos, cada vez maiores, que força nos daria se tivéssemos sempre em mente esta verdade: Estamos unidos a Cristo! E, oh! que revelação isto nos dá da proximidade e intimidade que possuímos com Ele! Pois nos foi dado conhecer que somos um com Ele próprio; que tudo o que nos atinge, atinge a Ele também (leia Atos 9.4). Estamos, portanto, inseparavelmente, indissoluvelmente ligados a Ele para todo o sempre.

terça-feira, 26 de março de 2013

A Fidelidade de Deus (Parte 1)

(Comentário Romanos 11)

"DIGO POIS: Porventura rejeitou Deus o Seu povo? De modo nenhum." (Rm 11.1) O próprio Paulo era uma prova disto, pois ele era um israelita. "Deus não rejeitou o Seu povo, que antes conheceu." (Rm 11.2) Não foi Deus que rejeitou Seu antigo povo: "Todo o dia estendi as Minhas mãos a um povo rebelde e contradizente." (Rm 10.21) É importante que se veja este lado da verdade -- a perfeita prontidão de Deus para que Israel -- sim, até mesmo para que todos os homens -- fosse salvo. O homem é o que é rebelde, o transgressor da lei, e, agora, o que rejeita a misericórdia de Deus.

Vem, então, o outro lado da questão. Israel se rebelou de tal maneira contra Deus, ao ponto de Elias haver dito que só ele havia ficado. Ele disse: "Senhor, mataram os Teus profetas, e derribaram os Teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma". (Rm 11.3) Temos aqui a profunda e universal rejeição e ódio do homem contra Deus. Trata-se do homem no pleno exercício de sua vontade própria. Mas, acaso Deus abandonou todos os homens à sua própria livre escolha e ao seu ímpio caminho?

"Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal." (Rm 11.4) Deus não diz que eles tenham merecido, ou que tenham se resguardado; não, o que Ele diz é: "(Eu) reservei". O mesmo que já vimos no capítulo 9, e se Deus não tivesse feito assim, todos eles teriam se tornado como Sodoma e Gomorra.

"Assim pois também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça." (Rm 11.5) Sim, nessa mesma ocasião ninguém poderia negar que a nação, como tal, estava enlouquecida em sua ira contra Cristo. O próprio Saulo era uma prova do excessivo ódio dos israelitas contra Cristo. Mas, como aconteceu nos dias de Elias, houve então uma eleição de graça, de livre e imerecido favor de Deus. Querido jovem crente, você será imensamente tentado a rejeitar este abundante e gratuito favor de Deus que elege. Nos dias de hoje há poucos que creem nisto de coração. Gostaríamos que você abraçasse isto de toda a sua alma. Será que não ficou evidente que tanto Israel como os gentios são tão maus, tão grandes rejeitadores da graça de Deus, que se não fosse por Sua eleição, em livre graça e favor, ninguém teria sido salvo? Todos, todos eles teriam sido como Sodoma. Sim, a completa ruína do homem, e a eleição de Deus, são coisas que, ou permanecem juntas, ou caem juntas. Você não pode verdadeiramente tomar posse de uma e rejeitar a outra. Repare que estas passagens demonstram que não há má vontade da parte de Deus, mas o homem não quer receber a graça de Deus. Quando isto é enxergado, quão precioso é, para o crente, a bendita verdade da eleição da graça! "Mas se é por graça, já não é pelas obras: de outra maneira, a graça já não é graça." (Rm 11.6) Isto é evidente. A salvação por obras, de qualquer tipo que seja, necessariamente coloca de lado o livre favor de Deus. Porventura você permanece no livre, pleno e eterno favor de Deus; ou está procurando alcançá-la por meio das obras?


Romanos 11


O primeiro homem foi expulso do paraíso por causa do pecado; mas agora um Homem veio do paraíso à terra, para pagar pelo pecado, e Ele irá nos levar com Ele para o paraíso para sempre.


Paulo aqui olha para o futuro. Ele indaga se Deus parou de tratar com Israel de uma vez por todas. Não, eles serão abençoados no final! Após o Senhor levar a igreja (nós os crentes) para o céu, então Ele vai voltar a tratar com Israel.

Rm 11:1-5 Lembre-se de que Elias pensou que fosse o único em seus dias que permanecera fiel a Deus. E o Senhor teve que dizer a ele que 7.000 outros não haviam se curvado à adoração de ídolos. Deus sempre tem os Seus fiéis ou um remanescente.
Rm 11:6 A graça é o oposto das obras.

Rm 11:11-35 Através da rejeição do Messias, Deus deixou os Judeus e passou a oferecer Sua salvação a todo o mundo. Quando o Senhor Jesus voltar para nós, então Deus irá começar a trabalhar em alguns Judeus outra vez, e irá abrir seus olhos agora cegos.

Rm 11:12-16 Israel rejeitou o Salvador e através dessa rejeição muitas coisas boas chegaram aos Gentios. Quão grande e glorioso dia será aquele quando Israel voltar a Deus!

Rm 11:17-33 Israel foi o ramo natural de uma árvore. Por causa de sua incredulidade foi cortado, e outros ramos (os Gentios) foram enxertados. Mas aqui os novos ramos são avisados de que se não continuarem fiéis serão cortados e então será fácil enxertar outra vez os ramos naturais. E é exatamente o que vai acontecer. Depois que nós crentes formos levados para o céu, os Judeus serão outra vez abençoados no milênio.

Rm 11:33 Paulo rompe em louvor a Deus por haver concebido um plano tão glorioso.

domingo, 17 de março de 2013

O Conhecimento do Deus da Graça

(Comentário Gênesis 29, 30 e 31)

Ora, é segundo o verdadeiro caráter de Jacó, de lugar em lugar da sua extraordinária história, que se obtém uma maravilhosa vista da graça divina. Ninguém senão Deus poderia suportar uma pessoa como Jacó assim como ninguém senão Deus teria tratado com uma pessoa assim. Graça começa pelo ponto mais baixo. Recebe o homem como ele é, e trata com ele no pleno conhecimento do que ele é. É de grande importância compreender este aspecto da graça no ponto de decisão de alguém; habilita-nos a levar, com firmeza de coração, as descobertas posteriores de vileza pessoal, que tão frequentemente abalam a confiança e perturbam a paz dos filhos de Deus.

Muitos não compreendem desde o princípio a ruína completa da sua natureza, tal qual se manifesta na presença de Deus, embora os seus corações hajam sido atraídos pela graça, e as suas consciências tranquilizadas, de algum modo, pela aplicação do sangue de Cristo. Por isso, à medida que vão avançando na sua carreira, começam a fazer descobertas mais profundas do mal em seus corações, e, sendo deficientes na sua compreensão da graça de Deus, e da eficácia e extensão do sacrifício de Cristo, levantam imediatamente a questão acerca de serem filhos de Deus. Deste modo são tirados a Cristo e atirados para cima de si próprios, e então ou se entregam às ordenações, de modo a manterem o seu tom de devoção, ou caem outra vez inteiramente no mundanismo e na carnalidade. Estas consequências são desastrosas, e o resultado de não se ter o coração estabelecido na graça.

É isto que torna o estudo da história de Jacó tão interessante e útil. Ninguém pode ler estes três capítulos sem ser despertado pela graça maravilhosa que pôde cuidar de um como Jacó, e não apenas cuidar dele, mas dizer, depois da descoberta plena de tudo que havia nele, que não "viu iniquidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó" (Nm 23:21). Deus não diz que não havia perversidade e iniquidade em Jacó. Uma tal afirmação não daria confiança ao coração — a própria coisa, sobre todas as coisas, que Deus quer dar. Nunca daria ânimo ao coração de um pobre pecador dizer-lhe que nele não havia pecado — porque, enfim, ele sabe muito bem que há —, porém, se Deus diz, com base no sacrifício perfeito de Cristo, que não vê pecado sobre si, isso dá, infalivelmente, paz ao seu coração e à consciência. Se Deus tivesse escolhido Esaú, não teríamos tido, de modo nenhum, uma tal demonstração da graça; é por esta razão, que ele não aparece perante nós na luz amável em que vemos Jacó. Quanto mais o homem se afunda, mais a graça de Deus se eleva. À medida que o meu débito aumenta, nos meus cálculos, de cinquenta para quinhentos talentos, do mesmo modo, a minha apreciação da graça, e a experiência do amor que, não tendo nós nada com que pagar, pôde liberalmente perdoar-nos tudo (Lc. 7:42), se elevam.

Bem podia o apóstolo dizer, "... bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram" (Hb 13:9).

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

quarta-feira, 13 de março de 2013

A Proclamação de Uma Perfeita Justiça (Parte 2 - Final)

(Comentário Romanos 10)

Agora o apóstolo cita, como prova, a própria Escritura que eles possuíam. "Porque a Escritura diz: Todo aquele que nEle crer não será confundido." (Rm 10.11) Isto prova que haveria um tempo em que a doutrina do "não há diferença" estaria em vigor. "Porquanto não há diferença entre judeu e grego (ou gentio): porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (Rm 10.12,13; Joel 2.32.) Que bendito fato é este: todos, seja judeus ou gentios, que verdadeiramente se achegam ao Senhor, invocando-O, estão assegurados das boas vindas, assim como aconteceu com o pródigo (ver Lucas 15).

O que você prefere, leitor? Nunca ter pecado e ter produzido uma justiça que o deixasse apto para comparecer diante de Deus (se fossem coisas possíveis), trazendo assim uma túnica para Deus, ou, reconhecer tudo o que você é, e tudo o que praticou, e agora, como um pecador merecedor do inferno, confessar com sua boca e crer em seu coração no Senhor Jesus, como sua eterna justiça diante de Deus? Não podemos nos detestar muito a nós mesmo; mas, oh, que profunda compaixão a que nos encontra exatamente como estamos, e nos veste com a melhor roupa, com anel e sandálias. E como nos é dado conhecer esta justiça de Deus? Leia os versículos 14 e 15 para ter a resposta. Escutando a Palavra, o evangelho da paz que nos foi enviado. Que boas novas! Aqueles que buscavam a justiça pela lei odiaram essas boas novas e os pregadores do evangelho. É exatamente o que acontece até hoje, por todos os que dizem que são judeus e não o são.

Não seria este um fato dos mais espantosos que o homem pudesse odiar e rejeitar o seu maior bem, o evangelho da paz? O homem tentará, ou pensa poder tentar, atingir algum dia a sua própria paz com Deus. Mas não terá a paz que é feita pelo sangue de Jesus; a paz que é pregada àqueles que estão longe, e àqueles que estão perto. Sim, a paz que é proclamada a todos. "Mas nem todos obedecem ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?" (Rm 10.16) A palavra do evangelho foi pregada a todo o Israel: mas não quiseram crer. É pregada agora, talvez como nunca o foi antes, a toda a cristandade; mas eles não a receberão. Veremos o resultado final de tudo isso no próximo capítulo.

Deus tem os que Lhe pertencem, apesar de toda a perversidade do homem, sejam judeus ou gentios, como Isaías claramente disse: "Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por Mim não perguntavam". (Rm 10.20) O apóstolo provou, assim, as duas coisas tiradas das passagens do próprio Antigo Testamento deles: que não há diferença, e que prevalece a soberania de Deus. Quem quer que seja, judeu ou grego, que invocar o Senhor será salvo -- e, oh, que verdade que sustenta a alma, Ele terá misericórdia de quem tiver misericórdia. Teria Israel se perdido por Deus não desejar salvá-los? "Mas contra Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente." (Rm 10.21) Eles não quiseram ir a Ele: eles recusaram o melhor vestido, o anel e as sandálias. Que isto não aconteça com os leitores destas linhas. Aquele que vai a Ele, de maneira nenhuma será lançado fora.

Charles Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Manifestação do Coração do Homem

(Comentário Gênesis 30)

Toda a labuta e trabalho de Jacó, à semelhança do contrato infeliz que fez, é o resultado do seu desconhecimento da graça de Deus, e a sua incapacidade para ter confiança implícita nas Suas promessas. O homem que podia dizer, depois de uma promessa de Deus de lhe dar toda a terra de Canaã, "SE Deus me der pão para comer e vestes para vestir", podia apenas ter uma pálida compreensão de Quem Deus era, ou o que era a Sua promessa; e por esta razão vemo-lo fazer tudo que pode por si mesmo. Este é sempre o método adotado quando a graça não é compreendida: os princípios da graça podem ser professados, mas a verdadeira medida da nossa experiência do poder da graça é outra coisa muito diferente.

Poderia supor-se que a visão de Jacó lhe tivesse falado de graça; contudo a revelação de Deus em Betel, e o procedimento de Jacó em Harã são duas coisas muito diferentes; todavia, este mostra-nos o que fora a compreensão de Jacó daquela. O caráter e o comportamento são prova real da medida da experiência e convicção da alma, seja qual for a profissão. Porém Jacó não se conhecia ainda tal qual era perante Deus, e portanto desconhecia a graça, e mostrou a sua ignorância medindo-se com Labão e adotando as suas máximas e métodos.

Não pode deixar de notar-se o fato que visto Jacó ter falhado em entender e julgar o caráter natural da sua carne perante Deus, foi, na providência de Deus, levado para a própria esfera na qual esse caráter foi inteiramente revelado nos seus traços mais largos. Foi conduzido a Harã, o país de Labão e Rebeca, a própria escola donde esses princípios, de que ele era um adepto notável, tinham emanado, e onde eram ensinados, mostrados e mantidos. Se alguém quisesse aprender o que Deus era tinha de ir a Betel; se desejasse conhecer o que o homem era devia ir a Harã. Mas Jacó havia falhado em receber a revelação que Deus lhe dera de Si Próprio em Betel, e portanto foi para Harã, e ali mostrou o que era — e, oh! que contendas e que mesquinhez! Que subterfúgios e que astúcia! Não mostra confiança santa em Deus, nem fé e esperança n'EIe.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

sexta-feira, 1 de março de 2013

A Proclamação de uma Perfeita Justiça (Parte 1)


(Comentário Romanos 10)

O APÓSTOLO faz aqui uma pequena pausa. Trata-se da pressão do amor de seu coração. "Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação." (Rm 10.1) Eles tinham zelo por Deus, mas não com entendimento. O apóstolo estava imensamente triste com os que causavam problemas, e buscavam inquietar os gálatas, sim, ele desejava até que fossem cortados (Gálatas 5.12). Mas o quanto ele chorou sobre a grande multidão de judeus enganados. Estamos nós tristes pela multidão que nos cerca? Podemos dizer que o desejo de nosso coração e nossa oração por eles a Deus é que possam ser salvos?

"Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus." (Rm 10.3) Você deve estar lembrado de que a justiça de Deus é revelada no evangelho. (Veja os capítulos 1.17 e 3.21-25.) Assim, os judeus que rejeitaram o evangelho, permaneceram necessariamente ignorantes daquela justiça. E assim acontece até o dia de hoje: todo aquele que rejeita a revelação de que Deus é justo e ainda o Justificador do ímpio, acaba, se estiver ansioso para ser salvo, buscando estabelecer sua própria justiça, recusando-se, assim, a submeter-se ao fato de que Deus é justo em justificá-lo gratuitamente, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.

O encontro do pai com o pródigo em Lucas 15 ilustrará este assunto. O pródigo, assim como o pobre gentio, caiu em si. A parábola toda é surpreendente: o pastor tinha vindo para buscar a ovelha perdida, sim, como sabemos, Ele morreu por ela. O Espírito Santo foi enviado desde o céu e procura o perdido. E agora o pai tem o seu gozo completo ao receber o filho perdido; ele, o pai, vai ao seu encontro. Um profundo exercício de consciência havia tomado lugar no pródigo. Um senso de que havia abundância na casa do pai, e uma prontidão em confessar seu pecado; isto é o que sempre marca a obra do Espírito. Todavia, até aqui ele ignorava acerca do melhor vestido.

Ele esperava ser um servo, como acontece em cada coração humano, mas estava totalmente ignorante do que lhe estava reservado. Tudo o que tinha eram seus trapos, sua culpa, sua vergonha. Tudo isso ele reconhecia diante de seu pai. Tinha ele uma túnica para apresentar ao seu pai? Não tinha nada senão trapos. Teria o pai dito a ele que fizesse uma túnica, uma vestimenta que o deixasse adequado para entrar em sua casa? Não. O pai tinha uma túnica para ele. Oh, olhe para o pai: "E, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou." (Lc 15.20) É assim que Deus vai ao encontro do pecador arrependido, que está em seus trapos, sem sequer uma túnica.

O pai disse: "Trazei depressa o melhor vestido, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés." (Lc 15.22) Do mesmo modo o gozo enche o coração de Deus ao receber o pecador perdido. Mas não acontece o mesmo com o irmão mais velho, que prefere lutar por uma justiça própria. Que contraste! Um erro triste e fatal! O pródigo não tinha nem uma túnica para apresentar-se ao pai. Ele não tinha nada além de trapos e pecado. O pai tinha a melhor roupa, a justiça de Deus para o pródigo. Sim, e o anel para sua mão, prova de amor eterno; e o andar condizente também lhe foi providenciado, sandálias para seus pés. Tudo novo e tudo proveniente de Deus.

Israel, assim como o irmão mais velho, não podia ter essa compaixão e justificação de Deus. É certo que estavam ignorantes acerca disso. "Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus." (Rm 10.3) Eles haviam seguido a lei da justiça; haviam tentado guardar a lei para serem justos. Haviam tentado fazer uma túnica para apresentarem a Deus; mas não conheciam a melhor roupa que Deus tinha para dar-lhes. Será este o seu caso, leitor? Será que você está tentando produzir, fazer uma justiça, para apresentá-la a Deus? Talvez você esteja perguntando: Não devo tentar guardar a lei para ser bom e apto para a presença de Deus? Você não vê onde está seu erro? Você não vê que está tentando trazer a túnica para Deus? Qual é a melhor roupa?

"Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê." (Rm 10.4) Sim, Cristo é a melhor roupa -- o fim de todas as exigências, e de todos os sacrifícios da lei, que eram tipos. Deus fez dEle justiça para nós. Não necessitamos de outra justiça para entrarmos na presença de Deus nosso Pai. A justiça prática, exercitada diante dos homens, é uma outra questão, mas não é o assunto tratado aqui.

"Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas." (Rm 10.5) Mas o pródigo não tinha feito estas coisas. E nós não fizemos estas coisas: somos culpados e não temos justiça para apresentar a Deus. Mas, crendo em Deus, Ele pode considerar-nos, e nos considera de fato, justos; e isso por uma obra que já foi consumada, e não algo que ainda necessite ser feito. Cristo não descerá do céu para morrer na cruz. Ele já veio aqui e morreu por nosso pecados. Ele não terá que ressuscitar de entre os mortos, pois tudo já foi feito, tudo consumado. Assim como o pai saiu ao encontro do pródigo, "a palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: SE com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo". (Rm 10.8,9) Era justamente isto o que Israel não iria fazer. Eles não confessariam que Deus fez aquele mesmo Jesus, que eles haviam rejeitado e crucificado, Senhor e Cristo. Eles se apegariam à lei para justiça, e em seus corações não iriam crer em Cristo como a justiça deles diante de Deus. E quantos estão fazendo o mesmo até hoje! Procurarão ser justos, mas nunca conseguirão. Nunca conheceram a justiça de Deus em justificá-los no momento em que cressem.

Charles Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nosso Lugar Perante Deus (Parte 2 - Final)

Nenhuma Condenação

No capítulo seguinte ele ensina que "vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo" (Romanos 7:4), e isto, após discutir o efeito da aplicação da lei a alguém despertado pelo Espírito de Deus, abre o caminho para descortinar a presença constante do pecado na natureza e a total incompatibilidade entre a nova e a velha natureza (Romanos 7:13-25), o que nos leva a uma declaração completa da verdade com respeito ao crente. "Portanto", continua ele, "agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8.1), tão completa é a libertação, assim como o perdão, que temos em Cristo. 

"Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós" (Romanos 8.9). Ele nos mostra, deste modo, que a posição do crente não é na carne, não no primeiro homem - Adão - mas o crente permanece diante de Deus em um lugar que é caracterizado como estando no Espírito. Isto é, o Espírito, e não a carne, caracteriza a existência do crente diante de Deus, pois na morte de Cristo a natureza má do crente também foi julgada; pois "Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne" (Romanos 8.3). 

Se Deus é Por Nós, Quem Será Contra Nós?

Assim, após apontar mais essas benditas consequências de sermos habitados pelo Espírito, o apóstolo declara que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por Seu decreto. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho; a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Romanos 8.28,29). Então ele pergunta: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8.31), ao que responde lembrando que Deus, ao entregar o Seu Filho à morte por nós, provou-nos que também nos dará livremente todas as coisas. Isso leva o apóstolo à triunfante conclusão de que nada pode servir de acusação contra os eleitos de Deus; que se o próprio Deus os justificou, nada poderá condená-los; que se Cristo morreu e ressuscitou, estando bem à direita de Deus para interceder por nós, nada "nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (leia Romanos 8.31-39).

Portanto seria um grave erro você parar no capítulo 5 de Romanos, se quisesse conhecer a plenitude da graça de Deus e o tremendo caráter da salvação que Ele concede; pois a menos que leiamos até o capítulo 8 de Romanos, nunca saberemos o que é verdadeiro para nós e a nosso respeito diante de Deus - a completa e perfeita libertação que cada crente tem em Cristo, mesmo que ignore isso. É também da maior importância que você possa notar que essas bênçãos que foram assinaladas não estão associadas a nossos esforços para consegui-las. Tudo o que mostrei é a porção que possui todo aquele que clama "Aba, Pai"; a porção que pertence a cada recém-nascido em Cristo, quer ele saiba ou não.

Nos Lugares Celestiais em Cristo

Há ainda muita coisa além disso, e se você der uma olhada em Efésios eu lhe mostrarei, em poucas palavras - pois não tenho intenção de prolongar esta carta - o pleno caráter do lugar que o crente ocupa diante de Deus. Olhe, em primeiro lugar, para as maravilhosas expressões do primeiro capítulo: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, O qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em caridade [amor]; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor e glória da Sua graça, pela qual nos fez agradáveis a Si no Amado" (Efésios 1.3-6). Preste atenção em cada uma das sentenças que coloquei em realce e você verá como é perfeito o nosso lugar diante de Deus. Pois Ele nos abençoou com todas as bênçãos espirituais...; e Seu propósito era que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos fez agradáveis a Si no Amado.

No capítulo seguinte (Efésios 2) temos a maneira como fomos introduzidos nos lugares celestiais. "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Efésios 2.4-6). Aqui somos considerados como havendo estado mortos em pecados; Cristo é visto nesta epístola aos Efésios como tendo descido àquela condição - morto - como de fato ocorreu, no lugar do pecador. Deus, sendo rico em misericórdia e agindo segundo o Seu próprio coração de amor veio, em graça, e nos vivificou juntamente com Cristo. E então nos ressuscitou e nos fez assentar juntamente com Cristo nos lugares celestiais, o que significa que transportou-nos à Sua própria presença. Portanto, o nosso lugar atual - mesmo enquanto ainda estamos em nosso corpo - é agora nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Nada menos do que isso expressa a plenitude da Sua graça ou satisfaz o Seu coração.

Há mais uma passagem que gostaria de trazer a você antes de terminar: "Qual Ele é, somos nós também neste mundo" (1 João 4.17). Assim como Cristo é, ali à direita de Deus - a alegria e o gozo do coração de Deus - ali também em toda a perfeição da Sua Pessoa e em todo o doce aroma do Seu sacrifício, assim também somos nós neste mundo; pois estamos firmados não em nós mesmos, mas em Cristo, sendo, por esta razão, dotados de toda a aceitação e odor suave que Ele mesmo tem diante de Deus.


Que o Senhor nos conceda um maior reconhecimento do lugar no qual, por Sua inexprimível graça, fomos introduzidos em Cristo Jesus.

E. Dennett. Fonte: http://www.stories.org.br/doze2.html ou http://www.scribd.com/doc/105860553/Doze-Cartas-a-um-Novo-Convertido

O Temor de Jacó


(Comentário Gênesis 28)

Deus revela-se a Jacó em graça infinita; contudo tão depressa Jacó acorda do sono, vemo-lo mostrando o seu verdadeiro caráter, e dando provas de quão pouco conhecia, praticamente, d'Aquele bendito Senhor que acabava de Se revelar dum modo tão maravilhoso ao seu coração: "...temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus".


O seu coração não estava tranquilo na presença de Deus; nem tão-pouco o pode estar qualquer coração até ser inteiramente esvaziado e quebrantado. Deus agrada-Se, bendito seja o Seu nome, dum coração quebrantado e um coração quebrantado sente-se ditoso na Sua presença. Porém o coração de Jacó ainda não estava nestas condições; nem tão-pouco tinha ele ainda aprendido a descansar, como uma criança, no amor perfeito d'Aquele que podia dizer: "Amei a Jacó".

"O perfeito amor lança fora o temor" (1 João 4:18); porém onde esse amor não é conhecido e inteiramente posto em prática, haverá sempre uma medida de ansiedade e perturbação. A casa de Deus e a presença de Deus não são terríveis para a alma que conhece o amor de Deus manifestado no sacrifício de Cristo.

Uma tal alma é antes levada a dizer: "SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória" (Sl 26:8). E, também, "Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo" (Sl 27:4). "Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do SENHOR" (Sl 84:1-2). Quando o coração está firmado no conhecimento de Deus, amará certamente a Sua casa, qualquer que possa ser o caráter dessa casa, quer seja Betel, ou o templo de Jerusalém, ou a Igreja agora composta de todos os verdadeiros crentes, "edificados juntamente para morada de Deus em Espírito" (Ef 2:22). Todavia, o conhecimento de Jacó, tanto de Deus como da Sua casa, era muito superficial, neste ponto da sua história.

Teremos outra vez ocasião de tratar de alguns princípios ligados com Betel; e concluiremos agora a nossa meditação deste capítulo com uma breve observação do contrato de Jacó com Deus, tão próprio dele, e tão comprovativo da verdade da afirmação do seu pouco conhecimento do caráter divino. "E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus; e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo" (versículos 20 e 22). Observe-se "se Deus for comigo". Ora, o Senhor havia acabado de dizer, enfaticamente: "...estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra". E contudo o pobre coração de Jacó não pode ir além de um "se", nem tão-pouco nos seus pensamentos de Deus pode elevar-se acima de "pão para comer, e vestidos para vestir". Tais eram os pensamentos do homem que acabava de ter a visão magnificente da escada cujo topo tocava nos céus, com o Senhor em cima dela, e prometendo-lhe uma semente inumerável e uma possessão eterna. Jacó era evidentemente incapaz de entender a realidade e plenitude dos pensamentos de Deus. Julgou Deus por si próprio, e deste modo falhou completamente em compreendê-Lo. Numa palavra, Jacó não havia ainda chegado ao fim de si próprio; e por isso não havia começado realmente com Deus.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

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