Mostrando postagens com marcador romanos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador romanos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Um em Cristo (Parte 1)

(Comentário Romanos 15)

O apóstolo diz: "Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos". (Rm 15.1) Por isso, quão ternos devemos ser neste tempo em que todos estão igualmente fracos e débeis. "Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação." (Rm 15.2) Não é algo verdadeiramente belo? Onde é que podemos encontrar isto perfeitamente exemplificado? Oh, há Um, sim, Um só que é perfeito. "Porque também Cristo não agradou a Si mesmo." Ele não procurou justificar-Se a Si mesmo; "mas, como está escrito: Sobre Mim caíram as injúrias dos que Te injuriavam". (Rm 15.3) Seu olhar estava sempre dirigido para o alto, dirigido para o Pai; Ele era a expressão, a revelação do Pai, Deus manifestado. E todas as injúrias que recebeu, sentia serem dirigidas contra Seu Pai. Ele não respondeu; não agradou-Se a Si mesmo, mas Seu inefável prazer estava em suportar tudo, e fazer a vontade dAquele que O enviou.

"Ora o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo." (Rm 15.5,6) Que oração esta! Quão necessária em todas as épocas, mas mais especialmente nestes últimos dias de tanta discórdia. Aqui está o modelo perfeito: "segundo Cristo Jesus". Ele nos recebeu na glória de Deus, sim, como objetos de misericórdia em conformidade com as riquezas da Sua graça. Quando recebermos uns aos outros, não nos esqueçamos de como Ele nos recebeu. As passagens são, então, apresentadas para demonstrar como a graça abundou para com os gentios. Isso mostrava aos judeus que não era para eles rejeitarem os gentios. Deve também ser observado que estas passagens terão seu pleno cumprimento no reino milenial. "Uma raiz em Jessé haverá, e naquele que se levantar para reger os gentios, os gentios esperarão." (Rm 15.12)

Segue-se, então, outra oração: "Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo". (Rm 15.13) Com que clareza a condição da alma é conectada com a vinda do Senhor, mesmo não sendo este o tema da epístola! Possamos nós conhecer nosso Pai como o Deus de paciência e o Deus de esperança.

Devemos notar, no versículo 14, que não há ali nenhum pensamento acerca de um primeiro bispo de Roma. "Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros." (Rm 15.14) Não é notável que, em toda esta carta inspirada que é endereçada aos santos em Roma, não exista uma única sentença que pudesse reconhecer ou fazer referência, ainda que levemente a um suposto bispo de Roma? Os irmãos estavam capacitados a admoestar uns aos outros; e cada um era responsável, em conformidade com a medida de graça conferida a cada um, como vimos no capítulo 12. O primeiro bispo de Roma e seus sucessores são pura invenção de uma época posterior à epístola.

Se Pedro, ou qualquer outro irmão, tivesse sido O BISPO de Roma, Paulo o teria reconhecido como tal. Ao contrário, Paulo declara seu próprio apostolado como ministro dos gentios (versículos 15-20). Para Paulo era tudo resultado do livre favor de Deus, "pela graça que por Deus me foi dada; que seja ministro de Jesus Cristo entre os gentios". (Rm 15.15,16) E o resultado de todo esse bendito favor, Paulo podia oferecer a Deus como oferta "santificada pelo Espírito Santo". (Rm 15.16) E então, sendo tudo resultado do livre favor de Deus, ele podia se gloriar. "De sorte que tenho glória em Jesus Cristo nas coisas que pertencem a Deus." (Rm 15.17) Todo jovem crente fará bem em ponderar nestes preciosos princípios divinos de serviço -- de como os gentios tornaram-se obedientes ao evangelho. Foi por meio de poderosos sinais e maravilhas; não por sabedoria ou eloquência humana, mas pelo poder do Espírito de Deus. E que missão aquela aos gentios!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Romanos 7 (Parte 2)


Rm 7:7-25 Em Fp 3:6 Paulo havia dito que, naquilo que dizia respeito à lei, ele era irrepreensível. Aquilo foi antes de ele se tornar um homem salvo. Mas aqui, como um homem salvo, ele está pensando no pecado de um modo diferente. Ele descobriu que queria fazer o bem, mas não tinha o poder para fazê-lo. Ele descobriu que em sua velha vida (velha natureza) ele era completamente mau (vers. 18). Aqui Paulo tinha a ideia errada de que sua nova natureza poderia vencer a velha natureza e mantê-la subjugada. 

Rm 7:24 Mas isso não era possível. Ele clama por auxílio. Ele entende que precisa de um poder que está fora de si mesmo. Somente Deus podia fazer isso por ele. 

Rm 7:25 Mas há outro clamor. Desta vez vindo de seu coração. Desta vez um brado de alívio e triunfo, e ele sabe que foi ouvido. Ele agradece Àquele que veio em seu socorro, a Deus que lhe havia dado a vitória por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. Nada é mais importante para nós como crentes do que aprender isto para nós mesmos. Não saia destes dois capítulos (6 e 7) até enxergar isto. A carne, por melhor e mais refinada que seja, irá nos arrastar para a derrota e para a rendição ao pecado. Mas quando nos rendemos a Cristo, Ele tem a vitória, e todo o crédito (a glória) vai para Ele.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Romanos 6

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/6 ou http://www.youversion.com/pt-BR/bible/rom.6.arc_1-pt

Nesta vida, o pecado está sempre tentando voltar a controlar o crente. E agora vamos aprender como tratar dessa séria situação. É descrito como um conflito. Alguns poderiam dizer que se uma pessoa estivesse nesta maravilhosa posição de salvação, o pecado já não importaria, mas importa, como nos diz o versículo 12.

Rm 6:1 Ele repete aqui o que outros haviam dito tentando acusá-lo de erro (Rm 3:8). Portanto Paulo explica cuidadosamente este assunto tão importante.

Rm 6:1-14 O crente morreu com Cristo, e possui uma nova vida em Jesus Cristo. A Palavra de Deus diz que estas coisas são fatos consumados. O versículo 11 nos diz para acreditarmos nisto. Se a vida de um verdadeiro cristão não demonstra que ele crê nisto, ele pode não perder sua salvação, mas não irá desfrutar de crescimento em sua alma. Se ele crê no que Deus diz, então não irá alimentar aquela velha natureza.

Rm 6:15-23 Os crentes são servos de Deus. Um novo Mestre tomou o lugar do pecado. O pecado era um mestre na velha vida, e exigia uma vida vergonhosa. Será que você entende que nestes versículos se encontra o segredo do poder para se viver uma vida pura?

Rm 6:23 O pecado recebe salário - a morte. Mas a alternativa é um presente - a vida eterna - por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. No capítulo 5 há duas cabeças de famílias (Adão e Cristo). No capítulo 6 há dois mestres e no capítulo 7 há dois maridos.

domingo, 23 de setembro de 2012

Romanos 5 (Parte 2)


Você reconhece que não se encontra mais em Adão e nem ligado às coisas que pertencem a ele? O ponto de grande importância que você deve enxergar é este: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo". (2 Co 5.17) Que triste erro você estaria cometendo se voltasse, ou se apegasse às coisas velhas -- à lei e à velha natureza -- e viesse a supor que pudesse existir algo capaz de melhorar a velha natureza, ou de justificá-lo estando sob a lei, coisas essas já passadas! Entenda que sua justiça e sua vida são agora completamente novas, e que tudo provém de Deus. E o que provém de Deus deve necessariamente ser perfeito. Assim, estamos perfeita e eternamente justificados no Cristo ressuscitado.

Oh, que favor gratuito e maravilhoso este de Deus! Talvez você pergunte: Então por que a lei foi dada, se o homem não pode ser justificado por ela, ou se ela não pode conceder uma vida justificada? "Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse." (Rm 5.20) Pode ter sido isto o que aconteceu com você em sua experiência passada. A lei pode ter atuado em você com poder destruidor, e quanto mais você se esforçou em guardá-la, mais a ofensa abundou. Quanto você deve ter se esforçado para tornar sua carne santa! E quanto mais se esforçou, mais fracassou. "Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça." (Rm 5.20) Você crê em Deus acerca disto? Você pode agora mesmo parar com suas obras e descansar no irrestrito e gratuito favor de Deus? "Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse" -- sim, e esta "pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor." (Rm 5.21) Não foi somente a graça que reinou -- isto teria sido indiferença para com o pecado; tampouco foi só a justiça que reinou, pois então o pecador deveria ter sido condenado; mas a graça pela justiça. Sim, ela reina, e reina absoluta para vida eterna.

Porém, se somos constituídos justos por Cristo e em Cristo, totalmente aparte de quaisquer obras que pratiquemos, tendo os pecados perdoados, e o pecado não imputado a nós -- surge então uma questão quanto à justiça prática -- devemos nós continuar na prática do pecado? Os inimigos da graça de Deus sempre levantam esta questão, ou a colocam como uma acusação de que aqueles que aceitam as doutrinas da graça soberana de Deus, insinuam poder viver no pecado para que a graça abunde. Esta é uma acusação tão comum em nossos dias como era a que, naqueles dias, os fariseus lançavam contra o apóstolo. No próximo capítulo (Romanos 6) temos a resposta inspirada a essa calúnia tão usual. Mas descanse assegurado de que nada menos do que a abundante graça pode dar descanso à alma.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Amor de Deus

(Comentário Romanos 5)

"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. "
Romanos 5:3-5

O Espírito Santo nos é dado porque Jesus terminou a obra da redenção; e, estando Ele agora glorificado, somos selados pelo Espírito, e o amor de Deus é derramado em nossos corações. Sendo assim, supor que o Espírito Santo venha a ser dado por causa de nossos esforços, nossa experiência ou devoção própria, é desprezar a perfeita obra de Cristo. No entanto, acontece justamente o contrário; toda essa bendita experiência vem por causa do amor de Deus ser derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Suponha que você fosse convidado para jantar com Sua Majestade, a Rainha, e que ela dispenssasse a você toda a atenção e gentileza possíveis; e que, ao invés de você desfrutar daquela gentileza, passasse a expressar, diante dos presentes, o desejo sincero de ter uma rainha, e uma rainha que lhe demonstrasse gentileza. O que ela, ou qualquer outra pessoa, pensaria de uma tal conduta? Só pessoas cegas e surdas poderiam cometer um engano assim. Não há dúvida de que aqueles que conhecessem melhor uma rainha assim, mais leais seriam; e aqueles que sabem que o amor de Deus é derramado em seus corações pelo Espírito Santo que lhes é dado, irão amar a Deus mais ainda, e terão essa bendita experiência por causa daquilo que já receberam dEle.

O que dizer do que é espiritualmente cego e surdo que nada pode perceber do amor de Deus para conosco, ou de como ele é derramado em nossos corações, mas que acaba transformando esta passagem em legalismo, pensando e dizendo que Deus nos amará enquanto nós O amarmos? Que quanto mais amarmos a Deus, mais Ele nos amará?! Tal pensamento encontra-se na raiz de uma grande parcela do vão esforço que é o de buscar santidade no homem. Muitos ficariam surpresos se vissem isto colocado de forma nua e crua. O que você diria de ter que se esforçar para tornar sua carne santa a fim de que Deus pudesse amar você? E não é isto o que milhares de pessoas estão tentando fazer? Será que isto não é repetir, na prática, o velho pensamento de que EU preciso ser santo a fim de que Deus me ame? Certamente que a carne deve ser subjugada, mas não para que Deus me ame, e sim porque Ele me ama. Vamos agora considerar como Ele nos tem amado, e em que estado nos encontrávamos quando Ele nos amou.

"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios." (Rm 5.6) Será que nossos corações já se renderam a este fato? Nós não éramos apenas culpados, mas não tínhamos forças, éramos incapazes de melhorar. Enquanto estávamos exatamente nessa condição, nos foi demonstrado o amor infinito: Cristo "morreu a seu tempo pelos ímpios". Não existiam outros meios possíveis para Deus justificar o ímpio, senão pelo Seu Filho morrendo pelo ímpio. Sim, é exatamente nisto que o amor de Deus vem resplandecer em nosso favor. "Mas Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." (Rm 5.8) Será que isto aconteceu sobre o princípio de que quanto mais amamos a Deus, mais Ele nos amará? Poderá haver maior exibição do Seu amor do que esta: "Cristo morreu por nós"? Impossível! No entanto, isso aconteceu quando éramos ainda pecadores.

Oh, pare um pouco e medite no amor de Deus para conosco. Sim, não em um amor nosso para com Deus que pudesse existir primeiro. Não que tenhamos amado a Deus, mas que Ele assim nos amou. Quanto mais isto tomar posse de nossas almas, mais iremos amá-Lo.

Será que você está dizendo que tudo isso é verdade com respeito ao passado, mas que podemos fracassar no futuro, e então Deus deixaria de nos amar? Não, absolutamente; será que após havermos conhecido o amor de Deus, seríamos por fim abandonados à eterna ira? Vamos ouvir a resposta do Espírito Santo para esta questão tão solene. Se Deus dispensou de tal modo o Seu amor para conosco, a ponto de, quando ainda éramos pecadores, Cristo haver morrido por nós, "logo muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira". (Rm 5.9) Preste atenção: "sendo justificados pelo Seu sangue" é algo que nunca muda; não se trata de termos sido justificados uma vez pelo Seu sangue, e precisarmos ser justificados novamente, mas, "sendo justificados" é algo que sempre permanece. Seu sangue é sempre o mesmo diante de Deus, tendo feito expiação por todos os nossos pecados. Não há alteração. Portanto, não apenas somos, como "seremos por Ele salvos da ira". Oh, infinita e preciosa graça!

Charles Stanley. Fonte: http://www.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

Romanos 5


Rm 5:1-2 Que paz invade nosso coração. Através de Cristo, nós, pecadores perdoados, somos elevados e introduzidos bem na glória de Deus.

Rm 5:1-11 Nunca diga a um pecador para fazer sua paz com Deus (ou "fazer as pazes"). A paz foi feita na cruz do Calvário (Cl 1:20). A paz se torna nossa pela fé.

Rm 5:10 Repare nos dois aspectos da Salvação que vem de Deus. Em um aspecto (o passado), ela veio através da morte do Senhor Jesus. No outro aspecto (o presente) ela é por intermédio da vida do Senhor Jesus agora. Até o final do versículo 11 o assunto tem sido os "pecados" (e não o "pecado"). Mas a partir do versículo 12 é falado do "pecado". O "pecado" é a natureza caída; os "pecados" são os atos desta natureza. O "pecado" é a raiz; os "pecados" compõem o fruto.

Rm 5:12-21 Adão era uma figura da velha vida. Cristo é a nova vida. Cada um é cabeça de uma família. Todos nós nascemos uma vez dentro da família de Adão. Devemos nascer de novo na família de Cristo. "Pecado", "transgressão", "desobediência", "condenação" e "morte" aparecem em contraste (em oposição) a "justiça", "justificação" e "obediência". Estamos todos em uma ou outra posição.

Rm 5:21 O pecado é como um rei. Como um senhor de escravos. Éramos escravos. O pecado é um poder fora de nós. É um inimigo. O mundo hoje, separado de Cristo, está sob o poder ou controle do pecado. Cristo teve que descer e vencer o pecado em seu próprio território (Rm 8:3). Se você está em Cristo (se é um crente nEle) você entrou nesta vitória, e está liberto desse terrível poder do pecado - (Rm 6:18; 7:24-25). Mas agora a "graça" é o rei. A graça reina! Todavia ainda não estamos livres da presença do pecado. O capítulo 5 nos fala do que temos por intermédio de Cristo. O capítulo 6 do que somos em Cristo.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Romanos 4


Hoje uma outra palavra começa a ser usada com grande destaque, "fé", que significa "crer, acreditar". Mas sempre (no Novo Testamento) relacionada a Deus, ou Cristo ou a coisas espirituais. Os pecadores só podem ser limpos de seus pecados pela fé. Nunca por obras. 

Rm 4:1 Abraão é apresentado como o maior exemplo de fé. Ele creu em Deus. 

Rm 4:2-8 A fé em Deus é algo totalmente diferente do fazer boas obras. Estas jamais podem salvar uma pessoa. 

Rm 4:9-22 Abraão recebeu, de Deus, promessas de bênção antes que houvesse uma nação Judaica (portanto estas promessas não dependem da lei, mas da fé - de crer em Deus). 

Rm 4:23-25 O mesmo se refere a nós. Somente a fé (crer) na obra de de Cristo salva nossa alma.


---------------


"Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Rm 4.3) Esta é a resposta da Escritura e o princípio sobre o qual um homem pode ser justificado sem as obras da lei. Abraão creu em Deus, e isso (sua fé) lhe foi imputado como, e não para, justiça.

Uma grande parcela da compreensão depende do verdadeiro significado da palavra que é traduzida como "imputado" neste capítulo. No original, significa "reconhecido como tal", ou "estimado como tal". O significado não é simplesmente o de "imputado" ou "colocado em conta" de uma pessoa; a palavra que tem este significado é encontrada somente duas vezes no Novo Testamento, em Romanos 5.13: "Mas o pecado não é imputado, não havendo lei". Não é colocado em conta da pessoa como sendo uma transgressão da lei, quando nenhuma lei foi dada para que pudesse assim ser transgredida. Ela é traduzida melhor e mais corretamente em Filemon 18: "Se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta", ou seja, impute isso a mim.

Vamos dar uma ilustração das duas palavras. Uma coisa é quando dizemos que determinada pessoa depositou um certo valor na conta de outra; foi colocado na conta dela. Outra, quando um nobre se casa com uma mulher pobre. Será ela considerada pobre depois disso? Ela não tem um centavo de si mesma, mas é considerada, ou reconhecida como, tão rica quanto seu marido; ela é judicialmente reputada assim, ou reconhecida assim. Abraão creu em Deus, e isso foi reconhecido como justiça. Talvez isto possa ser visto confirmado em Abel. "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons", etc. (Hb 11.4) Em ambos os casos o princípio da fé é o mesmo. Abel creu em Deus, e trouxe o sacrifício. Abraão creu em Deus. Ambos foram considerados como justos. E isto não sobre o princípio das obras, não sobre o terreno do que Abraão ou Abel eram para Deus, mas Deus imputou-lhes a fé como justiça. "Mas aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe imputada como justiça." (Rm 4.5)

Outro dia encontrei um homem idoso, com cabelos brancos como a neve, e disse-lhe:

-- Você professou a Cristo, de um modo ou de outro, por muitos anos, e mesmo assim não sabe se tem vida eterna; você não tem certeza se está justificado e, se morrer, não tem a certeza de que vai partir para estar com Cristo.

Seu idoso semblante descaiu; ele respondeu-me:

-- Isto é totalmente verdade.

-- Permita-me, então, que lhe diga a razão disso. Você nunca chegou a ver o ponto de partida de Deus. Você tem se esforçado por todos esses anos, de um modo ou de outro, para ser piedoso, crendo que Deus justifica aquele que é piedoso. Você nunca chegou a crer que Deus justifica o ímpio, e é aí que está o ponto de partida. A piedade virá depois. "Mas aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça." (Rm 4.5)

-- Eu nunca antes enxerguei a coisa assim -- disse-me o velho homem.

Você já tinha visto isso antes, e crido em Deus que justifica o ímpio? Talvez você tenha estado se esforçando há muito tempo para ocupar o lugar de um homem piedoso diante de Deus pelas ordenanças dos homens, e pelas assim chamadas boas obras, tentando por todos os meios falsificar esta passagem das Escrituras. Sim, com frequência leva-se toda uma vida de fracasso para fazer uma alma chegar a este verdadeiro ponto de partida de graça. Certamente deve ser baseado em algum princípio diferente da lei o fato de Deus poder justificar o ímpio. Não àquele que pratica, mas ao que crê.

Charles Stanley. Fonte: http://www.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

domingo, 2 de setembro de 2012

Romanos 3

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/3

O assunto do pecado continua. Deus está provando que o pecado está em todos. Todos pecaram (vers. 23) seja Judeu ou Gentio - não há diferença (vers. 22). 

Rm 3:10-18 Tirados de sete diferentes passagens do Antigo Testamento, estes versículos provam que toda a raça humana, em todas as épocas, se apresenta como culpada diante de um Deus santo. (Paulo deve ter lido cuidadosamente o Antigo Testamento). 

Rm 3:21-final Um grande "MAS", e Deus mostra aqui o grande contraste. Ele nos dá uma Pessoa - Seu Filho amado - para nos adquirir de volta - (nos redimir) para Ele. 

Rm 3:9 Todos estão debaixo do pecado, mas o Senhor Jesus foi feito pecado por nós, 2 Co 5:21. Veja também 1 Pd 2:24. Que grande foi o preço para eliminar o pecado!

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/04/romanos-3.html ou http://www.stories.org.br/chaday/

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Romanos 2


Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/2 ou http://www.youversion.com/pt-BR/bible/rom.2.arc_1-pt

Rm 2:1-16 Os Gentios cultos ou educados.

Rm 2:2 Deus julga em conformidade com a verdade. No vers. 6 de acordo com as obras (o que fizeram).

Rm 2:11 Sem favorecer uma pessoa em detrimento de outra. Vers. 16 - em conformidade com o evangelho que Paulo pregava. O capítulo todo mostra que quanto mais luz uma pessoa tem, maior o castigo se ela não aceitar o dom de Deus. As pessoas dizem "sim, mas e os pagãos?". Este capítulo coloca as coisas nos seus devidos lugares. Devíamos dizer a uma pessoa assim, "mas e você?"

Rm 2:17-final Os Judeus - eles eram muito mais responsáveis porque Deus lhes havia dado a lei, a Sua palavra.

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/04/romanos-2.html ou http://www.stories.org.br/rm_p.html

Arrependimento pela bondade de Deus


"Ou desprezas tu as riquezas da Sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?" (Rm 2.4) Quantos são os que estão agindo assim? No entanto, a maneira como o arrependimento é pregado tende a levar os homens a desprezarem e ignorarem completamente a maravilhosa graça de Deus. Muitos pregam o arrependimento como se fosse uma obra para a salvação, como se precedesse a fé nas riquezas da bondade de Deus. Mas é por conhecermos, e crermos na bondade de Deus em ter enviado Seu Filho amado para morrer por nossos pecados, que somos levados ao arrependimento. É isto que produz arrependimento em nós. Na verdade, é só pelo conhecimento das profundezas às quais Ele teve que descer para nos salvar, que podemos conhecer as profundezas de nosso pecado e culpa.

Desta forma, a bondade de Deus nos leva a uma completa mudança de atitude; a um completo juízo de nós mesmos, em profunda aversão aos nossos pecados e total confissão deles a Deus, produzindo em nós, ao mesmo tempo, uma completa mudança de pensamento acerca de Deus. Assim, a diferença entre verdade e erro é esta: Não é nosso arrependimento que nos leva à bondade de Deus, ou a torna válida para nós, mas é a bondade de Deus que nos leva ao arrependimento; que produz arrependimento em nós. Oh, cuidado para não desprezar a graça de Deus e acabar entesourando "ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus". (Rm 2.5) Note bem que, ou é a bondade de Deus agora, e arrependimento aqui, ou então o justo juízo de de Deus naquele dia reservado para a ira.

Charles Stanley. Fonte (inglês): http://bibletruthpublishers.com/romans-2/charles-stanley/on-the-epistle-to-the-romans/la61467

domingo, 19 de agosto de 2012

Romanos 1


Agora nos ocupamos de um livro do Novo Testamento que, em certos aspectos, equipara-se a Gênesis. Naquele livro tivemos a primeira criação - a criação física. Em Romanos lemos da nova criação - Cristianismo - a obra completa de Cristo. Romanos nos apresenta a verdade fundamental da posição de todo crente, assim como Gênesis nos apresenta a verdade fundamental da primeira criação. Gênesis nos fala das origens de nosso nascimento físico. Romanos nos apresenta a origem de nosso nascimento espiritual. O Senhor Jesus que é o Criador do primeiro, é o Consumador do segundo. Em Jo 3:6-7 ambos são apresentados juntos. Em Gênesis, um homem desobedeceu até a morte (Rm 5:19); em Romanos, um Homem obedeceu até a morte (o mesmo versículo). Na primeira criação a desobediência a Deus é a própria natureza do homem caído; na segunda criação, a obediência é a própria natureza de uma pessoa redimida (1 Pd 1:2).

Rm 1:3 As boas novas de Deus (o evangelho) dizem respeito a Seu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor.

Rm 1:5 Obediência vem de Cristo, O qual foi totalmente obediente a Deus Pai. Leia a primeira parte de Jo 8:29. Se não estivermos obedecendo a Palavra de Deus, não estamos vivendo a vida certa que Deus planejou para nós.

Rm 1:7 Todo crente é um santo, embora seja um santo infeliz se não estiver obedecendo a Palavra de Deus.

Rm 1:17-18 "Justiça" significa o modo como Deus torna um pecador perfeito aos olhos de Deus. A ira de Deus contra o pecado foi toda gasta na cruz para qualquer um que aceite a Cristo como Salvador. Com Deus não restou mais nada além de amor para com aqueles que crêem nEle! Quando um juiz absolve um homem, o torna legalmente justo, mas não transforma aquele homem em uma pessoa diferente. Quando Deus aceita um pecador Ele transforma aquela pessoa. Ele a justifica. Ele a coloca em uma posição completamente nova. Ele a vê sem pecado em si mesma. Ele a vê em Cristo.

Rm 1:18-32 Por outro lado, Deus está irado com todos aqueles que rejeitam a Sua justiça. Todas as pessoas do mundo são mencionadas. O pecado arruinou a todos.

Rm 1:19-20 Ninguém pode dizer que Deus não seja justo nisso tudo. Uma pessoa que nunca tenha escutado o evangelho não será responsabilizada por isso. Mas será tida por responsável por aquilo que Deus lhe tiver falado através da natureza. As pessoas são inescusáveis. Do versículo 19 ao 2:16 Deus está falando das terras pagãs (os Gentios).

Postagens populares