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quinta-feira, 23 de junho de 2016

A Conversão de Saulo de Tarso

Nenhum evento no progresso da história da igreja a afeta tão profundamente, ou tão felizmente, quanto a conversão de Saulo de Tarso. De principal dos pecadores ele se tornou o principal dos santos - do mais violento opositor de Cristo ele se tornou o mais zeloso defensor da fé - como inimigo e perseguidor do nome de Jesus na Terra, ele era o "principal"; todos os outros, em comparação a ele, eram subordinados (Atos 9; 1 Timóteo 1).

É bastante evidente, a partir do que ele fala sobre si mesmo, que ele acreditava que o judaísmo era não só divino, mas a perpétua e imutável religião de Deus para o homem. Seria difícil explicar a força de seus preconceitos judaicos sobre qualquer outro princípio. Portanto, todas as tentativas de pôr de lado a religião dos judeus, e de introduzir outra, ele considerava como sendo algo do inimigo, devendo ser arduamente combatidas. Ele tinha ouvido o nobre discurso de Estêvão - ele tinha testemunhado sua morte triunfante - mas sua subsequente perseguição aos cristãos mostrou que a glória moral daquela cena não o havia impressionado de maneira séria em sua mente. Ele foi cegado pelo zelo; mas o zelo pelo judaísmo agora era um zelo contra o Senhor. Neste exato momento ele estava "respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor" (Atos 9:1).

Ouvindo que alguns dos santos perseguidos haviam encontrado um abrigo em Damasco, uma antiga cidade da Síria, ele se convenceu a ir até lá e trazê-los de volta a Jerusalém como criminosos. Para este fim, ele recebeu cartas do sumo sacerdote e do conselho de anciãos, de que ele poderia trazê-los presos a Jerusalém para serem punidos (Atos 22, 26). Ele, então, se torna o próprio apóstolo da malícia judaica contra os discípulos de Jesus - ignorantemente, sem dúvida, mas ele se fez o missionário voluntário deles.

Com sua mente forjada até o tom mais violento do zelo perseguidor, ele segue em sua memorável jornada. Inabalável em seu apego fervoroso pela religião de Moisés, e determinado a punir os convertidos ao cristianismo como apóstatas da fé de seus ancestrais, ele se aproxima de Damasco. Mas lá, na plena energia de sua louca carreira, o Senhor Jesus o detém. Uma luz dos céus, mais forte que a luz do sol, brilha em torno dele, e o subjuga com seu brilho ofuscante. Ele cai por terra - com a vontade quebrada, a mente subjugada, o espírito humilhado, e completamente mudado. Seu coração é agora sujeito à voz que fala com ele. Raciocínio, extenuação e auto-justificação não têm lugar na presença do Senhor.

Uma voz da magnífica glória disse-lhe: "Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues." (Atos 9:4-5). Então o Senhor Jesus, mesmo estando no Céu, declara que Ele próprio é ainda identificado com Seus discípulos na Terra. A unidade da igreja com Cristo, sua Cabeça nos céus, a semente da bendita verdade do "um só corpo", é resumida nessas poucas palavras: "Saulo, Saulo, por que me persegues? ... Eu sou Jesus, a quem tu persegues." Estar em guerra contra os santos é o mesmo que estar em guerra contra o próprio Senhor. Que bendita verdade para o crente, mas quão solene para o perseguidor!

A visão que Saulo tinha visto e a terrível descoberta que ele tinha feito o absorveram completamente. Ele fica cego por três dias, e não pode comer nem beber. Então ele entra em Damasco, cego, quebrantado e humilhado pelo solene juízo do Senhor! Quão diferente daquilo que ele pretendia! Ele agora se une à companhia daqueles que ele tinha resolvido exterminar. No entanto, ele entra pela porta, e humildemente toma seu lugar entre os discípulos do Senhor. Ananias, um discípulo fiel, é enviado para confortá-lo. Ele recebe sua vista de volta, é cheio do Espírito Santo, é batizado, e então é alimentado e fortalecido.

Alguns pensam que o Senhor dá, na conversão de Paulo, não somente uma amostra de Sua longanimidade, como em todo o pecador que é salvo, mas também um sinal da futura restauração de Israel. Paulo nos conta, ele próprio, ter obtido misericórdia porque ele fez tudo aquilo em ignorante incredulidade - e tal será a mesma situação de Israel nos últimos dias quando receber misericórdia. Como nosso próprio Senhor orou por eles: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34). Pedro também diz: "E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes" (Atos 3:17)

Mas, como o apostolado de Paulo difere, em muitos aspectos, do apostolado dos doze, será necessário observá-lo mais um pouco. A menos que essa diferença seja compreendida, o verdadeiro caráter da presente dispensação poderá não ser apreendida de maneira tão consistente.

A. Miller. Fonte: http://a-historia-da-igreja.blogspot.com.br/2014/08/a-conversao-de-saulo-de-tarso.html

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Atos 9

Estar reunido para o nome do Senhor não se trata da sabedoria de um grupo de indivíduos, mas trata-se do desfrutar daquilo que é prometido em Mt 18:20.

ATOS 9

At 9:1-22 A conversão de Saulo (Paulo). O Senhor Jesus no céu disse a Saulo que as pessoas que ele estava perseguindo eram parte dEle próprio! O Senhor Jesus nunca tinha sido visto por Saulo na Terra. Mas agora Ele é revelado a Saulo da glória do céu. Repare nos versículos 20 e 22 o assunto de sua pregação.

At 9:23-25 Teria a conversão de Paulo um bom efeito sobre os outros Judeus, por ser ele um membro ativo daquela seita? Eles tentam matá-lo! As circunstâncias não convencem pessoas não salvas... somente Cristo, pelo Espírito Santo.

At 9:26-31 Alguns anos haviam se passado quando isto ocorre (Gl 1:15-19). Os crentes andavam no temor do Senhor. Que contraste com uma pessoa não salva (Rm 3:18). Eles não conhecem "o Senhor".

At 9:32-43 Continua a pregação de Pedro. Ele cura Enéias por meio do uso de um nome, não de seu próprio nome. Mesmo que não tenha usado aquele nome ao ressuscitar Tabita (Dorcas) de entre os mortos, repare a quem as pessoas se voltaram (vers. 42).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/at_p.html

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Romanos 5


Rm 5:1-2 Que paz invade nosso coração. Através de Cristo, nós, pecadores perdoados, somos elevados e introduzidos bem na glória de Deus.

Rm 5:1-11 Nunca diga a um pecador para fazer sua paz com Deus (ou "fazer as pazes"). A paz foi feita na cruz do Calvário (Cl 1:20). A paz se torna nossa pela fé.

Rm 5:10 Repare nos dois aspectos da Salvação que vem de Deus. Em um aspecto (o passado), ela veio através da morte do Senhor Jesus. No outro aspecto (o presente) ela é por intermédio da vida do Senhor Jesus agora. Até o final do versículo 11 o assunto tem sido os "pecados" (e não o "pecado"). Mas a partir do versículo 12 é falado do "pecado". O "pecado" é a natureza caída; os "pecados" são os atos desta natureza. O "pecado" é a raiz; os "pecados" compõem o fruto.

Rm 5:12-21 Adão era uma figura da velha vida. Cristo é a nova vida. Cada um é cabeça de uma família. Todos nós nascemos uma vez dentro da família de Adão. Devemos nascer de novo na família de Cristo. "Pecado", "transgressão", "desobediência", "condenação" e "morte" aparecem em contraste (em oposição) a "justiça", "justificação" e "obediência". Estamos todos em uma ou outra posição.

Rm 5:21 O pecado é como um rei. Como um senhor de escravos. Éramos escravos. O pecado é um poder fora de nós. É um inimigo. O mundo hoje, separado de Cristo, está sob o poder ou controle do pecado. Cristo teve que descer e vencer o pecado em seu próprio território (Rm 8:3). Se você está em Cristo (se é um crente nEle) você entrou nesta vitória, e está liberto desse terrível poder do pecado - (Rm 6:18; 7:24-25). Mas agora a "graça" é o rei. A graça reina! Todavia ainda não estamos livres da presença do pecado. O capítulo 5 nos fala do que temos por intermédio de Cristo. O capítulo 6 do que somos em Cristo.


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