domingo, 11 de julho de 2021

Conheça um ladrão que foi para o céu

Eu gostaria que você conhecesse um ladrão que foi para o céu!

Quando Jesus foi crucificado na cruz, havia um ladrão pendurado em cada lado d’Ele. A um deles Ele disse: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43).

Por que um ladrão foi para o céu e o outro para o inferno? O que aquele fez para salvar sua alma?

Lembre-se de que seus braços e pernas foram pregados na cruz; portanto, ele...

• não pôde comungar;

• não pôde ser batizado;

• não pôde filiar-se a uma igreja;

• não pôde ler um livro de orações;

• não pôde dar dinheiro para a igreja ou instituição de caridade;

• não pôde alegar sua própria bondade ou tentar o autoaperfeiçoamento;

• não pôde ligar para seu pastor ou padre.

Na verdade, muitos atos que algumas pessoas enfatizam como necessários para a salvação, como se fossem uma espécie de “bilhete de passagem direta” para o céu, ele não poderia executar. Todos esses “não pôde” não o impediram de ir para o céu. Por quê? Porque Deus trabalhou em seu coração. Ele respondeu, em seu coração, a várias coisas com base no que observou sobre o Senhor Jesus Cristo.

1. Ele se arrependeu. Ele reconheceu sua pecaminosidade para o outro ladrão e para Cristo. Ele disse: “E nós [ladrões], na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam” (Lucas 23:41).

A Bíblia diz: “Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3).

2. Ele creu e recebeu o Senhor Jesus Cristo como o Salvador do mundo e de sua própria alma.

A Bíblia diz: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:31).

3. Ele confessou sua fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus sem pecado. Ele disse ao ladrão incrédulo: “Este [Jesus] nenhum mal fez” (Lucas 23:41).

A Bíblia diz: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).

Lembre-se, o ladrão arrependido respondeu com fé ao testemunho que Deus lhe deu. O que ele fez, você também pode fazer.

• Você pode se arrepender de seus pecados.

• Você pode acreditar em Jesus e recebê-Lo como seu Salvador pessoal.

Mas não espere até a hora da morte, como o ladrão fez.

“Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2 Coríntios 6:20). Jesus Cristo disse: “Eu sou o caminho... ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). O arrependimento para com Deus e a fé no Senhor Jesus Cristo conduzem à verdadeira salvação.

• Você pode confessar a Cristo publicamente diante de seus amigos e parentes.

A confissão do Senhor Jesus é a manifestação natural de um coração que confia em Cristo para a salvação.

Você dará esses três passos HOJE? 

Fonte

sábado, 10 de abril de 2021

O que é a Grande Tribulação? Tem alguma coisa a ver com a pandemia?

Alguém me perguntou sobre a grande tribulação, e que relação esse assunto poderia ter com a atual situação do mundo, principalmente no que diz respeito à pandemia. A fim de talvez ajudar mais pessoas que possuem dúvida e relação a este assunto, segue o que lhe escrevi:

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Essas tribulações que estamos passando nem se comparam ao que ainda virá para este mundo. Além disso, "tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Romanos 8:18). Na verdade tribulações sempre teremos em nossa vida. Deus as usa para nos ensinar, nos moldar cada vez mais em semelhança com Ele, e para um dia, quando chegarmos ao céu, vermos como o Senhor foi bom.

Essa pandemia é só mais uma das muitas tribulações em grande escala que este mundo já passou. Epidemias, guerras, catástrofes, sempre ocorreram. Na verdade vivemos em uma época e local onde até que há bastante tranquilidade, no que diz respeito a nossa segurança física, comparado a outras épocas e lugares na história (vide peste negra, gripe espanhola, guerras mundiais, terremotos e tsunamis em lugares específicos, etc). Então, sim, o Senhor está permitindo essa pandemia e creio que esteja usando isso para despertar muita gente, levando muitos à conversão e também servindo como ensino para os que já creem em vários e diferentes aspectos da vida de cada um, que só Ele sabe. Mas nem de perto isso é a Grande Tribulação da qual lemos na profecia bíblica, que será muito pior: "Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver" (Mateus 24:21).

A Igreja não vai passar pela grande tribulação, e isso é explicado por meio do estudo de várias passagens (inclusive as 70 semanas de Daniel, o qual faço um resumo mais abaixo). No entanto, uma passagem que foi dada justamente para nos dar esse consolo de que não devemos temer a ira que virá sobre este mundo é esta: "...vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e ESPERAR DOS CÉUS o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que NOS LIVRA DA IRA FUTURA" (1 Ts 1:9-10). É essa a esperança do cristão: esperar a vinda do Senhor para nos levar para as moradas celestiais na casa do Pai, que Ele está preparando para nós (leia João 14:1-3), e sabermos que não passaremos por essa ira futura que cairá sobre o mundo, que é essa grande tribulação que virá. Podemos ter certeza também de que não estaremos por aqui na grande tribulação ao sabermos que a Igreja será arrebatada antes da vinda do anticristo, como lemos em 2 Ts 2:6-8: "somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo". Quem retém o iníquo, o filho da perdição, o homem do pecado? Só pode ser o Espírito Santo, que atualmente está habitando aqui na Terra após ter descido no dia de Pentecostes e formado a Igreja (conjunto de todos os salvos pela fé em Cristo). Ele (o Espírito) habita na Igreja e em cada crente individualmente, e nunca os deixará. "E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador (o Espírito Santo), para que fique convosco para sempre" (João 14:16). Portanto, se antes de ser revelado o anticristo, o Espírito será retirado da Terra, então a Igreja (todos os salvos) também será retirada juntamente com Ele para encontrar o Senhor nos ares (leia 1 Ts 4:13-18). Logo, sabendo disso, é impossível que a Igreja vá passar pela grande tribulação. Esse é um grande consolo que temos pela Palavra de Deus, que infelizmente muitos cristãos não têm devido a falsas doutrinas espalhadas pela Cristandade.

Mas vamos lá para uma explicação um pouco melhor sobre o que será a grande tribulação. Está longe de ser uma explicação completa, mas talvez sirva para você ter uma ideia:

A grande tribulação, mais especificamente, é a segunda metade da última semana das 70 semanas da profecia de Daniel. No caso, essa semana é uma semana de anos (ou seja, 7 anos) que ainda vai ocorrer. Um estudo completo seria bem longo, mas vou tentar dar um resumo. Primeiro, vamos ler em Daniel 9:24-27:
"
24. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.
25. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
26. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.
27. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.
"
Veja que no primeiro versículo (v. 24) ele fala de certas coisas que vão ocorrer ao final dessas 70 semanas (cessar a transgressão, trazer justiça eterna, etc.), que estão relacionados à santa cidade do povo de Daniel ("teu povo", ou seja, o povo de Daniel). Quem era esse povo de Daniel? Os judeus. Que santa cidade é essa? Jerusalém. Se formos pensar, essas coisas ainda não tiveram seu total cumprimento. As promessas dadas aos judeus no Antigo Testamento, que serão concretizadas no reino de 1000 anos de Cristo (o Milênio), que será um reino de justiça e paz na Terra, ainda não se concretizaram. Isso, por si só, já descarta a ideia de que todas as 70 semanas já se passaram. Mas vamos continuar a leitura da passagem para entender melhor.




No versículo 25 temos que entender um pouco do contexto em que se encontrava Daniel. Ele estava, junto com o restante dos judeus, cativo na Babilônia, após a cidade de Jerusalém e o templo ter sido destruído. No v. 25, Deus fala de um período de tempo que vai desde a "ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém" até o Messias, que daria 69 semanas (7+62 semanas). Este período é o que vai desde o momento em que rei Artaxerxes liberta os judeus (por volta do ano 455 a.C.), até a primeira vinda e crucificação do Senhor Jesus (por volta do ano 29 d.C.). 69 semanas de anos são 483 (69x7) anos. No v. 26, diz que depois dessas 69 semanas (7+62), o Messias seria cortado, o que fala da morte de Cristo. Em seguida fala que o povo do príncipe, que havia de vir (os romanos), destruiria a cidade e o santuário (o templo de Jerusalém). Isso aconteceu no ano 70 d.C., com a invasão do general romano Tito e a destruição e dispersão dos judeus.

Portanto, até aqui podemos ver que as primeiras 69 semanas (483 anos) já se passaram, terminando com a morte do Messias e a destruição de Jerusalém e do templo. Agora vem o versículo 27, que fala da última semana, na qual haverá uma aliança que o mesmo príncipe que destruiu a cidade (imperador romano) fará com muitos (judeus), e que na metade dessa última semana de 7 anos fará cessar o sacrifício e a oblação. Também diz que virá o assolador, que vai permanecer até a consumação (o fim deste mundo, ou fim deste século/época), e que sobre tal assolador será derramado o juízo de Deus que já está determinado. 

Certo, notemos algumas conclusões que podemos tirar a partir disso: Primeiramente, essa última semana (de 7 anos) não pode já ter acontecido... Por quê? Primeiro, porque nos primeiros 3 anos e meio dessa semana os judeus estarão fazendo sacrifícios e oblações, que serão em seguida impedidas pelo assolador. Mas veja bem: qual é o único lugar em que os judeus podem fazer sacrifícios? No templo de Jerusalém!! Ou seja, no início dessa última semana, o templo de Jerusalém estará em pé. Como sabemos que ele foi destruído no ano 70 d.C., então a única explicação é que essa última semana ainda não ocorreu. Outra prova disso é que fala do assolador, que está relacionado à manifestação do anticristo e da besta. Estes também não podem ter já vindo, pois será necessário primeiro que o Espírito Santo e a Igreja sejam tirados deste mundo antes que venha o anticristo (leia 2 Ts 2:6-8, que já citei antes). 

Portanto, a última semana de 7 anos ainda não aconteceu. É como se após a morte de Cristo e a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., o "relógio" da profecia de Daniel tenha parado de contar. Isso porque Deus cessou de tratar com os judeus como seu povo, por eles O terem rejeitado, e agora está tratando com um outro povo, a Igreja (Leia Rm 11:25-27, onde fala exatamente dos judeus terem sido deixados de lado por algum tempo, mas que ainda virá uma restauração para eles). Mas virá o dia em que a Igreja será tirada da Terra (o arrebatamento), e então Deus voltará a tratar com Israel, o que dará início aos 7 anos que faltam. Este será o período em que Deus exercerá seu juízo sobre o próprio Israel (por terem rejeitado e crucificado a Cristo, embora haverá um remanescente de judeus que irá crer) e sobre as nações da Terra que também rejeitarem a Cristo.

Certo, o que mais sabemos sobre esses 7 anos? Existem várias passagens no Antigo Testamento, nos evangelhos e no Apocalipse (que a partir do cap. 4 até o cap. 19 trata justamente dessa época). Mas uma das passagens mais evidentes é Mateus 24, que fala exatamente de coisas que acontecerão na Terra nesse período. Nesse mesmo capítulo, esses 7 anos são divididos em duas partes: o princípio das dores (v. 8), e a grande tribulação (ou grande aflição, v. 21). Por outras passagens (incluindo Daniel, que fala sobre a metade da semana), descobrimos que o princípio das dores são os primeiros 3 anos e meio (primeira parte), e a grande tribulação são os últimos 3 anos e meio (última parte dos 7 anos).

Enfim, vou deixar alguns links para que você possa estudar e conferir na Palavra. Espero que tenha ajudado a esclarecer um pouco e tranquilizar o irmão. Esperamos o Senhor, e não a grande tribulação, disso você pode ter certeza: "Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Filipenses 3:20).

H. Monte-Alto

Links:
A 70ª Semana de Daniel - Os Sete anos de Tribulação ComeçamO arrebatamento nao seria depois da tribulacao?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Aparência

Alguns versículos sobre viver buscando apenas uma boa aparência perante as pessoas (inclusive perante os irmãos), ou se importar demais com isso:

"Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te." (2 Timóteo 3:5)

"... não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus." (Colossenses 3:22)

"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus" (Efésios 6:6)

"E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram" (Gálatas 2:6)

"Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo" (Gálatas 6:12)

"Por que vos carregam ainda de ordenanças?... as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne" (Colossenses 2:20,23)

"Mas damo-vos ocasião de vos gloriardes de nós, para que tenhais que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração" (2 Coríntios 5:12)

"Olhais para as coisas segundo a aparência?" (2 Coríntios 10:7)

"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça" (João 7:24).

"E houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior" (Lucas 22:24)

"E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens" (Mateus 23:5)

"E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão" (Mateus 6:5)

"Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 6:1)

"Dar importância à aparência das pessoas não é bom, porque até por um bocado de pão um homem prevaricará" (Provérbios 28:21)

"Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará" (Salmos 39:6)

"Como um sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles" (Salmos 73:20)

"Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (1 Samuel 16:7)

"Não havia, porém, em todo o Israel homem tão belo e tão aprazível como Absalão; desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum" (2 Samuel 14:25)



terça-feira, 21 de julho de 2020

A Transgressão Contra os Homens

(Comentário Levítico 5:14-27: OS SACRIFÍCIOS PELA CULPA)

A mesma lei referente a "um quinto" aplica-se ao caso de transgressão contra um homem, pois que lemos: "Quando alguma pessoa pecar e transgredir contra o Senhor* e negar ao seu próximo o que se lhe deu em guarda, ou o que se depôs na sua mão, ou o roubo ou o que retém violentamente ao seu próximo; ou que achou o perdido, e o negar com falso juramento, ou fizer alguma outra coisa de todas em que o homem costuma pecar, será, pois, que, porquanto pecou e ficou culpada, restituirá o roubo que roubou, ou o retido que retém violentamente, ou o depósito que lhe foi dado em guarda, ou o perdido que achou, ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá no seu cabedal e ainda sobre isso acrescentará o quinto; àquele de quem é o dará no dia de sua expiação" (capítulo 6:2-5).

{* Existe um princípio precioso ligado à expressão "contra o Senhor". Embora o caso em questão fosse de dano causado a um próximo, o Senhor vê-o como uma transgressão contra Si. Tudo deve ser encarado em relação com o Senhor. Pouco importa a quem concerne diretamente, Jeová deve ter o primeiro lugar. Assim, quando a consciência de Davi foi traspassada pela frecha da convicção, a respeito do seu procedimento para com Urias, ele exclama, "Pequei contra o Senhor" (2 Samuel 12:13). Este princípio não prejudica em nada os direitos do homem ofendido.}

Assim como Deus, também o homem ganha com a cruz do Calvário. Contemplando essa cruz, o crente pode dizer: "Pouco importa o muito que tenho sido prejudicado, as faltas que têm sido cometidas contra mim, até que ponto tenho sido enganado e o mal que me tem sido feito, ganho muito mais com a cruz. Não só me foi restituído tudo que havia perdido, mas muito mais".

Assim, quer pensemos no ofendido ou no ofensor, em cada caso somos igualmente surpreendidos com os triunfos gloriosos da redenção e os resultados práticos e poderosos daquele evangelho que enche a alma com a ditosa certeza de que todas as transgressões "são perdoadas" e que a raiz de onde brotaram essas transgressões foi julgada. "O evangelho da glória de Deus bendito" é unicamente o que pode enviar um homem ao meio de uma cena que foi testemunha dos seus pecados, suas transgressões e de suas injustiças — pode fazê-lo voltar para junto daqueles que, de qualquer modo, tenham sido vítimas dos seus maus atos, investido da graça, não apenas para reparar o mal feito, mas, muito mais, para permitir que a onda prática de benevolência inunde todos os seus caminhos; sim, para amar os seus inimigos, fazer bem aos que o odeiam, e orar por aqueles que o maldizem e perseguem. Tal é a graça preciosa de Deus, que atua em relação com o nosso grande Sacrifício da Expiação da Culpa e tais são os seus ricos e preciosos frutos!

Que resposta vitoriosa a dar ao questionador que poderia perguntar: "Permaneceremos no pecado para que a graça abunde?" A graça não somente corta o pecado pela raiz, como passa o pecador de um estado de maldição para um de bênção; de uma praga moral para uma conduta de misericórdia divina; de um emissário de Satanás para um mensageiro de Deus; de um filho das trevas para um filho da luz; de um caçador de prazeres para um ser que renuncia a si próprio e ama a Deus; de um escravo abjeto dos prazeres para um servo consagrado de Deus; de um escravo da vil cobiça para um servo dedicado de Cristo, de um avarento insensível para um benéfico provedor das necessidades dos seus semelhantes. Desprezemos, pois, as expressões jocosas frequentemente repetidas: "Não temos nada que fazer? Que maneira maravilhosamente fácil de se ser salvo, hein?". Que todos os que empregam uma tal linguagem considerem aquele que furtava transformado num abnegado doador e fiquem para sempre silenciosos (veja-se Ef 4:28). Não sabem o que quer dizer o vocábulo graça. Nunca sentiram as suas influências elevadas e santificadoras. Esquecem que, ao passo que o sangue do sacrifício da culpa do pecado purifica a consciência, a lei desse sacrifício manda o culpado àquele a quem tem prejudicado com o principal e o quinto em suas mãos. Nobre testemunho este, tanto para a graça como para a justiça do Deus de Israel! Bela manifestação dos resultados desse maravilhoso plano de redenção pelo qual o prejudicado se torna beneficiário! Se a consciência ficou tranquila pelo sangue da cruz quanto às reivindicações de Deus, a conduta deve também estar de acordo com a santidade da cruz quanto às reivindicações da justiça prática. Estas coisas nunca devem ser separadas. Deus juntou-as, e o homem não deve separá-las. Esta santa união nunca será dissolvida por qualquer coração governado pela pura moral do evangelho. Infelizmente, é fácil fazer profissão dos princípios da graça, enquanto que a sua prática e o seu poder são completamente renegados. É fácil falar do descanso do sangue do Sacrifício da Culpa do pecado enquanto "o principal" e "o quinto" são retidos. Mas isto é vão, e pior do que vão. "Qualquer que não pratica a justiça... não é de Deus" (1 Jo 3:10).

Nada pode desonrar tanto a pura graça do evangelho quanto a suposição de que um homem pode pertencer a Deus enquanto que a sua conduta e caráter não mostram os traços formosos da santidade prática. Todas as suas obras são conhecidas de Deus (Atos 15:18), sem dúvida, porém deu-nos na Sua Santa Palavra as provas pelas quais podemos discernir aqueles que Lhe pertencem. "O fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade" (2 Timóteo 2:19). Não temos o direito de imaginar que um malfeitor pertence a Deus. Os santos instintos da natureza divina revoltam-se ante tal suposição. As pessoas têm, por vezes, grande dificuldade em explicar certas obras más por parte daqueles que não podem deixar de considerar como cristãos. A Palavra de Deus resolve o assunto de uma forma tão clara e com tal autoridade que não deixa lugar para tais dificuldades. "Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus" (1 João 3:10). É bom recordar isto nestes dias de relaxamento e condescendência. Existe muita profissão superficial e sem influência contra a qual o cristão verdadeiro é convidado a resistir a dar testemunho severo — um testemunho resultante da contínua exibição dos "frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus" (Fp 1:11). É deplorável ver como tantos seguem o caminho batido — o caminho largo da profissão religiosa sem contudo manifestarem sinais de amor ou de santidade na sua conduta. Leitor crente, sejamos fiéis. Censuremos, por meio de uma vida de renúncia e genuína benevolência, o egoísmo e inatividade culpável de uma profissão cristã e contudo mundana. Que o Senhor conceda a todo o Seu verdadeiro povo graça abundante para estas coisas!

C. H. Mackintosh

quarta-feira, 15 de julho de 2020

A Transgressão contra Deus por Ignorância -- Parte 2

(Comentário Levítico 5:14-27: OS SACRIFÍCIOS PELA CULPA)

"Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda de mais acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim o sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ela e ser-lhe-á perdoado o pecado" (versículo 16). No acréscimo de um quinto, como é estipulado aqui, temos um aspecto do verdadeiro sacrifício da culpa, que é de se recear que seja pouco apreciada em geral. Quando pensamos em todo o mal e todas as ofensas que temos cometido contra o Senhor, e, mais, quando recordamos quão prejudicado Deus tem sido nos Seus direitos neste mundo iníquo, com que interesse devemos contemplar a obra da cruz como aquilo em que Deus reaveu não só o que havia perdido, como é também por esse meio beneficiário. Ganhou mais pela redenção do que perdeu pela queda. Recolhe uma mais rica seara de glória, honra e louvor, nos campos da redenção do que jamais poderia ter recolhido nos campos da criação. "Os filhos de Deus" podem entoar um cântico de louvor muito mais magnífico em redor do sepulcro vazio de Jesus do que jamais puderam entoar em vista da obra do Criador. O mal não só foi expiado perfeitamente como também ganhou-se uma vantagem eterna por meio da obra da cruz. Esta é uma verdade admirável. Deus tira proveito com a obra do Calvário. Quem poderia ter imaginado isto? Quando contemplamos o homem e a criação, da qual Ele era Senhor, jazendo em ruínas aos pés do inimigo, como poderíamos conceber que, do meio dessas ruínas, Deus pudesse recolher despojos mais ricos e nobres do que quaisquer que este mundo pudesse oferecer antes da queda? Bendito seja o nome de Jesus por tudo isto! É a Ele que tudo devemos. É por meio da Sua preciosa cruz que pode anunciar-se uma verdade divina tão maravilhosa. Seguramente, essa cruz encerra uma sabedoria misteriosa, "a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória" (1 Coríntios 2:8). Não é de admirar portanto que em volta dessa cruz e ao redor d'Aquele que foi crucificado nela estivessem sempre entrelaçados os afetos de patriarcas, profetas, apóstolos, mártires e santos. Não é de admirar que o Espírito Santo haja pronunciado esse solene e justo decreto: "Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata" (1 Coríntios 16:22). O céu e a terra farão eco com um grande e eterno amém a este anátema. Não é de admirar que fosse propósito estável e imutável da mente divina que "ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai" (Fp 2:10-11).

C. H. Mackintosh

segunda-feira, 13 de julho de 2020

A Transgressão contra Deus por Ignorância -- Parte 1

(Comentário Levítico 5:14-27: OS SACRIFÍCIOS PELA CULPA)

Estes versículos contêm a doutrina da Expiação da Culpa, da qual havia duas classes distintas, isto é, transgressões contra Deus e transgressões contra o homem. "Quando alguma pessoa cometer uma transgressão e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor por expiação um carneiro sem mancha do rebanho, conforme à tua estimação em ciclos de prata, segundo o ciclo do santuário, para expiação da culpa". Temos aqui um caso em que foi cometida uma falta positiva nas coisas santas pertencentes ao Senhor; e, embora isto fosse feito "por ignorância", não podia contudo passar em silêncio. Deus pode perdoar toda a espécie de pecado, mas não pode deixar passar um simples jota ou til. A sua graça é perfeita, e pode perdoar tudo. A Sua santidade é perfeita e portanto não pode deixar passar nada. Não pode sancionar a iniquidade, mas pode apagá-la, e isso também segundo a perfeição da Sua graça e de acordo com as exigências justas da Sua santidade.

É um erro muito grave supor-se que contanto que um homem siga os ditames da sua consciência tem razão em tudo e está seguro. A paz que repousa sobre um tal fundamento será eternamente destruída quando a luz do tribunal de Cristo brilhar sobre a consciência. Deus nunca poderia baixar as Suas reivindicações a um tal nível. As balanças do santuário são afinadas por uma escala muito diferente daquela que pode proporcionar a consciência mais sensível. Já tivemos ocasião de insistir sobre este ponto nos comentários sobre a expiação do pecado. Mas nunca é demais insistir sobre este ponto. Duas coisas principais se acham envolvidas nele. A primeira é uma justa percepção do que é realmente a santidade de Deus: a segunda é a compreensão clara do fundamento da paz do crente na presença divina.

Quer se trate do meu estado ou da minha conduta, da minha natureza ou dos meus atos, só Deus pode ser o Juiz daquilo que Lhe convém e daquilo que é próprio à Sua santa presença. Pode a ignorância humana apresentar uma alegação quando se trata dos requisitos divinos? Deus nos guarde de tal pensamento! Cometeu-se uma transgressão "nas coisas sagradas do Senhor" sem que a consciência do homem haja tido conhecimento disso. E então? Nada mais há a fazer? Os requisitos de Deus podem ser satisfeitos assim tão facilmente? Decerto que não. Isto seria subversivo de tudo que diz respeito ao parentesco divino. Os justos são convidados a dar graças em memória da santidade de Deus (Salmos 97:12). Como podem eles fazer isto? Porque a sua paz foi conseguida sobre o fundamento pleno da justificação e do estabelecimento perfeito dessa santidade. Por isso, quanto mais elevado for o seu sentimento do que é essa santidade, tanto mais profunda e segura deve ser a sua paz. Eis uma verdade das mais preciosas. O homem não regenerado nunca poderá regozijar-se com a santidade divina. O seu intento será sempre rebaixar essa santidade, se não puder ignorá-la completamente. Um tal homem consolar-se-á com o pensamento de que Deus é bom, que Deus é misericordioso e que Deus é clemente, mas nunca se regozijará com o pensamento de que Deus é santo. Os seus pensamentos a respeito da bondade de Deus, da Sua graça e misericórdia são profanos. Faria de boa vontade desses atributos benditos uma desculpa para continuar no pecado.

Pelo contrário, o homem regenerado exulta com a santidade de Deus. Vê a sua plena expressão na cruz do Senhor Jesus Cristo. Essa santidade é a mesma que lançou o fundamento da sua paz; e, não somente isto, ele próprio foi feito seu participante e deleita-se nela, aborrecendo o pecado com verdadeiro ódio. Os instintos da natureza divina repugnam-no e aspira à santidade. Seria impossível gozar de verdadeira paz e liberdade de coração se não soubéssemos que todos os requisitos ligados com "as coisas sagradas do Senhor" foram perfeitamente cumpridos pelo nosso divino Sacrifício da Culpa do pecado. Levantar-se-ia sempre ao coração o sentimento penoso de que esses requisitos haviam sido desprezados devido às nossas múltiplas faltas e ofensas. O nosso melhor serviço, os nossos momentos mais santos, os nossos exercícios mais piedosos, podem muito bem representar alguma coisa parecida com transgressão "nas coisas sagradas do Senhor" — "qualquer coisa que não deveria ter sido feita". Quantas vezes não são as nossas horas de serviço público e devoção particular perturbadas e manchadas por distração! Por isso necessitamos da certeza de que todas as nossas transgressões foram divinamente apagadas pelo precioso sangue de Cristo. Desta forma encontramos no bendito Senhor Jesus Aquele que desceu até à medida das nossas necessidades como pecadores por natureza e transgressores por atos. Encontramos n'Ele a resposta perfeita a todos os anseios de uma consciência culpada e a todas as exigências da infinita santidade a respeito de todos os nossos pecados e todas as nossas transgressões; de modo que o crente pode estar com uma consciência tranquila e coração libertado na luz plena daquela santidade que é demasiado pura para contemplar a iniquidade ou ver o pecado.

C. H. Mackintosh

sábado, 11 de julho de 2020

Saiamos a Ele fora do Arraial -- Parte 2

(Comentário Levítico 4 - 5:13OS SACRIFÍCIOS QUE NÃO SÃO DE CHEIRO SUAVE)

Todavia, o leitor precisa recordar que o convite impressionante de "sair" implica muito mais do que o distanciamento que deveríamos buscar dos absurdos crassos de uma superstição ignorante ou das intenções de uma astuta cobiça. Há muitos que podem falar poderosa e eloquentemente contra tais coisas, e que estão muito longe, na verdade, de obedecer a essa convocação apostólica de "sair". Quando os homens levantam um "arraial" e se reúnem em redor de um pendão embelezado com qualquer dogma importante de verdade ou alguma instituição valiosa — quando podem recorrer a um credo ortodoxo, a um plano de doutrina avançado e iluminado ou a um esplêndido ritual capaz de satisfazer as mais ardentes aspirações da natureza devocional do homem — quando alguma ou todas estas coisas existem é necessária muita inteligência espiritual para se discernir a força real e adequada aplicação da palavra "Saiamos", e muita energia espiritual e decisão para se atuar em conformidade com ela. Contudo, deve-se atuar em conformidade com ela, porque é absolutamente certo que a atmosfera de um arraial, seja qual for o seu fundamento ou padrão, é destrutivo para a comunhão pessoal com um Cristo rejeitado; e nenhum tipo de "vantagem religiosa" poderá jamais substituir a perda dessa comunhão. É a tendência dos nossos corações caírem em formas frias e estereotipadas. Sempre foi assim na igreja professa. Estas formas podem até ter sido produzidas por verdadeiro poder. Podem até ter resultado de graça positiva do Espírito de Deus. Porém, há a tentação de fixar formas logo que esse espírito e poder deixam de existir. Isto é, em princípio, estabelecer um arraial. O sistema judaico podia vangloriar-se da sua origem divina. Um judeu podia apontar vitoriosamente para o templo, com o seu sistema esplêndido de culto, o seu sacerdócio, os seus sacrifícios, todo o seu equipamento, e mostrar que tudo havia sido dado pelo Deus de Israel. Podia citar o capítulo e o versículo, como costumamos dizer, que dava base a tudo o que se relacionava com o sistema a que ele estava ligado. Onde está o sistema, antigo, medieval ou moderno, que possa apresentar tão elevadas e poderosas pretensões ou descer até ao coração com tal peso de autoridade? E, mesmo assim, a ordem era "SAIAMOS".

Este assunto é profundamente solene, e diz-nos respeito a todos, porque somos todos propensos e esquivarmo-nos da comunhão com Cristo para cairmos em uma rotina morta. Daí o poder prático das palavras, "saiamos, pois a Ele". Não é SAIR de um sistema para outro — de uma ordem de opiniões para outra ou de um grupo de pessoas para outro. Não! Mas sair de tudo que merece a designação de um arraial para Aquele que "padeceu fora do arraial". O Senhor Jesus está tão fora da porta agora como quando padeceu ali há quase vinte séculos. O que foi que o pôs fora da porta? "O mundo religioso" daquele tempo: e o mundo religioso daquele tempo é, em espírito e princípio, o mesmo mundo religioso de nossos tempos. O mundo é ainda o mundo. "Não há nada novo debaixo do sol". Cristo e o mundo não são um. O mundo cobriu-se com a capa do cristianismo; porém fê-lo para que o seu ódio contra Cristo possa desenvolver-se em formas implacáveis. Não nos enganemos. Se andarmos com um Cristo rejeitado, teremos de ser um povo rejeitado. Se o nosso Mestre "padeceu fora do arraial", não podemos esperar reinar dentro do arraial. Se andarmos nas Suas pisadas, aonde nos conduzirão elas? Seguramente que não serão às altas posições deste mundo sem Deus e sem Cristo.

"O caminho dEle, não percorrido por sorrisos terrenos,
Levou apenas à cruz. "

Ele é um Cristo desprezado, um Cristo rejeitado, um Cristo fora do arraial. Oh, então, querido cristão, saiamos, pois, a Ele, levando o Seu vitupério. Não nos deixemos envolver com a luz do favor deste mundo, visto que crucificou e ainda aborrece com ódio implacável o Ente amado a quem devemos tudo quanto possuímos no presente e na eternidade, e que nos ama com um amor que as muitas águas não poderiam apagar. Não aceitemos, quer direta ou indiretamente, aquilo que se cobre com o Seu nome sagrado, mas que, na realidade, odeia os Seus caminhos, odeia a Sua verdade e odeia a simples menção do Seu advento. Sejamos fiéis ao nosso Senhor ausente. Vivamos para Aquele que morreu por nós. Enquanto as nossas consciências repousam sobre o Seu sangue, que os afetos dos nossos corações se enlacem em redor da Sua pessoa; de sorte que a nossa separação "deste presente século mau" não seja meramente um coro de princípios frios, mas uma separação afetuosa porque o objeto das nossas afeições não se encontra aqui. Que o Senhor nos liberte da influência desse egoísmo consagrado e prudente, tão comum no tempo presente, que não pode viver sem religião, mas que é inimigo da cruz de Cristo. O que nós necessitamos, para podermos resistir com êxito a essa forma terrível de mal, não são opiniões peculiares, ou princípios especiais ou teorias singulares ou uma fria exatidão intelectual. Necessitamos de uma profunda devoção pela pessoa do Filho de Deus; uma inteira consagração de nós próprios, de alma, corpo e espírito ao Seu serviço; e de um ardente desejo pelo Seu glorioso advento. Estas são, prezado leitor, as necessidades especiais dos tempos em que vivemos. Queira, portanto, unir-se, do profundo do seu coração, ao grito: "Aviva, ó Senhor, a tua obra"! "Completa o número dos teus eleitos"! "Apressa o teu reino", "Vem, Senhor Jesus"!

C. H. Mackintosh

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