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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

No Deserto

(Comentário Êxodo 3)

"E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe" (versículo 1). Aqui temos, pois, uma mudança admirável na vida de Moisés. Lemos em Gênesis, capítulo 46:34, que "todo o pastor de ovelhas é abominação para os egípcios" e no entanto, Moisés, que era "instruído em toda a ciência dos egípcios", é transferido da corte do Egito para trás do deserto para apascentar um rebanho de ovelhas e preparar-se para o serviço de Deus. Seguramente isto não "é o costume dos homens" (2 Sm 7:19) nem o curso natural das coisas: é um caminho incompreensível para a carne e o sangue. Nós havíamos de pensar que a educação de Moisés estava terminada logo que se tornou mestre de toda a sabedoria do Egito, gozando ao mesmo tempo das vantagens que oferece a este respeito a vida de uma corte. Poderíamos supor que um homem tão privilegiado havia de ter não apenas uma instrução sólida e extensa mas também uma distinção tal em suas ações que o tornariam apto para cumprir toda a espécie de serviço. Porém, ver um tal homem, tão bem dotado e instruído, ser chamado a abandonar a sua elevada posição para ir apascentar ovelhas atrás do deserto, e qualquer coisa incompreensível para o homem, qualquer coisa que humilha até ao pó o seu orgulho e a sua glória, mostrando que as vantagens humanas são de pouco valor diante de Deus; mais ainda, que são "como esterco", não somente aos olhos do Senhor, mas aos olhos de todos aqueles que têm sido ensinados na Sua escola (Fp. 3:8).

Existe uma diferença enorme entre o ensino humano e o divino. Aquele tem por fim cultivar e exaltar a natureza; este começa por a "secar" e a pôr de lado. "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2:14). Podeis esforçar-vos por educar o homem natural tanto quanto puderdes, sem que jamais consigais fazer dele um homem espiritual. "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3:6). Se alguma vez um "homem natural" educado pôde esperar ter êxito no serviço de Deus, esse tal foi Moisés: ele era "instruído... e poderoso em suas palavras e obras" (At 7:22); e todavia teve que aprender alguma coisa "atrás do deserto" que as escolas do Egito nunca lhe haviam ensinado. Paulo aprendeu muito mais na Arábia do que jamais havia aprendido aos pés de Gamaliel (¹). Ninguém pode ensinar como Deus; e é necessário que todos aqueles que querem aprender d'Ele estejam a sós com Ele. Foi no deserto que Moisés aprendeu as lições mais preciosas, mais profundas, mais poderosas e mais duráveis; e é ali que devem encontrar-se todos os que queiram ser formados para o ministério.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O que é Ministério?

A maioria das pessoas pensa que "ministério" é aquilo que envolve Pastores e Ministros, quando eles desempenham seu trabalho liderando um grupo chamado igreja. A Bíblia, porém, ensina que ministério é simplesmente o exercício do dom de uma pessoa (1 Pd 4:10-11; 1 Tm 4:6; Ef 4:11-12). Considerando que todos os cristãos possuem um dom, todos os cristãos deveriam estar no "ministério"! Nem todos podem ter um dom de ministério público da Palavra de Deus, mas todos têm um ministério a cumprir. Boa parte do ministério está no serviço feito para o povo do Senhor, quando nenhuma oratória pública está envolvida.

O problema na igreja hoje é que existem muitos que são como Arquipo, que não estão cumprindo seu ministério. O apóstolo precisou exortá-lo assim: "Atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para que o cumpras" (Cl 4:17). Esta é uma exortação muito necessária hoje. Uma das razões de muitos não cumprirem seu ministério é que existe um vasto sistema clerical criado pelos homens na igreja que impede que as pessoas exerçam seus ministérios. Numa situação normal em uma típica igreja denominacional, se o Espírito de Deus quisesse dar uma palavra a alguém ali que tivesse um dom de ministério público, ele seria reprimido e não poderia exercitar seu dom. Se tentasse fazê-lo, acabaria causando uma interrupção no culto previamente organizado.

A ideia comumente aceita na cristandade hoje é que quando alguém sente que foi "chamado para o ministério", deve passar por um sistema de ensino por meio do qual irá adquirir o status de "Ministro" ou "Pastor". E mesmo então, ele ainda não poderá exercitar seu dom até que uma congregação o escolha (geralmente por intermédio de uma junta de diáconos) para que seja Ministro deles. Muitos têm boas intenções, porém ignoram a ordem de Deus e acreditam que se decidirem ministrar a Palavra, precisarão antes se submeter a este processo e serem treinados em um seminário. Uma vez que a tradição decidiu assim, muitos sentem que Deus está verdadeiramente enviando eles para um seminário com este objetivo. Para eles isso parece lógico, já que se trata da forma convencional e reconhecida de se preparar "Ministros". Sem querermos colocar em dúvida a sinceridade dessas pessoas, devemos deixar claro que toda essa ordem de coisas não é encontrada nas Escrituras.

A Bíblia ensina que se uma pessoa possui um determinado dom, a própria posse do dom já é a garantia de Deus para que ela o utilize. A Bíblia diz: "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu" (1 Pd 4:10). Ali não diz "cada um que tenha recebido o dom seja treinado e ordenado por um seminário para poder administrar aos outros".

As Escrituras dizem: "Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá" (1 Pd 4:11). Repare mais uma vez que não diz "primeiro vá à escola, e depois fale".

Mais uma vez: "De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; Ou o que exorta, use esse dom em exortar" (Rm 12:6-8). Novamente não existe uma palavra sequer sobre a pessoa ser treinada por homens antes de poder fazer uso de seu dom.

Além disso, as Escrituras dizem: "Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação" (1 Co 14:26). Aqui também não encontramos qualquer indício de que a pessoa deva ser treinada antes de poder exercitar seu dom na assembleia. A passagem simplesmente diz que se tivermos doutrina (ensino) etc., faça-se tudo para a edificação da igreja.

Evidentemente é verdade que o dom de alguém precisa ser desenvolvido. Isso exige tempo e prática (At 9:20-22; Gl 1:17; At 9:30; 22:25-26; 13:1-14). Quanto mais uma pessoa amadurecer nas coisas divinas, mais útil ela será em seu ministério (At 18:24-28; Mc 4:20). A maneira bíblica de alguém ser ensinado nas coisas divinas é por meio de reuniões da assembleia, guiadas soberanamente pelo Espírito Santo, para nos ensinar a verdade. Ele também usa livros de ministério (ou gravações) de pessoas que reconhecidamente possuem dons e são capazes de nos ensinar a verdade. Mas será perda de tempo procurar nas Escrituras qualquer ideia de que alguém precise ir a um seminário para estar apto a ocupar uma posição de "Ministro" ou "Pastor" de uma igreja. Como já foi dito, tudo isso não passa de invenção humana com o objetivo de preparar a pessoa para uma posição no sistema criado pelos homens. O cristianismo bíblico simplesmente não necessita dessas escolas. Muito do que é ensinado nesses seminários tem por objetivo treinar os futuros "Pastores" a dirigirem uma igreja dentro de um sistema clerical que não é encontrado em lugar algum da Bíblia.


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Leia mais alguns versículos que falam sobre clero e mestres / doutores nesse post.

sábado, 18 de agosto de 2012

Gênesis 3

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/3

Quando estou crendo que só Ele é perfeito em Seus caminhos, então não faço coisa alguma sem primeiro falar com Ele.

Uma das passagens mais tristes em toda a Palavra de Deus... a queda do homem, sua separação do Deus santo que o criou e o amou. Então vem o anúncio daquilo que Deus iria graciosamente prover num futuro distante, para atender a necessidade do pecador caído e separado. Maravilhosa, maravilhosa verdade. Aprendamos isso no profundo de nosso coração!

Gn 3:1-7 Encontramos a serpente pela primeira vez, apresentada sem qualquer palavra de explicação: Eva comete vários erros. (1) Ela não devia ter escutado a serpente quando esta lhe falou. (2) Ela não devia ter falado com a serpente. (3) Ela devia ter ficado perto de seu marido. (4) Ela começou a raciocinar... o fruto era (A) bom para comer; (B) agradável aos olhos, (C) capaz de fazê-la sábia. (5) Ela desobedeceu a Deus, pois comeu o fruto. (6) Ela o deu a seu marido para ele comer. Desde então Satanás tem tido sucesso em trocar a verdade de Deus pelo engano e mentiras. Ele levou a raça humana ao pecado, miséria, violência, corrupção e morte; e para o perdido, o lago de fogo para sempre! E ainda assim as pessoas culpam a Deus pela condição atual do mundo.

Gn 3:7-10 Imediatamente após haverem desobedecido a Deus (pois a desobediência a Deus é pecado) eles viram que estavam nus... eles tinha recebido uma consciência... uma má consciência, pois se esconderam de Deus. Uma má consciência sempre nos faz ter medo de Deus.

Gn 3:11:24 O resultado de um ato de desobediência. O pecado sempre separa de Deus (Is 59:2). O pecado sai caro! A condição do mundo hoje é o resultado de um pecado.

Gn 3:15 Isto aponta diretamente para Cristo na cruz, destruindo Satanás (Hb 2:14).

Gn 3:16-17 Que contraste maravilhoso a esta tristeza é o gozo e a paz com Deus que o crente tem por meio da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo (Rm 15:13).

Gn 3:21 Um animal deve morrer antes que as peles pudessem prover uma cobertura para Adão e Eva. Outra figura de Cristo como o Cordeiro de Deus, que morreu para nos limpar de nossos pecados e nos dar uma posição perfeita diante de Deus (Hb 10:14).

Gn 3:22 A árvore da vida tinha um propósito a ser cumprido no futuro. Vá até Ap 22:2. Nós crentes iremos comer do fruto daquela árvore, pois vamos viver para sempre!

Gn 3:23-24 A espada de juízo (castigo) os manteve fora do jardim. Mas a espada de juízo caiu sobre o Senhor Jesus (Zc 13:7) e através da morte do bom Pastor (Jo 10:11) a porta para o céu, para o paraíso de Deus, está aberta. 

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/03/genesis-3.html e http://www.stories.org.br/gn_p.html

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