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segunda-feira, 4 de março de 2013

Dois Negociantes

(Comentário Gênesis 29)

É admirável ver como Jacó ingressa numa atmosfera tão adequada à sua condição moral. O pechincheiro Jacó encontra-se com o explorador Labão, e vê-los, de fato, ambos esticando os nervos para se excederem um ao outro em astúcia. Não devemos estranhar o caso em Labão, pois ele nunca havia estado em Betel: nunca vira o céu aberto e uma escada posta na terra cujo topo tocava nos céus; nem tinha ouvido  promessas grandiosas dos lábios do Senhor, garantindo-lhe toda a terra de Canaã, com uma posteridade inumerável. Não é de admirar, pois, que ele mostrasse um espírito avaro e abjeto; não tinha outro recurso. É escusado esperar do homem do mundo outra coisa que não seja um espírito mundano, e princípios e métodos mundanos; não tem nada superior; e não podemos tirar uma coisa limpa duma imunda. Porém, encontrar Jacó, depois de tudo que havia visto e ouvido em Betel, a lutar com um homem do mundo, e procurando, por tais meios, acumular riquezas, é notavelmente humilhante.

E todavia, enfim, não é um caso raro encontrar os filhos de Deus esquecendo assim os seus altos destinos, e a herança celestial, para descerem à arena com os filhos deste mundo, a fim de ali lutarem pelas riquezas e honras de uma terra ferida de pecado e perdida. Na verdade, isto é de tal forma verdadeiro que, em muitos casos, é difícil descortinar uma simples evidência daquele princípio que o apóstolo João nos diz "que vence o mundo" (1 Jo 5:4). Olhando para Jacó e Labão, e considerando-os segundo princípios naturais, será difícil notar neles qualquer diferença. É preciso ficar-se atrás das cenas e compreender os pensamentos de Deus quanto a ambos para ver como diferem um do outro. Todavia foi Deus Quem os fez diferir, e não Jacó; e assim é agora. Por muito difícil que possa ser descortinar alguma diferença entre os filhos da luz e os filhos das trevas, há, todavia, uma grande desigualdade — uma diferença baseada no fato solene que os primeiros são "vasos" de misericórdia, que "para glória já dantes preparou", enquanto que os últimos são "os vasos da ira (¹), preparados (não por Deus, mas pelo pecado) para a perdição" (Rm 9:22-23). Isto faz uma diferença muito séria. Os Jacós e os Labães são diferentes materialmente, e serão para sempre diferentes, embora os primeiros possam falhar tristemente na realização e manifestação prática do seu verdadeiro caráter e dignidade.

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(¹) É muito interessante notar como o Espírito de Deus, em Romanos 9, e, na verdade, através de toda a Escritura, nos precavê contra as conclusões horrendas que a mente humana tira da doutrina da eleição de Deus. O que Ele diz dos "vasos da ira" é que eles são simplesmente para "destruição". Não diz que Deus os "preparou". Ao passo que, por outro lado, quando se refere aos vasos de misericórdia, diz que Deus "para glória já dantes os preparou". Isto é notável.

Se o leitor consultar por um momento Mateus 25:34 a 41 há-de encontrar outro caso notável e belo da mesma coisa. Quando o rei se dirige aos que estão à Sua direita, diz-lhes; "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado, desde a fundação do mundo" (versículo 34). Porém quando fala aos que estão à Sua esquerda, diz: "Apartai-vos de mim, malditos." Não diz, "malditos de meu Pai". E, além disso, acrescenta, "para o fogo eterno" preparado, não para vós, mas "para o diabo e seus anjos" (versículo 41).

Em suma, é, portanto, claro que Deus "preparou" um reino de glória e "vasos de misericórdia" para herdarem esse reino; mas não preparou "o fogo eterno" para os humanos, mas sim para "o diabo e seus anjos"; nem tão-pouco preparou os "vasos para ira", mas eles mesmos se prepararam para isso.

A Palavra de Deus estabelece tão claramente a "eleição" como nos avisa contra "a condenação". Todos os que se encontrarem no céu terão de dar graças a Deus por isso, e todo aquele que se achar no inferno terá de agradecer a si próprio por isso.
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C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Experiência Vitoriosa (Parte 2)

(Comentário Romanos 8)


"E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado." (Rm 8.10) Se a doutrina da perfeição na carne fosse verdadeira, o corpo não poderia estar morto, e nem morrer, pois pelo pecado veio a morte. Vemos o efeito do pecado no corpo, e isto inclui a morte. "Mas o Espírito vive (ou "o Espírito é vida") por causa da justiça." Existe morte em razão do pecado; existe vida em razão da justiça -- não nossa, mas da justiça de Deus, cumprida pela morte de Seu Filho por nós.

Deve o corpo, portanto, permanecer morto por causa do pecado? Não. "E, se o Espírito dAquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, Aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo Seu Espírito que em vós habita." (Rm 8.11) Quão completa a vitória de Cristo! A redenção de nossos corpos fica assim assegurada. O Espírito de Deus habita em nós? Então a vivificação de nossos corpos mortais é certa.

Não estamos, portanto, na carne, embora ela esteja em nós; mas não somos devedores a ela, para vivermos após ela. O fim do pecado, ou da carne, é morte. Descobrimos, para nossa tristeza, que a morte está sempre pronta para agir no corpo. "Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis." (Rm 8.13) Se nossa velha natureza não tivesse sido deixada para agir em nós, não teríamos necessidade de mortificar as obras do corpo. Não se trata de mortificar o corpo, mas as obras do corpo. O importante é vermos que isto é pelo Espírito. Este é um assunto apresentado na sua totalidade em Gálatas 5.16-25.

"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus." (Rm 8.14) Jesus disse: "O servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre". (Jo 8.35) Não estamos na escravidão, mas na maravilhosa liberdade e privilégios do Filho. E também, "se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei". (Gl 5.18). Como temos visto até aqui, colocar um crente sob a lei, ou colocá-lo sob a direção da lei, é colocá-lo sob o ministério da morte e da maldição. O Espírito sempre nos levará a refletir a glória do Senhor, e a sermos transformados na mesma glória.

O Espírito concede liberdade, não escravidão. Qual é a sua porção -- a liberdade dos filhos de Deus, ou a escravidão do servo, do escravo? Os filhos não deixam de ser filhos para voltarem a ser escravos. "Porque não recebestes o Espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." (Rm 8.16,17) Poderia um filho deixar de ser filho? Poderia Cristo, o Filho, deixar de ser o Filho? Porventura não ouvimos de Seus lábios que Deus é nosso Pai, tanto quanto é Pai dEle também? Este parentesco não pode nunca mudar, não pode nunca deixar de existir. Oh, as riquezas da Sua graça! Que maravilha é que nós, que estamos cônscios de que tão somente merecíamos Sua eterna ira, tenhamos sido introduzidos em um parentesco tão imutável -- filhos de Deus. Um só espírito com o Filho. Agora, sem nenhuma escravidão a ser outra vez temida, mas possuindo o Espírito de adoção, será que por meio dEle clamaríamos, como pecadores distantes de Deus, "Tem misericórdia de nós"? Não! Clamamos, isto sim, Abba, Pai! E, note bem, é este o testemunho do próprio Espírito.

"O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com Ele padecemos para que também com Ele sejamos glorificados." (Rm 8.16,17) Sim, os dois grandes fatos pelos quais o Espírito dá testemunho, são os desta passagem: nossa permanente filiação e nossa posição de herdeiros. E, em Hebreus 10, Ele testemunha que somos aperfeiçoados para sempre, continuamente, pelo sacrifício único de Cristo, de maneira que Deus não Se lembrará mais de nossos pecados. Não há nada que seja negado, ou duvidado com maior frequência, do que estes dois benditos fatos.

Sim, um é o fato de nós, se crentes, sermos perfeitos para sempre. O outro é que somos co-herdeiros juntamente com Cristo. O Espírito dá testemunho disso. E, note bem, se somos co-herdeiros de toda a glória vindoura de Jesus -- o Filho do homem -- não deixe passar por alto estas poucas palavras: "se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados". (Rm 8.17) Para constatar que isso foi assim, basta ver toda a história do livro de Atos. O mundo, e especialmente a sua parte religiosa, odiava os discípulos de Cristo tanto quanto odiava o Senhor. E os discípulos sofriam com Ele. E por que não acontece o mesmo hoje? É porque o mundo religioso agora finge ser cristão; e, oh! nós também acabamos descendo a esse mesmo nível. Mas, à medida que formos guiados pelo Espírito, acabaremos certamente sofrendo o ódio do mundo.

Será que você, amado leitor, sabe o que é ser guiado pelo Espírito? Ou será que você está sendo guiado pelas organizações e pelos projetos do mundo religioso? Se assim for, não é de admirar que não saiba o que é desfrutar do parentesco de um filho de Deus, ou o que é sofrer com Cristo. Acaso você pode afirmar estar sendo guiado pelo Espírito de Deus em sua vida diária -- em suas compras, em seus negócios -- ou será que você é simplesmente guiado pelas máximas deste mundo? Se assim for, você está entristecendo o Espírito, e não pode desfrutar do bendito parentesco dos filhos de Deus -- co-herdeiros com Cristo. Trata-se de algo maravilhoso ter o Consolador, o Espírito Santo, sempre habitando conosco, bem capaz de cuidar de nós e de todos os nossos interesses aqui, como filhos que somos de Deus. Oh, que maravilha é ser guiado por Ele em todas as circunstâncias!

Basta recusar-se a ser guiado pelo Espírito, e você poderá receber as honras e o aplauso do mundo religioso. Se for guiado pelo Espírito, certamente você será rejeitado, assim como Cristo foi rejeitado, e passará a ser seu feliz privilégio sofrer com Ele. Mas, oh!, o que é isto em comparação com a glória a ser revelada em nós? Que contraste há entre ser guiado pelo Espírito, e ser guiado pelas modas deste mundo! Oh, quantos são os que sacrificarão a eternidade em troca das modas deste pobre e enganado mundo, enquanto, ao mesmo tempo, fingirão, sim, até mesmo pensarão, ser cristãos! Engano fatal! Se for este o estado de qualquer leitor destas linhas, que Deus possa usar estas palavras para despertá-lo de seu sono enganador. Certamente todos nós precisamos destas perscrutadoras palavras: "se é certo que com Ele padecemos".

domingo, 6 de janeiro de 2013

A Posição e o Estado do Crente

POSIÇÃO: a completa e perfeita condição, resultado da obra perfeita de Cristo, em que se encontra cada crente diante de Deus, recebida por graça, mediante a fé. Alguns títulos dados a essa elevada posição: filho, santo, irrepreensível, assentado nos lugares celestiais, herdeiro, sacerdote, etc. Não se pode perder essa posição, assim como não se pode deixar de ser filho de alguém. Tem dúvidas quanto à sua salvação? Dê uma olhada nesses links: [1, 2]):

"Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus" (1 Jo 5.1).
"E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo" (Rm 8.17).
"Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo" (1 Pe 1.4,5).


ESTADO: é a conduta do crente neste mundo. É resultado da salvação, e não condição para ser salvo. Resulta de fazer a vontade de Deus, andando em Espírito (Rm 8).

"E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais... Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?" (1 Co 3.1-3).
"Mas agora (falando à igreja de Colossos), despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos" (Cl 3.8,9).

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O crente não está sob um período de experiência para que se verifique se é digno de uma posição inconcebivelmente elevada; antes, principiando pela confissão de sua total indignidade, ele recebe a posição totalmente como o resultado da obra de Cristo. Sua posição é a de alguém aperfeiçoado para sempre (Hb 10.14), mas, olhando para o interior, para sua condição / estado, ele deve dizer: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito" (Fl 3.12).

Seria possível dizer que todo o trabalho subsequente de Deus em seu favor, a aplicação da Palavra a sua caminhada e consciência (Jo 17.17; Ef 5.26), as disciplinas exercidas pela mão do Pai (Hb 12.10; 1 Co 11.32), o ministério do Espírito (Ef 4.11,12), todas as dificuldades e provações em meio ao deserto (1 Pe 4.12-14) e a transformação final quando o Senhor se manifestar (1 Jo 3.2) - tudo tem o propósito de levar o caráter do crente à perfeita conformidade com a posição que ele passa a ter no instante de sua conversão. Ele cresce em graça, de fato, mas não se torna digno dela.

Um príncipe, enquanto é uma criança pequena, é provavelmente tão voluntarioso e ignorante quanto as demais crianças pequenas. Algumas vezes, pode ser muito obediente, receptivo ao ensino e carinhoso - e, então, fica feliz e recebe aprovação. Outras vezes, pode ser indisciplinado, teimoso e desobediente - e, então, torna-se infeliz e, talvez, receba uma punição. Contudo, não deixa de ser menos príncipe nestes dias do que naqueles. Pode-se esperar que, conforme o tempo passe, ele aprenda a se colocar em voluntária e afetuosa submissão em relação a todo caminho correto, e então sua conduta será mais adequada à de um príncipe - mas não será realmente mais príncipe do que antes. Ele nasceu príncipe.

No caso de todo filho verdadeiro do Rei dos reis e Senhor dos senhores, esse crescimento à imagem do rei é garantido. No final, posição e condição, caráter e lugar serão iguais. Mas a posição não é a recompensa do caráter aperfeiçoado - o caráter é desenvolvido a partir da posição.

domingo, 11 de novembro de 2012

Gênesis 21


Gn 21:4 Deus havia prometido um filho a Abraão cerca de 15 anos antes de Isaque nascer, quando Abraão e Sara tinham cerca de 100 anos de idade! Isaque era herdeiro de tudo o que Abraão tinha e havia sido prometido por Deus. Gálatas 4:1-9 nos diz que nós que recebemos o Senhor Jesus como nosso Salvador somos herdeiros. Repare que somos "herdeiros de Deus". 

Gn 21:9-11 Abraão não podia esperar que Deus desse a ele e Sara um filho, por isso casou-se com a serva egípcia de Sara cujo nome era Hagar. Ora, esse filho não poderia compartilhar com Isaque de todos os privilégios de ser herdeiro de Abraão. Sara age de modo mau e despede sua serva Hagar e seu filho Ismael. 

Gn 21:12 Deus estava permitindo isto, pois Ele tinha uma lição para nos ensinar. Antes de tentarmos aprender o que significa toda essa história, é maravilhoso vermos que Deus cuidou da mulher e de seu filho (vers. 15-21). Deus é misericordioso. Eis o significado da história. Leia Gálatas 4:22-31. A questão é, "está o crente sob a lei?". O filho da escrava (Hagar) é uma figura daqueles que estão sob a lei. O versículo 24 de Gálatas 4 traz a palavra "alegoria", isto significa uma história, uma parábola, um tipo. Aquilo que realmente aconteceu, e então aquilo de que é figura. Portanto Hagar e Ismael são uma figura da lei. Sara e Isaque são uma figura da graça (ou promessa). Nós crentes não somos salvos por guardarmos a lei, mas por graça (Ef 2:8, Gl 5:4 e Rm 5:14). 

Gn 21:22-23 Abimeleque, um gentio, vê que Deus está com Abraão, e o procura e quer fazer um acordo com ele. Ele busca Abraão em busca de proteção. Talvez você ache esta parte difícil de entender. Trata-se de um vislumbre do futuro - uma figura do milênio - Ap 22:2, última parte.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Gênesis 15


Gn 15:1 "Depois destas coisas". Depois de Abrão o haver vencido aqueles reis, ele deve ter temido um contra-ataque. Por isso Deus o confortou com esta maravilhosa promessa, "Eu sou o teu escudo". Abrão também não quis tomar qualquer recompensa do rei (14:23), e agora Deus Diz a ele "Sou... o teu grandíssimo galardão". Proteção e recompensa. Veja Quem era o seu galardão!

Gn 15:2-16 Abrão queria um filho e um herdeiro. Será que seria ir longe demais ele falar disso a Deus? O versículo 6 nos mostra o quão próximo ele estava do Senhor. Deus gosta de nos ouvir pedir a Ele coisas que sejam para a Sua glória e nosso bem.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Gênesis 13

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/13 ou http://www.youversion.com/pt-BR/bible/gen.13.arc_1-pt

Gn 13:1-4 Em 12:10 Abraão "desceu" ao Egito. Aqui ele "subiu" ao seu altar. A completa restauração de Abraão (Salmo 23:3). Deus nos restaura, caso contrário simplesmente ficaríamos à deriva. Não havia altar (nem adoração a Deus) enquanto ele estava no Egito!

Gn 13:5-13 A grande riqueza que ele recebeu no Egito lhe traz mais problemas. Desta vez com seu sobrinho Ló. Todavia vemos um belo contraste, entre Abrão, o homem que andava por fé, e Ló que andava por vista. O que Abrão tinha de generoso Ló tinha de ganancioso. Ló era guiado por seus olhos, e que desastre isso lhe trouxe, pois foi morar em Sodoma. Os passos de Ló em sua descida são graduais, mas constantes. Versículo 10 "E levantou Ló os seus olhos, e viu". No versículo 11 ele escolheu toda a planície do Jordão. Versículo 12, habitou nas cidades da planície, e armou sua tenda indo em direção de Sodoma (14:12), habitou em Sodoma, (19:1) e sentou-se à porta (lugar de autoridade) de Sodoma. Leremos mais tarde do resultado dessa descida.

Gn 13:14-18 Quão diferentes foram os resultados para Abrão! Que herança gloriosa e duradoura era a sua! Colocando Deus em primeiro lugar, ele foi ricamente abençoado por Deus. Possamos colocar Deus em primeiro lugar, e desfrutar das bênçãos que temos! Notamos no versículo 10 que Ló usou seus olhos para fazer sua escolha. Mas no versículo 14, Deus estava para recompensar Abrão por haver esperado nEle, e Ele diz a Abrão para usar seus olhos para ver o que Deus iria lhe dar. Leia Is 64:4.

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/03/genesis-13.html

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O Contraste entre a Fé de Abraão e a Conformidade com o Mundo de Ló

Existe uma crise na história de cada homem em que será, indubitavelmente, revelado o fundamento em que ele descansa, quais os motivos por que é instigado, e quais os fins que o animam. Assim foi com Ló. Não morreu em Harã; mas caiu em Sodoma. A causa aparente da sua queda foi a contenda entre os seus pastores e os pastores de Abraão; porém o fato é que quando alguém não anda realmente com um motivo verdadeiro e afeições puras facilmente encontrará uma pedra para tropeçar. Se não a encontra numa ocasião, encontrá-la-á noutra. Se não a encontra aqui, achá-la-á acolá. Em certo sentido, pouco importa o que seja a causa aparente de se afastar; a verdadeira causa encontra-se oculta, longe da observação normal, nas câmaras íntimas dos afetos e desejos do coração, onde o mundo, de qualquer forma ou feitio, tem sido procurado.

A contenda entre os pastores podia facilmente ter sido resolvida sem prejuízo espiritual para Abraão ou Ló. Para aquele, na verdade, foi apenas uma ocasião para mostrar o poder formoso da fé e a elevação moral — o terreno celestial vantajoso, em que a fé sempre põe o seu possuidor. Mas para este foi uma ocasião de mostrar o mundanismo completo do seu coração. A contenda não produziu o mundanismo em Ló, do mesmo modo que não produziu a fé em Abraão: apenas mostrou, no caso de cada um, o que estava realmente nele. 

Assim é sempre: controvérsias e divisões levantam-se na Igreja de Deus, e muitos tropeçam com isso, e são arrastados outra vez para o mundo, de um ou de outro modo. Então atribuem a culpa às controvérsias e divisões, ao passo que, a verdade é que estas coisas eram apenas os meios de revelar o verdadeiro estado da alma e a inclinação do coração. [...] Sem dúvida, ele (Abraão) tinha um coração que podia ser atraído por "campinas bem regadas" tão forte como o de Ló; mas a verdade é que ele não permitiu que o seu coração escolhesse. Primeiramente deixou que Ló fizesse a sua escolha, e então deixou que Deus escolhesse por ele. Isto era sabedoria celestial. É o que a fé sempre faz: permite que Deus determine a sua herança, assim como consente que Ele a faça boa. Satisfaz-se sempre com aquilo que Deus lhe dá. Pode dizer, "As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança" (SI 16:6). Não importa onde "as linhas" caiam; porque, no parecer da fé, elas sempre caem "em lugares deliciosos", porque Deus deita-as para ali.

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