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segunda-feira, 18 de julho de 2016

A Terceira e Quarta Objeção de Faraó

(Comentário Êxodo 10)

A terceira objeção de Faraó requer atenção especial de nossa parte. "Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus. Quais são os que hão-de ir? E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos meninos e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, e com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque festa ao SENHOR temos. Então ele lhes disse: Seja o SENHOR assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face. Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó" (capítulo 10:8 a 11).

De novo vemos como o inimigo procura dar um golpe de morte no testemunho dado ao Deus de Israel. Os pais no deserto e os filhos no Egito! Que terrível anomalia! Isto teria sido apenas libertação parcial, ao mesmo tempo inútil para Israel e desonrosa para o Deus de Israel. Isto não era possível. Se os filhos fossem deixados no Egito, não se podia dizer que os pais os tivessem deixado. Tudo quanto podia dizer-se, em tal caso, era que em parte eles serviam ao Senhor e em parte a Faraó. Porém, o Senhor não podia ter parte com Faraó. Era necessário que possuísse tudo ou nada. Eis aqui um princípio importante para os pais cristãos. Possamos nós tê-lo no íntimo dos nossos corações! É nosso privilégio contar com Deus quanto aos nossos filhos, e criá-los "na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6:4). Nenhuma outra parte deve satisfazer-nos quanto aos nossos "pequeninos" senão aquela mesma que nós próprios desfrutamos. 

A quarta e última objeção de Faraó relacionava-se com os rebanhos e as manadas. "Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR: somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças" (capítulo 10:24). Com que perseverança disputou Satanás cada palmo do caminho de Israel para fora do Egito! Em primeiro lugar procurou mantê-los no país; então diligenciou tê-los perto do país; depois esforçou-se por reter parte do povo; e por fim, depois de haver falhado nestas três tentativas, esforçou-se por fazê-los partir sem meios alguns para servir ao Senhor. Já que não podia reter os servidores procurava ficar com os meios que eles tinham para servir, pensando obter o mesmo resultado por um meio diferente. Já que não podia induzi-los a oferecerem sacrifícios no país, queria enviá-los fora do país sem vítimas para os sacrifícios.

C. H. Mackintosh

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Atos 7

Quando Paulo escrevia cartas (Epístolas) sobre a escolha de anciãos, diáconos, etc., as cartas eram endereçadas apenas a indivíduos (1 Tm caps. 2 e 3 e Tito 1:5), nunca a assembleias (igrejas locais).

ATOS 7

http://www.creationism.org/images/DoreBibleIllus/vAct0759Dore_MartyrdomOfStStephen.jpgUm dos resumos mais marcantes da história de Israel na Bíblia. E que história de pecado foi! José, Moisés e Davi, da primeira vez em que se apresentaram, foram rejeitados pelos Judeus, mas na segunda vez foram recebidos. Foi assim quando o Senhor Jesus veio. Estêvão demonstra que isto não era nada além de um espírito revoltoso, desobediente que tinha sido sempre manifestado. E quando Deus enviou Seu amado Filho, a mesma resistência continuou.

At 7:43-53 Dessa resistência eles passaram à idolatria. Eles eram culpados de quatro ofensas. (1) Os pais (homens do Antigo Testamento) não haviam guardado a lei. (2) Haviam perseguido e matado os profetas. (3) Haviam traído e assassinado o Justo - o Senhor Jesus, e (4) haviam resistido ao Espírito Santo. Assim vemos a culpa e ruína do homem na nação mais favorecida e privilegiada do mundo.

At 7:54-60 Este discurso trouxe à tona toda a fúria contra Estêvão. Eles o arrastam para fora da cidade (veja Lv 24:11-16). Eles o matam. Como ocorreu com o Senhor na cruz, Estêvão roga por seus assassinos. Repare quem era testemunha de tudo isso! Sem dúvida aquilo deixou uma impressão duradoura nele, mas ele (Paulo) odiava o nome de Jesus.

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/at_p.html

terça-feira, 23 de abril de 2013

Jacó e Siquém

(Comentário Gênesis 34)

Não é que Jacó não fosse, em geral, um homem de fé; era, certamente, e como tal, tem um lugar entre "uma tão grande nuvem de testemunhas" de Hebreus 11. Porém mostrou um triste fracasso em não andar no exercício habitual desse princípio divino. Poderia a fé levá-lo a dizer, "ficarei destruído, eu e minha casa?" Não, evidentemente. A promessa de Deus no capítulo 28:14-15 devia ter banido qualquer temor do seu espírito. "...te guardarei... não te deixarei." Isto devia ter tranquilizado o seu coração. Porém, o fato é que a sua mente estava mais ocupada com o perigo que corria entre os homens de Siquém do que com a sua segurança nas mãos de Deus. Devia ter sabido que nem um só cabelo da sua cabeça poderia ser tocado, e, portanto, em vez de se preocupar com Simeão e Levi, ou as consequências do seu ato precipitado, devia julgar-se a si próprio naquela posição. Se não se tivesse fixado em Siquém, Diná não teria sido desonrada, e a violência de seus filhos não teria sido manifestada. Vemos constantemente crentes passando por profunda dor e dificuldades por causa da sua própria infidelidade; e então, em vez de se julgarem a si próprios, começam a ponderar as circunstâncias e lançam sobre elas a culpa.

Quantas vezes vemos pais crentes, por exemplo, em aflição de alma quanto à travessura, rebeldia e mundanidade dos seus filhos; e, ao mesmo tempo, eles são os próprios culpados por não andarem em fidelidade perante Deus quanto às suas famílias. Foi assim com Jacó. Estava em terreno moral baixo, em Siquém; e, visto que lhe faltava aquela sensibilidade refinada que o teria levado a detectar o baixo terreno, Deus, em verdadeira fidelidade, usou as suas circunstâncias para o castigar. "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl. 6:7). E um princípio do governo moral de Deus—um princípio de cuja aplicação ninguém pode escapar; e é uma misericórdia para os filhos de Deus serem obrigados a ceifar os frutos dos seus erros. É uma misericórdia ser-se ensinado, de qualquer modo, da amargura de deixar ou não de contar com o Deus vivo. Temos de aprender que este não é o nosso repouso; porque, bendito seja Deus, Ele não nos daria um repouso manchado. Ele quer que descansemos em e com Ele Próprio. Tal é a Sua graça; e quando os nossos corações duvidam, ou fracassam, a Sua palavra é "Se voltares..., diz o Senhor, para mim voltarás" (Jr. 4:1).

A humildade falsa, a qual é apenas o fruto da incredulidade, leva o extraviado ou apóstata a tomar uma posição inferior, desconhecendo o princípio ou medida da restauração de Deus. O filho pródigo procurava ser tomado como um servo, desconhecendo que, tanto quanto lhe dizia respeito, ele não tinha mais direito ao título de servo que ao de filho; e, além disso, seria inteiramente indigno do caráter do pai colocá-lo numa tal posição. Devemos vir a Deus no princípio e segundo a maneira digna d'Ele Mesmo, ou então não vir.

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