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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Gênesis 50

A única maneira do mundo poder ver Cristo é em Seu povo, enquanto andam em comunhão com Ele.


Gn 50:1 Que terno amor José demonstra para com seu pai.

Gn 50:2-13 Um dos grandes funerais das Escrituras. Jacó é sepultado ao lado de Abraão e Sara, Isaque e Rebeca e da primeira esposa de Jacó, Lia (49:31). Ali, hoje, em Hebrom, seus corpos aguardam pela ressurreição quando nós, juntamente com eles, iremos ouvir a bendita voz do Senhor Jesus - 1 Ts 4:16-17.

Gn 50:14-26 Quando Jacó morre, os irmãos de José ficam com medo que ele se vingue neles. Em outras palavras, pensavam em Jacó como sendo o protetor deles, mais do que José. Haviam desfrutado do amor, proteção e provisão de comida vinda de José por 17 anos e agora têm medo dele! Mas tudo isso é muito parecido conosco. O coração de cada crente logo fica com dúvidas acerca do imutável amor de Deus. Não há nada além de amor para nós. Toda a ira de Deus acerca de cada pecado que cometemos em toda a nossa vida foi descarregada sobre o Senhor Jesus. Simplesmente não sobrou nenhuma ira. Não sobrou nada além de amor! E cada ato dEle para conosco (mesmo as dificuldades) é um ato de amor - Hb 12:5-13.

Gn 50:22-26 Lindo final. A fé de José o leva muito além do caixão no Egito. Ela alcança um dia melhor. Um dia eterno. "Deus certamente vos visitará!" Assim ele dá ordens a respeito de seus ossos. Que estes também deveriam ser levados de volta à terra (e foram - veja Js 24:32, Ex 13:19, Hb 11:22).

Na última referência vemos o valor dado por Deus à fé de José. O Egito só podia dar um caixão. Este mundo é nosso Egito. Mas podemos agradecer a nosso bendito Senhor Jesus Cristo, pois por Ele podemos dizer, "Certamente vos visitará Deus"!

Gênesis 49

Poucos livros de história mencionam que o Deus Criador em Pessoa veio a este mundo. O que seria de nós se Ele não tivesse vindo!


Ao morrer Jacó abençoa todos os seus filhos, e isto se revela como uma profecia do futuro da nação de Israel. Não podemos tratar de cada bênção dos irmãos individualmente. Vamos olhar para o mais importante - Judá (v. 8-12). Era na tribo de Judá que nasceria o amado Filho de Deus. Pare alguns minutos para ler algumas referências a este Bendito nas escrituras do Antigo Testamento. Sl 60:7, Nm 24:17, Ez 21:27, Zc 6:12-13. E bem no começo da Palavra de Deus - Gn 3:15.

Gn 49:10 A parte final do versículo se refere a nós, Gentios. Somos nós os povos.

Gn 49:22-26 José é outra figura de Cristo em Sua majestade e glória.

Gn 49:27 Benjamim é uma figura de Cristo em poder, em um dia futuro quando Ele irá reinar em poder sobre esta terra, mas particularmente sobre Israel.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Descida para o Egito e a Morte de Jacó

(Comentário Gênesis 46 a 50)

O fim da carreira de Jacó encontra-se em agradável contraste com todas as cenas da sua história. Faz-nos lembrar uma tarde serena, depois de um dia tempestuoso: o sol, que durante o dia esteve oculto da vista por neblinas, nuvens, e nevoeiros, põem-se em majestade e brilho, dourando com os seus raios o céu ocidental, e mostrando a perspectiva agradável de uma manhã clara. Assim acontece com o nosso velho patriarca. A superioridade, a avidez, a astúcia, a atividade, os expedientes, a chicana, os temores egoístas — todas essas nuvens carregadas da natureza e da terra parece terem passado, e ele manifesta-se em toda a calma elevada da fé, para dar bênçãos e transmitir dignidades, naquela santa habilidade que só a comunhão com Deus pode conceder. 

No capítulo 48:11 temos um lindo exemplo do modo como o nosso Deus sempre Se eleva acima de todos os nossos pensamentos, e Se mostra melhor do que todos os nossos temores. "E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver a tua semente também". 

À vista da natureza, José estava morto; enquanto que para Deus ele estava vivo e sentado no lugar de mais elevada autoridade, a seguir ao trono. "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Co 2:9). Permita Deus que as nossas almas possam elevar-se na compreensão de Deus e dos Seus caminhos. 

É interessante notar o modo como os títulos "Jacó" e "Israel" são introduzidos no fim do livro do Gênesis; como por exemplo, "E um deu parte a Jacó e disse: Eis que José, teu filho, vem a ti. E esforçou-se Israel e assentou-se sobre a cama" (capítulo 48:2). Então acrescenta-se imediatamente: "E Jacó disse a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz". Ora nós sabemos que nada há na Sagrada Escritura sem o seu significado específico, e por isso esta troca de nomes encerra alguma instrução. Em geral, pode observar-se que "Jacó" mostra a profundidade até onde Deus desceu; e "Israel" a altura a que Jacó foi elevado. 

Embora os olhos estejam obscurecidos, a visão da fé é penetrante. Ele não vai ser enganado quanto à posição destinada a Efraim e Manassés nos desígnios de Deus. Não tem que estremecer, como seu pai Isaque, em capítulo 27:33, "estremeceu de um estremecimento muito grande", em face de um erro quase fatal. Antes pelo contrário. A sua resposta ao filho menos instruído é, "eu sei meu filho, eu sei". O poder de senso não tem, como no caso de Isaque, obscurecido a sua visão espiritual. Aprendera na escola da experiência a importância de se manter agarrado aos propósitos divinos, e a influência da natureza não pode afastá-lo deles.

Gênesis 48


A Palavra revela Cristo como Aquele que fez toda a obra e Aquele que merece toda a glória.

As 12 tribos de Israel eram as famílias dos 12 filhos de Jacó. Mas não havia uma tribo de José! Todavia algo melhor aconteceu. Os dois filhos de José foram elevados a esta honra. Naqueles dias o filho mais velho recebia o dobro dos outros (Dt 21:17). Mas José não era o filho mais velho! Abra em 1 Cr 5:1 e você verá que José recebeu a primogenitura e o por quê disso! Assim ele recebeu porção dobrada. Leia também Ez 47:13. Adão foi como o primogênito, mas por haver pecado, perdeu a bênção. O Senhor Jesus (sendo como o segundo - 1 Co 15:47) recebeu a porção dobrada... a igreja, Sua esposa, composta de dois povos, os Judeus crentes e os Gentios crentes.

Gn 48:1-4 Uma bênção especial para José.

Gn 48:5-22 Os dois filhos de José. Jacó sabia melhor que José o que Deus queria. Mesmo Jacó sendo cego, ele podia enxergar melhor! Às vezes quando somos mais cegos para as coisas deste mundo, vemos melhor as coisas de Deus (2 Co 4:18). O filho mais jovem é elevado acima de seu irmão mais velho. (Mais uma vez como Adão e Cristo).

Gn 48:15-16 Que final feliz para a longa vida de Jacó, e que bela coisa para se dizer do cuidado de Deus para com ele.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gênesis 47


Santidade não é o caminho para Cristo, mas Cristo é o caminho para santidade.

Gn 47:1-12 A família de José é assentada na melhor parte da terra do Egito (vers. 6 e 11).

Gn 47:13-26 José está no total controle do Egito. Quanto deviam amar José. Esta parte da história é uma figura do futuro, do reino de 1000 anos do Senhor Jesus. A terra prosperará e ficará em paz. Vale a pena ler Sl 72:1-9 e Is 11:4-9 (sobre o milênio).

Gn 47:27-31 Os últimos dias de Jacó (ou Israel). Mas apesar do belo lugar que recebera, apesar da grande coisa que era ter seu filho governador de todo o país, Jacó agora volta seus pensamentos para a terra da promessa! Seu lugar de descanso não seria no Egito, mas em Israel.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Gênesis 46


Se meu coração estiver cheio de Cristo, as coisas que são contrárias a Ele não me atraem.

Gn 46:1 Jacó adorou a Deus antes de sair da terra.

Gn 46:2 Deus responde, e lhe assegura que sua família se tornaria uma grande nação! E Ele lhe assegura de Sua presença. Mas o melhor de tudo, Ele lhe assegura que Lhe fará subir outra vez (Jo 13:3).

Gn 46:5-26 A grande família de 66 almas viaja para o Egito. Não falta nenhum. Seriam eles todos homens bons, honestos, corretos? Dificilmente, mas formavam um povo humilhado. E é isso o que conta para Deus.

Gn 46:28 Isto é interessante. Judá outra vez; (Zc 10:6), ele é escolhido para ir na frente, e encontrar José. A tribo de Judá está hoje de volta à terra de Israel. Eles serão os primeiros a darem as boas vindas ao Senhor Jesus quando Ele voltar para reinar sobre a terra.

Gn 46:29 O próprio José vai encontrá-los em uma carruagem (Is 66:15).

Gn 46:30 Lemos das mãos de José, de suas lágrimas, de sua face, seu sangue e suas palavras. Agora se você quer ter alguns doces pensamentos e meditações, pense nestas mesmas cinco coisas do Senhor Jesus.

domingo, 28 de julho de 2013

A Restauração do Povo Judaico

(Comentário Gênesis 45)

"Então, José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo o varão; e ninguém ficou com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos" (capítulo 45:1). Nenhum estranho foi autorizado a presenciar esta cena sagrada. Qual o estranho que poderia compreendê-la ou apreciá-la?- Somos convidados aqui a testemunhar, de fato, convicção por operação divina na presença de graça divina; e nós podemos dizer, que quando estas se encontram há um acordo fácil de todas as questões.

"E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face. ...para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviaste para cá, senão Deus" (capítulo 45:4-8). Isto é graça de verdade, e põe a consciência perfeitamente em paz. Os irmãos já se haviam condenado a si próprios inteiramente, e por isso José só teve que deitar o bálsamo bendito em seus corações. Tudo isto é agradavelmente figurativo dos desígnios de Deus com Israel, nos últimos dias, quando olharem para "Aquele a quem traspassaram, e O prantearão". Então experimentarão a realidade da graça divina e a eficácia purificadora daquela "fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, contra o pecado e contra a impureza" (Zc 12:10; 13:1).

No capítulo 3 de Atos vemos o Espírito de Deus procurando por meio de Pedro produzir esta convicção divina nas consciências dos Judeus. "O Deus de Abraão, e de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto. Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida. E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas" (At 3:13-15). Estas palavras eram destinadas a arrancar dos corações e lábios dos ouvintes a confissão feita pelos irmãos de José — "somos culpados." Então segue-se a graça: "E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes. Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério, pela presença do Senhor" (At 3:17-19). Vemos aqui que, embora os Judeus tenham realmente manifestado a inimizade de seus corações na morte de Cristo, assim como os irmãos de José fizeram no seu tratamento para com ele, a graça de Deus para com cada um é vista nisto, que tudo é apresentado como tendo sido previsto e decretado por Deus para sua bênção. Isto é graça perfeita, que excede todo o nosso entendimento; e tudo que é necessário a fim de poder gozar-se a sua alegria é uma consciência verdadeiramente convicta pela verdade de Deus. Aqueles que podiam dizer: "somos culpados", podiam compreender igualmente as palavras preciosas da graça: "não fostes vós, mas Deus". Assim tem que ser sempre. A alma que tiver pronunciado a sua própria condenação, está preparada para compreender e apreciar o perdão de Deus.

Gênesis 45


Tudo em CRISTO... nada sem ELE.

Agora as comportas de amor se abrem e José se dá a conhecer a seus irmãos (Zc 14:4 e 13:6).

Gn 45:3-4 Repare na afirmação que é repetida (Todos os redimidos irão sempre se lembrar de que fomos nós que colocamos o Senhor Jesus Cristo na cruz - Jo 1:29).

Gn 45:5,7,8,9 José faz menção de Deus quatro vezes. Deus estava por detrás da terrível experiência de José ao ser vendido como um escravo, e estava preparando um caminho para que toda a família fosse preservada e abençoada.

Gn 45:9-15 Eles devem voltar rapidamente para os que ficaram em casa e contar a eles de José (Jo 17:18). Assim José lhes disse o que deviam falar (Mc 16:15). Eles deviam se apressar (2 Co 6:2). Tudo seria provido a eles (Rm 8:32).

Gn 45:20 Lhes foi dito que não se preocupassem com suas próprias coisas (Fp 4:6). Por meio do sofrimento, José havia recebido a coroa (Hb 1:3, 2:9-10, 9:28).

Gn 45:16-20 A alegria que Faraó e toda a sua casa sentiram quando ouviram as notícias da família de José nos falam da grande reputação que José devia ter.

Gn 45:25-28 José havia dito a eles que falassem a seu pai de toda a sua glória no Egito (vers. 13) mas repare que no vers. 26 qual a primeira coisa que dizem a seu pai! O grande tema do Cristianismo é que Jesus vive (Ap 1:18).

Jacó havia acreditado nas mentiras que seus filhos antes lhe haviam contado (37:32). Agora quando a verdade é dita, ele não acredita. Muitas pessoas acreditam alegremente em todas as mentiras que ouvem acerca de Deus. Mas não creem na verdade. Virá o dia quando Deus fará com que creiam na mentira (2 Ts 2:10-12).

domingo, 7 de julho de 2013

Gênesis 43

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/43

A ressurreição de Cristo foi a segunda manhã na história da criação.

Gn 43:1 Deus estava permitindo que a fome ficasse pior. Mas Ele percebeu o quanto o povo a sentia. Há várias palavras comoventes ditas neste capítulo... As palavras de Jacó nos versículos 6,7,11-14. De José em 16,27,29. Do mordomo em 23. Os irmãos tomados pela culpa nem imaginavam que José conhecia suas consciências culpadas (veja 42:21-23). Eles pensavam dele como sendo um homem de dura cerviz (como eles próprios tinham sido muitos anos antes). Mas José não tinha nada para eles além de amor em seu coração. Quão pouco entendemos o amor do Senhor por nós, quando Ele permite que passemos por tristezas e dificuldades.

Gn 43:8-10 Volte e veja a parte que Judá teve quando se livraram de José. E veja o coração mudado. Ele está pronto a oferecer sua vida por seu irmão Benjamim.

Gn 43:11,15,25-26 Jacó ainda acha que os presentes irão ajudar. Pense no quão pouco isso iria significar para José. Ele estava interessado em seus corações. (Repare no contraste daquilo que José enviou como presente - 45:20-23).

Gn 43:30-31 Você consegue ler isto sem se comover? Que coração amoroso. Ele não guardava nenhum rancor por eles, e todavia ele não poderia deixar que vissem seu próprio coração. É só quando eles tivessem aprendido o quão mau era o coração deles que poderiam entender seu coração de amor.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Encontro de José com Seus Irmãos

(Comentário Gênesis 42)

Consideremos agora, por uns momentos, a entrevista de José com seus irmãos, na qual encontraremos alguns pontos de semelhança com a história de Israel nos últimos dias. Durante o tempo em que José esteve oculto da vista de seus irmãos eles tiveram que passar por profunda e aguda provação, por meio de exercícios penosos e intensos da consciência. Um destes exercícios é concebido nestes termos: "Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos rogava; nós, porém, não ouvimos; por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu, dizendo: Não pequeis contra o moço? Mas não ouvistes; e, vedes aqui, o seu sangue é requerido" (capítulo 42:21-22).

Entretanto no capítulo 44:16 lemos: "Então, disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos". Ninguém pode ensinar como Deus. Somente Ele pode produzir na consciência a verdadeira compreensão do pecado, e levar a alma aos profundos recessos da sua própria condição na Sua presença. Isto é tudo trabalho Seu. Os homens correm na sua carreira de culpa, descuidados de tudo, até que a flecha do Todo-Poderoso fere a sua consciência, e então são levados àquelas pesquisas do coração e intensos exercícios de alma, de que só podem achar alívio nos recursos do amor redentor. Os irmãos de José não tinham ideia de tudo que havia de resultar para eles devido aos seus atos para com ele: "... tomaram-no e lançaram-no na cova...; depois assentaram-se a comer pão" (capítulo 37:24-25). Ai dos "que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo, mas não vos afligis pela quebra de José!" (Amós 6:6).

Todavia, Deus promoveu dor de coração e exercícios de consciência dum modo maravilhoso. Passaram-se anos e estes irmãos poderiam ter pensado inutilmente que tudo estava bem; mas, "então, acabaram-se os sete anos de fartura que havia... e começaram a vir os sete anos de fome!" (capítulo 41:53-54). Quem os mandou e com que fim? Providência admirável! Sabedoria inescrutável! A fome chega a Canaã, e as necessidades da fome trazem agora os irmãos culpados aos pés do ofendido José! Como é notável a manifestação da mão de Deus em tudo isto! Ali estão eles, com a seta da convicção atravessada nas suas consciências, na presença do homem a quem haviam, com "mãos ímpias", lançado na cova. Certamente, o pecado tinha-os achado; mas era na presença de José. Bendito lugar!

Gênesis 42


Aquele que criou os céus e a terra, pediu um gole d'água.

Passaram-se mais de 18 anos desde José ter sido vendido. Mas Deus tem em mente um grande propósito. Quão pouco imaginavam os irmãos que aquele de quem tinham tanto ciúmes, e a quem venderam para escravidão, seria aquele a quem teriam que suplicar por pão! Quão pouco este mundo imagina que cada joelho irá se dobrar a Jesus (Fp 2:10).

Gn 42:6 Conte o número de vezes que eles se curvaram diante de José.

Gn 42:7 Ele os conheceu (Jo 15:16).

Gn 42:8-11 É só quando os irmãos reconhecem sua iniquidade é que ele poderia revelar o grande segredo de quem ele era.

Gn 42:12-20 As dificuldades aumentam, de modo que o exercício em seus corações se torna mais profundo.

Gn 42:21 Eles não podiam esquecer o momento, anos antes, quando viram sua expressão, quando o tinham vendido como escravo (Mt 27:36). (Para o Senhor Jesus não houve piedade.)

Gn 42:22 Seu sangue será requerido (Mt 27:25).

Gn 42:25-28 Repare nas últimas nove palavras!

Gn 42:29-38 Parece que a história deve terminar aqui. Que tragédia se assim tivesse ocorrido! (1 Co 15:14,8,19).

Gn 42:36 Repare nas últimas seis palavras. Que contraste, podemos dizer! (Rm 8:28).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

domingo, 16 de junho de 2013

A Elevação de José Sobre Toda a Terra do Egito

(Comentário Gênesis 41)

José foi tirado da cova e do cárcere, nos quais havia sido lançado por causa da inveja de seus irmãos, e do falso juízo de um gentio, para ser dominador de toda a terra do Egito; e não somente isto, mas para ser o meio de bênção, e o mantenedor da vida, para Israel e toda a terra. Tudo isto é ilustrativo de Cristo. De fato, um símbolo não podia ser mais perfeito. Vemos um homem posto, para todos os efeitos, no lugar da morte pelos homens, e então levantado pela mão de Deus e colocado em lugar de dignidade e glória. "Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-O vós, O crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela" (At 2:22-24).

Porém, há dois pontos na história de José, que, com o que já foi dito, tornam o símbolo notavelmente perfeito: refiro-me ao seu casamento com uma mulher estrangeira no capítulo 41, e a entrevista que tem com seus irmãos, em capítulo 45. A ordem dos acontecimentos é a seguinte: José apresenta-se aos seus irmãos como um que é enviado do pai; eles rejeitam-no, e, tanto quanto está neles, põem-no no lugar da morte; Deus tira-o dali, e exalta-o a uma posição da mais alta dignidade: assim exaltado, ele arranja uma noiva; e quando seus irmãos, segundo a carne, se prostram perante ele completamente humilhados, ele dá-se-lhes a conhecer, tranquiliza os seus corações e leva-os à bênção; então torna-se o meio de bênção para eles e todo o mundo. 


Asenate, Esposa de José: Imagem da Igreja Unida a Cristo

Desejo apenas fazer alguns comentários acerca do casamento de José e da restauração de seus irmãos. A noiva estrangeira ilustra a Igreja. Cristo apresentou-Se aos judeus, e, sendo rejeitado por eles, tomou o Seu lugar nas alturas e enviou o Espírito Santo para formar a Igreja, que é composta de judeus e gentios, para ser unida com Ele na glória celestial. A doutrina da Igreja já foi tratada quando dos nossos comentários sobre o capítulo 24 (leia: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4), mas restam ainda dois ou três pontos a notar aqui. A esposa egípcia de José teve parte íntima com ele na sua glória. Sendo parte de si próprio, ela compartilhou de tudo que era seu. Além disso, ela ocupava um lugar de intimidade e aproximação dele somente conhecido dela. Assim é com a Igreja, a esposa do Cordeiro: ela está unida com Cristo para ser participante, ao mesmo tempo, da Sua rejeição e glória. E a posição de Cristo que dá caráter à posição da Igreja, e a sua posição deveria caracterizar sempre a sua conduta. Se somos reunidos para Cristo, é conforme Ele está exaltado em glória, e não humilhado aqui. "Assim que, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já não o conhecemos desse modo" (2 Co 5:16). O centro de reunião da Igreja é Cristo na glória. "E eu quando for levantado da terra todos atrairei a mim" (Jo 12:32).

Existe muito mais de valor prático na compreensão deste princípio do que pode parecer à primeira vista. O intuito de Satanás, bem como a tendência de nossos corações é sempre levar-nos a ficar aquém do objetivo de Deus em todas as coisas, e sobre tudo no que diz respeito ao centro da nossa união como cristãos. É um sentimento vulgar que "o sangue do Cordeiro é a união dos santos", isto é, que é o sangue que forma o seu centro de união. Ora que é o sangue infinitamente precioso de Cristo que nos põe individualmente como adoradores na presença de Deus, é bem-aventuradamente verdadeiro. O sangue, portanto, forma a base divina da nossa comunhão com Deus. Porém tratando-se do centro da nossa união como Igreja, devemos ter em vista o fato que o Espírito Santo nos reúne para a Pessoa de um Cristo ressuscitado e glorificado; e esta grande verdade dá o caráter—caráter elevado e santo—à nossa união como cristãos. Se tomarmos outra posição, que não esta, então, formamos inevitavelmente uma seita ou ismo. Se nos reunirmos em volta de uma ordenação, por muito importante que seja, ou em torno de uma verdade, por mais indiscutível, fazemos de alguma coisa o nosso centro, que não Cristo.

Por isso é muito importante ponderar as consequências práticas que resultam da verdade de sermos reunidos para um Cristo ressuscitado e glorificado no céu. Se Cristo estivesse na terra, seríamos reunidos para Ele aqui; mas, visto que está oculto nos céus, a Igreja toma o seu caráter da posição que Ele tem ali. Por isso, Cristo podia dizer: "Não são do mundo, como eu do mundo não sou", e também, "e por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade". (Jo 17:16-19). Assim também em 1 Pedro 2:4-5: "Chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo". Se somos reunidos para Cristo, temos de ser reunidos para Ele como Ele é, e onde Ele está; e quanto mais o Espírito de Deus conduzir as nossas almas à compreensão disto, tanto mais veremos o caráter da conduta que nos convém. A noiva de José foi unida a si, não na cova nem no cárcere, mas na dignidade e glória da sua posição no Egito; e, no seu caso, não podemos ter dificuldade em perceber a grande diferença entre as duas posições.

Além disso, lemos, "e nasceram a José dois filhos (antes que viesse o ano da fome)" (capítulo 41:50). Aproximava-se uma época de tribulações; mas antes disso veio o fruto da sua união. Os filhos que Deus lhe deu foram chamados à existência antes deste tempo de provação. Assim será com respeito à Igreja. Todos os seus membros serão chamados, o corpo será acabado e ligado à Cabeça no céu, antes da "grande tribulação" que há-de vir sobre toda a terra.

Gênesis 41

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/41

Em Sua morte, o Senhor Jesus, como Filho do Homem, glorificou a DEUS... durante toda a Sua vida Ele glorificou a Seu PAI.

Gn 41:33 O homem a ser escolhido precisava ser prudente e sábio (Hb 7:26).

Gn 41:38-39 Faraó liga a vida de José a Deus. "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8:31).

Gn 41:41 Exaltado sobre toda a terra do Egito! (Fp 2:9).

Gn 41:45 José recebeu um novo nome (Fp 2:9) e uma esposa gentia (Ef 5:25-27 e At 15:14).

Gn 41:47 Anos de abundância. O mundo está passando por seus anos de abundância - a fome vem depois. Mas José armazenou para o futuro.

Gn 41:53-57 Chega a fome. Faraó diz, "Ide a José" (Jo 14:6). O humilhado José se torna o exaltado José! Da cova para o palácio! O humilhado Jesus se torna o Centro da glória (Fp 2:5-11).

terça-feira, 4 de junho de 2013

Gênesis 40


Através da morte de Cristo recebemos um poder que nos capacita a resistir a Satanás e seus enganos.

As mais terríveis circunstâncias não fizeram com que José se comprometesse. Estes dias negros apenas precedem a aurora. Portanto não desistamos tampouco, o Senhor Jesus logo vem. José não sabia que aqueles eventos iriam ser os próprios meios de levá-lo à presença do grande rei Faraó. Os dois destinos, do copeiro e do padeiro, são similares aos dois ladrões que estavam pendurados em ambos os lados do Salvador. Um pereceu, e o outro foi para o paraíso com Cristo. Repare quão fácil foi para José dizer o significado dos sonhos. Por que? Porque Deus era tão real ao Seu servo sofredor (Jo 15:15).

Gn 40:14 Que pedido simples. Quão fácil de cumpri-lo. O Senhor Jesus nos fez um pedido (Lc 22:19).

Gn 40:23 Seria possível? Com que freqüência, no transcorrer da semana, nossos pensamentos estão associados a Cristo e a tudo o que Ele sofreu na cruz por nós? José esperou dois anos!

sábado, 1 de junho de 2013

Deus Sempre Cumpre Seus Desígnios

(Comentário Gênesis 39, 40, 41)

Lendo atentamente estas porções interessantes de inspiração percebemos uma cadeia notável de atos providenciais, convergindo todos para um ponto, a saber, a exaltação do homem que havia estado na cova, e ao mesmo tempo trazendo à luz, gradualmente, um número de objetos secundários. "Os pensamentos de muitos corações" estavam para ser "revelados"; mas José estava para ser exaltado. "Chamou a fome sobre a terra; fez mirrar toda a planta do pão. Mandou adiante deles um varão, que foi vendido por escravo: José, cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até ao tempo em que chegou a sua palavra: a palavra do SENHOR O provou. Mandou o rei, e o fez soltar; o dominador dos povos o soltou. Fê-lo Senhor de sua casa, e governador de toda a sua fazenda para, a seu gosto, sujeitar os seus príncipes e instruir os seus anciãos" (Sl 105:16-22).


É bom ver que o fim era exaltar aquele que os homens haviam rejeitado; e então produzir nesses mesmos homens a mágoa do seu pecado na rejeição. E como tudo isto é admiravelmente conseguido! Circunstâncias triviais e importantes, prováveis e improváveis, são usadas no desenrolar dos propósitos de Deus. No capítulo 39 Satanás emprega a mulher de Potifar, e no capítulo 40 serve-se do copeiro-mor do Faraó. Aquela foi usada para meter José no cárcere; e este para o conservar lá, por causa do seu esquecimento ingrato; mas foi tudo em vão. Deus estava atrás dos bastidores dirigindo com a Sua mão as molas do encadeamento das circunstâncias, e a seu tempo tirou dali o homem do Seu desígnio e encaminhou os seus pés para um lugar espaçoso. Ora isto é sempre prerrogativa de Deus. Ele está acima de tudo e pode usar tudo para cumprimento dos Seus inescrutáveis desígnios. É agradável podermos seguir assim a mão do nosso Pai em todas as coisas. Agradável saber que toda a sorte de agentes está ao Seu soberano dispor: anjos, homens, e demônios — todos estão debaixo da Sua mão onipotente, e todos são criados para cumprir os Seus propósitos.

Neste capítulo tudo isto se nos apresenta de um modo notável. Deus visita o lar de um capitão gentio, o palácio de um rei pagão, sim, e o seu quarto, e faz com que as próprias visões que ele tem em seu leito contribuam para o cumprimento dos Seus desígnios. Nem tão-pouco são só indivíduos e as suas  circunstâncias que são usados para o progresso dos propósitos de Deus; mas o próprio Egito e todos os países circunvizinhos são postos em cena; em suma, toda a terra foi preparada pela mão de Deus para ser o teatro no qual pudesse ser mostrada a glória e grandeza de um que "fora separado de seus irmãos". Tais são os caminhos de Deus; e é um dos mais felizes e altos privilégios de exercício da alma de um santo seguir assim os atos admiráveis de seu Pai Celestial. Como a providência de Deus é forçosamente trazida à luz nesta história profundamente interessante de José! Olhai, por um momento, para o cárcere do capitão da guarda. Vede ali um homem "em ferros", acusado de um crime abominável — proscrito e escória da sociedade; e todavia vede-o, quase num momento, elevado à mais alta distinção; e quem poderá negar que Deus está em tudo isto?

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Gênesis 39



Na vida de Cristo, Deus Se aproximou do homem... na morte de Cristo, o homem pode aproximar-se de Deus.


Gn 39:1-6 José, em submissão, se adapta à vida de um escravo. Não lemos de qualquer reclamação (Lc 2:49-52).

Gn 39:2 Que belo parêntese e que segredo para entendermos! O Senhor estava com ele em sua prosperidade. (Veremos outra afirmação notável mais tarde neste capítulo).

Gn 39:7-20 Tentado, não apenas um dia, mas muitos (Hb 4:15). As circunstâncias favoráveis são a causa dos ataques sutis que Satanás às vezes traz sobre nós.

Gn 39:9 Todo pecado é contra Deus. Ele não disse "nós", mas "eu". Ele estava em uma posição muito mais responsável do que ela. Ela não conhecia o Senhor.

Gn 39:21-23 Que doce cumprimento do início do versículo 2. Aqui na adversidade, agora na prisão, existe esta bendita confiança de que "o Senhor estava com José". (Na prosperidade, e na prisão).

Gn 39:23 O Senhor estava por detrás de todos os eventos. Nós também podemos descansar na promessa de Fp 1:6.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

José - Bela Figura de Cristo

(Comentário Gênesis 37)

Não há nas Escrituras Sagradas um símbolo mais perfeito e belo de Cristo do que José. Quer encaremos Cristo como o objeto do amor do Pai ou da inveja dos "seus"— na Sua humilhação, sofrimentos, morte, exaltação e glória —, vemo-Lo maravilhosamente simbolizado em José.



José É Odiado por Seus Irmãos

No capítulo 37 temos os sonhos de José, cujo relato desperta a inimizade de seus irmãos. Ele era o objeto do amor de seu pai, e assunto de altos destinos, e, visto que os corações de seus irmãos não estavam em comunhão com estas coisas, eles odiaram-no. Não tinham parte no amor do pai, e não queriam aceder ao pensamento de exaltação de José. Em tudo isto, eles são uma figura dos Judeus nos dias de Cristo. "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1:11). Ele "não tinha parecer nem formosura" a seus olhos (Is 53:2). Não o reconheceram como o Filho de Deus nem como Rei de Israel. Os seus olhos não estavam abertos para verem "a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14). Não o queriam, e, pelo contrário, odiaram-No.

Cristo — Antítipo de José

Aconteceu assim com o grande Antítipo de José. Ele deu testemunho da verdade — fez boa confissão —, nada ocultou; só podia dizer a verdade porque Ele era a verdade, e o Seu testemunho da verdade teve a resposta, por parte do homem, por meio da cruz, o vinagre, e a espada do soldado que feriu o Seu lado. O testemunho de Cristo foi também acompanhado da graça mais profunda, plena e rica. Ele não veio apenas como a "verdade", mas também como a perfeita expressão de todo o amor do coração do Pai: "a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (Jo 1:17). Ele foi a plena manifestação aos homens do que Deus era. Por isso o homem foi deixado inteiramente sem desculpa. Ele veio e mostrou Deus aos homens, e os homens odiaram a Deus completamente. A manifestação do amor divino produziu ódio cruel. É isto que vemos na cruz; e temo-lo prefigurado duma maneira tocante na cova onde José foi lançado por seus irmãos.

"E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem. E disseram uns aos outros: Eis, lá vem o sonhador-mor! Vinde, pois, agora, e mantemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos."

Estas palavras fazem-nos lembrar a parábola de Mateus 21: "E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram" (versículos 37 a 39). Deus enviou o Seu Filho ao mundo com este pensamento: "Terão respeito a meu filho"; mas, ah! o coração do homem não tinha temor pelo "bem amado" do Pai! Lançaram-No fora. A terra e o céu estavam em discórdia a respeito de Cristo; e ainda o estão.O homem crucificou-O, mas Deus ressuscitou-O dos mortos. O homem pô-lo na cruz entre dois malfeitores; Deus colocou-O à Sua destra nas alturas. O homem deu-Lhe o lugar mais baixo na terra; Deus deu-Lhe o lugar mais elevado nos céus, em majestade sem igual.

José — um Ramo Frutífero

Tudo isto é prefigurado na história de José. Leia Gênesis 49:22-26. Estes versículos mostram-nos "os sofrimentos de Cristo e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Pe 1:11). "Os flecheiros" fizeram o seu trabalho; mas Deus era mais poderoso do que eles. O verdadeiro José foi flechado e gravemente ferido na casa de seus amigos; porém, "os braços de suas mãos foram fortalecidos" no poder da ressurreição, e a fé conhece-O agora como o fundamento de todos os propósitos de Deus de bênção e glória a respeito da Igreja, Israel e toda a criação. Quando pensamos em José na cova, e na prisão, e mais tarde como governador de toda a terra do Egito, vemos a diferença que existe entre os pensamentos de Deus e os pensamentos dos homens; e assim quando olhamos para a cruz e para o trono da Majestade nos céus, vemos a mesma coisa.

Nunca houve nada que revelasse o verdadeiro estado do coração do "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado" (Jo 15:22). Não é que eles não fossem pecadores. Não, mas "não teriam pecado". Do mesmo modo, Ele diz noutro lugar: "Se fôsseis cegos não teríeis pecado" (Jo 9:41). Deus aproximou-Se do homem na Pessoa de Seu Filho, e o homem pôde dizer: "este é o herdeiro", e todavia disse: "Vinde, matemo-Lo". Por isso, "mas agora não têm desculpa do seu pecado". Aqueles que dizem ver, não têm desculpa. A cegueira professa não é a dificuldade, mas sim a profissão de vista. É um princípio solene para uma época de crença professa, como esta. A continuidade do pecado está ligada com a profissão de ver. Um homem que é cego, e sabe que o é, pode esperar que os seus olhos sejam abertos, mas que poderá fazer-se por aquele que pensa ver, quando realmente não vê?
homem para com Deus como a vinda de Cristo.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 37

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/37


Se eu tiver um coração para Cristo, vou me humilhar... foi o que Cristo fez!

A história de José é uma das maiores e mais doces histórias já contadas. Contamos 75 maneiras em com esta história ilustra alguma parte da vida do Senhor Jesus Cristo. Numa visão geral, podemos dizer que a história pode ser uma bela figura de Cristo como um Homem na terra. Ele é rejeitado por Seu próprio povo, (os Judeus) e desaparece (na cruz e vai para o céu). Por Sua morte e ressurreição Ele traz vida a muitos. Ao invés de dar detalhes do que a história possa significar, vamos simplesmente dar um versículo que fala de algo similar acerca do Senhor. Se você estiver interessado, poderá lê-los. (Veja se pode acrescentar mais, há muitos).

Gn 37:1-4 O afortunado menino é amado por seu pai (Jo 3:35 e Mt 3:17). Ele tem uma capa de muitas cores (Hb 2:7).

Gn 37:5-11 Seus sonhos, logo no início de sua vida, falam de um dia de glória vindoura (Is 53:10-12 e Ap 4:9).

Gn 37:12-17 José andou cerca de 112 quilômetros para encontrar seus irmãos. Ele não parou até ter cumprido as ordens de seu pai (Jo 6:38).

Gn 37:18-22 Imediatamente eles planejam matá-lo (Mt 12:14 e Jo 5:18).

Gn 37:23-36 O ato é consumado. José se foi. Ao menos no que diz respeito a seus irmãos, se foi para sempre (Jo 15:24). Sua túnica é mergulhada no sangue de um animal morto e levada a seu pai. Este mundo pensa que quando Jesus morreu na cruz aquilo tenha sido o Seu fim. (Mt 27:62-66 e Jo 15:25).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

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