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terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Ressurreição e Ascensão de Cristo

(Comentário Atos 1)

Encarnação, Crucificação e Ressurreição são os grandes fatos ou verdades fundamentais da igreja e do cristianismo. A encarnação foi necessária à crucificação e ambas à ressurreição. É uma verdade bendita que Cristo morreu na cruz por nossos pecados, porém, é igualmente verdade que o crente morreu em Sua morte (Romanos 6; Colossenses 2). A vida cristã é vida na ressurreição. A igreja está edificada sobre o Cristo ressurreto. Nenhuma verdade pode ser mais abençoada e maravilhosa que a encarnação e a crucificação, mas a igreja está associada com a ressurreição e glorificação de Cristo.

Em Atos 1 temos um quadro do que está relacionado à ressurreição e ascensão do Senhor; e também com os atos dos apóstolos antes da descida do Espírito Santo. O maravilhoso Senhor ainda fala e age por intermédio do Espírito Santo. Foi “pelo Espírito Santo” que Ele deu ordenanças aos apóstolos que escolhera. Isso é digno de nota por nos ensinar duas coisas:
  1. O caráter de nossa união com Cristo; o Espírito Santo no cristão e no Senhor ressurreto os une um ao outro de maneira extraordinária. “Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito” (1 Coríntios 6:17). Pelo “mesmo Espírito” ambos são unidos.
  2. Esse importante fato chama a atenção para a abençoada verdade de que o Espírito Santo habita e age no cristão, também após este estar efetivamente na ressurreição. Naquele momento, Ele não terá - como tem agora - a carne em nós para combater, mas irá nos conduzir sem qualquer impedimento às glórias do céu — à jubilosa adoração, ao abençoado serviço, e à plenitude da vontade de Deus.
O Senhor ressurreto ordena aos apóstolos a aguardarem em Jerusalém pela “promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (Atos 1:4-5). Não se trata mais de uma questão de promessas temporais a Israel, isso será adiado para um dia futuro. A promessa do Pai em relação ao Espírito Santo era uma coisa inteiramente distinta, e com resultados radicalmente diferentes.

O Senhor falou muitas coisas relativas ao reino de Deus com Seus apóstolos, subiu aos céus e então uma nuvem impediu que eles O vissem. A volta do Senhor também é prenunciada de maneira clara e cristalina nessa mesma ocasião. “E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:9-11). A partir dessas palavras fica evidente que Ele subiu pessoal, visível e corporalmente, e que é dessa mesma forma que Ele deverá vir - Ele aparecerá novamente entre as nuvens, e será manifesto aos povos sobre a terra, pessoal, visível e corporalmente; mas dessa vez com poder e grande glória.

Os apóstolos e discípulos tiveram de aprender duas coisas:
  1. Que Jesus foi tomado desse mundo e levado aos céus.
  2. Que Ele virá novamente. O testemunho deles se baseava sobre esses dois grandes fatos. Jerusalém seria o ponto de partida do ministério apostólico, e para isso teriam de esperar pelo poder de cima. Agora chegamos ao segundo grande evento, e mais importante de todos, que se relaciona à condição humana neste mundo - o dom do Espírito Santo. Já não seria Deus por nós, mas Deus em nós. Isso aconteceu no dia de Pentecostes.

A. Miller. Fonte: http://tinyurl.com/om2b9e6

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Gênesis 50

A única maneira do mundo poder ver Cristo é em Seu povo, enquanto andam em comunhão com Ele.


Gn 50:1 Que terno amor José demonstra para com seu pai.

Gn 50:2-13 Um dos grandes funerais das Escrituras. Jacó é sepultado ao lado de Abraão e Sara, Isaque e Rebeca e da primeira esposa de Jacó, Lia (49:31). Ali, hoje, em Hebrom, seus corpos aguardam pela ressurreição quando nós, juntamente com eles, iremos ouvir a bendita voz do Senhor Jesus - 1 Ts 4:16-17.

Gn 50:14-26 Quando Jacó morre, os irmãos de José ficam com medo que ele se vingue neles. Em outras palavras, pensavam em Jacó como sendo o protetor deles, mais do que José. Haviam desfrutado do amor, proteção e provisão de comida vinda de José por 17 anos e agora têm medo dele! Mas tudo isso é muito parecido conosco. O coração de cada crente logo fica com dúvidas acerca do imutável amor de Deus. Não há nada além de amor para nós. Toda a ira de Deus acerca de cada pecado que cometemos em toda a nossa vida foi descarregada sobre o Senhor Jesus. Simplesmente não sobrou nenhuma ira. Não sobrou nada além de amor! E cada ato dEle para conosco (mesmo as dificuldades) é um ato de amor - Hb 12:5-13.

Gn 50:22-26 Lindo final. A fé de José o leva muito além do caixão no Egito. Ela alcança um dia melhor. Um dia eterno. "Deus certamente vos visitará!" Assim ele dá ordens a respeito de seus ossos. Que estes também deveriam ser levados de volta à terra (e foram - veja Js 24:32, Ex 13:19, Hb 11:22).

Na última referência vemos o valor dado por Deus à fé de José. O Egito só podia dar um caixão. Este mundo é nosso Egito. Mas podemos agradecer a nosso bendito Senhor Jesus Cristo, pois por Ele podemos dizer, "Certamente vos visitará Deus"!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

José - Bela Figura de Cristo

(Comentário Gênesis 37)

Não há nas Escrituras Sagradas um símbolo mais perfeito e belo de Cristo do que José. Quer encaremos Cristo como o objeto do amor do Pai ou da inveja dos "seus"— na Sua humilhação, sofrimentos, morte, exaltação e glória —, vemo-Lo maravilhosamente simbolizado em José.



José É Odiado por Seus Irmãos

No capítulo 37 temos os sonhos de José, cujo relato desperta a inimizade de seus irmãos. Ele era o objeto do amor de seu pai, e assunto de altos destinos, e, visto que os corações de seus irmãos não estavam em comunhão com estas coisas, eles odiaram-no. Não tinham parte no amor do pai, e não queriam aceder ao pensamento de exaltação de José. Em tudo isto, eles são uma figura dos Judeus nos dias de Cristo. "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1:11). Ele "não tinha parecer nem formosura" a seus olhos (Is 53:2). Não o reconheceram como o Filho de Deus nem como Rei de Israel. Os seus olhos não estavam abertos para verem "a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14). Não o queriam, e, pelo contrário, odiaram-No.

Cristo — Antítipo de José

Aconteceu assim com o grande Antítipo de José. Ele deu testemunho da verdade — fez boa confissão —, nada ocultou; só podia dizer a verdade porque Ele era a verdade, e o Seu testemunho da verdade teve a resposta, por parte do homem, por meio da cruz, o vinagre, e a espada do soldado que feriu o Seu lado. O testemunho de Cristo foi também acompanhado da graça mais profunda, plena e rica. Ele não veio apenas como a "verdade", mas também como a perfeita expressão de todo o amor do coração do Pai: "a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (Jo 1:17). Ele foi a plena manifestação aos homens do que Deus era. Por isso o homem foi deixado inteiramente sem desculpa. Ele veio e mostrou Deus aos homens, e os homens odiaram a Deus completamente. A manifestação do amor divino produziu ódio cruel. É isto que vemos na cruz; e temo-lo prefigurado duma maneira tocante na cova onde José foi lançado por seus irmãos.

"E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem. E disseram uns aos outros: Eis, lá vem o sonhador-mor! Vinde, pois, agora, e mantemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos."

Estas palavras fazem-nos lembrar a parábola de Mateus 21: "E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram" (versículos 37 a 39). Deus enviou o Seu Filho ao mundo com este pensamento: "Terão respeito a meu filho"; mas, ah! o coração do homem não tinha temor pelo "bem amado" do Pai! Lançaram-No fora. A terra e o céu estavam em discórdia a respeito de Cristo; e ainda o estão.O homem crucificou-O, mas Deus ressuscitou-O dos mortos. O homem pô-lo na cruz entre dois malfeitores; Deus colocou-O à Sua destra nas alturas. O homem deu-Lhe o lugar mais baixo na terra; Deus deu-Lhe o lugar mais elevado nos céus, em majestade sem igual.

José — um Ramo Frutífero

Tudo isto é prefigurado na história de José. Leia Gênesis 49:22-26. Estes versículos mostram-nos "os sofrimentos de Cristo e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Pe 1:11). "Os flecheiros" fizeram o seu trabalho; mas Deus era mais poderoso do que eles. O verdadeiro José foi flechado e gravemente ferido na casa de seus amigos; porém, "os braços de suas mãos foram fortalecidos" no poder da ressurreição, e a fé conhece-O agora como o fundamento de todos os propósitos de Deus de bênção e glória a respeito da Igreja, Israel e toda a criação. Quando pensamos em José na cova, e na prisão, e mais tarde como governador de toda a terra do Egito, vemos a diferença que existe entre os pensamentos de Deus e os pensamentos dos homens; e assim quando olhamos para a cruz e para o trono da Majestade nos céus, vemos a mesma coisa.

Nunca houve nada que revelasse o verdadeiro estado do coração do "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado" (Jo 15:22). Não é que eles não fossem pecadores. Não, mas "não teriam pecado". Do mesmo modo, Ele diz noutro lugar: "Se fôsseis cegos não teríeis pecado" (Jo 9:41). Deus aproximou-Se do homem na Pessoa de Seu Filho, e o homem pôde dizer: "este é o herdeiro", e todavia disse: "Vinde, matemo-Lo". Por isso, "mas agora não têm desculpa do seu pecado". Aqueles que dizem ver, não têm desculpa. A cegueira professa não é a dificuldade, mas sim a profissão de vista. É um princípio solene para uma época de crença professa, como esta. A continuidade do pecado está ligada com a profissão de ver. Um homem que é cego, e sabe que o é, pode esperar que os seus olhos sejam abertos, mas que poderá fazer-se por aquele que pensa ver, quando realmente não vê?
homem para com Deus como a vinda de Cristo.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Gênesis 35



As glórias de Cristo iluminam cada página dos Evangelhos, do mesmo modo como iluminaram cada caminho que Ele trilhou aqui.

Às vezes a diferença entre a vida de um crente meio comprometido e totalmente comprometido é tão grande quanto o contraste entre a vida de um incrédulo e um crente. Não nos esqueçamos disto. Isto porque muitos crentes pensam que não importa como você vive, contanto que esteja salvo.

Gn 35:1 Deus fala graciosamente uma vez mais. Jacó devia ter sido humilhado para ter que ser lembrado por Deus do dia em que fugiu de seu irmão Esaú.

Gn 35:2 O que Deus estava fazendo a Jacó começava a afetá-lo. Sua consciência está começando a funcionar. "Tirai", Ele diz. Nunca crescemos em nossas almas até que também "tiremos" as coisas com que talvez tenhamos vivido que não são agradáveis ao Senhor. Quando somos descuidados, nem mesmo percebemos que elas estão ali!

Gn 35:3 Boas palavras - "Subamos a Betel" (Lembre-se de que significa "casa de Deus").

Gn 35:5-15 Imediatamente há uma diferença na influência que Jacó tem em seus vizinhos. Mais uma vez ele precisa ser lembrado de seu nome que foi mudado.

Gn 35:16-29 Agora Jacó é capaz de seguir adiante, e enfrentar um terrível acontecimento - a morte de sua amada esposa, Raquel.

Gn 35:27-29 Outra morte. Jacó está aprendendo que a morte para o "eu" é a porta de entrada às bênçãos de Deus.

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Gênesis 34


Estamos em comunhão com Cristo quando aquilo que é para a Sua glória é de grande importância para nós.
 
Antes de ler este capítulo, abra em Gl 6:7 e 8. O que a Palavra de Deus diz ali é o que acontece no capítulo de hoje. Após a promessa que ele recebeu em 28:22, Jacó deveria ter ido diretamente a Betel (ele finalmente chega lá, mas só após Deus mandar, 35:1). Mas o que ele viu da terra ao seu redor atraiu seus olhos e por isso ele não seguiu seu coração. Sua permanência no lugar errado fez com que este triste capítulo fosse escrito! Que lição há nisto para os que são pais. Temos cuidado com nossos filhos? Escolhemos os lugares só porque nos trazem vantagens? Morar perto daquela cidade foi algo arriscado, mas Jacó nunca pareceu se preocupar com isso! 

Gn 34:30-31 Jacó fala asperamente com seus filhos depois que o dano está feito. Repare também o modo como respondem a seu pai. E até mesmo os motivos que Jacó deu a seus filhos para que não fizessem aquilo, estavam todos centralizados em sua reputação e em suas possessões! 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Céu ou Inferno

“LARGA É A PORTA, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela... Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" (Mateus 7.13,14).

Todas as pessoas gostam de acreditar que existe o CÉU, mas não gostam que lhes digam que há também o INFERNO. Sem qualquer fundamento, muitos tentam provar que o INFERNO não existe, ou, quando muito, negam que possa durar eternamente. Porém, o único que podia falar com autoridade, o Filho de Deus, que conhece a fundo o assunto, disse assim: "E irão estes para o tormento eterno" (Mateus 25.46). "Não temais os que matam o corpo, e depois não têm mais o que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei Aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no INFERNO, sim, vos digo, a Esse temei" (Lucas 12.4,5). "Para o INFERNO, para o fogo que nunca se apaga; onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga" (Marcos 9.43,44). "Ali haverá pranto e ranger de dentes" (Mateus 24.51). "Se não crerdes que Eu sou, morrereis em vossos pecados... Para onde eu vou não podeis vós vir" (João 8.24,21). "Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9.27).

Ao universalista, que não conhece outra autoridade se não uma consciência universal, o apóstolo João avisa: "Aquele que não crê no Filho não verá a vida". E àquele que acredita no aniquilamento da alma, o mesmo apóstolo avisa que "a ira de Deus sobre ele permanece" (João 3.36). Destes o apóstolo Paulo escreveu que "por castigo padecerão eterna perdição" (2 Tessalonicenses 1.8,9).

Na cruz de Cristo vemos que "Deus é amor" (1 João 4.8), mas também vemos que, quanto ao pecado, Deus é santo. Que Ele é misericordioso e longânimo, agora, manifesta-se no fato de ser "agora o dia da salvação" (2 Coríntios 6.2). "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida; mas a ira de Deus sobre ele permanece" (João 3.36).

Disse Jesus: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida" (João 14.6). "Tenho-te proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida" (Deuteronômio 30.1,19).

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Qual é o Cumprimento da Lei?

Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.

Há algumas pessoas que pensam que o Senhor Jesus veio trazer uma mensagem diferente da lei de Moisés e que, portanto, Ele invalidou a lei. Mas não! Na verdade a lei tinha uma mensagem essencial para se aprender. Romanos 3:19 nos esclarece: "Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda boca esteja fechada e todo mundo seja condenável diante de Deus". De fato, apenas Israel estava "debaixo da lei"; contudo a mensagem da lei era tão abrangente que expunha a culpa de toda a humanidade, tanto gentios quanto judeus. Isso era uma boa coisa e o Senhor não colocou isso de lado.

Mas Ele veio para "cumprir a lei". Isso não significa que Ele veio para guardar a lei (apesar de Ele ter sido o único capaz de guardá-la), mas para cumprir a essência da lei. A lei exigia a punição e a morte de todos os que a transgrediam. Portanto, se o Senhor Jesus iria cumprir a lei, Ele tinha de sofrer e morrer para realizar essa surpreendente obra de receber sobre Si mesmo a punição que a lei requeria.

E o sofrimento não foi o infligido pelo ódio de Seus inimigos. Não foram as chicotadas, a zombaria, a crucificação. Nas três horas de densas trevas na cruz, Ele sofreu a excruciante agonia de ser exposto ao julgamento de Deus. Ele sofreu para expiar os pecados de todos os que creem nEle como Senhor e Salvador.

Porém, há outro aspecto que temos de considerar. Quando o Senhor Jesus disse que veio para cumprir a lei, Ele falava de algo mais profundo. "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Romanos 13:10). Deus não enviou Seu Filho somente para que Sua ira fosse satisfeita. O Senhor Jesus não veio somente para suportar o castigo que nós merecíamos. Nós não conseguimos amar a Deus e uns aos outros. E não há lei que mude isso. O Senhor Jesus veio para que pudéssemos amá-Lo, amar a Deus e aos outros com o amor que procede de Seu próprio coração. Amor; é nisso que se resume a lei, os profetas, e a cruz!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Experiência Vitoriosa (Parte 2)

(Comentário Romanos 8)


"E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado." (Rm 8.10) Se a doutrina da perfeição na carne fosse verdadeira, o corpo não poderia estar morto, e nem morrer, pois pelo pecado veio a morte. Vemos o efeito do pecado no corpo, e isto inclui a morte. "Mas o Espírito vive (ou "o Espírito é vida") por causa da justiça." Existe morte em razão do pecado; existe vida em razão da justiça -- não nossa, mas da justiça de Deus, cumprida pela morte de Seu Filho por nós.

Deve o corpo, portanto, permanecer morto por causa do pecado? Não. "E, se o Espírito dAquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, Aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo Seu Espírito que em vós habita." (Rm 8.11) Quão completa a vitória de Cristo! A redenção de nossos corpos fica assim assegurada. O Espírito de Deus habita em nós? Então a vivificação de nossos corpos mortais é certa.

Não estamos, portanto, na carne, embora ela esteja em nós; mas não somos devedores a ela, para vivermos após ela. O fim do pecado, ou da carne, é morte. Descobrimos, para nossa tristeza, que a morte está sempre pronta para agir no corpo. "Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis." (Rm 8.13) Se nossa velha natureza não tivesse sido deixada para agir em nós, não teríamos necessidade de mortificar as obras do corpo. Não se trata de mortificar o corpo, mas as obras do corpo. O importante é vermos que isto é pelo Espírito. Este é um assunto apresentado na sua totalidade em Gálatas 5.16-25.

"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus." (Rm 8.14) Jesus disse: "O servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre". (Jo 8.35) Não estamos na escravidão, mas na maravilhosa liberdade e privilégios do Filho. E também, "se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei". (Gl 5.18). Como temos visto até aqui, colocar um crente sob a lei, ou colocá-lo sob a direção da lei, é colocá-lo sob o ministério da morte e da maldição. O Espírito sempre nos levará a refletir a glória do Senhor, e a sermos transformados na mesma glória.

O Espírito concede liberdade, não escravidão. Qual é a sua porção -- a liberdade dos filhos de Deus, ou a escravidão do servo, do escravo? Os filhos não deixam de ser filhos para voltarem a ser escravos. "Porque não recebestes o Espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." (Rm 8.16,17) Poderia um filho deixar de ser filho? Poderia Cristo, o Filho, deixar de ser o Filho? Porventura não ouvimos de Seus lábios que Deus é nosso Pai, tanto quanto é Pai dEle também? Este parentesco não pode nunca mudar, não pode nunca deixar de existir. Oh, as riquezas da Sua graça! Que maravilha é que nós, que estamos cônscios de que tão somente merecíamos Sua eterna ira, tenhamos sido introduzidos em um parentesco tão imutável -- filhos de Deus. Um só espírito com o Filho. Agora, sem nenhuma escravidão a ser outra vez temida, mas possuindo o Espírito de adoção, será que por meio dEle clamaríamos, como pecadores distantes de Deus, "Tem misericórdia de nós"? Não! Clamamos, isto sim, Abba, Pai! E, note bem, é este o testemunho do próprio Espírito.

"O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com Ele padecemos para que também com Ele sejamos glorificados." (Rm 8.16,17) Sim, os dois grandes fatos pelos quais o Espírito dá testemunho, são os desta passagem: nossa permanente filiação e nossa posição de herdeiros. E, em Hebreus 10, Ele testemunha que somos aperfeiçoados para sempre, continuamente, pelo sacrifício único de Cristo, de maneira que Deus não Se lembrará mais de nossos pecados. Não há nada que seja negado, ou duvidado com maior frequência, do que estes dois benditos fatos.

Sim, um é o fato de nós, se crentes, sermos perfeitos para sempre. O outro é que somos co-herdeiros juntamente com Cristo. O Espírito dá testemunho disso. E, note bem, se somos co-herdeiros de toda a glória vindoura de Jesus -- o Filho do homem -- não deixe passar por alto estas poucas palavras: "se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados". (Rm 8.17) Para constatar que isso foi assim, basta ver toda a história do livro de Atos. O mundo, e especialmente a sua parte religiosa, odiava os discípulos de Cristo tanto quanto odiava o Senhor. E os discípulos sofriam com Ele. E por que não acontece o mesmo hoje? É porque o mundo religioso agora finge ser cristão; e, oh! nós também acabamos descendo a esse mesmo nível. Mas, à medida que formos guiados pelo Espírito, acabaremos certamente sofrendo o ódio do mundo.

Será que você, amado leitor, sabe o que é ser guiado pelo Espírito? Ou será que você está sendo guiado pelas organizações e pelos projetos do mundo religioso? Se assim for, não é de admirar que não saiba o que é desfrutar do parentesco de um filho de Deus, ou o que é sofrer com Cristo. Acaso você pode afirmar estar sendo guiado pelo Espírito de Deus em sua vida diária -- em suas compras, em seus negócios -- ou será que você é simplesmente guiado pelas máximas deste mundo? Se assim for, você está entristecendo o Espírito, e não pode desfrutar do bendito parentesco dos filhos de Deus -- co-herdeiros com Cristo. Trata-se de algo maravilhoso ter o Consolador, o Espírito Santo, sempre habitando conosco, bem capaz de cuidar de nós e de todos os nossos interesses aqui, como filhos que somos de Deus. Oh, que maravilha é ser guiado por Ele em todas as circunstâncias!

Basta recusar-se a ser guiado pelo Espírito, e você poderá receber as honras e o aplauso do mundo religioso. Se for guiado pelo Espírito, certamente você será rejeitado, assim como Cristo foi rejeitado, e passará a ser seu feliz privilégio sofrer com Ele. Mas, oh!, o que é isto em comparação com a glória a ser revelada em nós? Que contraste há entre ser guiado pelo Espírito, e ser guiado pelas modas deste mundo! Oh, quantos são os que sacrificarão a eternidade em troca das modas deste pobre e enganado mundo, enquanto, ao mesmo tempo, fingirão, sim, até mesmo pensarão, ser cristãos! Engano fatal! Se for este o estado de qualquer leitor destas linhas, que Deus possa usar estas palavras para despertá-lo de seu sono enganador. Certamente todos nós precisamos destas perscrutadoras palavras: "se é certo que com Ele padecemos".

domingo, 16 de dezembro de 2012

Experiência Vitoriosa (Parte 1)

(Comentário Romanos 8)

"Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." (Rm 8.1) Que declaração maravilhosa! Não se trata meramente do que será a justificação do crente quando for manifestado diante do trono de Cristo, mas "agora" não há nada para condenar naqueles que estão em Cristo Jesus. Se olho para o que sou na carne, só encontro o "miserável homem que sou!" Se olho para o que sou em Cristo Jesus, vejo que agora não há condenação. Estou morto para tudo aquilo que sou como um filho de Adão -- morto para o pecado, morto para a lei, mas vivo para Deus em Cristo Jesus. Então, sendo agora de outro, e estando em outro, em Cristo Jesus ressuscitado de entre os mortos, não me encontro apenas na posição de um que produz fruto para Deus, mas de um para quem "agora nenhuma condenação há". Você está assegurado disto? Será que pode existir alguma condenação para aquele Cristo ressuscitado que está agora na glória de Deus? Portanto, se você estiver nEle, como poderá haver condenação para você?

Nenhuma alma poderá conhecer a verdadeira libertação do poder do pecado se não conhecer primeiro o absoluto favor de Deus em Cristo. Quão maravilhoso é, após um capítulo de amargas experiências (capítulo 7 de Romanos), após haver esgotado completamente toda esperança de encontrar algo de bom em si mesmo, na velha natureza, poder descobrir que, como mortos com Cristo, e vivos de entre os mortos em Cristo, encontramo-nos no absoluto favor de Deus, sem nenhuma condenação! Que perfeita paz! Nada para nos inquietar; nada para nos condenar. E é o próprio Deus Quem diz: "nenhuma condenação".

"Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte." (Rm 8.2). Então, como já vimos, possuímos uma vida justificada. Agora temos o poder -- a lei do Espírito de vida. Em outro lugar aprendemos que a vida que agora temos é eterna, e o Espírito é eterno. Portanto o poder que tenho é eterno. Vimos que a carne, ou o pecado, continua em nós -- aquilo que é nascido da carne; mas aqui encontramos a libertação do seu poder: libertos da lei do pecado e da morte; libertos pelo infinito, pelo eterno poder, a lei do Espírito de vida. Não diz que "me livrará", mas que "me livrou". Nossa velha natureza pecaminosa é tão depravada que, apesar de eu ser nascido de Deus, de eu ter prazer na lei de Deus e desejar guardá-la; ainda assim a lei que há em meus membros me colocou no cativeiro. E acaso não foi assim que aconteceu? Mas somos agora libertos de seu poder, por um poder maior -- a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus. Oh, quão bom seria se pudéssemos ter uma fé mais simples na Palavra de Deus; sim, e também no Espírito Santo que habita em nós! Este versículo resume todo o contexto do capítulo 6. Trata-se do princípio de nos reconhecermos mortos para o pecado e vivos para Deus em Jesus Cristo, princípio este aplicado pelo poder do Espírito.

"Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Rm 8.3,4) Já que não havia nenhum poder na santa lei de Deus para libertar, sua única prerrogativa era a de amaldiçoar o culpado. Em Romanos 8.2, portanto, encontro o poder que me libertou da lei do pecado e da morte. No versículo 3 vemos a incapacidade da lei em libertar por intermédio da fraqueza da carne, e a seguir, o modo como Deus libertou, e a base na qual a libertação foi operada. Esta parte resolve também a seguinte questão: Como é que não há condenação para mim, uma vez que a carne é tão completamente vil? "Deus, enviando o Seu Filho." Exatamente quando tudo mais falhou em libertá-los do Egito, o cordeiro precisou ser levantado e morto; o israelita, embora ainda não libertado, estava totalmente protegido pelo sangue.

Assim como a libertação do Egito significava a saída de um lugar, ou de uma condição de escravidão para outra de liberdade, também o crente é, pelo Espírito de vida, levado para fora de um lugar, ou de uma condição, chamada "na carne", para outro lugar, ou condição, chamado "em Cristo", havendo o pecado sido perfeitamente julgado, por ter o Santo Filho de Deus sido feito pecado por nós. E isto não para que pudéssemos continuar em escravidão, mas para que fôssemos libertos, a fim de que as justas demandas da lei pudessem ser cumpridas em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

A carne é deixada de lado por aqueles que não andam "segundo a carne". Uma outra posição é ocupada agora por aqueles que andam "segundo o Espírito". Há, por assim dizer, duas classes. "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o espírito para as coisas do espírito." (Rm 8.5) Uma é morte, a outra é vida. E mais ainda: "a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser." (Rm 8.7) Segue-se disso que aqueles que estão neste terreno, aqueles que estão na carne, não podem agradar a Deus.

E aqui surge uma questão de profundo interesse: Quando podemos concluir que não estamos na carne, mas no Espírito? "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós." (Rm 8.9) Portanto, fica claro que se o Espírito de Deus habita em você, você poderá concluir com segurança que não está na carne. Cornélio era, evidentemente, uma alma vivificada, assim como toda a sua casa (Atos 10.2), mas não libertada, e é por esta razão que ele permaneceu na carne, até que a Palavra chegou a ele com o poder do Espírito Santo, e, por conseguinte, o próprio Espírito Santo (Atos 10.44). Surge, portanto, a pergunta: Você já recebeu o Espírito Santo? Se ainda não, mesmo tendo sido vivificado, você continua na carne, procurando a sua melhoria -- ainda que seja pelas obras da lei. Cornélio não poderia ser considerado um cristão até haver recebido o Espírito Santo; e nem você pode considerar-se, no sentido pleno da palavra, até que tenha recebido o Espírito. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle." (Rm 8.9)

(Continua...)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Romanos 8 (Parte 1)

O Sacerdote, Cristo, vai a Deus por nós... e nós vamos ao Sacerdote.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/8

O capítulo 7 foi todo de fraqueza e derrota e todo acerca do "Eu, mim, ou meu" (mencionado 47 vezes na versão inglesa), enquanto Cristo foi mencionado duas vezes. O Espírito Santo nem chega a ser mencionado. Este capítulo está saturado do Espírito. O Espírito Santo é mencionado 18 vezes, Cristo 13 vezes e "eu, me ou meu" três vezes! (referências ao original em inglês). A lei não poderia libertar o homem do poder do pecado. Mas Deus fez isto enviando Seu Filho ao mundo para morrer na cruz. Pela morte de Jesus, Satanás, o pecado e a morte foram vencidos. 

Rm 8:1-4 A base da obra do Espírito está na cruz de Cristo. E este deve ser nosso tema de louvor na eternidade. O Espírito de Deus quer que pensemos em Cristo cada vez mais. 

Rm 8:5-13 O Espírito aparece em contraste com a carne. Aqueles que são do Senhor devem viver de modo diferente daqueles que não conhecem o Senhor. A carne luta contra nossa nova vida o tempo todo, mas a vida em Cristo nos leva a novos interesses e temos um objetivo na vida... agradar ao Senhor. A nova vida só quer fazer isto. A carne nunca compreende isto porque não compreende Deus. 

Rm 8:14-17 O Espírito nos torna seguros de que somos filhos de Deus.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Gênesis 23

Existe algo no Deus bendito que jamais podemos medir... Jesus é a Medida.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/23

Gn 23:2 A primeira vez que o choro é mencionado nas escrituras. Jesus chorou na morte de uma pessoa. A morte e o choro são companheiros, Ap 21:4.

Gn 23:3-20 Este longo relato detalhado certamente nos mostra a alta estima em que Abraão era tido por seus vizinhos. Como é bom termos nossos vizinhos pensando bem de nós! NÃO que devamos tentar ser populares para com eles, pois um crente fiel no Senhor Jesus jamais será popular para com o mundo (Jo 15:18,19 e 1 Jo 3:13). Você verá o quão próximos eram Abraão e Sara, se abrir em Hb 11:11-13 e 1 Pd 3:5,6. Abra em Hb 11:3-14 para ver que dentro do coração de Abraão ele possuía algo que estava além das lágrimas e da sepultura. A morte é para o crente uma combinação de lágrimas e esperança. Veja 1 Ts 4:13-18.

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/03/genesis-23.html ou http://www.stories.org.br/chaday/

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A Fé na Ressurreição

A morte é o limite do poder de Satanás; porém onde Satanás termina, Deus começa a atuar. Abraão compreendeu isto quando se levantou e comprou a cova de Macpela como lugar de repouso para Sara. Isto foi a expressão do pensamento de Abraão quanto ao futuro. Ele sabia que nos séculos vindouros a promessa de Deus quanto à terra de Canaã será cumprida, e pôde depositar o corpo de Sara na sepultura "na esperança gloriosa da ressurreição".

"Todos estes morreram na (ou segundo) a fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe e crendo nelas e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra" (Hb 11:13). Isto é na verdade uma feição excelente da vida divina. Essas "testemunhas", das quais o apóstolo fala em Hebreus 11, viveram não apenas pela fé, mas, mesmo quando chegaram ao fim da sua carreira, conheceram que as promessas de Deus eram tão reais e satisfatórias para as suas almas como quando no princípio da sua carreira. Ora, eu creio que esta compra de um lugar para sepultura na terra era uma prova do poder da fé, não somente para a vida mas para a morte. Por que estava Abraão tão interessado nesta compra? Por que mostrou tanto interesse em legalizar os seus direitos ao campo e à cova de Efrom sob os princípios do direito? Por que essa determinação em pesar o preço como "correntes entre mercadores"? FÉ, é a resposta. Ele fez tudo por fé. Ele sabia que a terra era sua por promessa, e que em glória a sua descendência havia ainda de possuí-la, e até então ele não seria devedor àqueles que ainda haviam de ser desapossados.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Romanos 7 (Parte 1)


Rm 7:1-6 Paulo usa a figura de uma mulher casada com um homem. Se ele morresse, ela estava livre para se casar com outro. (O marido é uma figura da lei, a esposa é uma figura de uma pessoa). A lei só tem poder sobre o crente enquanto ele vive e a lei não pode morrer; então como pode esta união ser quebrada? O crente morre! Portanto a lei (o antigo marido) já não tem poder sobre aquele que está morto. Uma pessoa que aceita a Cristo como seu Salvador já morreu com Cristo (6:8). Mas Cristo ressuscitou de entre os mortos, nós crentes estamos agora unidos a Ele. Não podemos ter dois maridos ao mesmo tempo. Hoje vamos ler apenas estes 6 versículos. A maior parte dos crentes nunca os entende. Existe muito ensino errado sobre o que eles significam. Não espere entender lendo rapidamente. Leia e releia, até você assimilá-los! O crente é o que morre!

Duas Naturezas em Conflito (Parte 1)

(Comentário Romanos 7)

"Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?" (Rm 7.1) Este fato demonstra a importância da verdade que já foi apresentada -- a identificação com a morte de Cristo; considerando-nos mortos com Ele, e vivos para Deus. Pois se aqueles que viviam debaixo dela, continuassem a viver debaixo dela, seriam responsáveis por cumpri-la em cada jota e cada til (Mt 5.18), caso contrário ela os amaldiçoaria. Neste caso o cristianismo não seria de nenhuma ajuda. O homem poderia continuar sob a maldição. A lei tinha domínio sobre um homem enquanto ele vivesse. Sua responsabilidade para com a lei só terminava na morte. A lei acerca do matrimônio prova isso: somente a morte dissolve o vínculo de responsabilidade. Enquanto o marido viver, a esposa não pode se casar com outro; seria adultério. Isto era algo patente a todos os que conheciam a lei.

De modo semelhante o crente não pode, por assim dizer, ter dois maridos. Ele não pode estar vivo na carne, casado com a lei (debaixo da lei), e também estar casado com Cristo. Não há dúvida de que os homens dirão que deve ser assim, que você deve ter ambos, a lei e Cristo; mas não estamos explicando aqui o que dizem os homens, mas o que dizem as Escrituras. Deus nos diz que não podemos ter Cristo e a lei. E do mesmo modo como uma esposa só é liberada do antigo marido pela morte, assim também nós só podemos ser libertos do antigo marido, o princípio da lei, pela morte.

"Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus." (Rm 7.4) Portanto eles estavam mortos para a lei pelo corpo de Cristo como se tivessem morrido de verdade. Passaram de sob o seu domínio para um estado completamente novo. Não têm mais nada a declarar ao antigo marido; mas entram em um novo parentesco, unidos a um novo marido, a Um ressuscitado de entre os mortos, o próprio Cristo.

Mas será que os grandes mestres não irão dizer a você ser isto antinomianismo, estar morto para a lei, nada mais ter a ver com ela, ou ela com você? Dirão que isto poderia levá-lo a produzir fruto para o pecado. Seria terrível, diriam eles. Mas o que é que Deus diz a este respeito? Ele diz que tudo isso é "a fim de que demos fruto para Deus". Isto está perfeitamente de acordo com o que foi apresentado antes. "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." (Rm 6.14) Estar debaixo da lei é estar debaixo da sua maldição, pois todos provaram ser culpados (Romanos 3). Mas agora somos um com o Cristo ressuscitado, tendo todos os pecados perdoados, e o pecado julgado, a fim de podermos dar fruto para Deus.

Todavia a porção do cristão é esta: considerar-se morto com respeito à carne, mas vivo para Deus. Uma vida inteiramente nova proveniente de Deus. O assunto todo será bastante simplificado se mantivermos estas duas coisas distintas: a velha vida, ou velha natureza, chamada a carne -- o terreno no qual o homem foi provado sob a lei; e a nova vida, ou nova natureza, a qual o crente possui, a própria vida eterna do Cristo ressuscitado. Vimos como fomos libertados da escravidão do pecado por estarmos mortos para um e vivos para o outro. Isto não quer dizer que o pecado está erradicado, mas que estamos mortos para ele. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mortos para o Pecado


"Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Rm 6.2) O que é que isto significa, "nós, que estamos mortos para o pecado"? Será que você responderá que são aqueles que atingiram a perfeição? Acaso existe aqui algum pensamento desse tipo? De maneira nenhuma. Para mostrar com que segurança isto se aplica a todos os cristãos, o apóstolo diz: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida". (Rm 6.3,4) Ele é cuidadoso em demonstrar que este princípio de libertação do pecado por meio da morte se aplica a todos os que foram verdadeiramente batizados na morte de Cristo. Nada poderia ser mais claro, e, no entanto, nada é menos conhecido. No entanto é algo que deveria ser bem entendido, pois o apóstolo diz: "Não sabeis?"

Você entende esta grande verdade prática da libertação do pecado? Será que você diz, como se expressou um conhecido professor há alguns dias, que "somos todos pecadores e inadequados para o céu; devemos, portanto, procurar de todos os modos melhorar nossa natureza pecaminosa; mas temo que, neste mundo, ela nunca estará preparada para o céu"? Preparada para o céu! Poderia um cadáver estar preparado para o céu? Ele está morto, e é por demais repugnante, tanto para o céu quanto para a terra. Deve ser sepultado. E será que você o sepulta para torná-lo, de uma só vez ou aos poucos, algo perfeito? Não passa de uma massa de corrupção; não há vida nele, nem sequer uma partícula, e nem pode haver até que seja revelado o poder de Deus em ressurreição.

Marque bem, então, que a libertação do pecado não é a melhoria do próprio eu, ou da natureza má -- a carne, mas "fomos sepultados com Ele pelo batismo da morte". (Rm 6.4) Não somos batizados para a obra do Espírito em nós, mas para a morte do Senhor, que morreu por nós e ressuscitou. A morte, então, que livra do pecado não é uma morte para o pecado que nós consigamos operar em nós, mas a morte de Cristo na cruz, e nossa identificação com ela -- "sepultados com Ele". E se você prestar atenção, verá que não existe nenhum pensamento acerca de batismo comunicando vida. O batismo é na morte, ou para a morte, e a vida no Cristo ressuscitado está além dela. Pois Cristo não somente morreu, e ficou morto, mas Ele "ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai". (Rm 6.4) Quão gloriosa é a nova criação! Cristo, o princípio dessa nova criação, ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai. "Assim andemos nós também em novidade de vida". (Rm 6.4) Não só as coisas velhas já passaram, e tudo se fez novo, como também estamos agora na nova criação pela glória do Pai. "Porque, se fomos plantados juntamente com Ele na semelhança da Sua morte, também o seremos na da Sua ressurreição." (Rm 6.5) O aspecto da ressurreição que há neste assunto nos é apresentado de forma mais completa em Colossenses 2. Mas deixe-nos apenas notar aqui que o batismo na morte é o ponto principal que demonstra aquilo que todos os cristãos deveriam saber -- a verdade da libertação por meio da morte.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A Fé de Abraão


(Comentário Gênesis 15)

"E creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça." A atribuição da justiça a Abraão é, aqui, fundada sobre a sua crença no Senhor como Aquele que vivifica os mortos. É neste caráter que Ele Se revela no mundo onde reina a morte; e quando a alma crê n'Ele, como tal, isso é-lhe contado por justiça à Sua vista. Isto necessariamente põe o homem de lado, no tocante à sua cooperação, pois que poderá ele fazer no meio de uma cena de morte? Acaso pode ele ressuscitar os mortos? Pode abrir as portas da sepultura? Pode libertar-se a si próprio do poder da morte e sair em vida e liberdade para além dos limites do seu império funesto? Indubitavelmente que não. Pois bem, se não pode fazer nada disto, não pode conseguir a justiça, nem tão-pouco dar-se a si próprio o lugar de filho. "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mt 22:32), e, portanto, visto que o homem se encontra debaixo do poder da morte e sob o domínio do pecado não pode conhecer a posição de filho — nem a condição de justiça. Assim, só Deus pode conceder a adoção de filhos, e somente Ele pode imputar a justiça, e tanto uma coisa como a outra estão ligadas com a fé n'Ele como Aquele que ressuscitou Cristo de entre os mortos.

E desta maneira que o apóstolo trata da questão da fé de Abraão, em Romanos 4:23-24, onde, diz ele: "Ora, não só por causa dele está escrito que lhe fosse tomado em conta, mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus, nosso Senhor". Aqui o Deus da ressurreição é-nos apresentado como o objeto da fé, e a nossa fé n'Ele é vista como o único fundamento da nossa justiça. Se Abraão tivesse olhado para o firmamento, ornado de inumeráveis estrelas, e então atentasse "para o seu próprio corpo já amortecido" (Rm 4:19), como poderia compreender a  ideia  de uma semente tão numerosa como essas estrelas? Impossível. Porém, ele não atentou para o seu próprio corpo, mas para o poder do Deus de ressurreição, e, visto que esse era o poder que havia de produzir a semente, podemos ver facilmente que as estrelas do céu e a areia na praia do mar são, na verdade, apenas figuras fracas; pois que objeto natural poderia, possivelmente, exemplificar o efeito desse poder que ressuscita os 
mortos?

Assim também, quando um pecador ouve as boas novas do evangelho, se olhasse para a luz imaculada da presença divina, e então atentasse para as profundezas desconhecidas da sua natureza pecaminosa, bem poderia exclamar, como poderei jamais chegar ali? Como poderei jamais ser digno de habitar nessa luz? Onde está a resposta? Nele mesmo? Não, graças a Deus, mas n'Aquele bendito Senhor que foi do seio do Pai até à cruz e à sepultura, e dali para o trono, enchendo assim, na Sua Pessoa e obra, o espaço compreendido entre esses dois extremos. Não pode haver nada mais elevado do que o seio de Deus — o lugar eterno de habitação do Filho; e nada mais baixo do que a cruz e a sepultura; mas — verdade espantosa! — encontramos Cristo em todos esses lugares. Eu encontro-O no Seio do Pai, e encontro-O na sepultura. Ele entrou na morte a fim de poder deixar atrás de Si, no pó dela, o peso completo dos pecados e das iniquidades do Seu povo. Cristo, na Sepultura, mostra o fim de tudo que é humano  —  o fim do pecado  —  o limite máximo do poder de Satanás. A Sepultura de Jesus  é o termo de tudo. Porém, a  ressurreição conduz-nos para além desse fim e constitui a base eterna na qual a glória de Deus e a bênção do homem repousam para sempre. No momento em que o olhar da fé repousa num Cristo ressuscitado, há uma resposta triunfal  a todas as interrogações quanto ao pecado, o juízo, a morte e a sepultura. Aquele que enfrentou, divinamente, tudo isto está vivo de entre os mortos; e tomou o Seu lugar nos céus à destra da Majestade; e, não somente isto, mas o Espírito desse Senhor ressuscitado e glorificado constitui o crente num filho. O crente é vivificado por meio da sepultura de Cristo; como lemos, "...quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas (Cl 2:13).

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Romanos 5


Rm 5:1-2 Que paz invade nosso coração. Através de Cristo, nós, pecadores perdoados, somos elevados e introduzidos bem na glória de Deus.

Rm 5:1-11 Nunca diga a um pecador para fazer sua paz com Deus (ou "fazer as pazes"). A paz foi feita na cruz do Calvário (Cl 1:20). A paz se torna nossa pela fé.

Rm 5:10 Repare nos dois aspectos da Salvação que vem de Deus. Em um aspecto (o passado), ela veio através da morte do Senhor Jesus. No outro aspecto (o presente) ela é por intermédio da vida do Senhor Jesus agora. Até o final do versículo 11 o assunto tem sido os "pecados" (e não o "pecado"). Mas a partir do versículo 12 é falado do "pecado". O "pecado" é a natureza caída; os "pecados" são os atos desta natureza. O "pecado" é a raiz; os "pecados" compõem o fruto.

Rm 5:12-21 Adão era uma figura da velha vida. Cristo é a nova vida. Cada um é cabeça de uma família. Todos nós nascemos uma vez dentro da família de Adão. Devemos nascer de novo na família de Cristo. "Pecado", "transgressão", "desobediência", "condenação" e "morte" aparecem em contraste (em oposição) a "justiça", "justificação" e "obediência". Estamos todos em uma ou outra posição.

Rm 5:21 O pecado é como um rei. Como um senhor de escravos. Éramos escravos. O pecado é um poder fora de nós. É um inimigo. O mundo hoje, separado de Cristo, está sob o poder ou controle do pecado. Cristo teve que descer e vencer o pecado em seu próprio território (Rm 8:3). Se você está em Cristo (se é um crente nEle) você entrou nesta vitória, e está liberto desse terrível poder do pecado - (Rm 6:18; 7:24-25). Mas agora a "graça" é o rei. A graça reina! Todavia ainda não estamos livres da presença do pecado. O capítulo 5 nos fala do que temos por intermédio de Cristo. O capítulo 6 do que somos em Cristo.


sábado, 25 de agosto de 2012

Gênesis 5

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/5

Aquilo que está mais próximo do coração de Deus é sempre aquilo contra o que Satanás se opõe, com todas as suas forças e sutileza, por ser algo ligado a Cristo e à Sua glória; por isso ele se opõe, confunde, obscurece toda verdade que esteja associada a isso.

Gn 5:1 Compare este versículo com Mt 1:1. Gênesis 5 é um registro dos descendentes caídos do primeiro Adão, enquanto Mateus nos apresenta o livro das gerações de Jesus Cristo. Adão e Cristo são as duas cabeças. Nascemos na descendência da primeira; mas precisamos nascer de novo (Jo 3:7) na segunda. Por intermédio de Adão nós morremos, por intermédio de Cristo somos trazidos à vida (Rm 5:21). A que família você pertence? Por oito vezes neste capítulo lemos, "e morreu". Mas há um homem que nunca morreu. O que é falado a seu respeito? Um dia destes o Senhor Jesus voltará nos ares, e chamará cada crente para fora deste mundo. Todo aquele que não crê será deixado aqui. Enoque é uma figura de todos os crentes que serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares sem terem morrido (1 Ts 4:16-18).




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