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terça-feira, 15 de março de 2016

A Religião

(Continuação de As Quatro Objeções de Faraó - A Primeira Objeção)

Este esforço para induzir o povo de Israel a sacrificar a Deus no Egito revela um princípio muito mais importante do que poderíamos, à primeira vista, supor. O inimigo regozijar-se-ia se conseguisse obter, de qualquer modo, e de uma vez para sempre, em quaisquer circunstâncias, até mesmo a aparência de sanção divina para a religião do mundo. Ele não põe dificuldades a uma religião desta espécie. O seu intento é alcançado tão eficientemente por meio daquilo que é chamado "o mundo religioso" como de qualquer outro modo; e, por isso, quando consegue que um verdadeiro cristão acredite na religião do mundo, obtém um grande triunfo.

É um fato bem conhecido que nada há que provoque tanta indignação como este princípio divino de separação deste presente século mau. Podemos ter as mesmas  opiniões, pregar as mesmas doutrinas e fazer o mesmo trabalho: porém, se procurarmos, ainda que seja na mais pequena medida, agir segundo a ordem divina, que é: "Destes afasta-te" (2 Tm 3:5), "saí do meio deles" (2 Co 6:17), podemos estar certos de encontrar a mais violenta oposição. Como se explica isto? Principalmente devido ao fato que os cristãos, estando separados da vã religião, rendem um testemunho a Cristo que nunca poderiam dar enquanto estivessem ligados com ela.

Existe um grande diferença entre Cristo e a religião do mundo. Um pobre hindu, envolvido em trevas, pode falar da sua religião, mas nada sabe de Cristo. O apóstolo não diz: "se há algum conforto na religião" (Fp 2:1); embora os devotos de uma religião qualquer achem incontestavelmente nela aquilo que lhes parece ser consolação. Paulo, pelo contrário, achou a sua consolação em Cristo, depois de haver experimentado plenamente a inutilidade da religião, ainda que na sua forma mais bela e imponente (comparem-se Gl l:13-14; Fp 3:3-ll).

É verdade que o Espírito Santo fala-nos da "religião pura e imaculada" (Tg 1:27); porém o homem descrente não pode, de modo nenhum, participar dela; porque como poderá ter parte naquilo que é "puro e imaculado" ? Esta religião é do céu, a fonte de tudo que é puro e excelente; está exclusivamente diante de nosso "Deus e Pai"; serve para exercício das funções da nova natureza, com a qual são dotados todos aqueles que creem no nome do Filho de Deus (Jo l: 12 e 13; Tg 1:18; 1 Pe 1:23; l Jo 5:1). Finalmente, define-se pelos dois principais aspectos da benevolência e santidade pessoal "visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações" (Tg 1:27).

Se examinarmos a lista dos verdadeiros frutos do Cristianismo, veremos que estão todos classificados sob estes dois pontos principais; e é profundamente interessante notar que, quer nos voltemos para o capítulo 8 do Êxodo ou o primeiro de Tiago, a separação do mundo é apresentada como uma qualidade indispensável no verdadeiro serviço a Deus.

Nada que seja manchado com o contato "deste século mau" pode ser aceitável diante de Deus, nem receber da Sua mão o selo "puro e imaculado". "Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso" (2 Co 6:17-18).

Não havia no Egito nenhum lugar de reunião para o Senhor e o Seu povo redimido; sim, para eles, a redenção e a separação eram uma e a mesma coisa. Deus havia dito: "desci para livrá-los" (Êx 3:8) e nada senão isto podia satisfazê-Lo ou glorificá-Lo. Uma salvação que deixasse o povo no Egito não podia ser salvação de Deus. Além disso, devemos recordar que o desígnio do Senhor, com a salvação de Israel, assim como na destruição de Faraó, era para que o Seu nome fosse anunciado em toda a terra (capítulo 9:16); e que declaração poderia haver desse nome ou caráter, se o Seu povo tivesse de Lhe prestar culto no Egito? Ou não teria havido nenhum testemunho ou seria um testemunho falso. Portanto, era necessário, para que o caráter de Deus fosse plena e fielmente declarado, que o Seu povo fosse inteiramente libertado e completamente separado do Egito; e é, essencialmente, necessário, agora, para que um testemunho claro e sem equívoco seja dado ao Filho de Deus, que todos que são realmente Seus sejam separados deste presente século mau. Tal é a vontade de Deus; e para este fim Cristo entregou-Se a Si mesmo. "Graça e paz, da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai, ao qual seja dada glória para todo o sempre Amém!" (Gl 1:3-5).

Os Gálatas começavam a dar crédito a uma religião carnal e mundana — uma religião de ordenações —, uma religião de "dias e meses, de tempos e de anos"; e o apóstolo começa a sua epístola dizendo-lhes que o Senhor Jesus Cristo Se deu a Si mesmo com o propósito de libertar o Seu povo todo desse sistema. O povo de Deus deve ser separado, não com base na sua santidade mas porque é o Seu povo, e para que possa responder inteligentemente ao fim que Deus propusera pondo-o em relação Consigo e associando-o com o Seu nome. Um povo que continuasse a viver no meio das abominações e contaminações do Egito não podia ser um testemunho do Deus santo; nem tampouco, agora, todo aquele que se associa com as contaminações de uma religião mundana e corrompida não pode ser uma testemunha fiel e poderosa de um Cristo crucificado e ressuscitado.

C. H. Mackintosh

sábado, 2 de novembro de 2013

Êxodo 4

A fidelidade na prova e na tentação mostra tanto o poder como a energia de ação do Espírito.

Leia em: http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/4

Êx 4:1-9 Moisés pensa em sua própria fraqueza ao invés de escutar o que Deus acaba de lhe dizer (no capítulo 3). Deus, em misericórdia, faz três coisas para demonstrar Seu poder.

Êx 4:10-17 Ao invés de confiar no Senhor, Moisés continua duvidando e agora perde parte do lugar de privilégio. Deus usa dois homens para fazer uma obra. Nunca deveríamos duvidar do poder de Deus, nem pensar muito de nós mesmos.

Êx 4:24-26 Moisés falha em obedecer e circuncidar seus filhos, aparentemente porque sua esposa não queria que o fizesse. Isso quase custou a vida de Moisés.

Êx 4:27-31 Repare com que rapidez Aarão obedece o Senhor. Moisés faz todos os milagres outra vez.

Êx 4:31 Maravilhosas palavras... eles creram... eles escutaram... os últimos sete verbos nos mostram o resultado final!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

No Deserto

(Comentário Êxodo 3)

"E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe" (versículo 1). Aqui temos, pois, uma mudança admirável na vida de Moisés. Lemos em Gênesis, capítulo 46:34, que "todo o pastor de ovelhas é abominação para os egípcios" e no entanto, Moisés, que era "instruído em toda a ciência dos egípcios", é transferido da corte do Egito para trás do deserto para apascentar um rebanho de ovelhas e preparar-se para o serviço de Deus. Seguramente isto não "é o costume dos homens" (2 Sm 7:19) nem o curso natural das coisas: é um caminho incompreensível para a carne e o sangue. Nós havíamos de pensar que a educação de Moisés estava terminada logo que se tornou mestre de toda a sabedoria do Egito, gozando ao mesmo tempo das vantagens que oferece a este respeito a vida de uma corte. Poderíamos supor que um homem tão privilegiado havia de ter não apenas uma instrução sólida e extensa mas também uma distinção tal em suas ações que o tornariam apto para cumprir toda a espécie de serviço. Porém, ver um tal homem, tão bem dotado e instruído, ser chamado a abandonar a sua elevada posição para ir apascentar ovelhas atrás do deserto, e qualquer coisa incompreensível para o homem, qualquer coisa que humilha até ao pó o seu orgulho e a sua glória, mostrando que as vantagens humanas são de pouco valor diante de Deus; mais ainda, que são "como esterco", não somente aos olhos do Senhor, mas aos olhos de todos aqueles que têm sido ensinados na Sua escola (Fp. 3:8).

Existe uma diferença enorme entre o ensino humano e o divino. Aquele tem por fim cultivar e exaltar a natureza; este começa por a "secar" e a pôr de lado. "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2:14). Podeis esforçar-vos por educar o homem natural tanto quanto puderdes, sem que jamais consigais fazer dele um homem espiritual. "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3:6). Se alguma vez um "homem natural" educado pôde esperar ter êxito no serviço de Deus, esse tal foi Moisés: ele era "instruído... e poderoso em suas palavras e obras" (At 7:22); e todavia teve que aprender alguma coisa "atrás do deserto" que as escolas do Egito nunca lhe haviam ensinado. Paulo aprendeu muito mais na Arábia do que jamais havia aprendido aos pés de Gamaliel (¹). Ninguém pode ensinar como Deus; e é necessário que todos aqueles que querem aprender d'Ele estejam a sós com Ele. Foi no deserto que Moisés aprendeu as lições mais preciosas, mais profundas, mais poderosas e mais duráveis; e é ali que devem encontrar-se todos os que queiram ser formados para o ministério.

sábado, 28 de setembro de 2013

Êxodo 2

O Espírito Santo mantém a Glória de Cristo coletivamente... o Senhorio de Cristo individualmente.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/2


Ex 2:1 Este homem mostra sua obediência à Palavra de Deus quanto a com quem deveria se casar. Compare Gn 24:3-4 com 2 Co 6:14,17.


Êx 2:2 Hb 11:23 nos fala um pouco mais do que há neste versículo. Deus enxerga dentro do coração.

Êx 2:3-10 Deus coloca as pessoas nos lugares que Ele as quer. Até mesmo um bebê chora no momento exato!

Êx 2:11-14 Moisés tinha um cuidado verdadeiro para com seus irmãos, os Hebreus, mas age de um modo terrível... ele mata o Egípcio. Moisés deve aprender que isto não trará jamais bons resultados.

Êx 2:15-22 Deus está ensinando Moisés a ternura de espírito para com aqueles em dificuldades.

Êx 2:23-25 A dificuldade deles estava levando-os mais perto de Deus e os fazia sentir sua necessidade dEle. As pessoas suspiravam, choravam e gemiam; mas Deus escutava, lembrava, olhava e os tinha em consideração (conhecia a condição deles). Ele sempre escuta quando nós reconhecemos nossa necessidade.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Um Rei que não Conhecia a Deus


"Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós. Eia, usemos sabiamente para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra" (versículos 8-10). Vemos aqui o raciocínio de um coração que nunca aprendera a contar com Deus nos seus cálculos. O coração não-regenerado nunca o pode fazer, e por isso, quando Deus se revela, todos os seus argumentos caem por terra. Fora de Deus, ou independentemente d'Ele, podem parecer muito prudentes, mas logo que Deus aparece em cena, vê-se que são perfeita loucura. 

Mas porque havemos nós de permitir que as nossas mentes sejam, de qualquer modo, influenciadas por argumentos e cálculos que dependem, para a sua verdade aparente, da exclusão total de Deus? No caso de Faraó verificamos que ele podia julgar corretamente as várias eventualidades dos negócios do seu reino: a multiplicação do povo, as possibilidades de guerra e de os israelitas fazerem causa comum com o inimigo e abandonarem o país. Ele podia pesar todas estas circunstâncias na balança com invulgar sagacidade; mas nunca lhe ocorreu que Deus pudesse ter alguma coisa a ver com o assunto. Este simples pensamento, se alguma vez tivesse ocorrido a Faraó, bastaria para lançar a confusão em todos os seus planos classificando-os como loucura.

Ora é conveniente refletirmos que sucede sempre assim com o raciocínio da mente céptica do homem. Deus é inteiramente excluído; sim, a sua pretendida verdade e solidez dependem dessa exclusão. O aparecimento de Deus em cena dá o golpe mortal em todo o cepticismo e infidelidade. Até ao momento em que o Senhor aparece, podem pavonear-se no palco com maravilhosa demonstração de sabedoria e destreza; porém, assim que o olhar distingue o mais fraco vislumbre do bendito Senhor, são despojados do manto da sua ostentação e revelados em toda a sua nudez e deformidade. 

Com referência ao rei do Egito, pode dizer-se, com segurança, que errou grandemente, não conhecendo a Deus nem os Seus desígnios imutáveis. Faraó ignorava que, muitos séculos antes, ainda ele estava longe de respirar o fôlego desta vida mortal, a palavra e o juramento de Deus—"duas coisas imutáveis"—haviam assegurado infalivelmente a libertação completa e gloriosa daquele mesmo povo que ele, na sua sabedoria, propunha esmagar. Tudo isto ele desconhecia; e, portanto, todos os seus pensamentos e todos os seus planos baseavam-se sobre a ignorância dessa grande verdade, fundamento de todas as verdades, que é DEUS,. Imaginava, loucamente, que, com a sua sabedoria e poder, poderia impedir o crescimento daqueles acerca dos quais Deus havia dito: "serão como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar" (Gn 22:17). Portanto, o seu procedimento não passava de loucura e insensatez.

O pior erro que alguém pode cometer é agir sem contar com Deus. Mais cedo ou mais tarde o pensamento de Deus impor-se-á ao seu espírito e então dá-se a destruição terrível de todos os seus planos e cálculos. Quando muito, tudo quanto é empreendido sem contar com Deus só pode durar o tempo presente. Mas não pode de modo algum alongar-se para a eternidade. Tudo quanto é apenas humano, por muito sólido, brilhante e atraente que possa ser, está destinado a cair nas garras da morte e a abolorecer no silêncio do túmulo. A leiva do vale há-de cobrir as maiores honras e as glórias mais brilhantes do homem (Jó 21:33); a mortalidade está esculpida na sua fronte, e todos os seus projetos são evanescentes.

Pelo contrário, tudo aquilo que está ligado e fundado em Deus permanecerá para sempre. "O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos" (Sl 72:17).

Êxodo 1

Não contamos agora com o privilégio de ter um apóstolo para guiar nossos pensamentos como acontecia no princípio da igreja... mas nos resta um recurso... o Espírito Santo que habita em nós.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/ex/1

Agora passamos para o segundo passo... a saída.

Em Êxodo os filhos de Israel foram tirados do Egito por Deus; no livro de Atos (o livro mais ou menos correspondente do Novo Testamento) os filhos de Deus (crentes) são tirados da religião daqueles dias, o Judaísmo. "Êxodo" significa "saída". Deus sempre leva para fora antes de levar para dentro. Um crente não pode cometer erro maior do que achar que pode entender os pensamentos de Deus com sua mente natural. Devemos colocar para fora de nossa vida, em primeiro lugar, as coisas que sabemos não agradar a Deus. Leia Is 1:16,17 três vezes. Portanto hoje começamos o Livro da "saída".


Êx 1:1-6 Uma lista de todas as famílias a serem tiradas. Para o crente hoje, Deus conhece todos os que serão salvos. (At 15:16-18), nossos nomes estão escritos em Seu livro da vida (Ap 20:15), e fomos escolhidos antes da criação da Terra (Ef 1:4).

Êx 1:7-14 O inimigo é o rei do Egito. O inimigo de nossas almas é Satanás - e aqueles que ele usa. As tribulações fizeram o povo entender que estavam em terreno inimigo. Assim fazem nossas tribulações. Este não é o lugar para nos estabelecermos.

Êx 1:16-22 O homicídio está no coração de Faraó (como Satanás - Jo 8:44). Assim também a situação de Israel enquanto estava no Egito é uma figura do crente - a sentença de morte estava sobre nós - mas fomos libertados por Deus. Foi Deus Quem conservou em vida os bebês, embora aquelas que Ele usou (parteiras) não se comportaram como deviam no que se refere à honestidade. - 2 Co 4:7. A pessoa que o Senhor pode usar nunca é perfeita. Apenas Cristo é perfeito.

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/ex_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gênesis 47


Santidade não é o caminho para Cristo, mas Cristo é o caminho para santidade.

Gn 47:1-12 A família de José é assentada na melhor parte da terra do Egito (vers. 6 e 11).

Gn 47:13-26 José está no total controle do Egito. Quanto deviam amar José. Esta parte da história é uma figura do futuro, do reino de 1000 anos do Senhor Jesus. A terra prosperará e ficará em paz. Vale a pena ler Sl 72:1-9 e Is 11:4-9 (sobre o milênio).

Gn 47:27-31 Os últimos dias de Jacó (ou Israel). Mas apesar do belo lugar que recebera, apesar da grande coisa que era ter seu filho governador de todo o país, Jacó agora volta seus pensamentos para a terra da promessa! Seu lugar de descanso não seria no Egito, mas em Israel.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Gênesis 46


Se meu coração estiver cheio de Cristo, as coisas que são contrárias a Ele não me atraem.

Gn 46:1 Jacó adorou a Deus antes de sair da terra.

Gn 46:2 Deus responde, e lhe assegura que sua família se tornaria uma grande nação! E Ele lhe assegura de Sua presença. Mas o melhor de tudo, Ele lhe assegura que Lhe fará subir outra vez (Jo 13:3).

Gn 46:5-26 A grande família de 66 almas viaja para o Egito. Não falta nenhum. Seriam eles todos homens bons, honestos, corretos? Dificilmente, mas formavam um povo humilhado. E é isso o que conta para Deus.

Gn 46:28 Isto é interessante. Judá outra vez; (Zc 10:6), ele é escolhido para ir na frente, e encontrar José. A tribo de Judá está hoje de volta à terra de Israel. Eles serão os primeiros a darem as boas vindas ao Senhor Jesus quando Ele voltar para reinar sobre a terra.

Gn 46:29 O próprio José vai encontrá-los em uma carruagem (Is 66:15).

Gn 46:30 Lemos das mãos de José, de suas lágrimas, de sua face, seu sangue e suas palavras. Agora se você quer ter alguns doces pensamentos e meditações, pense nestas mesmas cinco coisas do Senhor Jesus.

domingo, 7 de julho de 2013

Gênesis 43

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/43

A ressurreição de Cristo foi a segunda manhã na história da criação.

Gn 43:1 Deus estava permitindo que a fome ficasse pior. Mas Ele percebeu o quanto o povo a sentia. Há várias palavras comoventes ditas neste capítulo... As palavras de Jacó nos versículos 6,7,11-14. De José em 16,27,29. Do mordomo em 23. Os irmãos tomados pela culpa nem imaginavam que José conhecia suas consciências culpadas (veja 42:21-23). Eles pensavam dele como sendo um homem de dura cerviz (como eles próprios tinham sido muitos anos antes). Mas José não tinha nada para eles além de amor em seu coração. Quão pouco entendemos o amor do Senhor por nós, quando Ele permite que passemos por tristezas e dificuldades.

Gn 43:8-10 Volte e veja a parte que Judá teve quando se livraram de José. E veja o coração mudado. Ele está pronto a oferecer sua vida por seu irmão Benjamim.

Gn 43:11,15,25-26 Jacó ainda acha que os presentes irão ajudar. Pense no quão pouco isso iria significar para José. Ele estava interessado em seus corações. (Repare no contraste daquilo que José enviou como presente - 45:20-23).

Gn 43:30-31 Você consegue ler isto sem se comover? Que coração amoroso. Ele não guardava nenhum rancor por eles, e todavia ele não poderia deixar que vissem seu próprio coração. É só quando eles tivessem aprendido o quão mau era o coração deles que poderiam entender seu coração de amor.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Gênesis 42


Aquele que criou os céus e a terra, pediu um gole d'água.

Passaram-se mais de 18 anos desde José ter sido vendido. Mas Deus tem em mente um grande propósito. Quão pouco imaginavam os irmãos que aquele de quem tinham tanto ciúmes, e a quem venderam para escravidão, seria aquele a quem teriam que suplicar por pão! Quão pouco este mundo imagina que cada joelho irá se dobrar a Jesus (Fp 2:10).

Gn 42:6 Conte o número de vezes que eles se curvaram diante de José.

Gn 42:7 Ele os conheceu (Jo 15:16).

Gn 42:8-11 É só quando os irmãos reconhecem sua iniquidade é que ele poderia revelar o grande segredo de quem ele era.

Gn 42:12-20 As dificuldades aumentam, de modo que o exercício em seus corações se torna mais profundo.

Gn 42:21 Eles não podiam esquecer o momento, anos antes, quando viram sua expressão, quando o tinham vendido como escravo (Mt 27:36). (Para o Senhor Jesus não houve piedade.)

Gn 42:22 Seu sangue será requerido (Mt 27:25).

Gn 42:25-28 Repare nas últimas nove palavras!

Gn 42:29-38 Parece que a história deve terminar aqui. Que tragédia se assim tivesse ocorrido! (1 Co 15:14,8,19).

Gn 42:36 Repare nas últimas seis palavras. Que contraste, podemos dizer! (Rm 8:28).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

domingo, 16 de junho de 2013

Gênesis 41

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/41

Em Sua morte, o Senhor Jesus, como Filho do Homem, glorificou a DEUS... durante toda a Sua vida Ele glorificou a Seu PAI.

Gn 41:33 O homem a ser escolhido precisava ser prudente e sábio (Hb 7:26).

Gn 41:38-39 Faraó liga a vida de José a Deus. "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8:31).

Gn 41:41 Exaltado sobre toda a terra do Egito! (Fp 2:9).

Gn 41:45 José recebeu um novo nome (Fp 2:9) e uma esposa gentia (Ef 5:25-27 e At 15:14).

Gn 41:47 Anos de abundância. O mundo está passando por seus anos de abundância - a fome vem depois. Mas José armazenou para o futuro.

Gn 41:53-57 Chega a fome. Faraó diz, "Ide a José" (Jo 14:6). O humilhado José se torna o exaltado José! Da cova para o palácio! O humilhado Jesus se torna o Centro da glória (Fp 2:5-11).

sábado, 1 de junho de 2013

Deus Sempre Cumpre Seus Desígnios

(Comentário Gênesis 39, 40, 41)

Lendo atentamente estas porções interessantes de inspiração percebemos uma cadeia notável de atos providenciais, convergindo todos para um ponto, a saber, a exaltação do homem que havia estado na cova, e ao mesmo tempo trazendo à luz, gradualmente, um número de objetos secundários. "Os pensamentos de muitos corações" estavam para ser "revelados"; mas José estava para ser exaltado. "Chamou a fome sobre a terra; fez mirrar toda a planta do pão. Mandou adiante deles um varão, que foi vendido por escravo: José, cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até ao tempo em que chegou a sua palavra: a palavra do SENHOR O provou. Mandou o rei, e o fez soltar; o dominador dos povos o soltou. Fê-lo Senhor de sua casa, e governador de toda a sua fazenda para, a seu gosto, sujeitar os seus príncipes e instruir os seus anciãos" (Sl 105:16-22).


É bom ver que o fim era exaltar aquele que os homens haviam rejeitado; e então produzir nesses mesmos homens a mágoa do seu pecado na rejeição. E como tudo isto é admiravelmente conseguido! Circunstâncias triviais e importantes, prováveis e improváveis, são usadas no desenrolar dos propósitos de Deus. No capítulo 39 Satanás emprega a mulher de Potifar, e no capítulo 40 serve-se do copeiro-mor do Faraó. Aquela foi usada para meter José no cárcere; e este para o conservar lá, por causa do seu esquecimento ingrato; mas foi tudo em vão. Deus estava atrás dos bastidores dirigindo com a Sua mão as molas do encadeamento das circunstâncias, e a seu tempo tirou dali o homem do Seu desígnio e encaminhou os seus pés para um lugar espaçoso. Ora isto é sempre prerrogativa de Deus. Ele está acima de tudo e pode usar tudo para cumprimento dos Seus inescrutáveis desígnios. É agradável podermos seguir assim a mão do nosso Pai em todas as coisas. Agradável saber que toda a sorte de agentes está ao Seu soberano dispor: anjos, homens, e demônios — todos estão debaixo da Sua mão onipotente, e todos são criados para cumprir os Seus propósitos.

Neste capítulo tudo isto se nos apresenta de um modo notável. Deus visita o lar de um capitão gentio, o palácio de um rei pagão, sim, e o seu quarto, e faz com que as próprias visões que ele tem em seu leito contribuam para o cumprimento dos Seus desígnios. Nem tão-pouco são só indivíduos e as suas  circunstâncias que são usados para o progresso dos propósitos de Deus; mas o próprio Egito e todos os países circunvizinhos são postos em cena; em suma, toda a terra foi preparada pela mão de Deus para ser o teatro no qual pudesse ser mostrada a glória e grandeza de um que "fora separado de seus irmãos". Tais são os caminhos de Deus; e é um dos mais felizes e altos privilégios de exercício da alma de um santo seguir assim os atos admiráveis de seu Pai Celestial. Como a providência de Deus é forçosamente trazida à luz nesta história profundamente interessante de José! Olhai, por um momento, para o cárcere do capitão da guarda. Vede ali um homem "em ferros", acusado de um crime abominável — proscrito e escória da sociedade; e todavia vede-o, quase num momento, elevado à mais alta distinção; e quem poderá negar que Deus está em tudo isto?

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Gênesis 37

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/37


Se eu tiver um coração para Cristo, vou me humilhar... foi o que Cristo fez!

A história de José é uma das maiores e mais doces histórias já contadas. Contamos 75 maneiras em com esta história ilustra alguma parte da vida do Senhor Jesus Cristo. Numa visão geral, podemos dizer que a história pode ser uma bela figura de Cristo como um Homem na terra. Ele é rejeitado por Seu próprio povo, (os Judeus) e desaparece (na cruz e vai para o céu). Por Sua morte e ressurreição Ele traz vida a muitos. Ao invés de dar detalhes do que a história possa significar, vamos simplesmente dar um versículo que fala de algo similar acerca do Senhor. Se você estiver interessado, poderá lê-los. (Veja se pode acrescentar mais, há muitos).

Gn 37:1-4 O afortunado menino é amado por seu pai (Jo 3:35 e Mt 3:17). Ele tem uma capa de muitas cores (Hb 2:7).

Gn 37:5-11 Seus sonhos, logo no início de sua vida, falam de um dia de glória vindoura (Is 53:10-12 e Ap 4:9).

Gn 37:12-17 José andou cerca de 112 quilômetros para encontrar seus irmãos. Ele não parou até ter cumprido as ordens de seu pai (Jo 6:38).

Gn 37:18-22 Imediatamente eles planejam matá-lo (Mt 12:14 e Jo 5:18).

Gn 37:23-36 O ato é consumado. José se foi. Ao menos no que diz respeito a seus irmãos, se foi para sempre (Jo 15:24). Sua túnica é mergulhada no sangue de um animal morto e levada a seu pai. Este mundo pensa que quando Jesus morreu na cruz aquilo tenha sido o Seu fim. (Mt 27:62-66 e Jo 15:25).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Gênesis 26

O grande segredo do crescimento é o olhar para cima, para o Senhor, como Aquele que é gracioso.

Leia em: http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/26

Isaque foi o que mais tempo viveu destas quatro gerações (de Abraão aos filhos de Jacó). Veja sua idade no capítulo 35:28. Não lemos de nenhum ato importante em sua vida. Ele era o filho comum de um pai famoso, Abraão, e o pai comum de um filho famoso, Jacó. 

Gn 26:1-6 Deus com freqüência precisava dizer a Abraão e Isaque que ficassem na terra à qual Deus os havia enviado. Mas eles tinham uma atração pelo Egito (12:10, 26:1-2). Lembre-se de que o Egito nas escrituras é uma figura deste mundo em que vivemos - ele nos atrai se deixarmos que o faça. 

Gn 26:7-16 Assim como seu pai, Isaque diz uma mentira sobre sua esposa, e quase traz um grande pecado (vers. 10) sobre todos eles. Abimeleque é um homem sincero, e tem a coragem de falar firme a Isaque sobre o erro que este havia cometido. 

Gn 26:17-25 Isaque reabre os poços que haviam sido entupidos. Ele os chama por seus antigos nomes. Em nossos dias há muitas coisas recebendo novos nomes. É sempre bom para o crente voltar ao princípio, aos dias dos apóstolos, da doutrina dos apóstolos e da comunhão dos apóstolos (At 2:42). 

Gn 26:23-24 Assim que Isaque volta a Berseba, veja o que acontece "naquela mesma noite". É só quando voltamos ao caminho certo que desfrutamos de comunhão com Deus. 

Gn 26:25 Não pensemos que podemos viver da maneira que escolhermos e ainda assim sermos guiados por Deus. Leia estes versículos cuidadosamente. É só na restauração que vemos o Senhor Se aproximando de Isaque. Quatro belos símbolos aqui: (1) o altar, (2) oração, (3) a tenda e (4) o poço. O primeiro é uma figura da adoração ou comunhão com Deus - Jo 4:23. O Segundo é uma expressão da dependência em Deus - Sl 62:1,2. O terceiro é uma figura do testemunho ou de uma testemunha, para aqueles ao redor, de que estamos apenas de passagem - Jo 17:16. E o quarto, uma fonte de refrigério, assim como o Espírito Santo em nós - Jo 7:38,39. Quando estava em Gerar, Isaque não tinha nem gozo, nem paz ou influência.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Experiência Vitoriosa (Parte 1)

(Comentário Romanos 8)

"Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." (Rm 8.1) Que declaração maravilhosa! Não se trata meramente do que será a justificação do crente quando for manifestado diante do trono de Cristo, mas "agora" não há nada para condenar naqueles que estão em Cristo Jesus. Se olho para o que sou na carne, só encontro o "miserável homem que sou!" Se olho para o que sou em Cristo Jesus, vejo que agora não há condenação. Estou morto para tudo aquilo que sou como um filho de Adão -- morto para o pecado, morto para a lei, mas vivo para Deus em Cristo Jesus. Então, sendo agora de outro, e estando em outro, em Cristo Jesus ressuscitado de entre os mortos, não me encontro apenas na posição de um que produz fruto para Deus, mas de um para quem "agora nenhuma condenação há". Você está assegurado disto? Será que pode existir alguma condenação para aquele Cristo ressuscitado que está agora na glória de Deus? Portanto, se você estiver nEle, como poderá haver condenação para você?

Nenhuma alma poderá conhecer a verdadeira libertação do poder do pecado se não conhecer primeiro o absoluto favor de Deus em Cristo. Quão maravilhoso é, após um capítulo de amargas experiências (capítulo 7 de Romanos), após haver esgotado completamente toda esperança de encontrar algo de bom em si mesmo, na velha natureza, poder descobrir que, como mortos com Cristo, e vivos de entre os mortos em Cristo, encontramo-nos no absoluto favor de Deus, sem nenhuma condenação! Que perfeita paz! Nada para nos inquietar; nada para nos condenar. E é o próprio Deus Quem diz: "nenhuma condenação".

"Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte." (Rm 8.2). Então, como já vimos, possuímos uma vida justificada. Agora temos o poder -- a lei do Espírito de vida. Em outro lugar aprendemos que a vida que agora temos é eterna, e o Espírito é eterno. Portanto o poder que tenho é eterno. Vimos que a carne, ou o pecado, continua em nós -- aquilo que é nascido da carne; mas aqui encontramos a libertação do seu poder: libertos da lei do pecado e da morte; libertos pelo infinito, pelo eterno poder, a lei do Espírito de vida. Não diz que "me livrará", mas que "me livrou". Nossa velha natureza pecaminosa é tão depravada que, apesar de eu ser nascido de Deus, de eu ter prazer na lei de Deus e desejar guardá-la; ainda assim a lei que há em meus membros me colocou no cativeiro. E acaso não foi assim que aconteceu? Mas somos agora libertos de seu poder, por um poder maior -- a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus. Oh, quão bom seria se pudéssemos ter uma fé mais simples na Palavra de Deus; sim, e também no Espírito Santo que habita em nós! Este versículo resume todo o contexto do capítulo 6. Trata-se do princípio de nos reconhecermos mortos para o pecado e vivos para Deus em Jesus Cristo, princípio este aplicado pelo poder do Espírito.

"Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Rm 8.3,4) Já que não havia nenhum poder na santa lei de Deus para libertar, sua única prerrogativa era a de amaldiçoar o culpado. Em Romanos 8.2, portanto, encontro o poder que me libertou da lei do pecado e da morte. No versículo 3 vemos a incapacidade da lei em libertar por intermédio da fraqueza da carne, e a seguir, o modo como Deus libertou, e a base na qual a libertação foi operada. Esta parte resolve também a seguinte questão: Como é que não há condenação para mim, uma vez que a carne é tão completamente vil? "Deus, enviando o Seu Filho." Exatamente quando tudo mais falhou em libertá-los do Egito, o cordeiro precisou ser levantado e morto; o israelita, embora ainda não libertado, estava totalmente protegido pelo sangue.

Assim como a libertação do Egito significava a saída de um lugar, ou de uma condição de escravidão para outra de liberdade, também o crente é, pelo Espírito de vida, levado para fora de um lugar, ou de uma condição, chamada "na carne", para outro lugar, ou condição, chamado "em Cristo", havendo o pecado sido perfeitamente julgado, por ter o Santo Filho de Deus sido feito pecado por nós. E isto não para que pudéssemos continuar em escravidão, mas para que fôssemos libertos, a fim de que as justas demandas da lei pudessem ser cumpridas em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

A carne é deixada de lado por aqueles que não andam "segundo a carne". Uma outra posição é ocupada agora por aqueles que andam "segundo o Espírito". Há, por assim dizer, duas classes. "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o espírito para as coisas do espírito." (Rm 8.5) Uma é morte, a outra é vida. E mais ainda: "a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser." (Rm 8.7) Segue-se disso que aqueles que estão neste terreno, aqueles que estão na carne, não podem agradar a Deus.

E aqui surge uma questão de profundo interesse: Quando podemos concluir que não estamos na carne, mas no Espírito? "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós." (Rm 8.9) Portanto, fica claro que se o Espírito de Deus habita em você, você poderá concluir com segurança que não está na carne. Cornélio era, evidentemente, uma alma vivificada, assim como toda a sua casa (Atos 10.2), mas não libertada, e é por esta razão que ele permaneceu na carne, até que a Palavra chegou a ele com o poder do Espírito Santo, e, por conseguinte, o próprio Espírito Santo (Atos 10.44). Surge, portanto, a pergunta: Você já recebeu o Espírito Santo? Se ainda não, mesmo tendo sido vivificado, você continua na carne, procurando a sua melhoria -- ainda que seja pelas obras da lei. Cornélio não poderia ser considerado um cristão até haver recebido o Espírito Santo; e nem você pode considerar-se, no sentido pleno da palavra, até que tenha recebido o Espírito. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle." (Rm 8.9)

(Continua...)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Gênesis 13

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/13 ou http://www.youversion.com/pt-BR/bible/gen.13.arc_1-pt

Gn 13:1-4 Em 12:10 Abraão "desceu" ao Egito. Aqui ele "subiu" ao seu altar. A completa restauração de Abraão (Salmo 23:3). Deus nos restaura, caso contrário simplesmente ficaríamos à deriva. Não havia altar (nem adoração a Deus) enquanto ele estava no Egito!

Gn 13:5-13 A grande riqueza que ele recebeu no Egito lhe traz mais problemas. Desta vez com seu sobrinho Ló. Todavia vemos um belo contraste, entre Abrão, o homem que andava por fé, e Ló que andava por vista. O que Abrão tinha de generoso Ló tinha de ganancioso. Ló era guiado por seus olhos, e que desastre isso lhe trouxe, pois foi morar em Sodoma. Os passos de Ló em sua descida são graduais, mas constantes. Versículo 10 "E levantou Ló os seus olhos, e viu". No versículo 11 ele escolheu toda a planície do Jordão. Versículo 12, habitou nas cidades da planície, e armou sua tenda indo em direção de Sodoma (14:12), habitou em Sodoma, (19:1) e sentou-se à porta (lugar de autoridade) de Sodoma. Leremos mais tarde do resultado dessa descida.

Gn 13:14-18 Quão diferentes foram os resultados para Abrão! Que herança gloriosa e duradoura era a sua! Colocando Deus em primeiro lugar, ele foi ricamente abençoado por Deus. Possamos colocar Deus em primeiro lugar, e desfrutar das bênçãos que temos! Notamos no versículo 10 que Ló usou seus olhos para fazer sua escolha. Mas no versículo 14, Deus estava para recompensar Abrão por haver esperado nEle, e Ele diz a Abrão para usar seus olhos para ver o que Deus iria lhe dar. Leia Is 64:4.

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/03/genesis-13.html

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O Contraste entre a Fé de Abraão e a Conformidade com o Mundo de Ló

Existe uma crise na história de cada homem em que será, indubitavelmente, revelado o fundamento em que ele descansa, quais os motivos por que é instigado, e quais os fins que o animam. Assim foi com Ló. Não morreu em Harã; mas caiu em Sodoma. A causa aparente da sua queda foi a contenda entre os seus pastores e os pastores de Abraão; porém o fato é que quando alguém não anda realmente com um motivo verdadeiro e afeições puras facilmente encontrará uma pedra para tropeçar. Se não a encontra numa ocasião, encontrá-la-á noutra. Se não a encontra aqui, achá-la-á acolá. Em certo sentido, pouco importa o que seja a causa aparente de se afastar; a verdadeira causa encontra-se oculta, longe da observação normal, nas câmaras íntimas dos afetos e desejos do coração, onde o mundo, de qualquer forma ou feitio, tem sido procurado.

A contenda entre os pastores podia facilmente ter sido resolvida sem prejuízo espiritual para Abraão ou Ló. Para aquele, na verdade, foi apenas uma ocasião para mostrar o poder formoso da fé e a elevação moral — o terreno celestial vantajoso, em que a fé sempre põe o seu possuidor. Mas para este foi uma ocasião de mostrar o mundanismo completo do seu coração. A contenda não produziu o mundanismo em Ló, do mesmo modo que não produziu a fé em Abraão: apenas mostrou, no caso de cada um, o que estava realmente nele. 

Assim é sempre: controvérsias e divisões levantam-se na Igreja de Deus, e muitos tropeçam com isso, e são arrastados outra vez para o mundo, de um ou de outro modo. Então atribuem a culpa às controvérsias e divisões, ao passo que, a verdade é que estas coisas eram apenas os meios de revelar o verdadeiro estado da alma e a inclinação do coração. [...] Sem dúvida, ele (Abraão) tinha um coração que podia ser atraído por "campinas bem regadas" tão forte como o de Ló; mas a verdade é que ele não permitiu que o seu coração escolhesse. Primeiramente deixou que Ló fizesse a sua escolha, e então deixou que Deus escolhesse por ele. Isto era sabedoria celestial. É o que a fé sempre faz: permite que Deus determine a sua herança, assim como consente que Ele a faça boa. Satisfaz-se sempre com aquilo que Deus lhe dá. Pode dizer, "As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança" (SI 16:6). Não importa onde "as linhas" caiam; porque, no parecer da fé, elas sempre caem "em lugares deliciosos", porque Deus deita-as para ali.

sábado, 15 de setembro de 2012

Gênesis 12


Gn 12:1-5 O chamado de Abraão por Deus foi um chamado bem claro para que se separasse de tudo aquilo que o homem poderia considerar valioso - seu país - seu povo e sua família. Abraão pode ser uma figura do crente cuja cidadania está no céu (Fp 3:20, a onde a palavra "cidade" pode ser traduzida também como "cidadania") embora vivendo nesta terra. Abraão foi chamado a andar por fé, e a viver como um estrangeiro e peregrino na terra. Grandes eram as promessas que lhe foram feitas - versículo 2. 

Gn 12:7 Há duas coisas para se notar. O Senhor apareceu a ele quando chegou à terra de Canaã. Você também irá saber quando se encontra no lugar certo para adorar o Senhor. Em segundo lugar, ele edificou um altar ali, onde adorou a Deus. Houve uma resposta em seu coração. 

Gn 12:10-20 Lembre-se sempre de que as pessoas na Bíblia que são tipos (figuras) do Senhor e de outras coisas importantes, eram apenas seres humanos que às vezes falhavam. Aqui lemos da segunda falha de Abraão. (A primeira foi quando ele parou em Harã, 11:31, ao invés de seguir todo o caminho até a terra de Canaã). Desta vez ele vai ainda mais longe, e o encontramos agora rumando para Egito (versículo 19), instruindo sua esposa a dizer uma mentira (nós crentes às vezes "empacamos" e às vezes vamos longe demais!). O Egito é uma figura do mundo com todos os seus atrativos e sua cultura. Como crentes, estamos constantemente sendo tentados a voltarmos ao mundo. Abrão perdeu tempo ali, e sofreu, em certas coisas, o resto de sua vida por sua falha. Deus foi misericordioso para com ele e permitiu que enriquecesse. Que isto possa servir de aviso para nós.


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Outro ponto essencial desse capítulo é a promessa da posteridade de Abraão (Cristo), da qual veio a salvação:
E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Gênesis 12:3

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