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terça-feira, 1 de março de 2016

O Primeiro Mártir Cristão

Estêvão, diácono e evangelista, é o primeiro a receber a coroa do martírio pelo nome de Jesus. Ele permanece à frente do "nobre exército dos mártires". Ele é perfeito como uma figura - um protótipo de um verdadeiro mártir. Firme e inabalável em sua fé. Ousado e destemido diante de seus acusadores. Aguçado e fiel em sua defesa diante do Sinédrio. Livre da malícia em suas mais fortes declarações. Cheio de caridade para com todos os homens, ele sela seu testemunho com seu sangue, e então dorme em Jesus.

Em alguns aspectos, Estêvão lembra o próprio bendito Senhor. "Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (Atos 7:59), parece com "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46); e de novo, "Senhor, não lhes imputes este pecado" (Atos 7:60), lembra "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34), apesar de Estêvão não indicar a ignorância deles.

Já podemos ver que problemas, tanto do lado de dentro quanto do lado de fora, atacam a jovem igreja. É verdade que a palavra de Deus aumentou, multidões foram convertidas, e uma grande parte dos sacerdotes eram obedientes à fé. Porém os gregos, ou helenistas (judeus de origem grega), murmuravam contra os hebreus (nativos da Judeia), porque suas viúvas eram negligenciadas na ministração diária. Isto levou à nomeação de sete diáconos (Atos 6). Pelos seus nomes aqui dados, parece que os sete escolhidos eram gregos - todos do lado dos murmuradores. Assim o Espírito de Deus dominou em graça. Estêvão era um deles e, neste caso, a palavra do apóstolo foi exemplificada: aqueles que "servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus." (1 Timóteo 3:13). Ele era cheio de fé e poder, e fazia grandes maravilhas e milagres entre o povo. A energia do Espírito Santo se manifestava de maneira especial em Estêvão.

Havia diferentes sinagogas em Jerusalém apropriadas para diferentes raças de judeus. Foram as sinagogas dos libertinos, dos cireneus, etc., que se opunham a Estêvão. Mas "não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava". Segue-se, então, o que tem geralmente acontecido com os que confessam a Jesus em todas as eras: incapazes de respondê-lo, eles o acusam perante o conselho. Falsas testemunhas são subornadas para jurar que eles o tinham ouvido falar "palavras blasfemas contra Moisés, e contra Deus", e que Jesus de Nazaré destruiria aquele lugar e mudaria os costumes entregues a eles por Moisés. O caso estava agora diante do Sinédrio - o julgamento começa. Mas o que seus juízes teriam pensado quando viram sua face radiante como a face de um anjo?

Temos o nobre discurso de Estêvão aos chefes da nação diante de nós. Convincente, desconcertante e esmagador. Sem dúvidas, foi um testemunho do Espírito Santo aos judeus, da boca de Estêvão, e ainda mais humilhante para os orgulhosos judeus: ouvirem sua condenação dos lábios de um helenista. Mas o Espírito de Deus, quando sem impedimentos pelos arranjos do homem, opera por quem Ele quer.

Estêvão recapitula, em linguagem ousada, os principais pontos da história nacional judaica. Ele fala especialmente das histórias de José e de Moisés. O primeiro, seus pais {*os outros dos doze filhos de Jacó} o haviam vendido aos gentios, e o último desprezaram como príncipe e juiz. Ele também os acusa de sempre resistir ao Espírito Santo, de sempre desobedecerem a lei, e agora por terem sido os traidores e assassinos do Justo. Aqui a testemunha fiel de Cristo foi interrompida. Não lhe foi permitido terminar seu discurso - uma figura, tão verdadeira, do tratamento para com os mártires daqueles dias até hoje. Os murmúrios, a indignação, a fúria do Sinédrio, estavam fora de controle. "E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele." (Atos 7:54). Mas, em vez de dar prosseguimento ao discurso, ele entra em êxtase de coração ao Senhor e fixa seus olhos no Céu - o lar e centro de união para todo Seu povo. 

"Eis que vejo", diz Estêvão, "os céus abertos" (Atos 7:56). Ele está cheio do Espírito Santo enquanto olha para o alto, e vê o Filho do homem de pé, ali, pronto para receber seu espírito. "Tal é", escreveu alguém, "a posição do verdadeiro crente - ligado ao Céu, bem acima da Terra - na presença do mundo que rejeitou a Cristo, um mundo assassino. O crente, vivo na morte, vê, pelo poder do Espírito, o Céu, e o Filho do homem à direita de Deus. Estêvão não diz 'Jesus'. O Espírito O caracteriza como 'o Filho do homem'. Que precioso testemunho para o homem! Não é sobre a glória que Ele aqui testifica, mas sim sobre o Filho do homem na glória, tendo os céus abertos diante dele... Quanto ao objeto de fé e a posição do crente, essa cena é definitivamente característica." 

Eis o proeminente, o mais próximo ao trono
Perfeitas vestes triunfais trajando
Aí está o que mais ao mestre se assemelha
Este santo, este Estêvão que se ajoelha
Fixando o olhar enquanto os céus
Se abriam aos seus olhos que se fechavam
Que, tal como lâmpada quase apagada retoma seu fulgor,
E faz vê-lo o que a morte esconde a rigor.

Ele, que  parece estar na  terra
Há de voar como pomba vera
E da amplitude do céu sem nuvens
Extrair o mais puro dos ares
Para que os homens contemplem sua face angelical
Plena do resplendor da graça celestial,
Mártir íntegro, apto a se conformar
À morte de Jesus, vitória sem par!

(tradução livre da poesia constante da edição original em inglês)


A. Miller. Fonte: http://a-historia-da-igreja.blogspot.com.br/2014/07/o-primeiro-martir-cristao.html

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Atos 7

Quando Paulo escrevia cartas (Epístolas) sobre a escolha de anciãos, diáconos, etc., as cartas eram endereçadas apenas a indivíduos (1 Tm caps. 2 e 3 e Tito 1:5), nunca a assembleias (igrejas locais).

ATOS 7

http://www.creationism.org/images/DoreBibleIllus/vAct0759Dore_MartyrdomOfStStephen.jpgUm dos resumos mais marcantes da história de Israel na Bíblia. E que história de pecado foi! José, Moisés e Davi, da primeira vez em que se apresentaram, foram rejeitados pelos Judeus, mas na segunda vez foram recebidos. Foi assim quando o Senhor Jesus veio. Estêvão demonstra que isto não era nada além de um espírito revoltoso, desobediente que tinha sido sempre manifestado. E quando Deus enviou Seu amado Filho, a mesma resistência continuou.

At 7:43-53 Dessa resistência eles passaram à idolatria. Eles eram culpados de quatro ofensas. (1) Os pais (homens do Antigo Testamento) não haviam guardado a lei. (2) Haviam perseguido e matado os profetas. (3) Haviam traído e assassinado o Justo - o Senhor Jesus, e (4) haviam resistido ao Espírito Santo. Assim vemos a culpa e ruína do homem na nação mais favorecida e privilegiada do mundo.

At 7:54-60 Este discurso trouxe à tona toda a fúria contra Estêvão. Eles o arrastam para fora da cidade (veja Lv 24:11-16). Eles o matam. Como ocorreu com o Senhor na cruz, Estêvão roga por seus assassinos. Repare quem era testemunha de tudo isso! Sem dúvida aquilo deixou uma impressão duradoura nele, mas ele (Paulo) odiava o nome de Jesus.

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/at_p.html

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Plano de Salvação - O Perdão (Parte 2)

A Culpabilidade dos Povos Idólatras



Para convencer um homem de pecado pode ser ne­cessário um tempo bastante longo. Por isso, o apóstolo começa descrevendo o triste estado dos povos idólatras e depravados (Rm 1:18-32).

A Palavra de Deus os declara culpáveis e indescul­páveis, porque não corresponderam como deviam ao conhecimento do Deus supremo, revelado inicialmente a todos os povos. Não glorificaram a seu Criador e nem Lhe deram graças pela Sua bondade. O que é pior ainda, praticaram a idolatria, honrando e servindo a criatura em lugar dAquele que a criou. Como consequência, ca­íram numa espantosa degradação moral, arruinando a sua alma e corpo. O apóstolo não se preocupa em es­tabelecer sua culpabilidade, antes limita-se a enumerar suas características depravadas. Isso é suficiente para compreender por que a ira de Deus se revela contra eles.


A Culpabilidade dos Homens Cultos



Depois de ter apresentado o caso dos povos que pare­ciam ser mais distantes de Deus, a epístola aos Romanos interessa-se pelos homens que, então, constituíam o grupo mais seleto, todos aqueles que se sentiam em condições de julgar aos outros (Rm 2:1-16). Podiam ser tanto mo­ralistas como gregos versados em filosofia. O apóstolo os interpela nestes termos: "... és indesculpável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas". Eles são declarados "in­desculpáveis", pois sob a bela aparência do ensino moral e do pensamento filosófico, ocultavam-se os quais impuros costumes. Contudo, é necessária uma argumentação bem construída para levá-los à convicção do pecado. Os três fatos em que é apoiada a demonstração do apóstolo tornam impossível qualquer escapatória do juízo de Deus.

Em primeiro lugar, este juízo é "segundo a verdade" (v. 2). Estes homens que condenam aos outros e se consi­deram superiores não enganam a Deus. O juízo divino é segundo a exata verdade. Deus não se apoia na aparência, mas considera o verdadeiro estado moral de cada um e conhece os pensamentos secretos dos homens.


Em segundo lugar, este juízo é "justo" (v. 5): pre­valecerá uma justiça absoluta e inflexível. Não serão julgadas somente as faltas manifestas, mas também o espírito argumentador desses homens e sua rejeição em se submeter à vontade de Deus.


Por último, este juízo é imparcial, porque "para com Deus não há acepção de pessoas" (v. 11). Ele terá em conta a responsabilidade de cada um. Alguns não tiveram mais que a voz de sua consciência para refreá-los, enquanto outros tiveram a seu dispor um vasto conhecimento da lei divina.

Todas estas declarações são suficientes para fechar a boca dos homens mais civilizados e convencê-los de que são culpáveis perante Deus.


A Culpabilidade dos Judeus



A terceira e última categoria de pessoas é claramente designada como sendo a dos judeus (Rm 2:17 a 3:20). Possuíam uma cultura não somente derivada de uma longa história, mas também de origem divina.

Se os homens mais instruídos se permitiam criticar os povos idólatras e apesar disso praticavam os mesmos pecados, os judeus religiosos iam mais longe ainda. Vangloriavam-se de possuir a lei de Deus, ensinavam-na aos outros com um espírito de superioridade, mas absolutamente não a praticavam, de maneira que o nome de Deus era blasfemado por causa deles. Para demonstrar a culpabilidade dos judeus, o apóstolo apoia-se em seus próprios escritos. As referências do Antigo Testamento que apresentam a profunda maldade da natureza humana lhes são aplicadas, porque "tudo o que a lei diz aos que vivem na lei o diz" (3:19), a saber, os judeus.

Estas acusações decisivas da lei não tinham em vista as outras nações, civilizadas ou não, mas certamente os judeus imbuídos de si mesmos, a fim de que as suas bocas fossem igualmente caladas e, assim, todo o mundo se mostrasse culpável perante Deus.


A Culpabilidade do Homem Moderno



Depois de ter visto como o apóstolo considera todos os homens do passado, devemos salientar que a culpabi­lidade do homem moderno está vinculada aos três casos considerados.

Em certos aspectos, por causa de sua decadência moral, o homem moderno se inclui no acampamento dos povos idólatras. Por sua vez, as características morais destes povos se parecem muito com a descrição proféti­ca dos homens dos últimos dias (vide 2 Tm 3:1-5). Por sua brilhante civilização científica, o homem de hoje em dia nos faz pensar igualmente nos gregos que eram os intelectuais da época. Finalmente, o homem moderno assemelha-se também aos judeus por sua cultura judaico- cristã. Orgulha-se de um passado religioso dos mais ricos, mas tem perdido a força da piedade e, em seu conjunto, tais pessoas têm renegado praticamente a fé cristã. 
 
(continua... )
Tradução e adaptação: http://boasemente.com.br

domingo, 23 de novembro de 2014

A paciência e graça de Deus em resposta à rejeição

(Comentário Atos 3)

Em Atos 3, o Espírito dirige Seu testemunho às pessoas pela boca de Pedro. Deus ainda agia em paciência para com Seu povo insensato, e com mais do que paciência. Ele age em graça para com eles, como Seu povo, em virtude da morte e intercessão de Cristo... mas infelizmente, seus líderes incrédulos silenciaram a palavra.

A atenção do povo é atraída por um milagre que restaurou a força de um pobre homem coxo, conhecido de todos os que frequentavam o templo; e, enquanto a multidão se aglomerava para contemplá-lo, Pedro prega a Cristo a eles. O Deus de seus pais, disse ele, glorificou a Seu servo Jesus, a quem eles haviam negado, quando Pilatos deveria libertá-lo. Eles haviam negado o Santo e Justo - desejando um assassino, e matando o Príncipe da Vida; mas Deus o ressuscitou dentre os mortos. Em Seu nome, por meio da fé, Pedro curou o impotente homem. A graça podia estimar os atos dos judeus como feitos por ignorância. Aqui vemos o Espírito Santo respondendo à intercessão de Cristo: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem!". O grande Rei os perdoa, enviando a mensagem de misericórdia que os chama ao arrependimento. Por isto, Pedro os convida: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor" (Atos 3:19). Pedro prega o arrependimento aos judeus como nação, declarando que, em seu arrependimento, Jesus, que subiu ao Céu, voltaria; e o cumprimento de todas as bençãos ditas pelos profetas deveriam, então, ocorrer. O retorno de Jesus com este objetivo dependia (e ainda depende) do arrependimento dos judeus. Enquanto isto, ele permanece no Céu.

Além disso, Jesus era o profeta anunciado por Moisés, e qualquer que não O ouvisse deveria ser tirado do meio do povo. Sua voz ainda soava em especial graça pela boca de Seus discípulos. Todos os profetas falaram desses dias. Eles, os judeus, eram os filhos dos profetas, os herdeiros naturais das bênçãos que eles haviam anunciado para Israel, assim como das promessas feitas a Abraão, que falavam de uma semente na qual todas as nações seriam abençoadas. A eles, também, como consequência, Deus, tendo enviado Seu Filho Jesus, O enviou para abençoá-los, para que nisso os abençoasse, no apartar, de cada um deles, de suas iniquidades.

J. N. Darby.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Gênesis 48


A Palavra revela Cristo como Aquele que fez toda a obra e Aquele que merece toda a glória.

As 12 tribos de Israel eram as famílias dos 12 filhos de Jacó. Mas não havia uma tribo de José! Todavia algo melhor aconteceu. Os dois filhos de José foram elevados a esta honra. Naqueles dias o filho mais velho recebia o dobro dos outros (Dt 21:17). Mas José não era o filho mais velho! Abra em 1 Cr 5:1 e você verá que José recebeu a primogenitura e o por quê disso! Assim ele recebeu porção dobrada. Leia também Ez 47:13. Adão foi como o primogênito, mas por haver pecado, perdeu a bênção. O Senhor Jesus (sendo como o segundo - 1 Co 15:47) recebeu a porção dobrada... a igreja, Sua esposa, composta de dois povos, os Judeus crentes e os Gentios crentes.

Gn 48:1-4 Uma bênção especial para José.

Gn 48:5-22 Os dois filhos de José. Jacó sabia melhor que José o que Deus queria. Mesmo Jacó sendo cego, ele podia enxergar melhor! Às vezes quando somos mais cegos para as coisas deste mundo, vemos melhor as coisas de Deus (2 Co 4:18). O filho mais jovem é elevado acima de seu irmão mais velho. (Mais uma vez como Adão e Cristo).

Gn 48:15-16 Que final feliz para a longa vida de Jacó, e que bela coisa para se dizer do cuidado de Deus para com ele.

domingo, 28 de julho de 2013

A Restauração do Povo Judaico

(Comentário Gênesis 45)

"Então, José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo o varão; e ninguém ficou com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos" (capítulo 45:1). Nenhum estranho foi autorizado a presenciar esta cena sagrada. Qual o estranho que poderia compreendê-la ou apreciá-la?- Somos convidados aqui a testemunhar, de fato, convicção por operação divina na presença de graça divina; e nós podemos dizer, que quando estas se encontram há um acordo fácil de todas as questões.

"E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face. ...para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviaste para cá, senão Deus" (capítulo 45:4-8). Isto é graça de verdade, e põe a consciência perfeitamente em paz. Os irmãos já se haviam condenado a si próprios inteiramente, e por isso José só teve que deitar o bálsamo bendito em seus corações. Tudo isto é agradavelmente figurativo dos desígnios de Deus com Israel, nos últimos dias, quando olharem para "Aquele a quem traspassaram, e O prantearão". Então experimentarão a realidade da graça divina e a eficácia purificadora daquela "fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, contra o pecado e contra a impureza" (Zc 12:10; 13:1).

No capítulo 3 de Atos vemos o Espírito de Deus procurando por meio de Pedro produzir esta convicção divina nas consciências dos Judeus. "O Deus de Abraão, e de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto. Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida. E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas" (At 3:13-15). Estas palavras eram destinadas a arrancar dos corações e lábios dos ouvintes a confissão feita pelos irmãos de José — "somos culpados." Então segue-se a graça: "E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes. Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério, pela presença do Senhor" (At 3:17-19). Vemos aqui que, embora os Judeus tenham realmente manifestado a inimizade de seus corações na morte de Cristo, assim como os irmãos de José fizeram no seu tratamento para com ele, a graça de Deus para com cada um é vista nisto, que tudo é apresentado como tendo sido previsto e decretado por Deus para sua bênção. Isto é graça perfeita, que excede todo o nosso entendimento; e tudo que é necessário a fim de poder gozar-se a sua alegria é uma consciência verdadeiramente convicta pela verdade de Deus. Aqueles que podiam dizer: "somos culpados", podiam compreender igualmente as palavras preciosas da graça: "não fostes vós, mas Deus". Assim tem que ser sempre. A alma que tiver pronunciado a sua própria condenação, está preparada para compreender e apreciar o perdão de Deus.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Um em Cristo (Parte 1)

(Comentário Romanos 15)

O apóstolo diz: "Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos". (Rm 15.1) Por isso, quão ternos devemos ser neste tempo em que todos estão igualmente fracos e débeis. "Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação." (Rm 15.2) Não é algo verdadeiramente belo? Onde é que podemos encontrar isto perfeitamente exemplificado? Oh, há Um, sim, Um só que é perfeito. "Porque também Cristo não agradou a Si mesmo." Ele não procurou justificar-Se a Si mesmo; "mas, como está escrito: Sobre Mim caíram as injúrias dos que Te injuriavam". (Rm 15.3) Seu olhar estava sempre dirigido para o alto, dirigido para o Pai; Ele era a expressão, a revelação do Pai, Deus manifestado. E todas as injúrias que recebeu, sentia serem dirigidas contra Seu Pai. Ele não respondeu; não agradou-Se a Si mesmo, mas Seu inefável prazer estava em suportar tudo, e fazer a vontade dAquele que O enviou.

"Ora o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo." (Rm 15.5,6) Que oração esta! Quão necessária em todas as épocas, mas mais especialmente nestes últimos dias de tanta discórdia. Aqui está o modelo perfeito: "segundo Cristo Jesus". Ele nos recebeu na glória de Deus, sim, como objetos de misericórdia em conformidade com as riquezas da Sua graça. Quando recebermos uns aos outros, não nos esqueçamos de como Ele nos recebeu. As passagens são, então, apresentadas para demonstrar como a graça abundou para com os gentios. Isso mostrava aos judeus que não era para eles rejeitarem os gentios. Deve também ser observado que estas passagens terão seu pleno cumprimento no reino milenial. "Uma raiz em Jessé haverá, e naquele que se levantar para reger os gentios, os gentios esperarão." (Rm 15.12)

Segue-se, então, outra oração: "Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo". (Rm 15.13) Com que clareza a condição da alma é conectada com a vinda do Senhor, mesmo não sendo este o tema da epístola! Possamos nós conhecer nosso Pai como o Deus de paciência e o Deus de esperança.

Devemos notar, no versículo 14, que não há ali nenhum pensamento acerca de um primeiro bispo de Roma. "Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros." (Rm 15.14) Não é notável que, em toda esta carta inspirada que é endereçada aos santos em Roma, não exista uma única sentença que pudesse reconhecer ou fazer referência, ainda que levemente a um suposto bispo de Roma? Os irmãos estavam capacitados a admoestar uns aos outros; e cada um era responsável, em conformidade com a medida de graça conferida a cada um, como vimos no capítulo 12. O primeiro bispo de Roma e seus sucessores são pura invenção de uma época posterior à epístola.

Se Pedro, ou qualquer outro irmão, tivesse sido O BISPO de Roma, Paulo o teria reconhecido como tal. Ao contrário, Paulo declara seu próprio apostolado como ministro dos gentios (versículos 15-20). Para Paulo era tudo resultado do livre favor de Deus, "pela graça que por Deus me foi dada; que seja ministro de Jesus Cristo entre os gentios". (Rm 15.15,16) E o resultado de todo esse bendito favor, Paulo podia oferecer a Deus como oferta "santificada pelo Espírito Santo". (Rm 15.16) E então, sendo tudo resultado do livre favor de Deus, ele podia se gloriar. "De sorte que tenho glória em Jesus Cristo nas coisas que pertencem a Deus." (Rm 15.17) Todo jovem crente fará bem em ponderar nestes preciosos princípios divinos de serviço -- de como os gentios tornaram-se obedientes ao evangelho. Foi por meio de poderosos sinais e maravilhas; não por sabedoria ou eloquência humana, mas pelo poder do Espírito de Deus. E que missão aquela aos gentios!

domingo, 9 de junho de 2013

Romanos 15


A justificação é obra de Cristo; a santificação é obra do Espírito Santo.

Rm 15:1-7 Paulo havia aprendido que a obediência não é para agradar a si mesmo. Esta é uma das coisas mais importantes para se entender. Paulo coloca o Homem perfeito diante de nós como um exemplo. Apenas um crente em Cristo tem o poder para viver a vida cristã em conformidade com a Bíblia. Lembre-se de que Paulo não estava apenas dizendo a eles como deveriam agir, mas estava lhes mostrando.

Rm 15:8-13 Os crentes que tinham sido Judeus podiam pensar que sabiam mais do que os crentes que tinham sido Gentios. E os crentes Gentios podiam estar pensando que os crentes Judeus estavam presos a uma porção de tradições, as quais vinham dos dias do Antigo Testamento. Paulo leva ambos a olharem para Cristo.

Rm 15:13 Que belas palavras para unir todos os crentes em um só desejo de agradar somente a Deus.

Rm 15:17-21 Paulo relembra seu trabalho missionário e não quer o crédito pelo trabalho missionário de outros. Mas aponta para a obra de Cristo feita por intermédio de si.

Rm 15:22-32 Paulo traça seus planos futuros. Este capítulo tem vários pontos muito belos. Aqui estão alguns deles. Deus é o Deus de paciência (vers. 5), o Deus de consolação (encorajamento, vers. 5), o Deus de paz (vers. 33). Então temos a glória de Deus, a verdade de Deus, o evangelho de Deus, o Espírito de Deus, e a vontade de Deus. Veja se você pode encontrar as cinco coisas. Se tiver tempo, procure por (A) referências ao Espírito Santo, (B) referências à esperança, (C) referências a Cristo, (D) referências a muitas coisas com as quais podemos ser preenchidos. Como membros do um só corpo, repare que devemos (1) auxiliar, (2) agradar, (3) receber, (4) admoestar (avisar outros), (5) ministrar (servir), e (6) orar uns pelos outros.

terça-feira, 26 de março de 2013

Romanos 11


O primeiro homem foi expulso do paraíso por causa do pecado; mas agora um Homem veio do paraíso à terra, para pagar pelo pecado, e Ele irá nos levar com Ele para o paraíso para sempre.


Paulo aqui olha para o futuro. Ele indaga se Deus parou de tratar com Israel de uma vez por todas. Não, eles serão abençoados no final! Após o Senhor levar a igreja (nós os crentes) para o céu, então Ele vai voltar a tratar com Israel.

Rm 11:1-5 Lembre-se de que Elias pensou que fosse o único em seus dias que permanecera fiel a Deus. E o Senhor teve que dizer a ele que 7.000 outros não haviam se curvado à adoração de ídolos. Deus sempre tem os Seus fiéis ou um remanescente.
Rm 11:6 A graça é o oposto das obras.

Rm 11:11-35 Através da rejeição do Messias, Deus deixou os Judeus e passou a oferecer Sua salvação a todo o mundo. Quando o Senhor Jesus voltar para nós, então Deus irá começar a trabalhar em alguns Judeus outra vez, e irá abrir seus olhos agora cegos.

Rm 11:12-16 Israel rejeitou o Salvador e através dessa rejeição muitas coisas boas chegaram aos Gentios. Quão grande e glorioso dia será aquele quando Israel voltar a Deus!

Rm 11:17-33 Israel foi o ramo natural de uma árvore. Por causa de sua incredulidade foi cortado, e outros ramos (os Gentios) foram enxertados. Mas aqui os novos ramos são avisados de que se não continuarem fiéis serão cortados e então será fácil enxertar outra vez os ramos naturais. E é exatamente o que vai acontecer. Depois que nós crentes formos levados para o céu, os Judeus serão outra vez abençoados no milênio.

Rm 11:33 Paulo rompe em louvor a Deus por haver concebido um plano tão glorioso.

domingo, 9 de setembro de 2012

A "Sabedoria" do Homem

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo. 
João 16:33

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a  Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.
Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. 
1 Coríntios 1:18-24 


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"E era toda a terra de uma mesma língua, e de uma mesma fala. E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali... E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra." Gênesis 11: 1-4

O coração humano procura sempre um nome, uma parte, e um centro na terra. Nada sabe dos desejos quanto ao céu, do Deus do céu ou da glória do céu. Deixado entregue a si, encontrará sempre os seus fins neste mundo; edificará sempre "abaixo dos céus". São precisos a chamada de Deus, a revelação de Deus e o poder de Deus, para elevar o coração do homem acima deste mundo, pois o homem é uma criatura rasteira — alienado do céu, e ligado à terra. No quadro que agora temos perante nós não há reconhecimento de Deus, nem um olhar para cima nem esperança n'Ele; nem tão-pouco se tratou de pensamento do coração humano para fazer um lugar no qual Deus pudesse habitar — juntar materiais para a construção de um lugar para Ele. O Seu nome nunca é mencionado. Fazer um nome para si próprio, foi o objetivo do homem na planície de Sinar; e tal tem sido o seu objetivo desde então.

Quer contemplemos o homem na planície de Sinar ou nos bancos do Tigre, vemos que ele é sempre na mesma criatura, independente, orgulhoso, e sem Deus. Existe uma consistência melancólica em todos os seus propósitos, nos seus princípios e caminhos; procura sempre pôr Deus de parte e exaltar-se a si próprio.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Romanos 2


Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/2 ou http://www.youversion.com/pt-BR/bible/rom.2.arc_1-pt

Rm 2:1-16 Os Gentios cultos ou educados.

Rm 2:2 Deus julga em conformidade com a verdade. No vers. 6 de acordo com as obras (o que fizeram).

Rm 2:11 Sem favorecer uma pessoa em detrimento de outra. Vers. 16 - em conformidade com o evangelho que Paulo pregava. O capítulo todo mostra que quanto mais luz uma pessoa tem, maior o castigo se ela não aceitar o dom de Deus. As pessoas dizem "sim, mas e os pagãos?". Este capítulo coloca as coisas nos seus devidos lugares. Devíamos dizer a uma pessoa assim, "mas e você?"

Rm 2:17-final Os Judeus - eles eram muito mais responsáveis porque Deus lhes havia dado a lei, a Sua palavra.

Norman Berry. Fonte: http://chaday.blogspot.com.br/2006/04/romanos-2.html ou http://www.stories.org.br/rm_p.html

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