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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Batismo com Fogo

"Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? Importa, porém, que eu seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!" (Lucas 12:49,50)
 
"Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo." (Lucas 3:16)

Quando a Bíblia fala de fogo, está falando de juízo. Basta conferir no Antigo Testamento, em que os sacrifícios eram queimados simbolizando o juízo de Deus contra o pecado (Ex 12:8, Lv 7:5, etc.), ou no Novo Testamento, quando se fala do lago de fogo, que é o juízo eterno de Deus contra o pecado (Ap 20:10,14,15; Mt 13:42). Por isso que nessa passagem (Lucas 12:50) Jesus diz que seria batizado com um certo batismo (o de fogo): porque na cruz ele receberia o justo juízo de Deus contra o pecado. Na cruz ele tomou nosso lugar na condenação, levando sobre Si o justo castigo que merecíamos por nossos pecados. "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." (2 Co 5:21). Assim podemos ser salvos gratuitamente pela sua graça, pois ele levou sobre si as nossas iniquidades. Basta crer e aceitar essa grande salvação.

Se você ainda tem dúvidas quanto ao significado do batismo com fogo, leia Lucas 3:16,17: "[Disse João Batista:] Esse [Jesus] vos batizará com o Espírito Santo e com fogo". Aqui não está dizendo que o batismo do Espírito Santo é o batismo de fogo, mas que o Senhor batizaria alguns com o Espírito Santo (os salvos) e alguns com fogo (os perdidos). Veja o que ele diz no próximo versículo: "Ele tem a pá na sua mão; e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo [salvos] no seu celeiro, mas queimará a palha [perdidos] com fogo que nunca se apaga." Em Mateus 3:10,11 também é dito algo semelhante.

Portanto, ainda bem que o Senhor não atende aos pedidos de tantos que pedem o batismo com fogo. Ele não quer que você seja condenado pelos seus pecados, pois Ele mesmo já passou por esse terrível batismo de fogo em nosso lugar. Creia nele e receba a vida eterna.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A Velha Natureza e a Nova Natureza

A Velha Natureza 

 

Não apenas se trata de uma questão da condição do pecador: a sua própria natureza está radicalmente corrompida—inteiramente debaixo do poder de Satanás. Por isso, não só necessita de ser introduzido numa nova posição, mas também de ser dotado de uma nova natureza. A natureza e a condição andam sempre unidas. Se fosse possível o pecador melhorar a sua condição, de que lhe serviria isso enquanto a sua natureza continuasse a ser irremediavelmente má? Um nobre poderia recolher e adotar um mendigo e outorgar-Ihe a fortuna e a posição de nobre, mas nunca poderia transmitir-lhe nobreza; e assim a natureza do mendigo nunca poderia achar satisfação ocupando a posição de um nobre. É necessário possuir-se uma natureza que corresponda à posição, e uma posição que corresponda aos desejos, aos afetos, e às tendências dessa natureza. Por isso, o evangelho da graça de Deus ensina-nos que o crente é introduzido numa posição inteiramente nova e que já não é considerado como estando no seu anterior estado de culpa e condenação, mas sim num estado de eterna e perfeita justificação. A condição em que Deus o vê agora não é apenas de pleno perdão, mas um estado de perfeição tal que a santidade infinita não pode achar nele tanto como uma simples nódoa de pecado. Foi tirado da sua condição de culpa e colocado para sempre numa nova condição de justiça imaculada. Não é que, de modo nenhum, a sua antiga condição haja sido melhorada. Isto seria inteiramente impossível, "Aquilo que é torto não se pode endireitar" (Ec 1:15). Nada há mais oposto à verdade fundamental do evangelho que a teoria do melhoramento gradual da condição do pecador. O pecador é nascido numa má condição, e enquanto não "nascer de novo" não pode estar em qualquer outra. Poderá procurar melhorar-se. Pode tomar a resolução de ser melhor no futuro — de "voltar uma nova página" da sua existência —, de alterar o seu modo de vida; porém, com tudo isto não consegue sair de sua condição de pecador. Poderá fazer-se religioso, como se ousa dizer, poderá tentar orar, poderá observar diligentemente as ordenações, e revestir as aparências de uma reforma moral; contudo nenhuma destas coisas poderá, no mínimo, alterar a sua posição perante Deus.
  

A Nova Natureza

 

Como poderá, então, o homem alterar a sua natureza? Poderá submetê-la a uma série de operações, poderá dominá-la e discipliná-la; porém continuará a ser a mesma natureza. "Aquele que é nascido da carne é carne" (Jo 3:6). É necessário que haja uma nova natureza, assim como uma nova disposição. Mas como poderá o pecador adquiri-las? - Crendo no testemunho que Deus de Seu Filho deu. "A todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome" (Jo 1:12). Aqui aprendemos, que todos os que creem no nome do unigênito Filho de Deus, têm o direito ou o privilégio de serem feitos filhos de Deus. São feitos participantes de uma nova natureza e têm a vida eterna. "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna" (Jo 3:36). "Na verdade, na verdade vos digo que, quem ouve a minha alavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5:24). "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (Jo 17:3). "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida" (1 Jo 5:11,12).

terça-feira, 2 de julho de 2013

A Ceia do Senhor (Parte 1)

Nunca devemos nos esquecer de que podemos estar à mesa do Senhor e, no entanto, falharmos completamente ao participar da ceia do Senhor. Os Coríntios estavam reunidos para o nome de Cristo; reuniam-se semana após semana em torno da mesa do Senhor, e ainda assim o apóstolo Paulo, ao escrever a eles, diz: "Quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor" (1 Coríntios 11.20). Eles haviam caído em tal desordem, pelo egoísmo e pelo descaso para com a importância da ceia, que acabaram fazendo desta solene ocasião uma oportunidade para se banquetearem. A ceia que comiam era, portanto, a ceia deles próprios e não a Ceia do Senhor, pois haviam quase que completamente deixado de associar o pão e o vinho ao corpo e sangue de Cristo. Daí a solene admoestação: "Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo" (1 Coríntios 11.22). 

Uma Comunicação Especial

O apóstolo prossegue explicando o verdadeiro caráter da ceia e nos diz que havia recebido do Senhor uma comunicação especial acerca deste assunto. É importante prestarmos atenção a isto, uma vez que o apóstolo recebeu esta comunicação em conexão com seu ministério do corpo de Cristo (Colossenses 1.24,25), e já que esta é a última comunicação acerca do assunto, é a esta passagem, mais do que aos evangelhos (os quais, no entanto, relatam a instituição da ceia na noite da páscoa), que recorremos para expor o seu significado.

Quem poderia deixar de ser tocado pela grandiosa graça que é expressa nas palavras de abertura deste relato: "O Senhor Jesus na noite em que foi traído, tomou o pão" (1 Coríntios 11.23). Que contraste entre o coração do homem e o coração de Cristo! Prestes a ser traído por um de Seus discípulos, "Ele tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de Mim" (1 Coríntios 11.23, 24).

O Pão

O pão é, portanto, um símbolo do corpo do Senhor Jesus que foi entregue em favor dos Seus - entregue à morte por eles, por nós, por todos os que crêem - sobre a cruz; e quando comemos estamos fazendo isso para recordá-Lo. Se prestássemos mais atenção à expressão "em memória" evitaríamos cair em muitos erros. Nós recordamos algo que já aconteceu, isto é, trazemos isso de volta à memória. Assim, quando comemos o pão na ceia do Senhor, trazemos à memória que o Senhor um dia esteve morto; lembramo-nos dEle naquela ocasião - na condição de morte - à qual Ele desceu, quando carregou nossos pecados sobre o Seu próprio corpo no madeiro - quando suportou toda a ira que nós merecíamos, glorificando a Deus até no que diz respeito ao nosso pecado. Portanto, quando partimos o pão, não nos lembramos de Cristo em Sua condição atual, mas de Cristo na condição em que estava.

O Cálice

O cálice também expressa o mesmo. "Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento [aliança] no Meu sangue: fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de Mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Coríntios 11.25, 26). Portanto o vinho que tomamos é um símbolo do sangue de Cristo; e isto por si só já nos fala de morte, já que não podemos pensar em sangue separado do corpo exceto como uma expressão de morte. O versículo 26 dá ênfase à verdade de que tanto ao comermos do pão quanto ao bebermos do cálice, estamos expressando, anunciando, ou proclamando, a morte do Senhor. Não podemos deixar de insistir com veemência sobre o fato de que na ceia do Senhor voltamos o nosso olhar para o passado, para um Cristo morto; tomamos a ceia como recordação de que um dia Ele esteve morto - morto sobre a cruz e morto na sepultura. Pois Ele, que não conheceu pecado, não somente carregou os nossos pecados, como também foi feito pecado, para que fôssemos feitos justiça de Deus nEle (2 Coríntios 5.21). Note bem que nem mesmo se trata de um Cristo morrendo, mas de um Cristo morto - não se trata de um Cristo morrendo, uma contínua repetição de Seu sacrifício, como muitos erroneamente ensinam, mas de um Cristo morto; "Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados" (Hebreus 10.14).

Portanto, este é o único pensamento que deveria estar diante de nossa alma à mesa do Senhor. Que simplicidade - porém quão bem planejada para tocar nosso coração e levá-lo a prostrar-se diante dEle em adoração. Quando nos sentamos ao redor da Sua mesa, comemoramos a Sua morte! Ora, o apóstolo mostra que se é um Cristo morto, quem foi que morreu? É impossível encontrarmos outras duas palavras que, juntas, pudessem expressar isto tão bem quanto "a morte do Senhor". Quantas coisas estão envolvidas no fato de que Ele, que é chamado o Senhor, morreu! Que amor! Que propósitos! Que eficácia!... E que resultados! O Senhor Se entregou por nós. Celebramos a Sua morte. 

Observe que é "até que venha" (1 Coríntios 11.26b). Portanto, enquanto olhamos para trás, para a cruz, somos levados a lembrar de Sua vinda em glória, para nos receber para Si; o merecido fruto do Seu trabalho e de Sua morte. Assim não podemos nunca nos esquecer de que nossa completa redenção, sendo feitos "conformes à imagem de Seu Filho" (Romanos 8.29), é o resultado da morte de Cristo. Pois as duas coisas, a cruz e a glória, estão aqui indissoluvelmente ligadas.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Encontro de José com Seus Irmãos

(Comentário Gênesis 42)

Consideremos agora, por uns momentos, a entrevista de José com seus irmãos, na qual encontraremos alguns pontos de semelhança com a história de Israel nos últimos dias. Durante o tempo em que José esteve oculto da vista de seus irmãos eles tiveram que passar por profunda e aguda provação, por meio de exercícios penosos e intensos da consciência. Um destes exercícios é concebido nestes termos: "Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos rogava; nós, porém, não ouvimos; por isso vem sobre nós esta angústia. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu, dizendo: Não pequeis contra o moço? Mas não ouvistes; e, vedes aqui, o seu sangue é requerido" (capítulo 42:21-22).

Entretanto no capítulo 44:16 lemos: "Então, disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos". Ninguém pode ensinar como Deus. Somente Ele pode produzir na consciência a verdadeira compreensão do pecado, e levar a alma aos profundos recessos da sua própria condição na Sua presença. Isto é tudo trabalho Seu. Os homens correm na sua carreira de culpa, descuidados de tudo, até que a flecha do Todo-Poderoso fere a sua consciência, e então são levados àquelas pesquisas do coração e intensos exercícios de alma, de que só podem achar alívio nos recursos do amor redentor. Os irmãos de José não tinham ideia de tudo que havia de resultar para eles devido aos seus atos para com ele: "... tomaram-no e lançaram-no na cova...; depois assentaram-se a comer pão" (capítulo 37:24-25). Ai dos "que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo, mas não vos afligis pela quebra de José!" (Amós 6:6).

Todavia, Deus promoveu dor de coração e exercícios de consciência dum modo maravilhoso. Passaram-se anos e estes irmãos poderiam ter pensado inutilmente que tudo estava bem; mas, "então, acabaram-se os sete anos de fartura que havia... e começaram a vir os sete anos de fome!" (capítulo 41:53-54). Quem os mandou e com que fim? Providência admirável! Sabedoria inescrutável! A fome chega a Canaã, e as necessidades da fome trazem agora os irmãos culpados aos pés do ofendido José! Como é notável a manifestação da mão de Deus em tudo isto! Ali estão eles, com a seta da convicção atravessada nas suas consciências, na presença do homem a quem haviam, com "mãos ímpias", lançado na cova. Certamente, o pecado tinha-os achado; mas era na presença de José. Bendito lugar!

Gênesis 42


Aquele que criou os céus e a terra, pediu um gole d'água.

Passaram-se mais de 18 anos desde José ter sido vendido. Mas Deus tem em mente um grande propósito. Quão pouco imaginavam os irmãos que aquele de quem tinham tanto ciúmes, e a quem venderam para escravidão, seria aquele a quem teriam que suplicar por pão! Quão pouco este mundo imagina que cada joelho irá se dobrar a Jesus (Fp 2:10).

Gn 42:6 Conte o número de vezes que eles se curvaram diante de José.

Gn 42:7 Ele os conheceu (Jo 15:16).

Gn 42:8-11 É só quando os irmãos reconhecem sua iniquidade é que ele poderia revelar o grande segredo de quem ele era.

Gn 42:12-20 As dificuldades aumentam, de modo que o exercício em seus corações se torna mais profundo.

Gn 42:21 Eles não podiam esquecer o momento, anos antes, quando viram sua expressão, quando o tinham vendido como escravo (Mt 27:36). (Para o Senhor Jesus não houve piedade.)

Gn 42:22 Seu sangue será requerido (Mt 27:25).

Gn 42:25-28 Repare nas últimas nove palavras!

Gn 42:29-38 Parece que a história deve terminar aqui. Que tragédia se assim tivesse ocorrido! (1 Co 15:14,8,19).

Gn 42:36 Repare nas últimas seis palavras. Que contraste, podemos dizer! (Rm 8:28).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

sábado, 1 de junho de 2013

Deus Sempre Cumpre Seus Desígnios

(Comentário Gênesis 39, 40, 41)

Lendo atentamente estas porções interessantes de inspiração percebemos uma cadeia notável de atos providenciais, convergindo todos para um ponto, a saber, a exaltação do homem que havia estado na cova, e ao mesmo tempo trazendo à luz, gradualmente, um número de objetos secundários. "Os pensamentos de muitos corações" estavam para ser "revelados"; mas José estava para ser exaltado. "Chamou a fome sobre a terra; fez mirrar toda a planta do pão. Mandou adiante deles um varão, que foi vendido por escravo: José, cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até ao tempo em que chegou a sua palavra: a palavra do SENHOR O provou. Mandou o rei, e o fez soltar; o dominador dos povos o soltou. Fê-lo Senhor de sua casa, e governador de toda a sua fazenda para, a seu gosto, sujeitar os seus príncipes e instruir os seus anciãos" (Sl 105:16-22).


É bom ver que o fim era exaltar aquele que os homens haviam rejeitado; e então produzir nesses mesmos homens a mágoa do seu pecado na rejeição. E como tudo isto é admiravelmente conseguido! Circunstâncias triviais e importantes, prováveis e improváveis, são usadas no desenrolar dos propósitos de Deus. No capítulo 39 Satanás emprega a mulher de Potifar, e no capítulo 40 serve-se do copeiro-mor do Faraó. Aquela foi usada para meter José no cárcere; e este para o conservar lá, por causa do seu esquecimento ingrato; mas foi tudo em vão. Deus estava atrás dos bastidores dirigindo com a Sua mão as molas do encadeamento das circunstâncias, e a seu tempo tirou dali o homem do Seu desígnio e encaminhou os seus pés para um lugar espaçoso. Ora isto é sempre prerrogativa de Deus. Ele está acima de tudo e pode usar tudo para cumprimento dos Seus inescrutáveis desígnios. É agradável podermos seguir assim a mão do nosso Pai em todas as coisas. Agradável saber que toda a sorte de agentes está ao Seu soberano dispor: anjos, homens, e demônios — todos estão debaixo da Sua mão onipotente, e todos são criados para cumprir os Seus propósitos.

Neste capítulo tudo isto se nos apresenta de um modo notável. Deus visita o lar de um capitão gentio, o palácio de um rei pagão, sim, e o seu quarto, e faz com que as próprias visões que ele tem em seu leito contribuam para o cumprimento dos Seus desígnios. Nem tão-pouco são só indivíduos e as suas  circunstâncias que são usados para o progresso dos propósitos de Deus; mas o próprio Egito e todos os países circunvizinhos são postos em cena; em suma, toda a terra foi preparada pela mão de Deus para ser o teatro no qual pudesse ser mostrada a glória e grandeza de um que "fora separado de seus irmãos". Tais são os caminhos de Deus; e é um dos mais felizes e altos privilégios de exercício da alma de um santo seguir assim os atos admiráveis de seu Pai Celestial. Como a providência de Deus é forçosamente trazida à luz nesta história profundamente interessante de José! Olhai, por um momento, para o cárcere do capitão da guarda. Vede ali um homem "em ferros", acusado de um crime abominável — proscrito e escória da sociedade; e todavia vede-o, quase num momento, elevado à mais alta distinção; e quem poderá negar que Deus está em tudo isto?

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Judá e Tamar - O Triunfo da Graça de Deus sobre o Pecado

(Comentário Gênesis 38)

Este capítulo apresenta-nos uma dessas circunstâncias notáveis em que a graça de Deus triunfa gloriosamente sobre o pecado do homem, "Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá" (Hb 7:14). Mas como? "Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá" (Mt 1:3). Isto é peculiarmente notável. Vemos como Deus, na Sua muita graça, Se eleva acima do pecado e da loucura do homem, com o fim de cumprir os Seus propósitos de amor e misericórdia. Assim um pouco mais adiante, no versículo 6, lemos, "e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias". É digno de Deus atuar desta maneira. O Espírito de Deus conduz-nos através da linha por meio da qual, segundo a carne, veio Cristo; e, fazendo-o, dá-nos, como elos na cadeia genealógica, Tamar e Bate-Seba! Como é evidente que nada há do homem em tudo isto! Como é claro, quando chegamos ao fim do primeiro capítulo de Mateus, que é "Deus manifestado em carne" que encontramos, e isto, também, da pena do Espírito Santo. O homem nunca poderia ter inventado uma tal genealogia. E inteiramente divina, e ninguém espiritual poderá lê-la sem ver nela uma bendita demonstração de graça divina, em primeiro lugar; e em segundo lugar da inspiração de todo o evangelho de Mateus. Creio que um confronto de 2 Samuel 11 e Gênesis 38 com Mateus 1 dará ao cristão concentrado assunto para meditação muito agradável e edificante.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 38



Quando Cristo é feito minha sabedoria, então posso viver sem a minha própria sabedoria.

Muitas pessoas tentam imaginar por que Deus teria incluído este capítulo na bela história de José. Bem, é bom vermos que na lista dos ancestrais de nosso bendito Senhor, em Mt 1:1-3, este mesmo incidente é mencionado! Nosso Senhor nasceu da tribo de Judá. Isto apenas magnificou a graça de Deus. Nos mostra que toda a raça humana é má. Não há bem em nenhum de nós. O Senhor Jesus foi o único Homem perfeito que já viveu - Hb 7:14. Mas leia do poder transformador (para nós) da morte e ressurreição de Cristo (Hb 10:14).

domingo, 17 de março de 2013

O Conhecimento do Deus da Graça

(Comentário Gênesis 29, 30 e 31)

Ora, é segundo o verdadeiro caráter de Jacó, de lugar em lugar da sua extraordinária história, que se obtém uma maravilhosa vista da graça divina. Ninguém senão Deus poderia suportar uma pessoa como Jacó assim como ninguém senão Deus teria tratado com uma pessoa assim. Graça começa pelo ponto mais baixo. Recebe o homem como ele é, e trata com ele no pleno conhecimento do que ele é. É de grande importância compreender este aspecto da graça no ponto de decisão de alguém; habilita-nos a levar, com firmeza de coração, as descobertas posteriores de vileza pessoal, que tão frequentemente abalam a confiança e perturbam a paz dos filhos de Deus.

Muitos não compreendem desde o princípio a ruína completa da sua natureza, tal qual se manifesta na presença de Deus, embora os seus corações hajam sido atraídos pela graça, e as suas consciências tranquilizadas, de algum modo, pela aplicação do sangue de Cristo. Por isso, à medida que vão avançando na sua carreira, começam a fazer descobertas mais profundas do mal em seus corações, e, sendo deficientes na sua compreensão da graça de Deus, e da eficácia e extensão do sacrifício de Cristo, levantam imediatamente a questão acerca de serem filhos de Deus. Deste modo são tirados a Cristo e atirados para cima de si próprios, e então ou se entregam às ordenações, de modo a manterem o seu tom de devoção, ou caem outra vez inteiramente no mundanismo e na carnalidade. Estas consequências são desastrosas, e o resultado de não se ter o coração estabelecido na graça.

É isto que torna o estudo da história de Jacó tão interessante e útil. Ninguém pode ler estes três capítulos sem ser despertado pela graça maravilhosa que pôde cuidar de um como Jacó, e não apenas cuidar dele, mas dizer, depois da descoberta plena de tudo que havia nele, que não "viu iniquidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó" (Nm 23:21). Deus não diz que não havia perversidade e iniquidade em Jacó. Uma tal afirmação não daria confiança ao coração — a própria coisa, sobre todas as coisas, que Deus quer dar. Nunca daria ânimo ao coração de um pobre pecador dizer-lhe que nele não havia pecado — porque, enfim, ele sabe muito bem que há —, porém, se Deus diz, com base no sacrifício perfeito de Cristo, que não vê pecado sobre si, isso dá, infalivelmente, paz ao seu coração e à consciência. Se Deus tivesse escolhido Esaú, não teríamos tido, de modo nenhum, uma tal demonstração da graça; é por esta razão, que ele não aparece perante nós na luz amável em que vemos Jacó. Quanto mais o homem se afunda, mais a graça de Deus se eleva. À medida que o meu débito aumenta, nos meus cálculos, de cinquenta para quinhentos talentos, do mesmo modo, a minha apreciação da graça, e a experiência do amor que, não tendo nós nada com que pagar, pôde liberalmente perdoar-nos tudo (Lc. 7:42), se elevam.

Bem podia o apóstolo dizer, "... bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram" (Hb 13:9).

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

quarta-feira, 13 de março de 2013

A Proclamação de Uma Perfeita Justiça (Parte 2 - Final)

(Comentário Romanos 10)

Agora o apóstolo cita, como prova, a própria Escritura que eles possuíam. "Porque a Escritura diz: Todo aquele que nEle crer não será confundido." (Rm 10.11) Isto prova que haveria um tempo em que a doutrina do "não há diferença" estaria em vigor. "Porquanto não há diferença entre judeu e grego (ou gentio): porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (Rm 10.12,13; Joel 2.32.) Que bendito fato é este: todos, seja judeus ou gentios, que verdadeiramente se achegam ao Senhor, invocando-O, estão assegurados das boas vindas, assim como aconteceu com o pródigo (ver Lucas 15).

O que você prefere, leitor? Nunca ter pecado e ter produzido uma justiça que o deixasse apto para comparecer diante de Deus (se fossem coisas possíveis), trazendo assim uma túnica para Deus, ou, reconhecer tudo o que você é, e tudo o que praticou, e agora, como um pecador merecedor do inferno, confessar com sua boca e crer em seu coração no Senhor Jesus, como sua eterna justiça diante de Deus? Não podemos nos detestar muito a nós mesmo; mas, oh, que profunda compaixão a que nos encontra exatamente como estamos, e nos veste com a melhor roupa, com anel e sandálias. E como nos é dado conhecer esta justiça de Deus? Leia os versículos 14 e 15 para ter a resposta. Escutando a Palavra, o evangelho da paz que nos foi enviado. Que boas novas! Aqueles que buscavam a justiça pela lei odiaram essas boas novas e os pregadores do evangelho. É exatamente o que acontece até hoje, por todos os que dizem que são judeus e não o são.

Não seria este um fato dos mais espantosos que o homem pudesse odiar e rejeitar o seu maior bem, o evangelho da paz? O homem tentará, ou pensa poder tentar, atingir algum dia a sua própria paz com Deus. Mas não terá a paz que é feita pelo sangue de Jesus; a paz que é pregada àqueles que estão longe, e àqueles que estão perto. Sim, a paz que é proclamada a todos. "Mas nem todos obedecem ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?" (Rm 10.16) A palavra do evangelho foi pregada a todo o Israel: mas não quiseram crer. É pregada agora, talvez como nunca o foi antes, a toda a cristandade; mas eles não a receberão. Veremos o resultado final de tudo isso no próximo capítulo.

Deus tem os que Lhe pertencem, apesar de toda a perversidade do homem, sejam judeus ou gentios, como Isaías claramente disse: "Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por Mim não perguntavam". (Rm 10.20) O apóstolo provou, assim, as duas coisas tiradas das passagens do próprio Antigo Testamento deles: que não há diferença, e que prevalece a soberania de Deus. Quem quer que seja, judeu ou grego, que invocar o Senhor será salvo -- e, oh, que verdade que sustenta a alma, Ele terá misericórdia de quem tiver misericórdia. Teria Israel se perdido por Deus não desejar salvá-los? "Mas contra Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente." (Rm 10.21) Eles não quiseram ir a Ele: eles recusaram o melhor vestido, o anel e as sandálias. Que isto não aconteça com os leitores destas linhas. Aquele que vai a Ele, de maneira nenhuma será lançado fora.

Charles Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Eleição Divina Por Meio de Uma Nação (Parte 2 - Final)

(Comentário Romanos 9)

"Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça." (Rm 9.30,31) Os judeus buscavam justiça pela guarda da lei, mas nunca a alcançaram. Não acontece o mesmo até hoje? Todos os que se colocam em terreno judaico, e buscam ser justos pela guarda da lei -- não importa qual lei -- nunca podem alcançar justiça. Nunca podem estar certos de que estão suficientemente justos para Deus justificá-los, e, portanto, nunca chegam a ter paz com Deus. Quanto mais religião um homem inconverso tiver, mais difícil será para o evangelho alcançá-lo. E por que não chegaram à justiça ou à justificação? "Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei: tropeçaram na pedra de tropeço." (Rm 9.32)

E como foi que os gentios chegaram à justiça, e alcançaram a paz com Deus? Por escutarem as boas novas de misericórdia para com eles, por meio do sangue do Redentor; creram em Deus; foram justificados; tiveram, crendo em Deus, paz com Deus. E não é assim que acontece até hoje? O evangelho é ouvido por uma pessoa que cresceu sob a lei, esperando algum dia poder guardá-la até tornar-se justa, e então espera que, em um outro mundo, depois do dia do juízo, tenha vida eterna e paz com Deus. Tomada, com frequência, por dúvidas sombrias -- e até presságios de uma condenação eterna -- ela tenta todos os expedientes humanos -- um sacerdócio no qual possa depositar, se for uma pessoa sincera, a escuridão de sua alma, o peso de seus pecados, e o pavor de seu futuro. Poderá uma pessoa assim alcançar uma justiça que a torne apta para a presença de Deus? Nunca. Poderia algum outro expediente religioso conceder a bendita paz com Deus? Nenhum.

Quão diferente é quando um pobre, culpado, ignorante e sobrecarregado pecador escuta o evangelho e crê nele, como os gentios da Antiguidade! Não possuíam a lei, e não buscavam justiça pelas obras da lei. Ouviram a doce história do amor de Deus para com pecadores como eles. Ouviram como Deus havia Se apiedado deles -- sim, havia dado Seu Filho amado para morrer por eles; que Ele havia morrido, o Justo pelo injusto; que Deus O ressuscitara de entre os mortos. Ouviram as boas novas do perdão de pecados por meio dEle; ouviram, creram, foram justificados de todas as coisas, tiveram paz com Deus.

Charles Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Céu ou Inferno

“LARGA É A PORTA, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela... Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" (Mateus 7.13,14).

Todas as pessoas gostam de acreditar que existe o CÉU, mas não gostam que lhes digam que há também o INFERNO. Sem qualquer fundamento, muitos tentam provar que o INFERNO não existe, ou, quando muito, negam que possa durar eternamente. Porém, o único que podia falar com autoridade, o Filho de Deus, que conhece a fundo o assunto, disse assim: "E irão estes para o tormento eterno" (Mateus 25.46). "Não temais os que matam o corpo, e depois não têm mais o que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei Aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no INFERNO, sim, vos digo, a Esse temei" (Lucas 12.4,5). "Para o INFERNO, para o fogo que nunca se apaga; onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga" (Marcos 9.43,44). "Ali haverá pranto e ranger de dentes" (Mateus 24.51). "Se não crerdes que Eu sou, morrereis em vossos pecados... Para onde eu vou não podeis vós vir" (João 8.24,21). "Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9.27).

Ao universalista, que não conhece outra autoridade se não uma consciência universal, o apóstolo João avisa: "Aquele que não crê no Filho não verá a vida". E àquele que acredita no aniquilamento da alma, o mesmo apóstolo avisa que "a ira de Deus sobre ele permanece" (João 3.36). Destes o apóstolo Paulo escreveu que "por castigo padecerão eterna perdição" (2 Tessalonicenses 1.8,9).

Na cruz de Cristo vemos que "Deus é amor" (1 João 4.8), mas também vemos que, quanto ao pecado, Deus é santo. Que Ele é misericordioso e longânimo, agora, manifesta-se no fato de ser "agora o dia da salvação" (2 Coríntios 6.2). "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida; mas a ira de Deus sobre ele permanece" (João 3.36).

Disse Jesus: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida" (João 14.6). "Tenho-te proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida" (Deuteronômio 30.1,19).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tremendas Consequências

(Comentário Gênesis 27)

Podemos estar certos de só acumular dores e aflições sempre que tiramos as nossas circunstâncias, o nosso destino e a nós próprios das mãos de Deus. Aconteceu assim com Jacó. Alguém disse que "quem considerar a vida de Jacó, depois de ele fraudulentamente ter obtido a bênção de seu pai, verá que ele gozou de muito pouca felicidade neste mundo."

Esta descrição é verdadeira; todavia mostra-nos apenas um lado da vida de Jacó, e esse é o lado sombrio. Bendito seja Deus, há um lado claro, do mesmo modo, para Deus tratar com Jacó; e em todos os acontecimentos da sua vida, quando Jacó foi obrigado a colher os frutos da sua maquinação e perversidade, o Deus de Jacó tirou bem do mal e fez com que a Sua graça abundasse sobre todo o pecado e loucura do Seu pobre servo. Veremos isto à medida que vamos procedendo com a sua história.

Quero fazer aqui uma observação acerca de Isaque, Rebeca e Esaú. É interessante notar, não obstante a demonstração da fraqueza excessiva de Isaque, no princípio deste capítulo, como ele mantém, pela fé, a dignidade que Deus lhe conferiu. Abençoa com todo o sentimento de ter sido dotado com o poder de abençoar. Ele diz,"... abençoei-o: também será bendito... Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os teus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora a ti, meu filho?" (Cap. 27:33 -37)

Isaque fala como quem, pela fé, tem à sua disposição todas as riquezas da terra. Não se nota falsa humildade, nem desce da posição elevada que ocupa por causa da manifestação da natureza. E verdade que estava a ponto de cometer um grave erro —  a fazer o que era contrário ao desígnio de Deus; no entanto, ele conhecia Deus, e tomou o seu lugar de acordo com esse conhecimento dando  bênçãos com toda a
dignidade e poder da fé: "... abençoei-o: também será bendito... De trigo e de mosto o tenho fortalecido."

É atribuição da fé elevar-se acima de todas as nossas falhas e suas consequências para o lugar onde Deus nos tem colocado.

Quanto a Rebeca, ela teve de sentir todos os tristes resultados da sua astúcia. Sem dúvida, ela pensava que dirigia as coisas habilmente; mas, oh! nunca mais viu Jacó, por causa da sua manobra! Quão diferente teria sido se ela tivesse deixado o caso inteiramente nas mãos de Deus. Esta é a maneira da fé agir e é sempre vencedora. "E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura?" (Lc 12:25). Nada ganhamos com a nossa ansiedade e os nossos projetos: apenas excluímos Deus, e isso não é ganho. É um justo castigo da mão de Deus sermos obrigados a colher os frutos dos nossos planos; e não há nada mais triste do que ver um filho de Deus esquecer-se da sua condição e privilégios para tomar a direção dos seus interesses em suas próprias mãos. As  aves dos céus, e os lírios do campo, podem muito bem ser nossos mestres quando esquecemos assim a nossa posição de dependência em Deus.

Finalmente, quanto a Esaú, o apóstolo trata-o por "profano, que por um manjar vendeu o seu direito de primogenitura": e  "querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou" (Hb 12:16-17). Ficamos sabendo assim que um profano é alguém que gostaria de possuir o céu e a terra e desfrutar o presente sem perder o seu direito ao futuro. Isto não é, de modo nenhum, um caso invulgar. Mostra-nos todo o mundano que professa ser cristão, mas cuja consciência nunca experimentou os efeitos da verdade divina, e cujo coração nunca sentiu a influência da graça de Deus.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Gênesis 27


Quando se tira os olhos de Cristo... perde-se a chave para todas as coisas.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/27

Ao nos lembrarmos de que Esaú foi rejeitado, primeiro por ter rejeitado a bênção, não devemos pensar que Jacó tenha sido escolhido por haver qualquer dignidade nele. Pois ele não tinha nenhuma. Será que isto não nos faz entender o quanto Jacó devia a Deus? Era tudo por graça apenas. Que grupo de pessoas falhas vemos neste capítulo. 

Isaque podia estar fingindo que ia morrer, já que viveu mais 40 anos. Seu apetite o colocou em dificuldades. Certamente aqueles não eram pensamentos que deviam ocupar a mente de um homem piedoso (vers. 4). As ações de Rebeca são indesculpáveis. Um problema leva a outro. Jacó engana. (Agora leia 1 Co 10:11,12). Que capítulo de obstinação, desejos carnais, engano e mentira. "Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça" (Rm 5:20).



domingo, 16 de dezembro de 2012

Experiência Vitoriosa (Parte 1)

(Comentário Romanos 8)

"Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." (Rm 8.1) Que declaração maravilhosa! Não se trata meramente do que será a justificação do crente quando for manifestado diante do trono de Cristo, mas "agora" não há nada para condenar naqueles que estão em Cristo Jesus. Se olho para o que sou na carne, só encontro o "miserável homem que sou!" Se olho para o que sou em Cristo Jesus, vejo que agora não há condenação. Estou morto para tudo aquilo que sou como um filho de Adão -- morto para o pecado, morto para a lei, mas vivo para Deus em Cristo Jesus. Então, sendo agora de outro, e estando em outro, em Cristo Jesus ressuscitado de entre os mortos, não me encontro apenas na posição de um que produz fruto para Deus, mas de um para quem "agora nenhuma condenação há". Você está assegurado disto? Será que pode existir alguma condenação para aquele Cristo ressuscitado que está agora na glória de Deus? Portanto, se você estiver nEle, como poderá haver condenação para você?

Nenhuma alma poderá conhecer a verdadeira libertação do poder do pecado se não conhecer primeiro o absoluto favor de Deus em Cristo. Quão maravilhoso é, após um capítulo de amargas experiências (capítulo 7 de Romanos), após haver esgotado completamente toda esperança de encontrar algo de bom em si mesmo, na velha natureza, poder descobrir que, como mortos com Cristo, e vivos de entre os mortos em Cristo, encontramo-nos no absoluto favor de Deus, sem nenhuma condenação! Que perfeita paz! Nada para nos inquietar; nada para nos condenar. E é o próprio Deus Quem diz: "nenhuma condenação".

"Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte." (Rm 8.2). Então, como já vimos, possuímos uma vida justificada. Agora temos o poder -- a lei do Espírito de vida. Em outro lugar aprendemos que a vida que agora temos é eterna, e o Espírito é eterno. Portanto o poder que tenho é eterno. Vimos que a carne, ou o pecado, continua em nós -- aquilo que é nascido da carne; mas aqui encontramos a libertação do seu poder: libertos da lei do pecado e da morte; libertos pelo infinito, pelo eterno poder, a lei do Espírito de vida. Não diz que "me livrará", mas que "me livrou". Nossa velha natureza pecaminosa é tão depravada que, apesar de eu ser nascido de Deus, de eu ter prazer na lei de Deus e desejar guardá-la; ainda assim a lei que há em meus membros me colocou no cativeiro. E acaso não foi assim que aconteceu? Mas somos agora libertos de seu poder, por um poder maior -- a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus. Oh, quão bom seria se pudéssemos ter uma fé mais simples na Palavra de Deus; sim, e também no Espírito Santo que habita em nós! Este versículo resume todo o contexto do capítulo 6. Trata-se do princípio de nos reconhecermos mortos para o pecado e vivos para Deus em Jesus Cristo, princípio este aplicado pelo poder do Espírito.

"Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Rm 8.3,4) Já que não havia nenhum poder na santa lei de Deus para libertar, sua única prerrogativa era a de amaldiçoar o culpado. Em Romanos 8.2, portanto, encontro o poder que me libertou da lei do pecado e da morte. No versículo 3 vemos a incapacidade da lei em libertar por intermédio da fraqueza da carne, e a seguir, o modo como Deus libertou, e a base na qual a libertação foi operada. Esta parte resolve também a seguinte questão: Como é que não há condenação para mim, uma vez que a carne é tão completamente vil? "Deus, enviando o Seu Filho." Exatamente quando tudo mais falhou em libertá-los do Egito, o cordeiro precisou ser levantado e morto; o israelita, embora ainda não libertado, estava totalmente protegido pelo sangue.

Assim como a libertação do Egito significava a saída de um lugar, ou de uma condição de escravidão para outra de liberdade, também o crente é, pelo Espírito de vida, levado para fora de um lugar, ou de uma condição, chamada "na carne", para outro lugar, ou condição, chamado "em Cristo", havendo o pecado sido perfeitamente julgado, por ter o Santo Filho de Deus sido feito pecado por nós. E isto não para que pudéssemos continuar em escravidão, mas para que fôssemos libertos, a fim de que as justas demandas da lei pudessem ser cumpridas em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

A carne é deixada de lado por aqueles que não andam "segundo a carne". Uma outra posição é ocupada agora por aqueles que andam "segundo o Espírito". Há, por assim dizer, duas classes. "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o espírito para as coisas do espírito." (Rm 8.5) Uma é morte, a outra é vida. E mais ainda: "a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser." (Rm 8.7) Segue-se disso que aqueles que estão neste terreno, aqueles que estão na carne, não podem agradar a Deus.

E aqui surge uma questão de profundo interesse: Quando podemos concluir que não estamos na carne, mas no Espírito? "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós." (Rm 8.9) Portanto, fica claro que se o Espírito de Deus habita em você, você poderá concluir com segurança que não está na carne. Cornélio era, evidentemente, uma alma vivificada, assim como toda a sua casa (Atos 10.2), mas não libertada, e é por esta razão que ele permaneceu na carne, até que a Palavra chegou a ele com o poder do Espírito Santo, e, por conseguinte, o próprio Espírito Santo (Atos 10.44). Surge, portanto, a pergunta: Você já recebeu o Espírito Santo? Se ainda não, mesmo tendo sido vivificado, você continua na carne, procurando a sua melhoria -- ainda que seja pelas obras da lei. Cornélio não poderia ser considerado um cristão até haver recebido o Espírito Santo; e nem você pode considerar-se, no sentido pleno da palavra, até que tenha recebido o Espírito. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle." (Rm 8.9)

(Continua...)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Romanos 8 (Parte 1)

O Sacerdote, Cristo, vai a Deus por nós... e nós vamos ao Sacerdote.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/8

O capítulo 7 foi todo de fraqueza e derrota e todo acerca do "Eu, mim, ou meu" (mencionado 47 vezes na versão inglesa), enquanto Cristo foi mencionado duas vezes. O Espírito Santo nem chega a ser mencionado. Este capítulo está saturado do Espírito. O Espírito Santo é mencionado 18 vezes, Cristo 13 vezes e "eu, me ou meu" três vezes! (referências ao original em inglês). A lei não poderia libertar o homem do poder do pecado. Mas Deus fez isto enviando Seu Filho ao mundo para morrer na cruz. Pela morte de Jesus, Satanás, o pecado e a morte foram vencidos. 

Rm 8:1-4 A base da obra do Espírito está na cruz de Cristo. E este deve ser nosso tema de louvor na eternidade. O Espírito de Deus quer que pensemos em Cristo cada vez mais. 

Rm 8:5-13 O Espírito aparece em contraste com a carne. Aqueles que são do Senhor devem viver de modo diferente daqueles que não conhecem o Senhor. A carne luta contra nossa nova vida o tempo todo, mas a vida em Cristo nos leva a novos interesses e temos um objetivo na vida... agradar ao Senhor. A nova vida só quer fazer isto. A carne nunca compreende isto porque não compreende Deus. 

Rm 8:14-17 O Espírito nos torna seguros de que somos filhos de Deus.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Duas Naturezas em Conflito (Parte 3)

(Comentário Romanos 7)

"De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim." (Rm 7.17) Isto é uma grande descoberta. Aprendo que há uma natureza, o pecado, que ainda se encontra em mim, apesar de eu poder olhar por cima dele como algo distinto de mim mesmo, de meu novo "EU". "Bem", digo eu, "O que é que há, então, nessa velha natureza, no velho EU?" Não há nem um pouquinho de bem em mim, isto é, em minha carne, ou minha velha natureza. "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem." (Rm 7.18)

Trata-se de algo por demais humilhante descobrir que eu, como filho de Adão, não tenho nenhum poder para fazer o bem -- sim, muito pelo contrário! "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço." (Rm 7.19) É este o verdadeiro caráter da velha natureza, mesmo quando a nova natureza deseja fazer o bem e ser santa -- sim, já que a nova natureza é santa, por ser nascida de Deus. De modo que não é a nova natureza, o novo "EU", que pratica o mal, quando a velha natureza está fazendo exatamente aquilo que a nova natureza condena.


"Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu" -- não mais eu como uma nova criatura que sou, -- "mas o pecado que habita em mim" (Rm 7.20). Há, portanto, dois princípios, ou naturezas, no homem nascido de Deus. O princípio da velha e depravada natureza é chamado de uma lei.

"Acho então esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo." (Rm 7.21) É este o invariável princípio da velha natureza -- "quando quero fazer o bem, o mal está comigo". "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus." (Rm 7.22) Certamente isto prova que, sem dúvida alguma, existem duas naturezas; pois como poderia a velha natureza, que é pecado, se deleitar na lei de Deus? Todavia, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus". (Rm 7.22) "Bem", dirá você, "parece ser uma contradição". É exatamente isto que as duas naturezas são uma para a outra. Veja o versículo 23: "Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros."

Portanto, negar a existência das duas naturezas em um homem nascido de novo é negar o ensino claro da Palavra de Deus. Porventura Jesus não falou que "o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito"? (Jo 3.6) Trata-se, portanto, de um completo novo nascimento; de uma nova natureza, uma nova criação, que é do Espírito e que é espiritual. Aquilo que é nascido de uma carne ou natureza pecaminosa é, ou seja, permanece sendo, carne e pecado. E aprendemos aqui que se estamos sob a lei, isto é, se estamos no terreno da carne, debaixo da lei com vistas ao aperfeiçoamento da carne, como milhares de pessoas estão, então descobrimos que, na guerra travada pelas duas naturezas, acabamos presos "debaixo da lei do pecado que está nos meus membros". (Rm 7.23) Trata-se de uma realidade terrível, mas iremos acabar conhecendo a malignidade de nossa velha natureza na prática, se não crermos no que Deus diz acerca dela. Todavia, se for este o caso, ou seja, de um homem nascido de Deus, sob a lei, não conhecendo a distinção entre as duas naturezas, ele estará sentindo-se extremamente miserável, se for sincero e estiver buscando ardentemente por justiça e santidade de vida. É exatamente o que encontramos aqui (na narração do apóstolo Paulo).

"Miserável homem que eu sou!" (Rm 7.24) E agora já não é mais "Quem me ajudará a melhorar a carne?", mas sim, "quem me livrará do corpo desta morte?" Sim, o velho homem, o corpo desta morte, deve ser abandonado. Precisamos ter um Libertador, e este Libertador é Cristo.

"Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor." (Rm 7.25) Poucas palavras, mas oh!, que gloriosa vitória e livramento! Após chegar à plena descoberta de minha completa incapacidade, e da imutável malignidade da velha natureza, os olhos são agora levantados para Cristo, e o coração dilata-se no pleno gozo da gratidão.


Há um erro que é cometido com frequência aqui, e devemos nos precaver cuidadosamente contra ele. É comum que se diga, ou que se insinue, que o que vimos acerca da velha natureza, a carne, a lei do pecado nos membros, é verdadeiro acerca do crente antes que ele consiga a libertação; mas que depois sua velha natureza muda ou é erradicada -- ou que, em todos os seus aspectos, melhora muito; que é, de repente ou gradualmente, santificada etc. etc., e que não há mais uma natureza má nos santos que são libertos, ou santificados. Será que é assim, ou não? Deixemos que as próprias palavras que se seguem, as quais vêm depois de nossa libertação e ações de graças, respondam a esta importante questão.

"Assim que eu mesmo com o entendimento" (ou o novo homem) "sirvo à lei de Deus, mas com a carne" (ou a velha natureza), "à lei do pecado." (Rm 7.25) Não nos encontramos mais no terreno da carne, como vivendo sob a lei e procurando aprimorar a carne -- não nos encontramos mais na carne. Mas, o fato de que a carne permanece no santo libertado -- na mesma pessoa que, com o novo entendimento, ou natureza, serve a lei de Deus, é algo declarado com a maior ênfase possível. Mas a carne, e a lei do pecado, ainda permanecem em mim. Podemos discordar, discutir, ridicularizar, mas aqui está a verdade da Escritura, e é algo que cada crente descobre ser verdade. Assim nos vemos na necessidade de sermos guardados irrepreensíveis, em nosso espírito, alma e corpo. (Leia 1 Tessalonicenses 5.23.) Coloque a velha natureza sob a lei, tente encontrar algo de bom nela e, imediatamente, você experimentará o que está descrito aqui.

Uma só questão mais, antes de deixarmos este assunto. Como pode haver tantos cristãos passando por esta experiência? Simplesmente porque, apesar de nascidos de Deus, estão, por meio de ensinos falsos ou incorretos, colocados debaixo da lei, e nunca conheceram o verdadeiro caráter da libertação.

Charles Stanley. Fonte: http://www.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

Romanos 7 (Parte 2)


Rm 7:7-25 Em Fp 3:6 Paulo havia dito que, naquilo que dizia respeito à lei, ele era irrepreensível. Aquilo foi antes de ele se tornar um homem salvo. Mas aqui, como um homem salvo, ele está pensando no pecado de um modo diferente. Ele descobriu que queria fazer o bem, mas não tinha o poder para fazê-lo. Ele descobriu que em sua velha vida (velha natureza) ele era completamente mau (vers. 18). Aqui Paulo tinha a ideia errada de que sua nova natureza poderia vencer a velha natureza e mantê-la subjugada. 

Rm 7:24 Mas isso não era possível. Ele clama por auxílio. Ele entende que precisa de um poder que está fora de si mesmo. Somente Deus podia fazer isso por ele. 

Rm 7:25 Mas há outro clamor. Desta vez vindo de seu coração. Desta vez um brado de alívio e triunfo, e ele sabe que foi ouvido. Ele agradece Àquele que veio em seu socorro, a Deus que lhe havia dado a vitória por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. Nada é mais importante para nós como crentes do que aprender isto para nós mesmos. Não saia destes dois capítulos (6 e 7) até enxergar isto. A carne, por melhor e mais refinada que seja, irá nos arrastar para a derrota e para a rendição ao pecado. Mas quando nos rendemos a Cristo, Ele tem a vitória, e todo o crédito (a glória) vai para Ele.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Gênesis 20

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/20

Gn 20:1-5 Abraão repete um velho pecado. Na certa foi uma atitude baixa da parte de Abraão tentar se proteger com o risco de perder a própria esposa. 

Gn 20:6-16 Deus graciosamente veio e salvou a situação. Com que frequência o Senhor nos salva de nós mesmos! Mas não tentemos o Senhor! (Veja Rom 6:1). 

Gn 20:14-15 Quão melhor foi a atitude de Abimeleque! Com frequência os incrédulos sabem melhor do que os crentes como um Cristão deveria agir. 

Gn 20:17 Abraão, restaurado em sua alma para com Deus, imediatamente ora, e Deus ouve sua oração! Que graça! Será que experimentamos isso? Experimentaremos se tão somente colocarmos em prática em nossa vida o que já conhecemos acerca do Senhor e de Sua Palavra.

sábado, 20 de outubro de 2012

Gênesis 19


Que capítulo desastroso e sombrio este! Foi degradante para Ló viver em um lugar tão pecaminoso. Mesmo assim o Senhor misericordiosamente o livra, embora ele perca sua esposa e parte de sua família. E então chega a destruição à ímpia cidade. Repare de onde vem o juízo. 

Gn 19:14 Ló pode ser uma figura de um crente que se compromete com o mal e tem uma reputação ruim. No capítulo 14 lemos que quando Ló foi levado prisioneiro de Sodoma, Abraão o resgatou, mas ele voltou a viver em Sodoma! Agora Ló está dizendo a seus genros para saírem da cidade. Que aviso para nós. Eles pensavam que ele estivesse brincando pois ele próprio já tinha vindo duas vezes para Sodoma. Qual é nossa reputação entre nossos parentes e amigos? Entendemos que o juízo está para cair sobre este mundo? Será que nossa vida é um aviso para eles? Será que eles nos ouvirão? 
Gn 19:16 Os anjos tiveram que pegar Ló, sua esposa e suas duas filhas pela mão e puxá-las para fora da cidade condenada. 

Gn 19:26 O coração da mulher de Ló ainda continuava na cidade. Apesar do fato de terem sido instruídos a não olharem para trás (vers. 17) ela desobedece, e morre. 

Gn 19:27 O Senhor fez chover enxofre e fogo e isso veio diretamente dEle. Quando o Senhor agir em juízo, será um dia horrível para este mundo. Leia Ap 19:11-15. Antes de terminarmos este capítulo, precisamos tirar uma mensagem dele. O pecado dessa cidade, homossexualismo, hoje é tratado como uma escolha de cada um... um estilo de vida. Mas segundo a Palavra de Deus é pecado, que trouxe morte a toda uma cidade. 

Gn 19:30-38 A bebedice e os atos degradantes andam juntos; as pessoas até riem quando vêem alguém sob a influência da bebida. Que história vergonhosa. Mas Deus não esconde coisa alguma. Abraão é sempre lembrado - Ló sai de cena.


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Este capítulo mostra bem a situação em que muitos, inclusive cristãos professos, estão hoje: presos às coisas do mundo e dos próprios pensamentos e desejos. Ló se deixou levar e se prender pelos verdes campos e pelos prazeres do mundo, representado por Sodoma, o que apenas resultou em dores. Abraão por outro lado, descansou nas promessas e na vontade do Senhor. Uma citação interessante:

"Não há dificuldade em deixar o mundo quando nós, pela fé, nos apegamos a Cristo [...]. Se a um varredor fosse deixado um legado de dez mil libras anuais, ele não continuaria a varrer as ruas. Do mesmo modo se nós compreendermos o valor da nossa porção entre as realidades imutáveis do céu teremos muito pouca dificuldade em abandonar as alegrias ilusórias da terra." C. H. Mackintosh

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