Mostrando postagens com marcador Isaque. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isaque. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Gênesis 27


Quando se tira os olhos de Cristo... perde-se a chave para todas as coisas.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/27

Ao nos lembrarmos de que Esaú foi rejeitado, primeiro por ter rejeitado a bênção, não devemos pensar que Jacó tenha sido escolhido por haver qualquer dignidade nele. Pois ele não tinha nenhuma. Será que isto não nos faz entender o quanto Jacó devia a Deus? Era tudo por graça apenas. Que grupo de pessoas falhas vemos neste capítulo. 

Isaque podia estar fingindo que ia morrer, já que viveu mais 40 anos. Seu apetite o colocou em dificuldades. Certamente aqueles não eram pensamentos que deviam ocupar a mente de um homem piedoso (vers. 4). As ações de Rebeca são indesculpáveis. Um problema leva a outro. Jacó engana. (Agora leia 1 Co 10:11,12). Que capítulo de obstinação, desejos carnais, engano e mentira. "Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça" (Rm 5:20).



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Gênesis 26

O grande segredo do crescimento é o olhar para cima, para o Senhor, como Aquele que é gracioso.

Leia em: http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/26

Isaque foi o que mais tempo viveu destas quatro gerações (de Abraão aos filhos de Jacó). Veja sua idade no capítulo 35:28. Não lemos de nenhum ato importante em sua vida. Ele era o filho comum de um pai famoso, Abraão, e o pai comum de um filho famoso, Jacó. 

Gn 26:1-6 Deus com freqüência precisava dizer a Abraão e Isaque que ficassem na terra à qual Deus os havia enviado. Mas eles tinham uma atração pelo Egito (12:10, 26:1-2). Lembre-se de que o Egito nas escrituras é uma figura deste mundo em que vivemos - ele nos atrai se deixarmos que o faça. 

Gn 26:7-16 Assim como seu pai, Isaque diz uma mentira sobre sua esposa, e quase traz um grande pecado (vers. 10) sobre todos eles. Abimeleque é um homem sincero, e tem a coragem de falar firme a Isaque sobre o erro que este havia cometido. 

Gn 26:17-25 Isaque reabre os poços que haviam sido entupidos. Ele os chama por seus antigos nomes. Em nossos dias há muitas coisas recebendo novos nomes. É sempre bom para o crente voltar ao princípio, aos dias dos apóstolos, da doutrina dos apóstolos e da comunhão dos apóstolos (At 2:42). 

Gn 26:23-24 Assim que Isaque volta a Berseba, veja o que acontece "naquela mesma noite". É só quando voltamos ao caminho certo que desfrutamos de comunhão com Deus. 

Gn 26:25 Não pensemos que podemos viver da maneira que escolhermos e ainda assim sermos guiados por Deus. Leia estes versículos cuidadosamente. É só na restauração que vemos o Senhor Se aproximando de Isaque. Quatro belos símbolos aqui: (1) o altar, (2) oração, (3) a tenda e (4) o poço. O primeiro é uma figura da adoração ou comunhão com Deus - Jo 4:23. O Segundo é uma expressão da dependência em Deus - Sl 62:1,2. O terceiro é uma figura do testemunho ou de uma testemunha, para aqueles ao redor, de que estamos apenas de passagem - Jo 17:16. E o quarto, uma fonte de refrigério, assim como o Espírito Santo em nós - Jo 7:38,39. Quando estava em Gerar, Isaque não tinha nem gozo, nem paz ou influência.

domingo, 6 de janeiro de 2013

A Igreja, o Complemento de Cristo


(Comentário Gênesis 24 - Parte 2)

A Igreja goza de vida divina; ela encontra-se em justiça divina; e a esperança que a anima é a esperança de justiça (ver passagens citadas no texto anterior). Isto emana do fato de ela ser um com Aquele que ressuscitou de entre os mortos. Ora nada pode dar tanta segurança ao coração como a convicção que a existência da Igreja é essencial para a glória de Cristo: "... a mulher é a glória do varão" (1 Co 11:7). Outro tanto, a Igreja é chamada "a plenitude daquele que cumpre tudo em todos" (Ef 1:23). Esta última expressão é notável. A palavra traduzida "plenitude" quer dizer o complemento, aquilo que, sendo acrescentado a alguma coisa mais, faz um todo. Encarando o assunto sob este ponto de vista não é de admirar que a Igreja tivesse sido o objeto dos pensamentos eternos de Deus. Quando a contemplamos como o corpo, a noiva, a companheira, a outra metade do Seu Filho unigênito, vemos que houve, pela graça, uma razão maravilhosa para Deus ter assim pensado nela antes da fundação do mundo (Ef 1.4).


Rebeca era necessária para Isaque, e, portanto, ela era o assunto de conselho secreto, enquanto estava ainda em absoluta ignorância quanto ao seu destino. Todo o pensamento de Abraão era acerca de Isaque. "Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa para que eu te faça jurar pelo SENHOR, Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais habito." (vv. 2-3) Aqui vemos que o ponto importante era: mulher para meu filho. "Não é bom que o homem esteja só." (Gn 2.18) Isto descobre uma profunda e bem-aventurada vista da Igreja. Nos desígnios de Deus ela é necessária para Cristo; e na obra consumada de Cristo foi feita provisão divina para a sua chamada à existência. Deus quer "fazer as bodas de Seu Filho", e a Igreja é a noiva escolhida — ela é o objeto do propósito do Pai, o objeto do amor do Filho e do testemunho do Espírito Santo. Ela vai ser participante de toda a dignidade e glória do Filho, assim como é participante de todo esse amor de que Ele tem sido o objeto eterno. Escutai as Suas Palavras: "E Eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim" (Jo 7:22-23).


Isto resolve toda a questão. As palavras que acabo de reproduzir dão-nos os pensamentos do coração de Cristo a respeito da Igreja. Ela está destinada a ser como Ele é, e não somente isto, mas ela é-o agora; como o apóstolo João nos diz: "Nisto é perfeita a caridade (amor) para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo" (1 Jo 4:17). Isto dá plena confiança à alma. "... no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu filho Jesus Cristo" (1 Jo 5:20). Não existe aqui fundamento para a incerteza. Tudo está seguro para a noiva no Noivo. Tudo que pertencia a Isaque ficou sendo de Rebeca, porque Isaque era dela; e do mesmo modo tudo que é de Cristo é facultado à Igreja: "... tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus" (1 Co 3:21-23). 

Cristo é Cabeça da Igreja sobre todas as coisas (Ef 1:22). Será Seu gozo, em toda a eternidade, exibir a Igreja na glória e beleza com que Ele a dotou, pois a sua glória e beleza serão apenas o Seu reflexo. Os anjos e os principados verão na Igreja a manifestação maravilhosa da sabedoria, do poder, e da graça de Deus em Cristo.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Rebeca, Figura da Igreja

(Comentário Gênesis 24 - Parte 1)


A ligação deste capítulo com os dois que o precedem é digna de nota. No capítulo 22 Isaque é oferecido; no capítulo 23 Sara é posta de lado; e no capítulo 24 o servo é enviado em procura de uma noiva para aquele que foi, com efeito, em figura, recobrado dos mortos. Esta ligação coincide de uma maneira notável com a ordem dos acontecimentos referentes à chamada da Igreja. Quando nos voltamos para o Novo Testamento os grandes acontecimentos que chamam a nossa atenção são, em primeiro lugar, a rejeição e morte de Cristo; em segundo lugar, Israel é posto de parte; e, por último, dá-se a chamada da Igreja para ocupar a elevada posição de noiva do Cordeiro. Ora tudo isto corresponde exatamente com este e os dois capítulos precedentes.

Para a boa compreensão de todo o capítulo, devemos considerar os seguintes pontos: 1. — o pacto,-  2.  — o testemunho; 3. — os resultados. É encantador notarmos como a chamada e exaltação de Rebeca foram fundadas sobre o pacto entre Abraão e o seu servo. Ela não sabia nada a esse respeito, embora fosse, nos desígnios de Deus, o objetivo de tudo isso. Assim é com a Igreja de Deus como um todo, e cada parte constituinte: "... no teu livro  todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia" (Sl 139:16). "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (Ef 1:3,4). "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito de entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou, e aos que justificou, a esses também glorificou" (Rm 8:29-30).

Estas passagens estão todas de harmonia com o assunto que passamos imediatamente a considerar. A chamada, a justificação, e a glória da Igreja são fundadas no propósito eterno de Deus — a Sua Palavra e juramento retificados pela morte, ressurreição e exaltação de Seu Filho. Muito antes, antes do raiar do tempo, nos profundos recessos da mente eterna de Deus, acha-se este maravilhoso propósito a respeito da Igreja, o qual não pode, de nenhum modo, ser separado do pensamento divino quanto à glória do Filho. O juramento entre Abraão e o servo tinha como seu objetivo a  procura de uma noiva para o filho. Foi o desejo do pai acerca do filho que levou a toda a dignidade posterior de Rebeca.

E agradável vermos isto. Agradável ver como a segurança e bênção da Igreja estão inseparavelmente ligadas com Cristo e a Sua glória: "Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher, do varão. Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher, por causa do varão" (1 Co 11:8-9). O mesmo acontece com a parábola da ceia: "O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho" (Mt 22:2). O FILHO é o grande objeto de todos os desígnios de Deus: e se alguém é trazido para a bênção, ou glória, ou dignidade, só o pode ser por ligação com Ele. O direito a estas coisas, e até mesmo à própria vida, foi perdido pelo pecado; porém Cristo cumpriu a pena do pecado; Ele responsabilizou-Se por tudo a favor da Igreja: foi pregado na cruz como seu substituto, levou os seus pecados no Seu corpo sobre a cruz, e baixou à sepultura sob o peso deles. Por isso nada pode ser mais completo do que a libertação da Igreja de tudo que era contra ela. Ela é vivificada da sepultura de Cristo, onde todos os seus pecados foram deixados. A vida que ela tem é uma vida tomada do outro lado da morte, depois de todas as exigências possíveis terem sido satisfeitas. Por isso, esta vida é ligada e fundada sobre a justiça divina, tanto mais que o direito de Cristo à vida é baseado sobre o fato de ter esgotado inteiramente o poder da morte; e Ele é a vida da Igreja. Desta maneira a Igreja goza de vida divina; ela encontra-se em justiça divina; e a esperança que a anima é a esperança de justiça (vede, entre outras, as passagens seguintes, Jo 3:16,36; 5:39,40; 6:27,40,47,68; 11:25;17:2; Rm 5:21;6:23; 1 Tm 1:16; 1 Jo 2:25; 5:20; Judas 21; Ef 2:1 a 6,14,15; Cl 1:12-22;2:10-15; Rm l:17;3:21-26;4:5,23-25; 2 Co 5:21; Gl 5:5).

(Continua...)

Gênesis 24

Ressurreição... o glorioso intérprete dos caminhos e propósitos de Deus, e o pleno e eterno testemunho do Seu amor e poder.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/24

Não lemos muito do caráter de Isaque. Abraão era ativo e agressivo, Isaque parece quieto e retraído. Existe um lampejo de seu caráter nos versículos 62 e 63. Neste servo que busca por uma noiva para o filho de seu senhor, temos uma linda figura da obra do Espírito Santo no mundo hoje. Ele está buscando uma noiva para Cristo, o Isaque celestial. A família pergunta à moça Rebeca se ela tem o desejo de ir com o homem (vers. 58). Repare na resposta clara que ela dá. Você está desejoso de seguir o Espírito Santo? Ele só pode guiar você a um centro na terra enquanto você viaja para encontrar seu "Isaque". Este Centro é Cristo. O Espírito de Deus não pode separar os crentes, isto é a obra de Satanás. Estamos nós desejosos de sermos guiados pelo Espírito de Deus, ou será que achamos que temos o direito de escolher? Estar reunido somente para o nome do Senhor Jesus Cristo é a obra do Espírito de Deus hoje. Segui-Lo sem hesitar é ser levado a um lugar de paz e gozo só conhecido quando agimos fazendo assim. 

Gn 24:62-67 Quando estávamos lendo no final do capítulo 22, mencionamos o nascimento de Rebeca. Agora a vemos aqui quase a encontrar seu futuro marido. Ligue as duas partes. Nós somos a noiva. Estamos a ponto de encontrar nosso amado Senhor Jesus! Aqui lemos de "amor" pela segunda vez. Amor de Cristo por Sua noiva. Você se lembra da menção anterior? O homem que está acompanhando Rebeca é uma figura do Espírito Santo. Pare um minuto para ler como a Bíblia termina. Ap 22:17. Percebe a ligação?

domingo, 2 de dezembro de 2012

Abraão Demonstra Sua Fé Mediante Suas Obras

(Comentário Gênesis 22)


"Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito."
Hebreus 11:17


"Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? "

Tiago 2:21

"Porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único" (Gênesis 22.12). Notemos a frase, "agora sei". A prova nunca havia sido feita antes. Existia, sem dúvida, e Deus sabia isto. Porém, o ponto importante aqui é que Deus acha o Seu conhecimento do fato sobre a evidência tirada do altar do Monte Moriá. A fé é sempre comprovada pela ação, e o temor de Deus por meio dos frutos que resultam dela. Quem poderia pensar pôr em dúvida a sua fé? Tirai a fé, e Abraão aparecerá no Monte Moriá como um assassino e um doido. Tomai a fé em conta, e ele aparece ali como um adorador consagrado — um homem temente a Deus e justificado. Porém a fé tem que ser provada. "Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras?" (Tg 2:14)

E aqui quero referir a harmonia perfeita que existe entre Tiago e Paulo sobre o assunto da justificação. Na realidade, existe, como podia esperar-se, a maior e mais perfeita harmonia entre estes dois apóstolos sobre o assunto da justificação; com efeito, um é a contra-parte ou o expoente do outro. Paulo dá-nos o princípio íntimo, e Tiago a revelação desse princípio; aquele apresenta a vida oculta, este a vida manifestada; o primeiro vê o homem na sua relação com Deus, o último encara-o na sua relação com o seu semelhante. Bom, nós precisamos de ambos: o íntimo não serviria sem o exterior; e o exterior seria inútil e impotente sem o íntimo. "Abraão foi justificado" quando "creu em Deus"; e "Abraão foi justificado" quando "ofereceu Isaque, seu filho". No primeiro caso temos o segredo de Abraão, e no último o seu reconhecimento público pelo céu e pela terra. E conveniente notarmos esta distinção. Não se ouviu nenhuma voz do céu quando "Abraão creu em Deus", embora no parecer de Deus ele fosse ali, então, "considerado justo"; mas quando ele ofereceu o seu filho sobre o altar, Deus pôde dizer, "agora sei"; e todo o mundo teve uma prova poderosa e incontestável do fato de que Abraão era um homem justificado.

Assim será sempre. Onde quer que existir o princípio íntimo haverá a atuação exterior; porém todo o valor desta resulta da sua ligação com aquele. Desligai, por um momento, a atuação de Abraão, conforme é estabelecida por Tiago, da fé de Abraão, como é estabelecida por Paulo, e que virtude justificadora terá ela?  Nenhuma absolutamente. Todo o seu valor, a sua eficácia, a sua virtude emanam do fato que era uma manifestação exterior daquela fé, por virtude da qual ele havia sido contado justo perante Deus. Mas temos dito o bastante quanto à harmonia admirável entre Paulo e Tiago, ou antes, quanto à unidade da voz do Espírito Santo, quer essa voz seja proferida por Paulo ou por Tiago.

Voltemos agora para o nosso capítulo. É interessante vermos aqui como a alma de Abraão é levada a uma nova descoberta do caráter de Deus por meio da prova da sua fé. Quando podemos suportar a provação da própria mão de Deus, é certo levar-nos a alguma nova experiência com respeito ao Seu caráter, a qual nos faz conhecer quão valiosa é a provação. Se Abraão não tivesse estendido a sua mão para imolar o seu filho, ele nunca teria conhecido as ricas e excelentes profundidades desse título que ele aqui dá a Deus, a saber: "O Senhor proverá". É só quando somos realmente postos à prova que descobrimos o que Deus é. Sem provação podemos ser apenas teóricos, e Deus não nos quer assim: Ele quer que entremos nas profundidades vivas que há nEle Próprio — as realidades divinas de comunhão pessoal com Ele. Com que sentimentos e convicções diferentes deve Abraão ter retrocedido do Monte Moriá para Berseba! Do monte do Senhor ao poço do juramento! Quão diferentes eram agora os seus pensamentos acerca de 
Deus! Que pensamentos diferentes acerca de Isaque! Como eram diferentes os seus pensamentos quanto a tudo!

Na verdade, nós podemos dizer: "Bem-aventurado o varão que sofre a tentação" (Tg 1:12). É uma honra dada pelo próprio Senhor e a bem-aventurança da experiência a que ela conduz não pode ser facilmente calculada. É quando aos homens, para empregarmos a linguagem do Salmo 107:27, se "esvai toda a sabedoria" que eles podem descobrir o que Deus é. Oh! que Deus nos dê graça para podermos sofrer a provação, e a obra de Deus poder ser vista e o Seu nome glorificado em nós!

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Gênesis 22

Deus abençoa pela revelação de Seu amor.

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/22

Gn 22:1-14 Abraão recebeu muitas promessas de Deus e houve muito encorajamento para ele. Agora vem a grande prova de sua vida. Estará ele desejoso de crer em Deus? Depois que tiver lido estes 14 versículos, vá até Hebreus 11:17-19. Tome um minuto do seu tempo para ler também os versículos 8-12. Deus foi satisfeito. Crer em Deus é a maior honra que podemos dar a Ele. Na perspectiva de Gênesis desta história, lemos o que Abraão fez; em Hebreus 11 lemos por que ele fez. 

Gn 22:2 A primeira menção do amor na Bíblia. Aqui é o amor do pai por seu filho - uma bela figura do amor de Deus por Seu Filho. Quase que as mesmas duas palavras são repetidas nos versículos 2, 3, 6, 7, 8 e 13. Repare na frase que é repetida nos versículos 6 e 8. Você consegue ver nessa história o quanto ela se assemelha a Deus Pai indo com Seu Filho até a cruz? O Senhor Jesus Se entregou como um sacrifício perfeito a Deus. Hb 9:26, 10:12. Esta história é uma fraca figura do sacrifício perfeito na cruz do Calvário. Nosso bendito Salvador foi até o fim. Nenhum substituto foi encontrado para Ele. A pergunta feita no versículo 7 não fica totalmente respondida até chegarmos ao Evangelho de João, capítulo 1, versículos 29 e 36. 

Gn 22:15-19 As grandes e gloriosas bênçãos prometidas a Abraão por causa de sua obediência. Algo maravilhoso aqui. Isaque não é visto do versículo 12 em diante. Ele desaparece. Sendo um tipo de Cristo na cruz, sabemos que o mundo nunca mais viu o Senhor Jesus após Ele ter sido tirado da cruz. Nenhum incrédulo O viu após a Sua ressurreição. A próxima vez em que O veremos será quando descer para nós, Sua noiva. Leia agora os versículos 20 ao 23. A primeira mulher a nascer e receber um nome que é mencionada na Bíblia. Quem é essa que está escondida nestes versículos? A futura noiva de Isaque! Não lemos a respeito dela por cerca de 20 anos até ela ir se encontrar com Isaque!

domingo, 11 de novembro de 2012

Duas Naturezas em Conflito (Parte 2)

(Comentário Gênesis 21, Romanos 7 e Gálatas 4)


Ao mesmo tempo que o nascimento de Isaque enchia Sara de riso, introduzia um elemento inteiramente novo na casa de Abraão. O filho da livre precipitou o desenrolar do caráter do filho da escrava. Na verdade, Isaque provou, em princípio, ser para a família de Abraão aquilo que a nova natureza é na alma dum pecador. Não se tratava de Ismael modificado, mas de Isaque nascido. O filho da escrava nunca podia ser nada mais senão isso. Pelo contrário, por muito fraco e desprezado que Isaque fosse, ele era o filho da livre. A sua posição e o seu caráter, a sua situação e perspectiva, eram do Senhor. "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3:6).

A regeneração não é mudança da velha natureza, mas a introdução de uma nova. Nem tão-pouco a introdução desta nova natureza altera, no mínimo, o caráter verdadeiro e essencial da velha natureza. Esta continua a ser o que era; e não é, de modo nenhum, melhorada; pelo contrário, dá-se a plena manifestação do seu caráter pecaminoso em oposição ao novo elemento;"... a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro" (G1 5:17).

O nascimento de Isaque não melhorou Ismael, mas apenas ocasionou a verdadeira oposição deste ao filho da promessa. Pôde ter uma conduta pacífica e irrepreensível até Isaque ter feito a sua aparição; mas então mostrou o que era perseguindo e ridicularizando o filho da ressurreição. Qual era logo o remédio? Melhorar Ismael? De modo nenhum; mas, "Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará como meu filho, com Isaque" (versículos 8-10). Aqui estava o único remédio. "Aquilo que é torto não se pode endireitar" (Ec 1:15); portanto, é preciso livrarmo-nos inteiramente do que é torto e ocuparmo-nos com aquilo que é divinamente reto. É tempo perdido procurar endireitar uma coisa torta. Por isso todos os esforços tendentes a melhorar a natureza são completamente fúteis.

Ora o erro em que caíram as igrejas da Galácia (*e muitas seitas "cristãs" dos dias atuais) foi a aceitação daquilo que apelava para a natureza."... Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos" (At 15:1). aqui vemos como a salvação se tornava dependente de alguma coisa que o homem podia ser, fazer, ou guardar. Isto importava em deitar por terra toda a obra gloriosa da redenção, a qual, como o crente sabe, assenta exclusivamente sobre o que Cristo é e o que Ele fez. Tornar a salvação dependente, de qualquer maneira, de alguma coisa inerente ao homem, ou a fazer pelo homem, é pô-la inteiramente de lado. Por outras palavras, Ismael tem que ser posto fora, e todas as esperanças de Abraão devem depender daquilo que Deus fez, e deu, na pessoa de Isaque. Escusado será dizer que isto não deixa nada em que o homem possa gloriar-se. Se a bem-aventurança presente ou futura dependesse até mesmo de uma alteração divina na natureza, a carne podia gloriar-se. Embora a minha natureza fosse melhorada, seria alguma coisa de mim, e deste modo Deus não teria toda a glória.

Em resumo, pois, a escrava representa o concerto da lei; e o seu filho representa todos os que são das "obras da lei", ou se fundamentam nesse princípio. Isto é muito claro. A escrava só gera para a escravidão, e nunca pode dar à luz um homem livre. Como poderia?- A lei nunca podia dar liberdade, visto que enquanto o homem vivesse ela dominava sobre ele (Rm 7:1). Eu nunca poderei ser livre enquanto estiver sob o domínio de alguém. Assim, enquanto vivo debaixo da lei esta tem domínio sobre mim; e nada
senão a morte pode libertar-me do seu domínio.

Esta é a doutrina bendita de Romanos 7. "Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei, pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus." (Rm 7:4) Isto é liberdade, porque, "Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8:36). "De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre" (G1 4:31).

Sem dúvida, haverá nisto tudo um esforço para deitar fora este elemento de escravatura, porque o legalismo é próprio dos nossos corações. "E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho." Contudo, por muito má que seja, é conforme com a mente divina que permaneçamos firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não tornemos a metermo-nos debaixo do jugo da servidão (G1 5:1).

Possamos nós, prezado leitor, compreender tão inteira e praticamente a bem-aventurança da provisão de Deus por nós em Cristo, que acabemos com todos os pensamentos acerca da carne, e tudo que ela pode ser, fazer ou produzir. Existe tal plenitude em Cristo que torna todo o apelo à natureza supérfluo e vão.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

* Nota do editor

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Gênesis 17

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/17 ou https://www.youversion.com/pt-BR/bible/212/gen.17.arc

Gn 17:1-4 Esta é a sexta vez que Deus aparece ou dá uma promessa a Abraão. Houve um espaço em branco na história de Abraão que durou muitos anos. Agora ele está com 99 anos. Quando nos afastamos do Senhor, também perdemos nossos anos. Esta promessa e revelação posteriores apresentam o assunto da circuncisão. É uma figura da morte para a carne, separação e pureza; um completo abandono, uma rendição a Deus. Para desfrutarmos de nossas bênçãos cristãs, devemos aprender o significado de nos rendermos ao Senhor. 

Gn 17:21 A aliança (acordo) de bênção iria ser por intermédio de Isaque, não Ismael. Abraão era impaciente. Ele não podia esperar que Deus lhe desse um filho por meio de Sara sua esposa. Assim ele quis resolver a questão sozinho, e tristeza foi o resultado disso. Mas Deus agora vai agir em graça.

Postagens populares