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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Gênesis 49

Poucos livros de história mencionam que o Deus Criador em Pessoa veio a este mundo. O que seria de nós se Ele não tivesse vindo!


Ao morrer Jacó abençoa todos os seus filhos, e isto se revela como uma profecia do futuro da nação de Israel. Não podemos tratar de cada bênção dos irmãos individualmente. Vamos olhar para o mais importante - Judá (v. 8-12). Era na tribo de Judá que nasceria o amado Filho de Deus. Pare alguns minutos para ler algumas referências a este Bendito nas escrituras do Antigo Testamento. Sl 60:7, Nm 24:17, Ez 21:27, Zc 6:12-13. E bem no começo da Palavra de Deus - Gn 3:15.

Gn 49:10 A parte final do versículo se refere a nós, Gentios. Somos nós os povos.

Gn 49:22-26 José é outra figura de Cristo em Sua majestade e glória.

Gn 49:27 Benjamim é uma figura de Cristo em poder, em um dia futuro quando Ele irá reinar em poder sobre esta terra, mas particularmente sobre Israel.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Descida para o Egito e a Morte de Jacó

(Comentário Gênesis 46 a 50)

O fim da carreira de Jacó encontra-se em agradável contraste com todas as cenas da sua história. Faz-nos lembrar uma tarde serena, depois de um dia tempestuoso: o sol, que durante o dia esteve oculto da vista por neblinas, nuvens, e nevoeiros, põem-se em majestade e brilho, dourando com os seus raios o céu ocidental, e mostrando a perspectiva agradável de uma manhã clara. Assim acontece com o nosso velho patriarca. A superioridade, a avidez, a astúcia, a atividade, os expedientes, a chicana, os temores egoístas — todas essas nuvens carregadas da natureza e da terra parece terem passado, e ele manifesta-se em toda a calma elevada da fé, para dar bênçãos e transmitir dignidades, naquela santa habilidade que só a comunhão com Deus pode conceder. 

No capítulo 48:11 temos um lindo exemplo do modo como o nosso Deus sempre Se eleva acima de todos os nossos pensamentos, e Se mostra melhor do que todos os nossos temores. "E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver a tua semente também". 

À vista da natureza, José estava morto; enquanto que para Deus ele estava vivo e sentado no lugar de mais elevada autoridade, a seguir ao trono. "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Co 2:9). Permita Deus que as nossas almas possam elevar-se na compreensão de Deus e dos Seus caminhos. 

É interessante notar o modo como os títulos "Jacó" e "Israel" são introduzidos no fim do livro do Gênesis; como por exemplo, "E um deu parte a Jacó e disse: Eis que José, teu filho, vem a ti. E esforçou-se Israel e assentou-se sobre a cama" (capítulo 48:2). Então acrescenta-se imediatamente: "E Jacó disse a José: O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz". Ora nós sabemos que nada há na Sagrada Escritura sem o seu significado específico, e por isso esta troca de nomes encerra alguma instrução. Em geral, pode observar-se que "Jacó" mostra a profundidade até onde Deus desceu; e "Israel" a altura a que Jacó foi elevado. 

Embora os olhos estejam obscurecidos, a visão da fé é penetrante. Ele não vai ser enganado quanto à posição destinada a Efraim e Manassés nos desígnios de Deus. Não tem que estremecer, como seu pai Isaque, em capítulo 27:33, "estremeceu de um estremecimento muito grande", em face de um erro quase fatal. Antes pelo contrário. A sua resposta ao filho menos instruído é, "eu sei meu filho, eu sei". O poder de senso não tem, como no caso de Isaque, obscurecido a sua visão espiritual. Aprendera na escola da experiência a importância de se manter agarrado aos propósitos divinos, e a influência da natureza não pode afastá-lo deles.

Gênesis 48


A Palavra revela Cristo como Aquele que fez toda a obra e Aquele que merece toda a glória.

As 12 tribos de Israel eram as famílias dos 12 filhos de Jacó. Mas não havia uma tribo de José! Todavia algo melhor aconteceu. Os dois filhos de José foram elevados a esta honra. Naqueles dias o filho mais velho recebia o dobro dos outros (Dt 21:17). Mas José não era o filho mais velho! Abra em 1 Cr 5:1 e você verá que José recebeu a primogenitura e o por quê disso! Assim ele recebeu porção dobrada. Leia também Ez 47:13. Adão foi como o primogênito, mas por haver pecado, perdeu a bênção. O Senhor Jesus (sendo como o segundo - 1 Co 15:47) recebeu a porção dobrada... a igreja, Sua esposa, composta de dois povos, os Judeus crentes e os Gentios crentes.

Gn 48:1-4 Uma bênção especial para José.

Gn 48:5-22 Os dois filhos de José. Jacó sabia melhor que José o que Deus queria. Mesmo Jacó sendo cego, ele podia enxergar melhor! Às vezes quando somos mais cegos para as coisas deste mundo, vemos melhor as coisas de Deus (2 Co 4:18). O filho mais jovem é elevado acima de seu irmão mais velho. (Mais uma vez como Adão e Cristo).

Gn 48:15-16 Que final feliz para a longa vida de Jacó, e que bela coisa para se dizer do cuidado de Deus para com ele.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gênesis 47


Santidade não é o caminho para Cristo, mas Cristo é o caminho para santidade.

Gn 47:1-12 A família de José é assentada na melhor parte da terra do Egito (vers. 6 e 11).

Gn 47:13-26 José está no total controle do Egito. Quanto deviam amar José. Esta parte da história é uma figura do futuro, do reino de 1000 anos do Senhor Jesus. A terra prosperará e ficará em paz. Vale a pena ler Sl 72:1-9 e Is 11:4-9 (sobre o milênio).

Gn 47:27-31 Os últimos dias de Jacó (ou Israel). Mas apesar do belo lugar que recebera, apesar da grande coisa que era ter seu filho governador de todo o país, Jacó agora volta seus pensamentos para a terra da promessa! Seu lugar de descanso não seria no Egito, mas em Israel.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Gênesis 46


Se meu coração estiver cheio de Cristo, as coisas que são contrárias a Ele não me atraem.

Gn 46:1 Jacó adorou a Deus antes de sair da terra.

Gn 46:2 Deus responde, e lhe assegura que sua família se tornaria uma grande nação! E Ele lhe assegura de Sua presença. Mas o melhor de tudo, Ele lhe assegura que Lhe fará subir outra vez (Jo 13:3).

Gn 46:5-26 A grande família de 66 almas viaja para o Egito. Não falta nenhum. Seriam eles todos homens bons, honestos, corretos? Dificilmente, mas formavam um povo humilhado. E é isso o que conta para Deus.

Gn 46:28 Isto é interessante. Judá outra vez; (Zc 10:6), ele é escolhido para ir na frente, e encontrar José. A tribo de Judá está hoje de volta à terra de Israel. Eles serão os primeiros a darem as boas vindas ao Senhor Jesus quando Ele voltar para reinar sobre a terra.

Gn 46:29 O próprio José vai encontrá-los em uma carruagem (Is 66:15).

Gn 46:30 Lemos das mãos de José, de suas lágrimas, de sua face, seu sangue e suas palavras. Agora se você quer ter alguns doces pensamentos e meditações, pense nestas mesmas cinco coisas do Senhor Jesus.

domingo, 7 de julho de 2013

Gênesis 43

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/43

A ressurreição de Cristo foi a segunda manhã na história da criação.

Gn 43:1 Deus estava permitindo que a fome ficasse pior. Mas Ele percebeu o quanto o povo a sentia. Há várias palavras comoventes ditas neste capítulo... As palavras de Jacó nos versículos 6,7,11-14. De José em 16,27,29. Do mordomo em 23. Os irmãos tomados pela culpa nem imaginavam que José conhecia suas consciências culpadas (veja 42:21-23). Eles pensavam dele como sendo um homem de dura cerviz (como eles próprios tinham sido muitos anos antes). Mas José não tinha nada para eles além de amor em seu coração. Quão pouco entendemos o amor do Senhor por nós, quando Ele permite que passemos por tristezas e dificuldades.

Gn 43:8-10 Volte e veja a parte que Judá teve quando se livraram de José. E veja o coração mudado. Ele está pronto a oferecer sua vida por seu irmão Benjamim.

Gn 43:11,15,25-26 Jacó ainda acha que os presentes irão ajudar. Pense no quão pouco isso iria significar para José. Ele estava interessado em seus corações. (Repare no contraste daquilo que José enviou como presente - 45:20-23).

Gn 43:30-31 Você consegue ler isto sem se comover? Que coração amoroso. Ele não guardava nenhum rancor por eles, e todavia ele não poderia deixar que vissem seu próprio coração. É só quando eles tivessem aprendido o quão mau era o coração deles que poderiam entender seu coração de amor.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Gênesis 42


Aquele que criou os céus e a terra, pediu um gole d'água.

Passaram-se mais de 18 anos desde José ter sido vendido. Mas Deus tem em mente um grande propósito. Quão pouco imaginavam os irmãos que aquele de quem tinham tanto ciúmes, e a quem venderam para escravidão, seria aquele a quem teriam que suplicar por pão! Quão pouco este mundo imagina que cada joelho irá se dobrar a Jesus (Fp 2:10).

Gn 42:6 Conte o número de vezes que eles se curvaram diante de José.

Gn 42:7 Ele os conheceu (Jo 15:16).

Gn 42:8-11 É só quando os irmãos reconhecem sua iniquidade é que ele poderia revelar o grande segredo de quem ele era.

Gn 42:12-20 As dificuldades aumentam, de modo que o exercício em seus corações se torna mais profundo.

Gn 42:21 Eles não podiam esquecer o momento, anos antes, quando viram sua expressão, quando o tinham vendido como escravo (Mt 27:36). (Para o Senhor Jesus não houve piedade.)

Gn 42:22 Seu sangue será requerido (Mt 27:25).

Gn 42:25-28 Repare nas últimas nove palavras!

Gn 42:29-38 Parece que a história deve terminar aqui. Que tragédia se assim tivesse ocorrido! (1 Co 15:14,8,19).

Gn 42:36 Repare nas últimas seis palavras. Que contraste, podemos dizer! (Rm 8:28).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

segunda-feira, 20 de maio de 2013

José - Bela Figura de Cristo

(Comentário Gênesis 37)

Não há nas Escrituras Sagradas um símbolo mais perfeito e belo de Cristo do que José. Quer encaremos Cristo como o objeto do amor do Pai ou da inveja dos "seus"— na Sua humilhação, sofrimentos, morte, exaltação e glória —, vemo-Lo maravilhosamente simbolizado em José.



José É Odiado por Seus Irmãos

No capítulo 37 temos os sonhos de José, cujo relato desperta a inimizade de seus irmãos. Ele era o objeto do amor de seu pai, e assunto de altos destinos, e, visto que os corações de seus irmãos não estavam em comunhão com estas coisas, eles odiaram-no. Não tinham parte no amor do pai, e não queriam aceder ao pensamento de exaltação de José. Em tudo isto, eles são uma figura dos Judeus nos dias de Cristo. "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1:11). Ele "não tinha parecer nem formosura" a seus olhos (Is 53:2). Não o reconheceram como o Filho de Deus nem como Rei de Israel. Os seus olhos não estavam abertos para verem "a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14). Não o queriam, e, pelo contrário, odiaram-No.

Cristo — Antítipo de José

Aconteceu assim com o grande Antítipo de José. Ele deu testemunho da verdade — fez boa confissão —, nada ocultou; só podia dizer a verdade porque Ele era a verdade, e o Seu testemunho da verdade teve a resposta, por parte do homem, por meio da cruz, o vinagre, e a espada do soldado que feriu o Seu lado. O testemunho de Cristo foi também acompanhado da graça mais profunda, plena e rica. Ele não veio apenas como a "verdade", mas também como a perfeita expressão de todo o amor do coração do Pai: "a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (Jo 1:17). Ele foi a plena manifestação aos homens do que Deus era. Por isso o homem foi deixado inteiramente sem desculpa. Ele veio e mostrou Deus aos homens, e os homens odiaram a Deus completamente. A manifestação do amor divino produziu ódio cruel. É isto que vemos na cruz; e temo-lo prefigurado duma maneira tocante na cova onde José foi lançado por seus irmãos.

"E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem. E disseram uns aos outros: Eis, lá vem o sonhador-mor! Vinde, pois, agora, e mantemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos."

Estas palavras fazem-nos lembrar a parábola de Mateus 21: "E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram" (versículos 37 a 39). Deus enviou o Seu Filho ao mundo com este pensamento: "Terão respeito a meu filho"; mas, ah! o coração do homem não tinha temor pelo "bem amado" do Pai! Lançaram-No fora. A terra e o céu estavam em discórdia a respeito de Cristo; e ainda o estão.O homem crucificou-O, mas Deus ressuscitou-O dos mortos. O homem pô-lo na cruz entre dois malfeitores; Deus colocou-O à Sua destra nas alturas. O homem deu-Lhe o lugar mais baixo na terra; Deus deu-Lhe o lugar mais elevado nos céus, em majestade sem igual.

José — um Ramo Frutífero

Tudo isto é prefigurado na história de José. Leia Gênesis 49:22-26. Estes versículos mostram-nos "os sofrimentos de Cristo e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Pe 1:11). "Os flecheiros" fizeram o seu trabalho; mas Deus era mais poderoso do que eles. O verdadeiro José foi flechado e gravemente ferido na casa de seus amigos; porém, "os braços de suas mãos foram fortalecidos" no poder da ressurreição, e a fé conhece-O agora como o fundamento de todos os propósitos de Deus de bênção e glória a respeito da Igreja, Israel e toda a criação. Quando pensamos em José na cova, e na prisão, e mais tarde como governador de toda a terra do Egito, vemos a diferença que existe entre os pensamentos de Deus e os pensamentos dos homens; e assim quando olhamos para a cruz e para o trono da Majestade nos céus, vemos a mesma coisa.

Nunca houve nada que revelasse o verdadeiro estado do coração do "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado" (Jo 15:22). Não é que eles não fossem pecadores. Não, mas "não teriam pecado". Do mesmo modo, Ele diz noutro lugar: "Se fôsseis cegos não teríeis pecado" (Jo 9:41). Deus aproximou-Se do homem na Pessoa de Seu Filho, e o homem pôde dizer: "este é o herdeiro", e todavia disse: "Vinde, matemo-Lo". Por isso, "mas agora não têm desculpa do seu pecado". Aqueles que dizem ver, não têm desculpa. A cegueira professa não é a dificuldade, mas sim a profissão de vista. É um princípio solene para uma época de crença professa, como esta. A continuidade do pecado está ligada com a profissão de ver. Um homem que é cego, e sabe que o é, pode esperar que os seus olhos sejam abertos, mas que poderá fazer-se por aquele que pensa ver, quando realmente não vê?
homem para com Deus como a vinda de Cristo.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 37

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/37


Se eu tiver um coração para Cristo, vou me humilhar... foi o que Cristo fez!

A história de José é uma das maiores e mais doces histórias já contadas. Contamos 75 maneiras em com esta história ilustra alguma parte da vida do Senhor Jesus Cristo. Numa visão geral, podemos dizer que a história pode ser uma bela figura de Cristo como um Homem na terra. Ele é rejeitado por Seu próprio povo, (os Judeus) e desaparece (na cruz e vai para o céu). Por Sua morte e ressurreição Ele traz vida a muitos. Ao invés de dar detalhes do que a história possa significar, vamos simplesmente dar um versículo que fala de algo similar acerca do Senhor. Se você estiver interessado, poderá lê-los. (Veja se pode acrescentar mais, há muitos).

Gn 37:1-4 O afortunado menino é amado por seu pai (Jo 3:35 e Mt 3:17). Ele tem uma capa de muitas cores (Hb 2:7).

Gn 37:5-11 Seus sonhos, logo no início de sua vida, falam de um dia de glória vindoura (Is 53:10-12 e Ap 4:9).

Gn 37:12-17 José andou cerca de 112 quilômetros para encontrar seus irmãos. Ele não parou até ter cumprido as ordens de seu pai (Jo 6:38).

Gn 37:18-22 Imediatamente eles planejam matá-lo (Mt 12:14 e Jo 5:18).

Gn 37:23-36 O ato é consumado. José se foi. Ao menos no que diz respeito a seus irmãos, se foi para sempre (Jo 15:24). Sua túnica é mergulhada no sangue de um animal morto e levada a seu pai. Este mundo pensa que quando Jesus morreu na cruz aquilo tenha sido o Seu fim. (Mt 27:62-66 e Jo 15:25).

N. Berry. Fonte: http://www.stories.org.br/gn_p.html ou http://chaday.blogspot.com.br/

terça-feira, 23 de abril de 2013

Jacó e Siquém

(Comentário Gênesis 34)

Não é que Jacó não fosse, em geral, um homem de fé; era, certamente, e como tal, tem um lugar entre "uma tão grande nuvem de testemunhas" de Hebreus 11. Porém mostrou um triste fracasso em não andar no exercício habitual desse princípio divino. Poderia a fé levá-lo a dizer, "ficarei destruído, eu e minha casa?" Não, evidentemente. A promessa de Deus no capítulo 28:14-15 devia ter banido qualquer temor do seu espírito. "...te guardarei... não te deixarei." Isto devia ter tranquilizado o seu coração. Porém, o fato é que a sua mente estava mais ocupada com o perigo que corria entre os homens de Siquém do que com a sua segurança nas mãos de Deus. Devia ter sabido que nem um só cabelo da sua cabeça poderia ser tocado, e, portanto, em vez de se preocupar com Simeão e Levi, ou as consequências do seu ato precipitado, devia julgar-se a si próprio naquela posição. Se não se tivesse fixado em Siquém, Diná não teria sido desonrada, e a violência de seus filhos não teria sido manifestada. Vemos constantemente crentes passando por profunda dor e dificuldades por causa da sua própria infidelidade; e então, em vez de se julgarem a si próprios, começam a ponderar as circunstâncias e lançam sobre elas a culpa.

Quantas vezes vemos pais crentes, por exemplo, em aflição de alma quanto à travessura, rebeldia e mundanidade dos seus filhos; e, ao mesmo tempo, eles são os próprios culpados por não andarem em fidelidade perante Deus quanto às suas famílias. Foi assim com Jacó. Estava em terreno moral baixo, em Siquém; e, visto que lhe faltava aquela sensibilidade refinada que o teria levado a detectar o baixo terreno, Deus, em verdadeira fidelidade, usou as suas circunstâncias para o castigar. "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl. 6:7). E um princípio do governo moral de Deus—um princípio de cuja aplicação ninguém pode escapar; e é uma misericórdia para os filhos de Deus serem obrigados a ceifar os frutos dos seus erros. É uma misericórdia ser-se ensinado, de qualquer modo, da amargura de deixar ou não de contar com o Deus vivo. Temos de aprender que este não é o nosso repouso; porque, bendito seja Deus, Ele não nos daria um repouso manchado. Ele quer que descansemos em e com Ele Próprio. Tal é a Sua graça; e quando os nossos corações duvidam, ou fracassam, a Sua palavra é "Se voltares..., diz o Senhor, para mim voltarás" (Jr. 4:1).

A humildade falsa, a qual é apenas o fruto da incredulidade, leva o extraviado ou apóstata a tomar uma posição inferior, desconhecendo o princípio ou medida da restauração de Deus. O filho pródigo procurava ser tomado como um servo, desconhecendo que, tanto quanto lhe dizia respeito, ele não tinha mais direito ao título de servo que ao de filho; e, além disso, seria inteiramente indigno do caráter do pai colocá-lo numa tal posição. Devemos vir a Deus no princípio e segundo a maneira digna d'Ele Mesmo, ou então não vir.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Gênesis 34


Estamos em comunhão com Cristo quando aquilo que é para a Sua glória é de grande importância para nós.
 
Antes de ler este capítulo, abra em Gl 6:7 e 8. O que a Palavra de Deus diz ali é o que acontece no capítulo de hoje. Após a promessa que ele recebeu em 28:22, Jacó deveria ter ido diretamente a Betel (ele finalmente chega lá, mas só após Deus mandar, 35:1). Mas o que ele viu da terra ao seu redor atraiu seus olhos e por isso ele não seguiu seu coração. Sua permanência no lugar errado fez com que este triste capítulo fosse escrito! Que lição há nisto para os que são pais. Temos cuidado com nossos filhos? Escolhemos os lugares só porque nos trazem vantagens? Morar perto daquela cidade foi algo arriscado, mas Jacó nunca pareceu se preocupar com isso! 

Gn 34:30-31 Jacó fala asperamente com seus filhos depois que o dano está feito. Repare também o modo como respondem a seu pai. E até mesmo os motivos que Jacó deu a seus filhos para que não fizessem aquilo, estavam todos centralizados em sua reputação e em suas possessões! 

Gênesis 33

 
Quem poderia prever que um Menino na manjedoura de Belém seria, ao mesmo tempo, o "Deus Poderoso"?

Depois de tudo isso, Jacó volta a seus velhos hábitos e truques. Deus transforma Esaú de um homem selvagem, vingativo, em alguém gentil. Às vezes tememos muito uma situação e não estamos fazendo o que Fl 4:6 nos diz. .

Gn 33:17-20 Você irá reparar as quatro coisas que Jacó edifica quando volta à sua terra. Primeiro, uma casa (não um altar como em 26:25). Depois, cabanas (currais) para seu gado. À medida que vai entrando na terra, ele tem outros pensamentos. Em terceiro lugar, ele comprou um campo. E finalmente, ele constrói um altar - Deus por último! (veja os comentários em 26:25 sobre estas coisas).

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Deus Luta com Jacó

(Comentário Gênesis 32)

"Jacó porém ficou só; e lutou com ele um varão." Notemos que não foi Jacó quem lutou com um varão; mas um varão que lutou com Jacó. Esta cena é vulgarmente mencionada como um exemplo do poder de Jacó na oração. Que não é assim é evidente pela simples redação da passagem. O eu lutar com um homem, e um homem lutar comigo são duas ideias totalmente diferentes para a mente. Se sou eu quem luta com outro é porque pretendo dele alguma coisa; se, pelo contrário, é outro que luta comigo é porque deseja conseguir alguma coisa de mim. Ora, no caso de Jacó, o objetivo divino era levá-lo a ver que criatura pobre, fraca, inútil, ele era, e quando Jacó resistiu tenazmente ao tratamento divino, o varão "tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele". A sentença de morte tem que ser lavrada sobre a carne — o poder da cruz tem que ser compreendido antes de podermos andar firmemente com Deus.
Até aqui temos seguido Jacó por entre todos os meandros e expedientes do seu extraordinário caráter — vimo-lo fazendo planos e pondo-os em prática durante a sua estadia de vinte anos com Labão; mas não foi antes de ter ficado só que teve uma verdadeira ideia da sua inutilidade. Então, havendo sido tocado o centro da sua força, ele pôde dizer, "não te deixarei ir". Como disse o poeta:

"Nenhum outro refúgio tenho;
Minha alma desamparada apega-se a Ti."

Isto foi uma nova era na história do suplantador e engenhoso Jacó. Até aqui ele havia-se agarrado aos seus meios e caminhos; mas agora é levado a dizer "não te deixarei ir". Bom, o leitor dirá que Jacó não se exprimiu assim até que "a juntura da sua coxa foi tocada". Este simples fato é suficiente para concretizar a verdadeira interpretação de toda a cena. Deus lutava com Jacó para o levar a este ponto. Já vimos que, quanto ao poder de Jacó na oração, tão depressa pronunciava algumas palavras a Deus mostrava logo o verdadeiro segredo da independência da sua alma, dizendo: "Eu o aplacarei (a Esaú) com o presente." Teria dito isto se tivesse realmente compreendido o significado do oração ou da verdadeira dependência em Deus? Certamente que não. Se tivesse esperado só em Deus, para aplacar Esaú, poderia ter dito: "eu o aplacarei com o presente?" Decerto que não! É preciso que Deus e a criatura conservem o seu lugar distinto, e sempre assim será com toda a alma que conhece a santa realidade de uma vida de fé.

Mas, oh! aqui está onde nós falhamos, se podemos falar uns pelos outros! Sob a fórmula plausível e aparentemente piedosa de usarmos meios, nós realmente encobrimos a infidelidade dos nossos pobres corações enganosos; pensamos que estamos esperando em Deus para abençoar os nossos meios, ao passo que, na realidade, O afastamos confiando nos meios, em vez de dependermos d'Ele, Oh! que os nossos corações possam compreender o mal deste procedimento! Possamos nós aprender a confiar mais simplesmente em Deus somente, para que assim a nossa história possa ser mais caracterizada por aquela santa elevação acima das circunstâncias através das quais estamos passando. Não é uma coisa fácil chegar a conhecer-se a nulidade da criatura até ao ponto de poder dizer-se: "não te deixarei ir se me não abençoares". Dizer isto do coração e permanecer no seu poder é o segredo de todo o verdadeiro poder. Jacó disse-o quando a juntura da sua coxa foi tocada; mas não antes. Lutou muito, até ceder, porque a sua confiança na carne era grande. Porém, Deus pode deprimir até ao pó o caráter mais ativo. Ele sabe como tocar a mola do poder da natureza, e escrever a sentença de morte inteiramente sobre ela; e até que isto não for feito não pode haver verdadeiro poder com Deus ou o homem. Temos de ser "fracos" para podermos ser "fortes". "O poder de Cristo" só pode "repousar sobre nós" em ligação com o conhecimento das nossas fraquezas. Cristo não pode pôr o selo da Sua aprovação sobre o poder da natureza, a sua sabedoria ou a sua glória: todas estas coisas têm de submergir-se para que Ele possa levantar-Se. A natureza humana nunca poderá constituir, de modo nenhum, uma base para manifestar a graça ou o poder de Cristo; pois se pudesse sê-lo então a carne podia gloriar-se na Sua presença; mas isto, como sabemos, nunca poderá ser. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A Má Consciência de Jacó

(Comentário Gênesis 32)

"E foi também Jacó o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus". Apesar de tudo, a graça de Deus ainda segue Jacó. Nada pode alterar o amor de Deus. Quem Ele ama, e como ama, ama-o até ao fim. O Seu amor é como Ele Próprio, "o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb. 13:8). Contudo, o pouco efeito que "o exército de Deus" produziu em Jacó pode ser visto pelos seus atos descritos neste capítulo. "E enviou Jacó mensageiros diante da sua face a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom." Jacó sente-se evidentemente inquieto a respeito de Esaú, e com razão: havia-o tratado mal, e a sua consciência não estava tranquila. Contudo em vez de confiar em Deus sem reservas, ele entrega-se outra vez aos seus próprios planos, de modo a impedir a ira de Esaú. Procura entender-se com Esaú, em vez de apoiar-se em Deus.

"E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo. Como peregrino morei com Labão e me detive lá até agora." Tudo isto indica uma alma muito afastada do seu centro em Deus. "Meu senhor", e "teu servo", não é a linguagem própria de um irmão ou de alguém cônscio da dignidade da presença de Deus; mas era a linguagem de Jacó, e de Jacó, também, com uma má consciência.

"E os mensageiros tornaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem a encontrar-te, e quatrocentos varões com ele. Então, Jacó temeu muito e angustiou-se." Mas o que faz ele primeiramente?- Confia em Deus? Não, começa a atuar:

"... repartiu em dois bandos o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos. Porque dizia: Se Esaú vier a um bando, e o ferir, o outro bando escapará." O primeiro pensamento de Jacó era sempre um plano, e ele não é mais que um verdadeiro exemplo do pobre coração humano. Verdade é que depois de ter feito o seu plano ele volta-se para Deus, e pede-Lhe libertação; mas tão depressa acaba de orar, recomeça os seus planos. Bom, orar e fazer planos nunca dará resultado. Se eu fizer planos, estou confiando, mais ou menos, nos meus planos; mas quando oro, devo descansar unicamente em Deus. Por isso, as duas coisas são inteiramente incompatíveis: destroem-se virtualmente uma à outra. Quando a minha vista está ocupada com a minha própria administração das coisas não estou preparado para ver Deus atuar por mim; e nesse caso, a oração não é a expressão da minha necessidade, mas apenas o cumprimento supersticioso de alguma coisa que julgo deve ser feita, ou pode ser o pedido a Deus para santificar os meus planos. Isto nunca dará resultado. O princípio não é pedir a Deus para santificar e abençoar os meus planos, mas pedir-Lhe para o fazer Ele Próprio (1).

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(1) Sem dúvida, quando a fé deixa Deus atuar, Ele empregará os Seus meios; porém isto é uma coisa totalmente diferente de Ele aceitar e abençoar os planos e preparativos da incredulidade e impaciência. Esta distinção não é suficientemente compreendida.
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terça-feira, 2 de abril de 2013

Gênesis 32


A única descrição biográfica que Jesus deu de Si próprio foi, "Sou manso e humilde de coração" (Mt 11:29).

Gn 32:1-2 Outra prova do cuidado de Deus por Jacó. Deus envia um grupo de anjos ao encontro dele. Pode ajudar se você abrir em algumas passagens sobre anjos. Sl 34:7, Dn 6:22, Hb 1:4 e 1 Pd 1:12. Nelas vemos que os anjos não são apenas servos de Deus (Hb 1:7) mas nos servem também. Eles estão ao nosso redor hoje (Hb 13:2). A palavra "Maanaim" significa dois arraiais ou dois exércitos. Um arraial era formado por suas esposas, filhos e por ele próprio. O outro era um guarda-costas formado por anjos! Será que estamos menos protegidos? não. Mas este arraial só é visto por nós pelo olho da fé.

Gn 32:3-7 Ao invés de confiar na promessa de Deus, e nos anjos de Deus, Jacó faz seus próprios planos. Ele envia servos para dizerem a seu irmão Esaú o quão rico ele está. Mas Jacó fica mais apavorado quando escuta que Esaú está vindo com um exército de 400 homens!

Gn 32:8 Jacó divide sua família em dois grupos.

Gn 32:9-12 Quase como uma lembrança de última hora, ele ora a Deus!

Gn 32:13-23 Ele continua a armar estratagemas!

Gn 32:24-32 Um homem o encontra e luta com ele. Jacó persiste em lutar e em atracar-se ao anjo (na verdade o Senhor) até que lhe seja dada uma bênção. Sua coxa é tocada e pelo resto de sua vida ele andou mancando (vers. 31). Quando chegamos ao fim de nós mesmos e o Senhor nos toca de algum modo que nos faça sentir nossa fraqueza, então nunca mais "andamos" do mesmo modo. O nome de Jacó é mudado, e também seu caráter. O Senhor nos mudou? Ou será que continuamos a mesma pessoa obstinada, presunçosa, que costumávamos ser?

quinta-feira, 21 de março de 2013

Gênesis 31 (Parte 2)


Jesus na cruz foi meu substituto... Jesus, ressuscitado e exaltado, é minha aceitação.

Gn 31:25-27 Jacó não precisava ter agido tão abruptamente e partido sem o conhecimento de seu tio. Ele não se apoiou em Deus, nem confiou em seu companheiro.

Gn 31:26-42 Um triste modo de agir. Raquel havia roubado alguns dos deuses de seu pai! Precisam inventar uma mentira para evitar que seu pai os encontrem. Geralmente são necessárias mentiras para esconder obras más.

Gn 31:43-55 Nenhum homem confiou no outro. A aliança que fizeram, e a coluna que ergueram é uma evidência de que um tinha medo de ser ferido pelo outro.

Gn 31:52 A preocupação deles. Não há muito amor fraternal (Que parte tem o crente com o incrédulo? 2 Co 6:14-18). Quando voltamos para os hábitos mundanos é importante que os confessemos e os abandonemos (Pv 28:14).

domingo, 17 de março de 2013

O Conhecimento do Deus da Graça

(Comentário Gênesis 29, 30 e 31)

Ora, é segundo o verdadeiro caráter de Jacó, de lugar em lugar da sua extraordinária história, que se obtém uma maravilhosa vista da graça divina. Ninguém senão Deus poderia suportar uma pessoa como Jacó assim como ninguém senão Deus teria tratado com uma pessoa assim. Graça começa pelo ponto mais baixo. Recebe o homem como ele é, e trata com ele no pleno conhecimento do que ele é. É de grande importância compreender este aspecto da graça no ponto de decisão de alguém; habilita-nos a levar, com firmeza de coração, as descobertas posteriores de vileza pessoal, que tão frequentemente abalam a confiança e perturbam a paz dos filhos de Deus.

Muitos não compreendem desde o princípio a ruína completa da sua natureza, tal qual se manifesta na presença de Deus, embora os seus corações hajam sido atraídos pela graça, e as suas consciências tranquilizadas, de algum modo, pela aplicação do sangue de Cristo. Por isso, à medida que vão avançando na sua carreira, começam a fazer descobertas mais profundas do mal em seus corações, e, sendo deficientes na sua compreensão da graça de Deus, e da eficácia e extensão do sacrifício de Cristo, levantam imediatamente a questão acerca de serem filhos de Deus. Deste modo são tirados a Cristo e atirados para cima de si próprios, e então ou se entregam às ordenações, de modo a manterem o seu tom de devoção, ou caem outra vez inteiramente no mundanismo e na carnalidade. Estas consequências são desastrosas, e o resultado de não se ter o coração estabelecido na graça.

É isto que torna o estudo da história de Jacó tão interessante e útil. Ninguém pode ler estes três capítulos sem ser despertado pela graça maravilhosa que pôde cuidar de um como Jacó, e não apenas cuidar dele, mas dizer, depois da descoberta plena de tudo que havia nele, que não "viu iniquidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó" (Nm 23:21). Deus não diz que não havia perversidade e iniquidade em Jacó. Uma tal afirmação não daria confiança ao coração — a própria coisa, sobre todas as coisas, que Deus quer dar. Nunca daria ânimo ao coração de um pobre pecador dizer-lhe que nele não havia pecado — porque, enfim, ele sabe muito bem que há —, porém, se Deus diz, com base no sacrifício perfeito de Cristo, que não vê pecado sobre si, isso dá, infalivelmente, paz ao seu coração e à consciência. Se Deus tivesse escolhido Esaú, não teríamos tido, de modo nenhum, uma tal demonstração da graça; é por esta razão, que ele não aparece perante nós na luz amável em que vemos Jacó. Quanto mais o homem se afunda, mais a graça de Deus se eleva. À medida que o meu débito aumenta, nos meus cálculos, de cinquenta para quinhentos talentos, do mesmo modo, a minha apreciação da graça, e a experiência do amor que, não tendo nós nada com que pagar, pôde liberalmente perdoar-nos tudo (Lc. 7:42), se elevam.

Bem podia o apóstolo dizer, "... bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram" (Hb 13:9).

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Manifestação do Coração do Homem

(Comentário Gênesis 30)

Toda a labuta e trabalho de Jacó, à semelhança do contrato infeliz que fez, é o resultado do seu desconhecimento da graça de Deus, e a sua incapacidade para ter confiança implícita nas Suas promessas. O homem que podia dizer, depois de uma promessa de Deus de lhe dar toda a terra de Canaã, "SE Deus me der pão para comer e vestes para vestir", podia apenas ter uma pálida compreensão de Quem Deus era, ou o que era a Sua promessa; e por esta razão vemo-lo fazer tudo que pode por si mesmo. Este é sempre o método adotado quando a graça não é compreendida: os princípios da graça podem ser professados, mas a verdadeira medida da nossa experiência do poder da graça é outra coisa muito diferente.

Poderia supor-se que a visão de Jacó lhe tivesse falado de graça; contudo a revelação de Deus em Betel, e o procedimento de Jacó em Harã são duas coisas muito diferentes; todavia, este mostra-nos o que fora a compreensão de Jacó daquela. O caráter e o comportamento são prova real da medida da experiência e convicção da alma, seja qual for a profissão. Porém Jacó não se conhecia ainda tal qual era perante Deus, e portanto desconhecia a graça, e mostrou a sua ignorância medindo-se com Labão e adotando as suas máximas e métodos.

Não pode deixar de notar-se o fato que visto Jacó ter falhado em entender e julgar o caráter natural da sua carne perante Deus, foi, na providência de Deus, levado para a própria esfera na qual esse caráter foi inteiramente revelado nos seus traços mais largos. Foi conduzido a Harã, o país de Labão e Rebeca, a própria escola donde esses princípios, de que ele era um adepto notável, tinham emanado, e onde eram ensinados, mostrados e mantidos. Se alguém quisesse aprender o que Deus era tinha de ir a Betel; se desejasse conhecer o que o homem era devia ir a Harã. Mas Jacó havia falhado em receber a revelação que Deus lhe dera de Si Próprio em Betel, e portanto foi para Harã, e ali mostrou o que era — e, oh! que contendas e que mesquinhez! Que subterfúgios e que astúcia! Não mostra confiança santa em Deus, nem fé e esperança n'EIe.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 30


Tristes acontecimentos. O fato de Jacó ter duas esposas trouxe muita luta para dentro do lar. O atrito e ciúme das esposas passou para os filhos. Veremos isso nos dias que se seguirão, à medida que formos lendo o livro.

Gn 30:25-26 Quando José nasce, Jacó tinha o desejo de voltar para o "meu lugar, e à minha terra". É bom ver que ele chama aquela terra de sua. Pois embora Deus a tivesse apenas prometido a ele, ele cria em Deus e já a considerava sua.

Gn 30:27 Seu primo Labão não está feliz com a ideia  Parentes e amigos que não sejam salvos não gosta que nos separemos deles.

Gn 30:28-43 Um estratagema após outro. Podemos não nos surpreender com a malandragem de Labão, pois ele era um idólatra. Mas de Jacó esperávamos coisas melhores que essas. Jacó foi um homem que se encontrou com Deus em Betel, que viu anjos, e que fez um acordo sério com Deus. Mas aqui vemos Jacó de volta aos truques e enganos mundanos. Quando um crente volta às maneiras mundanas, é muito, muito triste. Todavia quão paciente e longânimo é Deus! Deus espera pacientemente até que seu teimoso "filho" esgote todas suas possibilidades. Deus, em sua humilde graça, com freqüência chama a Si mesmo de "Deus de Jacó". É este o Deus que precisamos conhecer cada vez mais.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Dois Negociantes

(Comentário Gênesis 29)

É admirável ver como Jacó ingressa numa atmosfera tão adequada à sua condição moral. O pechincheiro Jacó encontra-se com o explorador Labão, e vê-los, de fato, ambos esticando os nervos para se excederem um ao outro em astúcia. Não devemos estranhar o caso em Labão, pois ele nunca havia estado em Betel: nunca vira o céu aberto e uma escada posta na terra cujo topo tocava nos céus; nem tinha ouvido  promessas grandiosas dos lábios do Senhor, garantindo-lhe toda a terra de Canaã, com uma posteridade inumerável. Não é de admirar, pois, que ele mostrasse um espírito avaro e abjeto; não tinha outro recurso. É escusado esperar do homem do mundo outra coisa que não seja um espírito mundano, e princípios e métodos mundanos; não tem nada superior; e não podemos tirar uma coisa limpa duma imunda. Porém, encontrar Jacó, depois de tudo que havia visto e ouvido em Betel, a lutar com um homem do mundo, e procurando, por tais meios, acumular riquezas, é notavelmente humilhante.

E todavia, enfim, não é um caso raro encontrar os filhos de Deus esquecendo assim os seus altos destinos, e a herança celestial, para descerem à arena com os filhos deste mundo, a fim de ali lutarem pelas riquezas e honras de uma terra ferida de pecado e perdida. Na verdade, isto é de tal forma verdadeiro que, em muitos casos, é difícil descortinar uma simples evidência daquele princípio que o apóstolo João nos diz "que vence o mundo" (1 Jo 5:4). Olhando para Jacó e Labão, e considerando-os segundo princípios naturais, será difícil notar neles qualquer diferença. É preciso ficar-se atrás das cenas e compreender os pensamentos de Deus quanto a ambos para ver como diferem um do outro. Todavia foi Deus Quem os fez diferir, e não Jacó; e assim é agora. Por muito difícil que possa ser descortinar alguma diferença entre os filhos da luz e os filhos das trevas, há, todavia, uma grande desigualdade — uma diferença baseada no fato solene que os primeiros são "vasos" de misericórdia, que "para glória já dantes preparou", enquanto que os últimos são "os vasos da ira (¹), preparados (não por Deus, mas pelo pecado) para a perdição" (Rm 9:22-23). Isto faz uma diferença muito séria. Os Jacós e os Labães são diferentes materialmente, e serão para sempre diferentes, embora os primeiros possam falhar tristemente na realização e manifestação prática do seu verdadeiro caráter e dignidade.

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(¹) É muito interessante notar como o Espírito de Deus, em Romanos 9, e, na verdade, através de toda a Escritura, nos precavê contra as conclusões horrendas que a mente humana tira da doutrina da eleição de Deus. O que Ele diz dos "vasos da ira" é que eles são simplesmente para "destruição". Não diz que Deus os "preparou". Ao passo que, por outro lado, quando se refere aos vasos de misericórdia, diz que Deus "para glória já dantes os preparou". Isto é notável.

Se o leitor consultar por um momento Mateus 25:34 a 41 há-de encontrar outro caso notável e belo da mesma coisa. Quando o rei se dirige aos que estão à Sua direita, diz-lhes; "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado, desde a fundação do mundo" (versículo 34). Porém quando fala aos que estão à Sua esquerda, diz: "Apartai-vos de mim, malditos." Não diz, "malditos de meu Pai". E, além disso, acrescenta, "para o fogo eterno" preparado, não para vós, mas "para o diabo e seus anjos" (versículo 41).

Em suma, é, portanto, claro que Deus "preparou" um reino de glória e "vasos de misericórdia" para herdarem esse reino; mas não preparou "o fogo eterno" para os humanos, mas sim para "o diabo e seus anjos"; nem tão-pouco preparou os "vasos para ira", mas eles mesmos se prepararam para isso.

A Palavra de Deus estabelece tão claramente a "eleição" como nos avisa contra "a condenação". Todos os que se encontrarem no céu terão de dar graças a Deus por isso, e todo aquele que se achar no inferno terá de agradecer a si próprio por isso.
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C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

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