sexta-feira, 31 de maio de 2013

Gênesis 39



Na vida de Cristo, Deus Se aproximou do homem... na morte de Cristo, o homem pode aproximar-se de Deus.


Gn 39:1-6 José, em submissão, se adapta à vida de um escravo. Não lemos de qualquer reclamação (Lc 2:49-52).

Gn 39:2 Que belo parêntese e que segredo para entendermos! O Senhor estava com ele em sua prosperidade. (Veremos outra afirmação notável mais tarde neste capítulo).

Gn 39:7-20 Tentado, não apenas um dia, mas muitos (Hb 4:15). As circunstâncias favoráveis são a causa dos ataques sutis que Satanás às vezes traz sobre nós.

Gn 39:9 Todo pecado é contra Deus. Ele não disse "nós", mas "eu". Ele estava em uma posição muito mais responsável do que ela. Ela não conhecia o Senhor.

Gn 39:21-23 Que doce cumprimento do início do versículo 2. Aqui na adversidade, agora na prisão, existe esta bendita confiança de que "o Senhor estava com José". (Na prosperidade, e na prisão).

Gn 39:23 O Senhor estava por detrás de todos os eventos. Nós também podemos descansar na promessa de Fp 1:6.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sensibilidade Espiritual

(Comentário Romanos 14)

"ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas." (Rm 14.1) Podemos errar tanto de um lado como do outro. Podemos nos tornar tão estreitos a ponto de rejeitarmos um irmão fraco na fé, ou receber alguém digno de repreensão, com base em questões duvidosas, e especulações da razão. O Espírito Santo gostaria que evitássemos cuidadosamente ambos os extremos. Em muitas coisas, como comer e beber, considerar certos dias como santos, ou todos os dias iguais -- em todas as coisas como estas, não devemos julgar uns aos outros, mas devemos andar juntos em amor.

"Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo." (Rm 14.10) Não se trata aqui de sermos levados a juízo por causa de nossos pecados, ou do pecado. Isto já ficou estabelecido antes nesta epístola (capítulo 8.1,33,34). O Senhor nos assegura que não seremos levados a juízo. (João 5.24) Qual é, então, o significado aqui? Simplesmente a questão apresentada. O fato de que todos serão colocados diante de Deus, O qual não pode cometer um erro naquilo que Ele aprova, deveria ser uma prova salutar a nos prevenir do injurioso hábito de julgarmos uns aos outros. "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Assim que não nos julguemos mais uns aos outros." (Rm 14.12,13)

É claro que isto não nos ensina a sermos indiferentes quando a Pessoa de Cristo, ou a verdade que nEle há, é atacada: Paulo teve que resistir até mesmo a Pedro. Mas aqui nos é ensinado a "não pôr tropeço ou escândalo ao irmão". (Rm 14.13) Pôr tropeço é não andar segundo o amor. Um irmão fraco, que me veja comendo coisas oferecidas aos ídolos, pode ser levado a fazer o mesmo, e sua consciência, sendo corrompida, ele pode cair na idolatria, e colocar-se, com o passar do tempo, sob o poder de Satanás e, no que diz respeito à comunhão, afastar-se de Cristo; na verdade, o mesmo lugar onde uma pessoa ímpia precisou ser colocada para a destruição da carne (1 Coríntios 5.5). Isto seria destruir um irmão, ao invés de destruir a carne, ou, por outro lado, ter sua consciência destruída. Em qualquer circunstância, o amor procuraria não colocar uma pedra de tropeço no caminho de um irmão.

Ficamos sabendo de casos como o de uma pessoa que guarda o dia do Senhor (domingo) como se fosse o shabbat (o sábado dos judeus), com uma piedade tipicamente judaica, enquanto outra, para mostrar ter um conhecimento superior a esse respeito, pratica coisas no dia do Senhor que seriam uma profanação aos olhos da outra. O resultado, em ambos os casos, tem sido desastroso. Durante anos, tanto a consciência como a comunhão de ambos estiveram perdidas ou destruídas. No entanto, não suponha, nem por um momento, que a expressão "não destruas" possa significar a destruição da vida eterna. As Escrituras não podem se contradizer. Se parecer significar isto, então ficará evidente que não entendemos o verdadeiro significado de pelo menos um dos textos. Se a vida eterna que temos em Cristo pudesse ser destruída, então já não seria eterna. E, acerca daqueles que têm vida eterna, Jesus disse: "Nunca hão de perecer". (Jo 10.28) Isto basta para a fé. Todavia, é da maior importância termos constantemente diante de nós a consciência do tribunal de Cristo. Isto nos preservará de julgarmos demais, ou de nos devorarmos uns aos outros.

O grande tema aqui é servir a Cristo de modo aceitável a Deus. "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens." (Rm 14.17,18) Estas são palavras preciosas: justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Se Deus reinar em nossos corações, haverá consistência; haverá aquilo que é condizente com o santo lugar em que nos encontramos. "Sigamos pois as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros." (Rm 14.19) Isto nos levará a evitarmos fazer qualquer coisa, seja comer carne ou beber vinho, com que um irmão possa se escandalizar. Todavia isto não deve nos levar a comprometer o evangelho.

Se Paulo tivesse se recusado a comer com os gentios a fim de não escandalizar a Pedro, aquilo não teria servido para a edificação, mas teria comprometido o evangelho. Seria o mesmo que dizer que Cristo não é suficiente para sua salvação eterna, que você precisa também guardar a lei. Isso porque para alguns a lei era considerada superior a Cristo. De modo semelhante, se uma sociedade de homens viesse a dizer que Cristo só não é suficiente para a libertação de um pecador e para sua completa salvação, e que você deveria assumir perante eles o compromisso de não beber vinho, não seria fé, amor, ou edificação você comprometer o evangelho sujeitando-se a isso. Isso logo o levaria, como os mestres judaizantes, a apartar-se de Cristo.

Se Cristo não tiver a preeminência, algo mais logo terá. Satanás sempre procura usar coisas boas para tirar o lugar que é devido a Cristo. A lei é boa, a temperança é boa; mas vigiemos para que nenhuma delas venha a roubar-nos de Cristo. Precisamos nos amparar "à direita e à esquerda". (2 Co 6.7) Estes comentários são dirigidos para os casos em que a temperança é colocada no lugar de Cristo. Que cada um de nós esteja plenamente persuadido em sua própria mente, e lembremo-nos de que "tudo que não é de fé é pecado". (Rm 14.23) Questionemo-nos na presença de Deus: Será que preciso disto para meu corpo que pertence ao Senhor? Será que há algum irmão que conheço que ficará escandalizado se eu tomar isto? Faço-o por fé? É agradável ao Senhor que eu tome ou faça isto?

E sejamos bem cuidadosos em não nos gloriarmos nestes assuntos, ou em julgarmos nosso irmão. "Tens fé? Tem-na em ti mesmo DIANTE DE DEUS. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova." (Rm 14.22)

C. Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

Romanos 14


A NOVA NATUREZA é a capacidade... o ESPÍRITO SANTO é o poder... quando sou dependente e obediente.

O modo como os crentes devem se comportar para com todos, mas tendo sempre o Senhor em mente. As opiniões pessoais são, com freqüência, as razões do comportamento de uma pessoa, mas não é isto o que Deus está nos dizendo aqui.

Rm 14:13-23 As pessoas costumam olhar para aqueles que não agem do modo como elas pensam que eles deveriam agir. Os crentes não devem ser controlados pelo que pensam, mas pela Palavra de Deus. Devemos estar conscientes do efeito que exercemos sobre outros pelo modo como agimos; e o que é mais importante, que somos responsáveis para com o Senhor. Alguns que haviam sido Gentios antes de terem sido salvos podiam ter sido idólatras. As pessoas mais pobres podiam estar comprando no açougue carne que havia sido oferecida a ídolos. Surgiu a questão quanto a ser correto para um crente comer tal tipo de carne. Uma pessoa que tivesse acabado de conhecer ao Senhor Jesus como Salvador não saberia muito sobre o Senhor ou sobre as Escrituras. Um crente mais velho não deveria ofender a consciência do mais novo ao comer esse tipo de carne, mesmo que pudesse comê-la com boa consciência.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A Mesa do Senhor (Parte 1)

A questão da mesa do Senhor é, com frequência, um assunto que confunde o filho de Deus. Pois ele encontra ao redor de si não apenas muitas mesas, estabelecidas sobre diferentes bases, mas, quando começa a investigar este assunto, encontra tantas teorias quantas forem as mesas, no que diz respeito ao significado da ceia à qual ele é convidado a participar. Portanto, a única forma de ele evitar o erro e ser achado em obediência ao seu Senhor, é tapar os ouvidos à confusão de vozes dos teólogos e acatar o ensino claro e inequívoco da Palavra de Deus. E é a isto que desejo guiá-lo nesta carta.

Como era de se esperar, não há nada que esteja faltando com respeito a este tema nas Escrituras. Sendo assim, o capítulo 10 de 1 Coríntios explica o caráter da mesa e o capítulo 11 nos dá o caráter da ceia e a maneira como ela deve ser celebrada. 

Vamos considerar primeiro a questão da mesa. "Porventura o cálice da bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo: porque todos participamos do mesmo pão" (1 Coríntios 10.16,17). Está claro que esta passagem ensina duas coisas: em primeiro lugar, que o pão sobre a mesa é o símbolo do corpo de Cristo ("Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo" - veja também 1 Coríntios 12.13); e em segundo lugar, que somos participantes dele como membros deste corpo ("porque todos participamos do mesmo pão"). Por conseguinte, assim como temos a comunhão do sangue de Cristo por meio do vinho, também temos a comunhão do corpo de Cristo por meio do pão, quando participamos da ceia em conformidade com os pensamentos de Deus. A mesa é assim a expressão da unidade do corpo de Cristo; e, consequentemente, somente os membros deste corpo podem estar apropriadamente reunidos em torno dela. 

Por estranho que possa parecer, a "igreja" da Inglaterra concorda com este princípio, pois não admite à sua mesa alguém que não tenha sido batizado, e ela declara que cada pessoa batizada é transformada em "um membro de Cristo". O erro, como pode ver, está em atribuir ao batismo (como meio) aquilo que só pode ser produzido pelo Espírito de Deus. Menciono este caso apenas para mostrar a você que o princípio aqui anunciado, longe de ser algo peculiar, é largamente aceito.

Como Identificar a Mesa do Senhor

Ora, é pela aplicação deste princípio que você pode identificar qual, de todas mesas ao seu redor, é a mesa do Senhor. Aplique este teste em cada mesa denominacional e qual será o resultado? Você logo irá perceber que nenhum sistema sectário pode ter a mesa do Senhor, pois a base sobre a qual uma mesa denominacional é estabelecida, em todos os casos, não abrange todo o corpo de Cristo. Mesmo se, por um momento apenas, admitíssemos a hipótese de que todos os seguidores de uma determinada denominação fossem membros do corpo de Cristo, teríamos ainda que perguntar: "Existem outros membros do corpo fora dessa denominação?" Se existirem, então tal mesa não é a mesa do Senhor, por mais sincera, consciente e piedosa que possa ter sido a forma como foi estabelecida. Porém alguns poderiam responder: "Mas estamos abertos para receber a todos os outros membros do corpo de Cristo". Mesmo assim eu diria que isso não altera a situação, pois a base adotada determina o caráter da mesa que sobre ela é estabelecida; e a base adotada em qualquer denominação é de um caráter tal que muitos cristãos fiéis não poderiam estar em comunhão nessa mesa. Por exemplo, os dissidentes (nome dado pela igreja Anglicana aos outros Protestantes) são excluídos, por questão de consciência, da mesa da "igreja" Anglicana; e os Anglicanos são igualmente excluído das mesas dos dissidentes. Sendo assim, em nenhum desses lugares poderá ser identificada a mesa do Senhor, já que a base adotada para a comunhão é outra, e não aquela do corpo de Cristo.

Mais uma vez, experimente testar as mesas dos sistemas que se dizem não-sectários usando o mesmo princípio. Talvez você me diga que conhece um lugar onde toda a questão denominacional é repudiada e onde é ensinado que todos os cristãos devem estar unidos apenas como cristãos. Muito bom, mas ainda assim eu teria algumas perguntas a fazer. Eu perguntaria: Estão os crentes reunidos naquele lugar somente para o nome de Cristo? Existe liberdade para o Espírito ministrar por intermédio de quem Ele desejar? É exercida a disciplina para que haja santidade? Pois o Senhor não pode aprovar coisa alguma que esteja em desacordo com as Escrituras - qualquer coisa que não seja condizente com o caráter do Seu próprio nome. Se estas perguntas puderem ser respondidas afirmativamente, então você talvez possa concluir que encontrou a mesa do Senhor. Caso contrário, por mais atraente e correta que possa ter parecido a uma primeira análise, você deve rejeitá-la como estando na mesma situação daquelas estabelecidas pelos sistemas denominacionais.

Judá e Tamar - O Triunfo da Graça de Deus sobre o Pecado

(Comentário Gênesis 38)

Este capítulo apresenta-nos uma dessas circunstâncias notáveis em que a graça de Deus triunfa gloriosamente sobre o pecado do homem, "Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá" (Hb 7:14). Mas como? "Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá" (Mt 1:3). Isto é peculiarmente notável. Vemos como Deus, na Sua muita graça, Se eleva acima do pecado e da loucura do homem, com o fim de cumprir os Seus propósitos de amor e misericórdia. Assim um pouco mais adiante, no versículo 6, lemos, "e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias". É digno de Deus atuar desta maneira. O Espírito de Deus conduz-nos através da linha por meio da qual, segundo a carne, veio Cristo; e, fazendo-o, dá-nos, como elos na cadeia genealógica, Tamar e Bate-Seba! Como é evidente que nada há do homem em tudo isto! Como é claro, quando chegamos ao fim do primeiro capítulo de Mateus, que é "Deus manifestado em carne" que encontramos, e isto, também, da pena do Espírito Santo. O homem nunca poderia ter inventado uma tal genealogia. E inteiramente divina, e ninguém espiritual poderá lê-la sem ver nela uma bendita demonstração de graça divina, em primeiro lugar; e em segundo lugar da inspiração de todo o evangelho de Mateus. Creio que um confronto de 2 Samuel 11 e Gênesis 38 com Mateus 1 dará ao cristão concentrado assunto para meditação muito agradável e edificante.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

Gênesis 38



Quando Cristo é feito minha sabedoria, então posso viver sem a minha própria sabedoria.

Muitas pessoas tentam imaginar por que Deus teria incluído este capítulo na bela história de José. Bem, é bom vermos que na lista dos ancestrais de nosso bendito Senhor, em Mt 1:1-3, este mesmo incidente é mencionado! Nosso Senhor nasceu da tribo de Judá. Isto apenas magnificou a graça de Deus. Nos mostra que toda a raça humana é má. Não há bem em nenhum de nós. O Senhor Jesus foi o único Homem perfeito que já viveu - Hb 7:14. Mas leia do poder transformador (para nós) da morte e ressurreição de Cristo (Hb 10:14).

segunda-feira, 20 de maio de 2013

José - Bela Figura de Cristo

(Comentário Gênesis 37)

Não há nas Escrituras Sagradas um símbolo mais perfeito e belo de Cristo do que José. Quer encaremos Cristo como o objeto do amor do Pai ou da inveja dos "seus"— na Sua humilhação, sofrimentos, morte, exaltação e glória —, vemo-Lo maravilhosamente simbolizado em José.



José É Odiado por Seus Irmãos

No capítulo 37 temos os sonhos de José, cujo relato desperta a inimizade de seus irmãos. Ele era o objeto do amor de seu pai, e assunto de altos destinos, e, visto que os corações de seus irmãos não estavam em comunhão com estas coisas, eles odiaram-no. Não tinham parte no amor do pai, e não queriam aceder ao pensamento de exaltação de José. Em tudo isto, eles são uma figura dos Judeus nos dias de Cristo. "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1:11). Ele "não tinha parecer nem formosura" a seus olhos (Is 53:2). Não o reconheceram como o Filho de Deus nem como Rei de Israel. Os seus olhos não estavam abertos para verem "a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14). Não o queriam, e, pelo contrário, odiaram-No.

Cristo — Antítipo de José

Aconteceu assim com o grande Antítipo de José. Ele deu testemunho da verdade — fez boa confissão —, nada ocultou; só podia dizer a verdade porque Ele era a verdade, e o Seu testemunho da verdade teve a resposta, por parte do homem, por meio da cruz, o vinagre, e a espada do soldado que feriu o Seu lado. O testemunho de Cristo foi também acompanhado da graça mais profunda, plena e rica. Ele não veio apenas como a "verdade", mas também como a perfeita expressão de todo o amor do coração do Pai: "a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (Jo 1:17). Ele foi a plena manifestação aos homens do que Deus era. Por isso o homem foi deixado inteiramente sem desculpa. Ele veio e mostrou Deus aos homens, e os homens odiaram a Deus completamente. A manifestação do amor divino produziu ódio cruel. É isto que vemos na cruz; e temo-lo prefigurado duma maneira tocante na cova onde José foi lançado por seus irmãos.

"E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem. E disseram uns aos outros: Eis, lá vem o sonhador-mor! Vinde, pois, agora, e mantemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos."

Estas palavras fazem-nos lembrar a parábola de Mateus 21: "E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram" (versículos 37 a 39). Deus enviou o Seu Filho ao mundo com este pensamento: "Terão respeito a meu filho"; mas, ah! o coração do homem não tinha temor pelo "bem amado" do Pai! Lançaram-No fora. A terra e o céu estavam em discórdia a respeito de Cristo; e ainda o estão.O homem crucificou-O, mas Deus ressuscitou-O dos mortos. O homem pô-lo na cruz entre dois malfeitores; Deus colocou-O à Sua destra nas alturas. O homem deu-Lhe o lugar mais baixo na terra; Deus deu-Lhe o lugar mais elevado nos céus, em majestade sem igual.

José — um Ramo Frutífero

Tudo isto é prefigurado na história de José. Leia Gênesis 49:22-26. Estes versículos mostram-nos "os sofrimentos de Cristo e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Pe 1:11). "Os flecheiros" fizeram o seu trabalho; mas Deus era mais poderoso do que eles. O verdadeiro José foi flechado e gravemente ferido na casa de seus amigos; porém, "os braços de suas mãos foram fortalecidos" no poder da ressurreição, e a fé conhece-O agora como o fundamento de todos os propósitos de Deus de bênção e glória a respeito da Igreja, Israel e toda a criação. Quando pensamos em José na cova, e na prisão, e mais tarde como governador de toda a terra do Egito, vemos a diferença que existe entre os pensamentos de Deus e os pensamentos dos homens; e assim quando olhamos para a cruz e para o trono da Majestade nos céus, vemos a mesma coisa.

Nunca houve nada que revelasse o verdadeiro estado do coração do "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado" (Jo 15:22). Não é que eles não fossem pecadores. Não, mas "não teriam pecado". Do mesmo modo, Ele diz noutro lugar: "Se fôsseis cegos não teríeis pecado" (Jo 9:41). Deus aproximou-Se do homem na Pessoa de Seu Filho, e o homem pôde dizer: "este é o herdeiro", e todavia disse: "Vinde, matemo-Lo". Por isso, "mas agora não têm desculpa do seu pecado". Aqueles que dizem ver, não têm desculpa. A cegueira professa não é a dificuldade, mas sim a profissão de vista. É um princípio solene para uma época de crença professa, como esta. A continuidade do pecado está ligada com a profissão de ver. Um homem que é cego, e sabe que o é, pode esperar que os seus olhos sejam abertos, mas que poderá fazer-se por aquele que pensa ver, quando realmente não vê?
homem para com Deus como a vinda de Cristo.

C. H. Mackintosh. Fonte: http://www.scribd.com/doc/105168410/Notas-Sobre-o-Pentateuco-Genesis-C-H-Mackintosh

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