sábado, 13 de julho de 2013

Romanos 16

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/16

O Espírito Santo é o poder que nos desliga de tudo o que é contrário a Deus... e nos leva àquilo que é invisível... a Cristo.

Paulo amava a todos os irmãos e sabia o que muitos estavam fazendo. Ele era rico em amizades. E é por esta razão que recorda a tantos, mesmo que apenas por nome (em poucos casos), os homens e mulheres que igualmente muito o ajudaram. Sempre que coubesse algum louvor, Paulo nunca deixava de fazê-lo. Não seria também um belo modo de agirmos com outros crentes?

Rm 16:17-18 Paulo não estava querendo ganhar popularidade bajulando a todos. Ele tem algumas palavras duras para aqueles que estavam causando divisões - criando denominações. Hoje muitos crentes são tolerantes com aqueles que causam divisões e ofensas que são contrárias à doutrina que aprenderam. Repare no que deveria ser feito com pessoas assim.

Rm 16:25-27 Que belo final para esta poderosa Epístola. Possamos receber graça de Deus para vivermos em conformidade com estas palavras. Então andaremos no gozo da bênção desta expressão final de louvor a Deus.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Senhor Jesus Cristo no Centro (Parte 1)

É muito importante que você compreenda claramente o que significa a presença do Senhor no centro da assembléia (igreja local); mas a condição necessária para que a promessa da Sua presença seja cumprida também não pode ser esquecida. Ele nunca prometeu estar em qualquer lugar onde os santos estivessem reunidos e nem tampouco afirmou que todos os que se reunissem, como cristãos, para adorá-Lo, poderiam contar com Sua presença. Suas palavras são: "Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí, estou Eu no meio deles" (Mateus 18.20). Sendo assim, a condição essencial é que os santos estejam reunidos em (ou 'ao') Seu nome, e se isto não for cumprido na íntegra, a promessa da Sua presença não será levada a efeito.

Nosso primeiro objetivo, portanto, será explicar o que significa esta condição. Devo esclarecer que uma tradução mais correta do texto seria "para" ou "ao Meu nome", pois a preposição aqui usada como "em" invariavelmente tem o significado de "em o", "ao" ou "para". Portanto o significado mais apropriado aqui é "reunidos ao Meu nome". Cabe ainda ressaltar que esse "nome" não é usado aqui apenas como um título, mas, como normalmente acontece nas Escrituras, trata-se de uma expressão de tudo o que Cristo é. Assim, quando o Senhor Se dirige ao Pai, para falar de Seus discípulos, dizendo, "Eu lhes fiz conhecer o Teu nome, e lho farei conhecer mais" (João 17.26a), não estava querendo dizer que revelou-lhes meramente o fato de que Deus também leva o nome de Pai, mas que esteve lhes ensinando tudo o que Deus era para eles nesta relação de parentesco. E acrescenta que já havia feito isso, e também ainda iria fazê-lo, "para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja". (João 17.26b) O que Ele desejava era que os discípulos entendessem o que Deus era para eles como Pai, e ainda revelava que eles seriam levados a desfrutar de todo o amor que Deus, como Pai, tinha para lhes dar. 

O Valor do Nome de Cristo

De um modo semelhante, a palavra "nome" na passagem citada no início (Mateus 18.20) expressa tudo o que Cristo é como homem glorificado e como Senhor no relacionamento que agora mantém com o Seu povo. Quando digo que agora mantém é porque ficou bem evidente que as palavras em João 17.26 foram proferidas acerca de uma época quando Ele estaria ausente. Do mesmo modo, em Mateus 16.18 Ele diz, "edificarei a Minha Igreja", apontando para uma época futura, e a passagem na qual a palavra "nome" ocorre (Mateus 18.20) está ligada à ação disciplinar da igreja no versículo 17. É óbvio que enquanto Ele estava neste mundo os discípulos não poderiam estar reunidos ao Seu nome, pois ainda estavam com Ele, seu Mestre e Senhor.

Podemos então tomar a palavra "nome" como expressão da Pessoa de Cristo - Ele próprio, em toda a verdade da Sua Pessoa, como Aquele que foi ressuscitado e glorificado à destra de Deus. Fica evidente que Cristo é o único objeto que nos une, e nosso único centro de atração quando estamos reunidos, pois o Espírito Santo nunca irá reunir crentes para qualquer outra coisa senão Cristo. Basta qualquer coisa ser acrescentada - seja uma doutrina peculiar, ou uma forma de governo eclesiástico em especial - e a reunião já não estará em conformidade com o pensamento de Deus. 

O Único Centro

Se, por exemplo, eu concordasse em me reunir com alguns outros crentes com pontos de vista em comum, não poderíamos estar reunidos somente ao nome de Cristo, pois algo estaria sendo acrescentado ou suprimido. Mas se estivesse reunido com aqueles que reconhecem que o próprio Cristo é o único centro de atração; com aqueles que aceitam Sua autoridade como Senhor; que se submetem à Sua Palavra, e deixam que tudo seja regido por ela quando reunidos, então a reunião seria ao Seu nome. E somente neste caso, pois onde for reconhecida a autoridade do homem, suas tradições ou seus regulamentos, não importa qual seja o grau de piedade individual daqueles envolvidos, não se trata de uma reunião no mesmo caráter.

Ora, é somente no meio de Seu povo reunido desse modo que o Senhor prometeu estar. "Aí, estou Eu no meio deles." Isto por si só demonstra a extrema importância de se estar reunido ao Seu nome, pois, como dissemos, se esta condição for negligenciada, não teremos fundamento algum para contar com a Sua presença. Não basta falarmos que estamos cumprindo esta condição. O ponto essencial é: Será que o Senhor reconhece que a estamos cumprindo? Ele é o Juiz. Portanto seria uma presunção contar com a Sua presença em nosso meio, se estivéssemos nos reunindo de acordo com nossos próprios pensamentos - sem levar em consideração a Sua Palavra. Mas "onde estiverem dois ou três reunidos em (ou ao) Meu nome, aí, estou Eu no meio deles".

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Gênesis 44

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/44

A Sabedoria transforma o conhecimento em discernimento; e a Sabedoria é nosso Senhor Jesus Cristo.

Gn 44:1-13 Que grupo de homens em dificuldades! Mas um coração quebrantado diante de Deus é prelúdio de bênção para o crente. Lembre-se de que as escrituras só têm um significado, mas muitas aplicações. A interpretação primeira de toda esta história é uma figura de Israel, não da igreja. (A igreja está representada por Azenate, 41:50 - a esposa gentia de José). A experiência dos irmãos é um tipo de Israel na tribulação. Eles irão então, como uma nação, passar por um tempo de terrível tribulação por aquilo que fizeram a seu Messias (At 2:36). Então, quando estiverem completamente quebrantados, o Senhor Jesus irá voltar para eles, e reinar como rei sobre a terra (Rm 11:26). Nós, igreja, somos Sua noiva (Ef 5:25) e reinaremos com Ele sobre a terra.

Gn 44:16 Agora vem a confissão final. Deus descobriu a iniquidade deles? Deveras? O que eles na verdade demonstravam era - agora descobrimos que Deus sabe.

Gn 44:18-34 Que palavras ternas! Vem do coração de um homem verdadeiramente quebrantado.

domingo, 7 de julho de 2013

A Ceia do Senhor (Parte 2 - Final)

"... E Assim Coma"

Tal é, portanto, o significado da ceia e como você poder perceber o apóstolo nos dá avisos solenes quanto a negligenciarmos a sua importância. "Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação (ou seu próprio juízo), não discernindo o corpo do Senhor" (1 Coríntios 11.27-29). Não se questiona aqui se somos dignos de participar da ceia do Senhor; mas o que o apóstolo condena é participar de uma maneira indigna. 



Todo cristão, a menos que tivesse sido excluído por algum pecado, era digno de participar, por ser um cristão. Mas podia acontecer de um cristão ir à ceia sem julgar-se a si mesmo, ou sem apreciar, como deveria, aquilo que a ceia trazia ao seu pensamento e o fato de Cristo estar ligado a ela. Ele não estaria discernindo o corpo do Senhor, além de não discernir e não julgar o mal em si próprio. E se assim comesse e bebesse, estaria comendo juízo para si, isto é, traria disciplina sobre si próprio, pois o Senhor julga o Seu povo e os repreende para que não sejam condenados com o mundo (1 Coríntios 11.32). Assim Ele puniu os Coríntios por sua negligência - alguns com fraqueza, outros com enfermidades, e alguns até mesmo com a morte do corpo (1 Coríntios 11.30). Daí a necessidade de nos examinarmos quanto à maneira como participamos da ceia do Senhor, e de julgarmos tudo aquilo que for descoberto como sendo impróprio na presença dEle; "Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados" (1 Coríntios 11.31), isto é, se aplicássemos um juízo próprio não seríamos corrigidos pelo Senhor.

Ocupados com Cristo

De tudo o que foi falado, fica claro que não estamos qualificados para a mesa do Senhor até que fique definida a questão de nosso relacionamento com Deus - ou, em poucas palavras, até que tenhamos paz com Deus. Pois se estou ocupado com o meu ego, com meu próprio estado de espírito, com dúvidas, ansiedades ou temores, não posso estar ocupado com a morte de Cristo. Com frequência, muito dano é causado por se receber cedo demais as almas à mesa do Senhor. Pois quando vêm antes de terem paz com Deus, olham para a mesa como se fosse um meio de se obter graça e, uma vez que na ceia é a morte de Cristo que é colocada diante delas, tornam-se infelizes e angustiadas por não conhecerem o valor daquela morte para si próprias. Pelo menos até que haja paz de consciência pelo poder do sangue de Cristo, a alma não se encontra em liberdade, não se encontra à vontade para contemplar a morte de Cristo.

Volto a repetir. Quando nos encontramos à mesa do Senhor, não é para estarmos ocupados com os benefícios que recebemos pela morte de Cristo. Mas é para entrarmos, pelo poder do Espírito, nos pensamentos de Deus a respeito da morte de Seu amado Filho. Pois estamos ali como adoradores e, como tais, no interior e além do véu rasgado (Mateus 27.51; Hebreus 10.20). E, uma vez lá, ficamos absortos com o fato de que o próprio Deus foi glorificado na morte de Cristo e, em comunhão com Ele, pensamos no que Cristo foi para Deus; nunca tão precioso aos olhos de Deus como naquele terrível momento em que foi feito pecado e, a fim de glorificar a Deus, suportou tudo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Então, com o coração transbordando, somos capacitados, pelo Espírito, a extravasar o nosso louvor e adoração. Que tremendo pensamento, podermos ser admitidos a contemplar, juntamente com Deus, o Seu Cristo sendo lançado no pó da morte, com todas as ondas e vagas de Deus passando sobre Ele! E à medida que O contemplamos não podemos deixar de clamar: "Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai: a Ele glória e poder para todo o sempre. Amém" (Apocalipse 1.5-6).

Levando Sacrifícios de Louvor

Encontramo-nos, portanto, à mesa como pessoas que dão, não como pessoas que recebem; muito embora, com toda a certeza, recebemos muito quando estamos ali de acordo com os pensamentos de Deus. Mas o objetivo de nossa reunião é adorar, render a homenagem de nosso coração a Deus, por termos sido redimidos por meio da morte de Seu Filho. E quem poderia descrever o abençoado privilégio que é anunciarmos a morte do Senhor dessa maneira? Reunidos ao redor dEle próprio, com os comoventes símbolos de Seu corpo e sangue diante de nossos olhos, reivindicando as afeições do nosso coração! Seu amor, que as muitas águas não poderiam apagar nem os rios afogar, penetra em nosso coração e toma posse de nossa alma, nos constrangendo a nos prostrarmos aos Seus pés em grata adoração, e nos fazendo almejar pelo momento quando O veremos face a face e, contemplando a Sua glória, estaremos junto a Ele, O adorando por todas as eras da eternidade!

Termino, orando para que você possa ser instruído cada vez mais no significado da morte do Senhor, como é apresentada na Sua ceia.

Gênesis 43

Leia em http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/43

A ressurreição de Cristo foi a segunda manhã na história da criação.

Gn 43:1 Deus estava permitindo que a fome ficasse pior. Mas Ele percebeu o quanto o povo a sentia. Há várias palavras comoventes ditas neste capítulo... As palavras de Jacó nos versículos 6,7,11-14. De José em 16,27,29. Do mordomo em 23. Os irmãos tomados pela culpa nem imaginavam que José conhecia suas consciências culpadas (veja 42:21-23). Eles pensavam dele como sendo um homem de dura cerviz (como eles próprios tinham sido muitos anos antes). Mas José não tinha nada para eles além de amor em seu coração. Quão pouco entendemos o amor do Senhor por nós, quando Ele permite que passemos por tristezas e dificuldades.

Gn 43:8-10 Volte e veja a parte que Judá teve quando se livraram de José. E veja o coração mudado. Ele está pronto a oferecer sua vida por seu irmão Benjamim.

Gn 43:11,15,25-26 Jacó ainda acha que os presentes irão ajudar. Pense no quão pouco isso iria significar para José. Ele estava interessado em seus corações. (Repare no contraste daquilo que José enviou como presente - 45:20-23).

Gn 43:30-31 Você consegue ler isto sem se comover? Que coração amoroso. Ele não guardava nenhum rancor por eles, e todavia ele não poderia deixar que vissem seu próprio coração. É só quando eles tivessem aprendido o quão mau era o coração deles que poderiam entender seu coração de amor.

terça-feira, 2 de julho de 2013

A Ceia do Senhor (Parte 1)

Nunca devemos nos esquecer de que podemos estar à mesa do Senhor e, no entanto, falharmos completamente ao participar da ceia do Senhor. Os Coríntios estavam reunidos para o nome de Cristo; reuniam-se semana após semana em torno da mesa do Senhor, e ainda assim o apóstolo Paulo, ao escrever a eles, diz: "Quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor" (1 Coríntios 11.20). Eles haviam caído em tal desordem, pelo egoísmo e pelo descaso para com a importância da ceia, que acabaram fazendo desta solene ocasião uma oportunidade para se banquetearem. A ceia que comiam era, portanto, a ceia deles próprios e não a Ceia do Senhor, pois haviam quase que completamente deixado de associar o pão e o vinho ao corpo e sangue de Cristo. Daí a solene admoestação: "Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo" (1 Coríntios 11.22). 

Uma Comunicação Especial

O apóstolo prossegue explicando o verdadeiro caráter da ceia e nos diz que havia recebido do Senhor uma comunicação especial acerca deste assunto. É importante prestarmos atenção a isto, uma vez que o apóstolo recebeu esta comunicação em conexão com seu ministério do corpo de Cristo (Colossenses 1.24,25), e já que esta é a última comunicação acerca do assunto, é a esta passagem, mais do que aos evangelhos (os quais, no entanto, relatam a instituição da ceia na noite da páscoa), que recorremos para expor o seu significado.

Quem poderia deixar de ser tocado pela grandiosa graça que é expressa nas palavras de abertura deste relato: "O Senhor Jesus na noite em que foi traído, tomou o pão" (1 Coríntios 11.23). Que contraste entre o coração do homem e o coração de Cristo! Prestes a ser traído por um de Seus discípulos, "Ele tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de Mim" (1 Coríntios 11.23, 24).

O Pão

O pão é, portanto, um símbolo do corpo do Senhor Jesus que foi entregue em favor dos Seus - entregue à morte por eles, por nós, por todos os que crêem - sobre a cruz; e quando comemos estamos fazendo isso para recordá-Lo. Se prestássemos mais atenção à expressão "em memória" evitaríamos cair em muitos erros. Nós recordamos algo que já aconteceu, isto é, trazemos isso de volta à memória. Assim, quando comemos o pão na ceia do Senhor, trazemos à memória que o Senhor um dia esteve morto; lembramo-nos dEle naquela ocasião - na condição de morte - à qual Ele desceu, quando carregou nossos pecados sobre o Seu próprio corpo no madeiro - quando suportou toda a ira que nós merecíamos, glorificando a Deus até no que diz respeito ao nosso pecado. Portanto, quando partimos o pão, não nos lembramos de Cristo em Sua condição atual, mas de Cristo na condição em que estava.

O Cálice

O cálice também expressa o mesmo. "Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento [aliança] no Meu sangue: fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de Mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Coríntios 11.25, 26). Portanto o vinho que tomamos é um símbolo do sangue de Cristo; e isto por si só já nos fala de morte, já que não podemos pensar em sangue separado do corpo exceto como uma expressão de morte. O versículo 26 dá ênfase à verdade de que tanto ao comermos do pão quanto ao bebermos do cálice, estamos expressando, anunciando, ou proclamando, a morte do Senhor. Não podemos deixar de insistir com veemência sobre o fato de que na ceia do Senhor voltamos o nosso olhar para o passado, para um Cristo morto; tomamos a ceia como recordação de que um dia Ele esteve morto - morto sobre a cruz e morto na sepultura. Pois Ele, que não conheceu pecado, não somente carregou os nossos pecados, como também foi feito pecado, para que fôssemos feitos justiça de Deus nEle (2 Coríntios 5.21). Note bem que nem mesmo se trata de um Cristo morrendo, mas de um Cristo morto - não se trata de um Cristo morrendo, uma contínua repetição de Seu sacrifício, como muitos erroneamente ensinam, mas de um Cristo morto; "Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados" (Hebreus 10.14).

Portanto, este é o único pensamento que deveria estar diante de nossa alma à mesa do Senhor. Que simplicidade - porém quão bem planejada para tocar nosso coração e levá-lo a prostrar-se diante dEle em adoração. Quando nos sentamos ao redor da Sua mesa, comemoramos a Sua morte! Ora, o apóstolo mostra que se é um Cristo morto, quem foi que morreu? É impossível encontrarmos outras duas palavras que, juntas, pudessem expressar isto tão bem quanto "a morte do Senhor". Quantas coisas estão envolvidas no fato de que Ele, que é chamado o Senhor, morreu! Que amor! Que propósitos! Que eficácia!... E que resultados! O Senhor Se entregou por nós. Celebramos a Sua morte. 

Observe que é "até que venha" (1 Coríntios 11.26b). Portanto, enquanto olhamos para trás, para a cruz, somos levados a lembrar de Sua vinda em glória, para nos receber para Si; o merecido fruto do Seu trabalho e de Sua morte. Assim não podemos nunca nos esquecer de que nossa completa redenção, sendo feitos "conformes à imagem de Seu Filho" (Romanos 8.29), é o resultado da morte de Cristo. Pois as duas coisas, a cruz e a glória, estão aqui indissoluvelmente ligadas.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um em Cristo (Parte 2 - Final)

(Comentário Romanos 15)

E repare no verdadeiro trabalho deste evangelista, de não construir sobre fundamento alheio. "E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado." (Rm 15.20) Isto é uma coisa das mais importantes. Oh, pense que ainda hoje existem milhares de cristãos nominais nas cidades e vilarejos que nunca ouviram o evangelho. E em muitos lugares há uma verdadeira sede pela simples verdade. É encorajador saber a maneira como Deus, em Sua soberania, está usando os folhetos evangelísticos. Ainda assim, é agradável a Ele que Seus santos não apenas distribuam esses folhetos, pela fé, nos lugares que estão mais além, mas que também o evangelista leve as boas novas a todo lugar "e arredores". (Rm 15.19)

Alguns poderão dizer que não são evangelistas. Não, mas vocês podem ajudar os que são; providencie para que tenham sempre um bom suprimento de folhetos e livros: estas coisas ajudam imensamente o evangelista em seu bendito trabalho de ganhar almas para Deus, e em edificá-las quando convertidas. Talvez você possa ajudar mais em oração e em simpatia para com o trabalho do evangelista. Você pode ajudá-lo a conseguir acomodações em alguma aldeia distante. Em suma, se nossos corações estão movidos na simpatia que Cristo tem para com as almas preciosas, Ele nos mostrará uma maneira de sermos auxiliadores nesta obra. Que o Senhor possa dar-nos mais desse anelo pelas almas como o que encontramos nestes versículos.

"Pelo que também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco... e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco." (Rm 15.22,23) Este é um fato importante aqui registrado. O Espírito Santo bem sabia da futura arrogância da igreja professa, e como Roma acabaria sendo a cabeça dessas pretensões. Portanto, o Espírito toma o cuidado de excluir qualquer informação acerca de quem tenha sido o primeiro a pregar a Cristo em Roma. Destas palavras, fica evidente que o apóstolo dos gentios não tinha ainda estado lá. E nem tampouco há qualquer partícula de evidência de que Pedro ou qualquer outro apóstolo tivesse estado ali quando a assembléia foi estabelecida. Ali os irmãos estavam capacitados a edificar uns aos outros. Aprendemos também que esta epístola foi escrita por volta da época em que Paulo subiu a Jerusalém para levar as contribuições aos santos pobres. Isso aconteceu um pouco antes de ele ser enviado a Roma como prisioneiro (Atos, capítulos 20, 21 etc.). O apóstolo não sabia quais os meios que o Senhor usaria para levá-lo a Roma. Possamos aprender disto que o Senhor pode, e quer, cumprir todos os Seus propósitos.

"E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de Cristo." (Rm 15.29) Sim, e também duros grilhões e prisões, além do terrível vento chamado euro-aquilão o aguardavam como companheiros da viagem a Roma. Todavia seu Senhor não o desapontou. Foi de Roma, e em Roma, que o Senhor usou Paulo na exposição da plenitude do evangelho e na revelação da igreja. E foi dali que Paulo enviou o precioso manancial de verdade aos Efésios, Filipenses e Colossenses. Assim, nas mais severas tempestades da vida, podemos descansar em paciência, assegurados de que Ele tudo faz bem. Nos versículos 30 e 31 vemos como o apóstolo valorizava as orações de santos que nunca tinha visto; e o Senhor acabou respondendo àquelas orações à Sua própria maneira.

Neste capítulo Paulo falou de Deus como "o Deus de esperança" (vers. 13), e "o Deus de paciência" (vers. 5). Agora, "o Deus de paz seja com todos vós. Amém." (Rm 15.33) Portanto, é certo que precisamos conhecê-Lo como o Deus de esperança, paciência e paz. Quão importante é que O conheçamos assim nestes últimos e dificultosos dias em que vivemos.

C. Stanley. Fonte: http://pt.scribd.com/doc/104720029/Vida-Atraves-Da-Morte

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